quinta-feira, 26 de julho de 2012

A religião de Alá





Se a situação financeira permitir, pelo menos uma vez na vida todo o muçulmano deve ir até Meca, na Arábia Saudita. O ponto máximo da peregrinação é chegar até a Mesquita Sagrada de Meca e dar sete voltas em torno de uma grande edificação negra, a Caaba. Esse templo, segundo a tradição islâmica, foi construído por ordem de Abraão e representa o ponto em que os poderes divinos tocam a terra. Dentro do templo está uma pedra negra, que os muçulmanos devem beijar ou tocar.
Em seguida, os peregrinos vão para Mina, para participar das solenidades no Monte Arafat, onde o profeta Maomé fez seu último sermão. Embora as voltas em torno da Caaba sejam um momento muito emotivo para os peregrinos, as solenidades no Monte Arafat representam o clímax da Hajj - como é chamada a peregrinação pelos muçulmanos.
Os peregrinos também precisam ir até um lugar onde há três monumentos representando o demônio. Os fiéis apedrejam esses monumentos, para marcar sua fé. O final da peregrinação é num local perto de Meca, onde são oferecidos sacrifícios de animais. Em todo o mundo, nesta época, os muçulmanos sacrificam 500 mil ovelhas e 15 mil bois e camelos. A data da Hajj é determinada pelo calendário lunar. Mulheres são aceitas apenas se acompanhadas de um parente homem. O território sagrado de Meca e Medina é vedado aos não muçulmanos. A Hajj é um dos "cinco pilares" do islamismo. Os outros quatro preceitos são: a profissão de fé, as orações diárias, a contribuição para o Estado e o jejum do Ramadã.
A profissão de fé significa seguir os mandamentos da fé muçulmana. As orações diárias mandam que todo o fiel deve rezar, virado para Meca, cinco vezes por dia - de manhã, ao meio-dia, na primeira hora da tarde, ao pôr-do-sol e à noite. O jejum do Ramadã significa abster-se, durante o dia, de comida, bebida, fumo e sexo no nono mês do calendário lunar. Posto o sol tudo o que é legal é permitido. A contribuição ao Estado é, como o próprio nome já diz, um pagamento que todo o muçulmano faz ao Estado de acordo com sua renda.
O islamismo foi fundado pelo profeta Maomé (578-632 d.C.), em Meca, no ano de 622 d.C.. Toda a base da religião islâmica está no livro chamado de Corão ou Alcorão. De acordo com a doutrina islâmica, o conteúdo da obra foi revelado por Deus (Alá) a Maomé. Toda a vida religiosa, moral e política da comunidade gira em torno do Corão. Para o muçulmano, o Corão é a palavra ditada por Deus a Maomé e ninguém poderá acrescentar algo. O islamismo prega a fé num Deus único e a obediência irrestrita a suas ordens. O muçulmano é, antes de tudo, um submetido a Deus (muslim): "Aos olhos de Deus, a religião é a submissão" (Corão,3,19). O conteúdo do Corão é repleto de metáforas que podem ser interpretadas de várias maneiras. É por essa razão que grupos como o Taleban, no Afeganistão, cometem atos violentos em nome de Alá.
A religião de Alá é singular em vários aspectos. No culto islâmico não há lugar para música, nem para imagens. Nas relações sociais a poligamia é permitida aos muçulmanos: "Casai com quantas mulheres quiserdes, duas, três ou quatro: mas se temeis não poder tratá-las com eqüidade, então tende uma só" (Maomé). Segundo Maomé, os povos que não têm religião superior (caracterizada por livros sagrados) devem ser submetidos ao Islã. 

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