segunda-feira, 24 de setembro de 2012

As Seis Características das Atitudes Mentais Sólidas e Positivas



      Vamos examinar estas seis características 
de atitudes mentais positivas. Enquanto isso,
 lembre-se de que não existe uma mais
 importante do que outra. As seis são apresentadas 
em seqüência, mas é a interação simultânea de
 todas elas funcionando juntas que cria a sinergia 
para uma sólida atitude mental positiva.


I - Motivação Interior

0 primeiro elemento descoberto por 
Gary foi a direção de motivação interior 
usada por estes atletas em reabilitação. 
Eles se aproximavam de uma meta específica, 
afastando-se das conseqüências desagradáveis.
 Não eram filmes de Hollywood, ou imagens 
"new age", de um desejo de vencer, em geral, 
de ser o melhor ou evitar fazer papel de bobo. 
Estes atletas tinham visões atraentes, 
pessoais e específicas de metas
 desejáveis ou conseqüências desagradáveis.
Por exemplo, uma promissora nadadora 
estava tratando uma lesão. Ela não só queria 
recuperar a saúde, como desejava concorrer a 
uma bolsa de estudos na universidade.
 Estava motivada e direcionada para a sua meta.
Um outro caso, um homem de quarenta e dois 
anos de idade, estava se reabilitando para
 evitar piorar de uma artrite. Sua motivação 
era afastar-se de uma possível conseqüência
 de uma doença quase sempre debilitante. 
Entretanto, os grandes atletas usam as duas
direções de motivação.
Imaginam vividamente conseqüências 
indesejadas específicas que merecem ser evitadas
 e, depois, metas bastante desejáveis e válidas 
que os puxem para frente. Ao fazerem isto,
 conseguem o máximo de motivação.

II. O Valor de Padrões Altos

O segundo elemento notado por Gary em 
relação a estes atletas em reabilitação foi 
que eles se dedicavam a recuperar totalmente
a força e a saúde. Esta era a meta que os guiava, 
seu primeiro e último padrão. A atitude deles era 
de não aceitar nada menos do que isso. De fato,
 muitos deles não só desejavam recuperar a
 força e saúde totais, como queriam ainda mais.
Desejavam estar em melhores condições 
do que antes da lesão. Sabiam que eram 
capazes disto e não se contentavam com
 menos. Estes atletas mediam seus resultados
 finais comparando-os com estes padrões
 interiores. Poderiam ter fixado padrões
 mais razoáveis, mas nenhum deles fez isso.
 Tinham que dar o melhor de si mesmos.
Freqüentemente, lemos sobre esta obsessão
 dos atletas. Pense um pouco. Se você exigisse
 o melhor de si mesmo e, no momento, isso 
fosse impossível, talvez fosse o início de
 uma depressão. Estes atletas também 
precisavam saber esperar este resultado, 
ainda que impossível no momento, de uma forma 
que os motivasse para que no futuro isso 
pudesse acontecer. O terceiro e o quarto 
elemento são as chaves para conseguir isto. 
É aqui que começa a ficar claro como é 
importantíssimo que estes seis elementos 
funcionem juntos para criar uma atitude mental 
positiva sólida.

