domingo, 29 de julho de 2012

GERAÇÃO 60


- UMA GERAÇÃO MENTIROSA E TRAIDORA
 JB Xavier 
Começo exaltando as
 exceções do título deste
artigo. São Poucas, mas
 existem. A elas o meu
respeito.
O fato é que estou
cansado. Cansado e 
. Muito desanimado. 
Já não sei mais o 
que dizer aos meus filhos. 
Eles estão na casa 
dos 30 anos. Eu? tenho
 sessenta. Eles sempre 
me admiraram, e à minha 
geração, pelo que
 ela significou para as
 mudanças ocorridas no Brasil.
 E o que ela significou
 realmente?
Eis uma pergunta que me faço há pelo menos uns
 20 anos, tão logo
 comecei a me sentir traído por ela! Por me sentir 
assim, já escrevi o artigo 
Carta à Minha Geração
Eu gostaria de ter escrito este artigo ainda na década de sessenta
, quando eu era voz vencida entre os estudantes de meu colégio
, onde eu ocupava o perigoso cargo de Presidente do Gremio
 Estudantil Henrique Fontes, no Colégio Normal Gov. Celso Ramos,
 em Joinville, Santa Catarina. Idem, mais tarde, na faculdade.
 Eu queria ter escrito este artigo há época, e o teria feito, mas
 por outras razões, muito diversas daquelas que me levaram a
 escrevê-lo agora.
Texto completo
Se eu tivesse escrito este artigo na década de 60, eu teria
 sido linchado não pelo exército, mas pelos meus pares, que 
me considerariam traidor da causa! Sim, porque se o exército
 não fez carinho nos revolucionários, estes por sua vez não
 eram nenhum anjinhos, e os exemplos estão aí, com Celso Daniel etc... 
Quanto às torturas, prisões etc...apesar de terem sido cruéis
 e desnecessárias, eram previsíveis. Nenhuma guerra se faz 
atirando rosas no inimigo. Tanto da parte dos revolucionários 
quanto da parte do exército. Vide as ações armadas de nossa
atual Presidente.
Na verdade, quem queria trabalhar - e progredir - em paz, como
 eu, não foi molestado em nenhum momento pela ditadura 
militar. Trabalhei, estudei, casei, progredi e tive meus filhos sem 
nunca ter tido o menor problemas com os milicos. 
Problemas sim, com a ditadura, tiveram os que não conseguiam 
seguir as regras do jogo da competição sadia, ou por incompetência,
 ou por desejo de enriquecimento rápido. E qual é o caminho mais
 rápido para isso? Desfazer o jogo e criar outro, com suas próprias regras -
 geralmente exclusivas e desonestas. É o que temos hoje! E foi aí, que,
 há época, o exército disse Não!
Mas o fato é que, apesar de tudo, não posso morrer sem escrever 
este artigo, para que permaneça fiel às minhas idéias e me posicione
 de vez no lugar onde sempre desejei estar: Ao lado da modernidade,
 do progresso pessoal e intelectual, da meritocracia e dos princípios
 básicos da verdade.

Porque não escrevi antes? Porque a estupidez e a imbecilidade coletiva 
das décadas de 60, 70 e 80, motivada por uma lavagem cerebral coletiva
 dos jovens de minha geração, orquestrada pelos países totalitários e
 lideradas por artistas "esclarecidos" e pseudo-intelectuais brasileiros, levou 
minha geração a uma histeria sem precedentes que a tornou cega e surda,
 mas não muda!
Meus filhos, quando adolescentes, admiravam as mudanças conseguidas 
pela sociedade brasileira, em sua resistência ao regime militar. Como eles
 não tinham vivenciado o "antes" e o "durante", deixei-os se deliciarem
 com o "depois", não sem certo orgulho por ter pertencido a uma 
época única da história brasileira.
E por que eu não me deixei contagiar por essa lavagem cerebral? 
Simples! Eu me lembro que eu era o único que queria aprender francês
, nas aulas deste idioma - sim, porque aprendíamos francês nos dois
 primeiros anos do curso chamado ginasial, há época. Nos dois últimos 
e nos três anos do colegial, aprendíamos inglês, que tampouco ninguém
, exceto eu e uns poucos, tinha interesse.
