sábado, 21 de julho de 2012

Quem topa acabar com as 7 ferramentas da Corrupção?




Não consegui, até hoje, encontrar algum parlamentar disposto a analisar propostas voltadas a retirar, das mãos dos bandidos, as SETE FERRAMENTAS OPERACIONAIS DA CORRUPÇÃO.

Já tentei com parlamentares de quase todos os partidos. Até parece que eles têm medo de ficar sabendo que algumas propostas são, em termos técnicos, muito simples de implantar.

Seguem alguns comentários preliminares sobre o tema "FERRAMENTAS DA CORRUPÇÃO":

Os bandidos de colarinho branco, para roubar o dinheiro público, quase sempre usam uma, ou mais de uma, das sete ferramentas operacionais da corrupção. Se as ferramentas forem desativadas a quantidade de roubos será drasticamente reduzida, simplesmente porque os ladrões não mais terão os meios práticos que tornam possível o cometimento de roubos.

Tecnicamente, é muito fácil desativá-las (pelo menos algumas delas);

As sete ferramentas mais usadas são: dinheiro vivo, empresas fantasmas, empresas no Brasil controladas por “caixas-pretas” estrangeiras, envio ilegal de dinheiro para fora, empresas alaranjadas (em nome de laranjas), contas e empresas no exterior, importações vindas de paraísos fiscais.

O objetivo é iniciar ações que provocarão, nos dirigentes de DIVERSAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS, um incômodo sentimento de vergonha. A expressão "ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS" significa, neste texto: Banco Central, Juntas Comerciais, Receitas Federal e Estaduais, Prefeituras, CGU, Cartórios, Bancos, Escritórios de Contabilidade, Escritórios de Advocacia, Tribunais Federais e Estaduais, Polícias Federal e Estaduais, Ministérios Públicos Federal e Estaduais, Vereadores, Deputados, Senadores, Veículos da Imprensa, Tribunais de Contas, etc, etc. Seus dirigentes precisam sentir:

- vergonha por saber que existem pessoas que conseguem criar empresas em nome de mortos, moradores de rua, analfabetos, etc;

- vergonha por saber que existem empresas - presentes nos cadastros da Receita Federal (e de OUTRAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS) - situadas em pântanos, em terrenos baldios, em números que não existem, na residência da Vovó Chiquinha, etc;

- vergonha por conviver com o fato de que, por anos seguidos, um país com menos de 50 mil habitantes (Ilhas Cayman) aparece no site da Receita Federal como aquele que foi, depois dos Estados Unidos, o país que mais exportou para o Brasil - mais do que China, Alemanha, França, Itália, Rússia, Índia, Inglaterra, etc;

- vergonha por saber que ninguém consegue descobrir de onde veio o dinheiro escondido em envelopes, sacolas, malas, bolsos, cuecas, meias, sapatos, esgotos, porões, etc;

- vergonha por abrigar, em seus cadastros oficiais, empresas brasileiras controladas por anônimos: pessoas que, façam as falcatruas que fizerem, nunca serão incomodadas pelos órgãos públicos, simplesmente porque os órgãos oficiais NÃO TÊM COMO DESCOBRIR QUEM SÃO. Os anônimos são, muitas vezes, bandidos brasileiros que “controlam as controladoras”.

A vergonha vai ser tão grande que as soluções aparecerão de modo quase imediato.

Luiz Otávio da Rosa Borges é Auditor Fiscal Aposentado. Os interessados na ajuda dele no combate à corrupção pode fazer contato: Celular: (11)9990.3405 e Skype: loborges.

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