III. Segmentação de Metas

O terceiro elemento-chave encontrado 
em todos esse atletas foi a sua habilidade
 para se concentrarem no processo de 
recuperar a saúde e a condição atlética passo 
a passo. Em termos da PNL, eles foram 
capazes de decidir a que segmento prestar
 atenção. Você já pensou em todo o
 esforço necessário para conseguir superar
 uma lesão grave a dor, a frustração,
 o tempo, os incríveis esforços exigidos 
só para chegar ao ponto de onde saiu?
 Ou orientar um projeto importante na 
empresa coordenar departamentos, manter
 as pessoas motivadas, acompanhar detalhes
 importantes, e fazer as coisas se encaixarem?
Se fosse pensar em todo o trabalho envolvido
 nestes projetos ao mesmo tempo, você não
 resistiria. Por outro lado, enfrentando estes
 projetos aos poucos, um passo de cada vez, 
você consegue chegar até o fim e completá-lo.
 No caso de Gary Faris, ele tinha que sobreviver
antes de ficar de pé, ficar de pé antes de poder 
andar e voltar a andar antes de poder correr.
Esses atletas, entretanto, segmentavam ainda
 mais as suas metas. A habilidade para fazer cinco
 movimentos em vez de quatro antes de
 ficarem exaustos, ou de flexionarem o pé 
 mais um quarto de polegada eram as metas 
que poderiam atingir naquele dia.
Segmentar um empreendimento difícil, ou 
que exija muito esforço, tem duas vantagens.
 Primeiro, permite a concentração nas 
pequenas tarefas que podem ser feitas no 
momento. Segundo, Gary e os outros
 atletas que ele estudou, sentiam uma 
enorme satisfação ao completarem cada 
uma dessas etapas. Com pequenos 
segmentos mensuráveis diariamente 
experimentavam o sucesso a cada pequeno
 marco no caminho para a meta final de 
força e saúde totais. Cada passo ao longo 
do caminho se tornava uma nova meta 
com suas próprias satisfações. Ser capaz
de focalizar metas específicas atingíveis 
a satisfação do sucesso em cada uma 
delas, mantém viva a motivação.

IV- Combinando Estruturas do Presente e do Futuro

O quarto elemento-chave comum
 entre os atletas que se reabilitaram com 
sucesso foi a maneira como pensavam no tempo,
 que combina duas habilidades. A primeira é 
que, ao se concentrarem em pequenos 
segmentos e tarefas diárias, estes atletas
 vivem o presente. Eles pensam na única 
tarefa que estão fazendo naquele momento.
Arnold Schwarzenegger disse, a respeito
 do seu treinamento, que fazer um movimento
 uma vez com atenção vale o mesmo que fazer 
exercício dez vezes distraído.
Atletas distraem-se e desanimam facilmente 
pensam na incerteza do futuro. Por exemplo,
 se fazem projetos duvidando, com perguntas 
, "Conseguirei voltar à minha capacidade 
anterior?" ou,
"Serei um sucesso?", podem começar 
a imaginar
problemas e barreiras que não existiam até
 começarem a pensar nisto. Estas perguntas 
podem criar uma orientação negativa e diminuir a 
motivação. É muito mais energizante perguntar,
 "O que posso fazer agora para alcançar o meu 
próximo marco?" Quando vivem a situação presente,
 plenamente, e se empenham em torná-la 
melhor, eles assumem atitudes que despertam o 
que há de melhor em si mesmos. O mesmo 
vale para todos nós.
A segunda habilidade relacionada com o
 tempo é exatamente o oposto de estar 
no presente. É a habilidade para pensar 
vívida e totalmente no futuro positivo.
Às vezes, uma orientação para o futuro é
 muito mais benéfica e motivadora do que 
estar no presente. Um atleta reabilitando-se 
depois de um acidente passa por momentos
 bem dolorosos. Nestas horas, é muito mais 
útil experimentar com antecedência as 
recompensas que todo o seu esforço e 
sofrimento lhe trarão. Enquanto estiver
 visualizando um corpo mais saudável, com
 movimentos mais amplos, e de volta ao 
que você gosta de fazer, o esforço e as 
dores do presente parecem um preço
 insignificante a pagar.
Enquanto seu corpo se reconstitui e
 reaprende no presente, você já está gozando
o futuro. Esta meta atraente, de longo alcance,
 incentiva você a andar para frente, mantendo
 sólida a sua meta no presente.
A motivação bem sucedida combina estas duas
 habilidades. Ao mesmo tempo que você se 
concentra em realizar uma pequena tarefa 
disponível, pode ver o grande e luminoso
quadro das suas futuras conquistas 
puxando-o para frente.