Por que estou dizendo isto? Acreditem não é para jogar confete sobre
 eu mesmo, nem para parecer ter uma inteligência privilegiada, que sei que
 não tenho. É apenas para lhes dizer que eu queria ler em outros
 idiomas o que estava acontecendo fora do Brasil. E quando eu pude ler
 com desenvoltura o "Le Monde" e "TIME", comecei a enxergar o outro
 lado do discurso popular da "resistência" brasileira. Pude ver que
 tudo não passava de uma fraude monumental, orquestrada por
 países da Cortina de Ferro interessados em abocanhar poder na 
então ultra sub-desenvolvida América Latina, como já haviam feito na 
Europa do Leste e Cuba.

Pude ver então que o tão valente caudilho que desceu a Sierra 
Maestra para salvar Cuba do corrupto Fulgencio Batista, acabou por
 se render ao dinheiro fácil, e por quatro bilhões de dólares anuais, 
alugou o território cubano para que a então União das Repúblicas 
Socialistas Soviéticas instalasse seus míssseis quase no quintal dos 
americanos.
No Brasil sempre se achou que Fidel Castro foi um herói. 
Bulhufas! Até seu discurso de guerrilheiro era uma farsa! Ele disse
 "Desenvolvemos uma guerra de movimento, de atacar e retirar-se.
 Surpreendê-los. Atacar e atacar. Desenvolvemos a arte de confundir
 as forças adversárias, para obrigá-las a fazer o que queríamos.
 E muita arma psicológica", disse Fidel sobre a guerrilha.
Isto saiu, há época nos jornais europeus e americanos, mas quem,
 no Brasil, há época, além dos intelectuais interessados em tomar 
o poder, como fez Fidel, e alguns artistas cretinos desejosos de 
mamar em suas tetas, sabia inglês? Ninguém! Então rezava-se pela
 cartilha desses hipócritas que hoje estão no poder.
Ora, a técnica de guerrilha descrita por Fidel, foi uma das duas
 únicas e estúpidas invenções de Mao Tsé Tung, que revolucionou
 o que se sabia até então sobre guerra, descrita por sua máxima:
 "O inimigo avança, recuamos. O inimigo cansa, provocamos. O 
inimigo acampa, fustigamos. O inimigo se retira, perseguimos.
" A outra invenção foi lançar a moda de queimar montanhas de livros
 praças públicas!
Invenções, vírgula, porque Mao, também um mentiroso retrógrado
 empedernido, que conseguiu fazer a China retornar à escuridão
 da ignorância medieval, apropriou-se deste conceito de guerrilha que
 foi, na verdade escrito no século IV a.C. pelo estrategista militar Sun 
Tzu, em seu livro famoso A Arte da Guerra, que tanto sucesso
 faz entre nós hoje em dia. Aliás outros déspotas famosos fizeram
 o mesmo, como Gengis Khan e Napoleão, só para ficarmos com dois
 dos mais conhecidos. 
Quem lia inglês, há época ficou sabendo que foi o jornalista 
Herbert Matthews, do "New York Times", que apresentou fidel aos 
Estados Unidos e ao mundo, após entrevistá-lo em Cuba.
E um detalhe, o ataque de Fidel aos quartéis de Moncada, na 
cidade de Santiago de Cuba, fracassou. Fidel foi preso, julgado e
 condenado a 15 anos de prisão. Quem se informava há época
 ficou sabendo que em 1955, fidel foi anistiado por Batista e,
 clandestinamente, montou o Movimento 26 de Julho. Em 7 de julho, 
ele partiu em exílio para o México, onde conheceu o argentino Che 
Guevara e organizou o embrião da guerrilha.
Um anistiado que se voltou contra o anistiador - uma fórmuila
 seguida à risca pelos "revolucionários" brasileiros da geração 60, 
ainda que os anistiadores brasileiros nem de longe se comparem, em
 crueldade, a Fidel. 
Por que estou narrando esses fatos? Porque este homem foi - e 
ainda é - considerado pelos governantes brasileiros, uma espécie
de "mentor revolucionário", quando o que realmente fez foi - quem já 
foi a Cuba sabe - transformar seu país num enclave miserável, onde
 impera a prostituição e a corrupção, com padrões de pobreza 
próximos aos do Chade. Isto num dos locais mais bonitos do globo!
Basta ver com que países o Brasil está alinhado hoje: Irã, Venezuela e Cuba, 
só para citar alguns. É para rir ou para chorar? 
Concordo, Fulgencio Batista não era flor que se cheirasse. Ele
 instaurou um regime autoritário, prendeu seus opositores e restringiu 
as liberdades através do controle da imprensa, da universidade e do
 congresso, usando métodos terroristas e fazendo fortuna para si e para seus
 aliados.
Pergunto: Por que Fidel Castro não arrumou a bagunça deixada por Fulgêncio
 Batista e devolveu o poder aos civis, como fez o Exército Brasileiro? Por
 que ele se transformou num ditador sanguinário, talvez pior que Batista?
Em seu bunker com certeza não falta papel higiênico e sabonetes, que
 é uma das moedas de troca de todo turista que visita a parte pobre de
 Cuba. Sim, porque existe uma Cuba para ricos - uma península literalmente
 "para inglês ver" com hotéis maravilhosos e infra-estrutura de primeiro mundo! 
Quem defende Fidel que explique por que tanta gente arrisca a vida em
 embarcações precárias, num mar infestado de tubarões para fugir 
do país? Estarão loucos? Arriscar a vida para fugir do paraíso? 
Já pensaram se o último dos "ditadores" brasileiros, o General Figueiredo,
 resolvesse permanecer no poder, como fez recentemente Ghadafi?
Pergunto mais: Quais países onde o poder foi tomado por golpes 
militares, tiveram o poder devolvido democraticamente aos civis? 
Cuba? Egito? Líbia? Síria? Coréia? Chile? Bolívia? Rússia? Irã? China?
 Venezuela? Iraque?
E ainda mais ridículo: qual desses países indenizou os vencidos, como
 faz o Brasil até hoje, quase trinta anos após o fim da ditadura, mantendo
 insepulto esse cadáver da "ditadura militar" apenas para continuar 
sugando as milionáriass indenizações que até gente acima de qualquer
 suspeita, como Ziraldo - o do Pasquim - recebeu?
O único dos políticos que não aceitou a indenização foi Mario Covas. 
Ele disse certa vez: "Eu lutei uma revolução. e venci. Como posso
 indenizar eu mesmo por uma vitória?" 
Infelizmente, tão logo morreu, sua esposa e filhos receberam a
 indenização, descontados os devidos numerários advocatícios, claro, 
curiosamente defendida por um advogado manjado, que um dia
 conseguiu retirar Lula de sua detenção no DOPS.
Para se ter uma idéia, desde a décda de 80, trinta e três regimes
 militares perderam o poder para regimes civis, mas mergulhados 
em sangue e com muitos deles caminhando para novas ditaduras.
E não me venham com essa história de que foi a militância que 
derrubou a ditadura militar brasileira! A tão propalada militância,
 um movimento incipente, acanhado e mal organizado, restrito
praticamente apenas a algumas das grandes cidades brasileiras. 
Os militares sempre disseram que devolveriam o poder aos civis 
quando tivessem erradicado os comunistas de nossas fronteiras.
 E foi o que fizeram.
Sorte a nossa que nenhum dos cinco generais que administraram
 o Brasil gostava mais do poder que da caserna!
Quem viveu aquela realidade sabe que o General João Batista
 Figueiredo assumiu já com essa missão declarada: Preparar a 
transição para o governo civil. Levou cinco longos anos para isso
, e ao final do seu mandato, estava visivelmente impaciente para 
passar ao anonimato, como ele próprio declarou. Para isto, anistiou 
a maioria dos revolucionários no exílio, e aí, sim, errou, porque trouxe
 de volta ao cesto, as maçãs podres, que hoje estão se lambuzando no 
dinheiro público - também uma forma de ditadura, exercida pelo poder
 do voto de cabresto, num país de semi-analfabetos, ou como diz
o IBGE, de "analfabetos funcionais".
Claro, considero que o leitor tem discernimento para considerar 
que quando falo em "maçãs podres" naturalmente havia exceções,
 como Mário Covas, por exemplo, e alguns outros. 
A redemocratização do Brasil, começou já com uma farsa. 
Quem não se recorda do quase cadáver Tancredo Neves sendo mantido
 sentado sabe-se lá como para exibição à imprensa? Esperidião era
 para ser seu vice, mas tinha pretenções próprias ao Planalto, e perdeu 
o bonde da história para o Marimbondo de Fogo*, José Sarney. 
E o que fizeram os "grandes revolucionários" anistiados, as grandes 
cabeças cheias de boas intenções com o Brasil, que batiam no 
peito, dizendo que foram torturados e trocaram tiros pelas ruas? 
Brizola arrebentou o Rio de Janeiro, Sarney faz o Maranhão não 
só não progredir, como consegue a proeza de fazê-lo andar para trás. 
Quércia e Cia. quebraram o Banespa, o 2º maior banco brasileiro,
 a VASP, uma tradidional companhia aérea, e só não quebraram o Estado
 de São Paulo, porque este Estado resistiu, pelo poder econômico que
 tem. Mas conseguiram deixá-lo de joelhos. Covas precisou de quase um 
ano apenas para colocar os salários do funcionalismo público em dia!
 O Nordeste continua loteado, tanto quanto estava antes da Grande Marcha
 da Coluna Prestes. O revolucionário PT mostrou que aprendeu tudo o 
que seu "herói" cubano tinha a lhes ensinar: A cobiça pelo poder, pelo
 dinheiro e mesmo pela violência - não necesariamente nesta ordem.
Só rindo. A maioria deles - inclusive Lula, o Grande Líder - nunca sequer
 tocou numa arma de fogo. A arma que eles sabem usar bem é a caneta e a 
demagogia rasteira.
Em 2009, o então senador Cristovam Buarque disse a outro senador
 o que havia declarado domingo, 5 de abril, numa entrevista radiofônica
: "A reação é tão grande hoje contra o Parlamento, que talvez fosse a hora
 de fazer um plebiscito para saber se o povo quer ou não que o parlamento 
continue aberto". Foi um escândalo há época, com os hipócritas de 

plantão ficando todos indignados. 
O General Artur da Costa e Silval fechou o Parlamento com o Ato
 Institucional nº 5. O AI-5, sobrepondo-se à Constituição de 24 de janeiro 
de 1967, bem como às constituições estaduais, dava poderes extraordinários 
ao Presidente da República e suspendia várias garantias constitucionais. 
O AI-5 foi o instrumento que deu ao regime poderes absolutos e cuja 
primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por
 quase um ano. 
Pergunto, qual a diferença, em termos de poder que há entre o AI-5 e 
as Medidas Provisórias em vigor? Poderá dizer o leitor: "As MPs 
precisam ser votadas pelo congresso." Pois então saiba que a MP
 que instituiu a moeda Real ainda não foi votada!  
Pergunto novamente: O plebsicito sugerido por Cristovam Buarque -
 um dos petistas que não teve estômago para continuar na "militância" 
do partido - teria hoje resultado diferente? Não é preciso ser mago para 
saber que oito entre dez brasileiros volatilizaria o Congresso Nacional
, se pudesse. Mas é uma pena que tão poucos brasileiros desconheçam
 que o outro poder - o Judiciário - é tão ou mais corrupto que o Legislativo! 
Como se pode mudar um país onde a Casa que faz as leis é um antro 
de corrupção e a Casa que as executa, é ainda pior? E o terceiro
 poder? A Presidência da República? Ok. Pouparei o leitor de falar disso. 
E que se enterre de vez essa vergonhosa "verba indenizatória". Quem 
precisa ser indenizado é a imensa maioria do povo brasileiro: as crianças, 
os enfermos, os idosos e as mães pobres e miseráveis. 
Citem-me os críticos deste artigo, um só ditador do séc. XX ou XXI que não 
tenha ficado bilionário. De Bokassa a Idi Amim Dada, de Gaddafi a 
Sadam Hussein, de Hitler a Stalin, de Papa Doc a Pol Pot, de Pinochet
 a Kim Jong II, de Robert Mugabe a Bashar al-assad. E a lista vai longe! 
Agora me apontem um só general da ditadura brasileira que tenha
ficado rico. Vou clarear: 
- Quando o Marechal Castelo Branco morreu num desastre de avião,
 verificaram os herdeiros que seu patrimônio limitava-se a um apartamento 
em Ipanema e umas poucas ações de empresas públicas e privadas.
- O General Costa e Silva, acometido por um derrame cerebral, 
recebeu de favor o privilégio de permanecer até o desenlace no palácio
 das Laranjeiras, deixando para a viúva a pensão de marechal e um 
apartamento em construção, em Copacabana. 
- O General Emílio Garrastazu Médici dispunha, como herança de 
família, de uma fazenda de gado em Bagé, mas quando adoeceu não t
inha dinheiro para pagar o tratamento e precisou ser tratado no
 Hospital da Aeronáutica, no Galeão.
- O General Ernesto Geisel, antes de assumir a presidência da
 República, comprou o Sítio dos Cinamonos, em Teresópolis, que 
a filha vendeu para poder manter-se no apartamento de três quartos e sala, no Rio.
- O General João Figueiredo, depois de deixar o poder, não aguentou 
as despesas do Sítio do Dragão, em Petrópolis, vendendo primeiro
 os cavalos e depois a propriedade. Sua viúva, recentemente falecida, 
deixou um apartamento em São Conrado que os filhos agora colocaram
 à venda, ao que parece em estado de lamentável conservação.
Isso numa época em que eles tinham o poder total e não havia sites
 divulgando suas gastanças. Foi a época de Itaipu, Ponte Rio-Niterói e
do "Milagre Brasileiro" .
Você deve achar que sou louco, defendendo a ditadura militar. Nem
 uma coisa nem outra. Nem sou louco, nem defendo ditadura alguma.
 Tenho tanto horror às ditadutas quanto à demagogia. Mas também 
tenho horror à mentira histórica, que acabará por prevalecer quanto
 tiverem desaparecido todos os que testemunharam este período da 
história brasileira. 
Como disse Carlos Chagas, o conceituado jornalista: "Erros e excessos 
foram praticados durante o regime militar, eram tempos difíceis. Mas 
mesmo assim, no reverso da medalha, foi promovida ampla modernização
 das nossas estruturas materiais".
Antes do Regime Militar, o Brasil era apenas uma republiqueta exportadora
 de matéria prima, com uma agricultura incipiente, uma indústria ridícula,
 sem tecnologia, sem mão-de-obra especializada e principalmente, sem
 perpectivas. Para se manter no poder, João Goulart, o Presidente 
há época flertou com o comunismo. A caserna assumiu o poder e o 
devolveu, e graças a isto não somos hoje uma Cuba, ou uma Coréia do Norte. 
O paradoxal, e hilário, se não fosse trágico, é que o perigo que 
enfrentamos agora é ainda maior que a instalação do regime comunista 
no país. Desta vez vivemos uma "ditadura branca" apoiada pela Lei! 
Não há nada combinado, não há bandeiras, não há golpe. Mas há um 
acordo tácito entre todos os fascínoras que se escondem atrás
 das togas ou de cargos legislativos, fazendo com que todos se
 protejam mutuamente por trás de leis, medidas provisórias, promessas
 de campanha, liminares, estatutos, decretos, etc. de tal forma que o 
país não consegue avançar em suas instituições mais básicas, como a saúde 
e a educação.
Esta é, em minha opinião, o perigo real e imediato, que exército algum 
consegue extirpar, porque tudo acontece sob a égide da Lei. É tudo
 descaradamente imoral e aético, mas é legal!  
Resta o poder do voto. Mas teríamos que ser suecos para votar
 com a consciência que a emergência atual do Brasil exige. Mas não 
somos. Somos apenas um povo que o poder - exercido agora pela 
"geração 60" - mantém cuidadosamente ignorante. A demagogia
 e a corrupção precisam desesperadamente da ignorância popular para

 sobreviver.
Convenhamos, pelo menos nesse aspecto, a "geração 60" - com seus 
heróis revolucionários, artistas "esclarecidos" e arautos da intelectualidade
 - está fazendo um trabalho primoroso! 
* * *
*Nome de um livro de José Sarney
JB Xavier
Enviado por JB Xavier em 09/02/2012 - Reeditado em 10/02/2012 -
 Código do texto: T3488937

GERAÇÃO 60 - UMA GERAÇÃO MENTIROSA E TRAIDORA -
 A verdade está sufocada, mas não para sempre...
NOVAS GERAÇÕES LEIAM ESSE RELATO E  REFLITAM ... 

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