V. Envolvimento Pessoal

O quinto elemento da reabilitação 
sucesso e da atitude mental positiva 
é o envolvimento pessoal do atleta. Gary 
descobriu que quanto mais os atletas
 participavam ativamente do seu próprio 
plano de reabilitação, mais eles se ajudavam, 
melhorando em muito as chances de sua total 
recuperação. Mesmo que fosse uma tarefa
 simples, como colocar gelo sobre 
uma região
 inflamada, o ato de fazer isso sozinhos 
reforçava o sentido de participação.
A medicina do esporte, como tudo mais nesta 
era tecnológica em que vivemos, se tornou
 muito complexa e detalhada, com legiões de 
peritos e autoridades no assunto.
Estes médicos, fisioterapeutas, 
treinadores, 
enfermeiros e psicólogos passaram a maior
 parte de suas vidas profissionais aprendendo 
suas habilidades. Sua autoridade é merecida 
mas, às vezes, este excesso de perícia
 incentiva os atletas a se colocarem 
passivamente nas mãos deles.
A pesquisa de Gary indica que isso é um erro.
Nem a concordância
passiva, nem a resistência rebelde é um caminho
 confiável para retornar à excelência pessoal. 
Atletas e todos nós, também, precisamos trabalhar 
ativamente junto com nossos técnicos altamente
 especializados para produzir os resultados 
que desejamos.
Se pensar nisto um pouco, verá
 que faz sentido. 
Você já participou de uma equipe e 
depois teve que ficar sentado no banco 
de reservas durante um jogo ou reunião importante? Pode ter sido uma 
atitude apropriada na época. No entanto,
 mesmo que tenha ficado excitado 
com o resultado final, provavelmente
se sentiu distante, como se houvesse uma 
parede de vidro entre você e a ação. 
Você estava lá, mas não 
estava jogando. Não fazia parte
 realmente do jogo. Quando participamos,
 temos influência sobre o que está 
acontecendo. Podemos sentir a diferença. 
Isto aumenta o nosso compromisso pessoal
 e concentra a nossa
 intensidade. Faz-nos mais determinados 
e ativos, o que nos leva a um envolvimento 
pessoal maior e a apostar mais no nosso 
futuro. Decidir por nós mesmos, ainda 
que sejam pequenas decisões, é importante.

VI. Comparações (Self-to-Self]

0 sexto e último elemento-chave para
 uma reabilitação atlética bem sucedida
 e para criar uma sólida atitude mental 
positiva é a maneira como estes atletas
 julgavam suas atitudes o tipo de 

comparações mentais que fizeram.
Comentaristas esportivos, estatísticas
 de jamais e fãs incentivam 
regularmente os atletas a se compararem 
com outros atletas, vivos ou mortos. 
estão por cima, sentem-se bem; se 
a comparação não for favorável,
 sentem-se mal e desconfortáveis. 
Esta mesma tendência está
muito entranhada em muitos de nós.
Desde cedo percebemos, ou 
exageradamente nos mostram na 
escola, que algumas crianças são mais 
espertas, algumas são mais atléticas, 
outras mais bonitas ou mais populares 
do que nós. Podemos ter estado por 
cima em uma escala, mas se verificássemos
 uma outra, estaríamos por baixo. Ao 
entrarmos no mundo profissional, 
esta tendência de nos compararmos com 
os outros continua e, em alguns casos,
 até aumenta. Conhecemos pessoas
 mais agressivas, espertas, ou mais hábeis 
na política do escritório ou com os 
computadores.
Como adultos, com freqüência fazemos estas 
comparações de forma inconsciente 
e automaticamente. Comparamo-nos com 
artistas de cinema, com a mais recente 
personalidade de destaque dos 
negócios, com nossos
vizinhos e seus estilos de vida, ou com 
qualquer outra pessoa à vista. A mídia 
nos incentiva a fazer isto no trabalho e 
em casa, e continuamos agindo assim
 porque não sabemos o quanto isso nos custa.
Atletas em recuperação sabem. Eles
 sabem que é importantíssimo
 não cair 
neste hábito mental. Sabem que devido 
às suas lesões no momento, eles não
podem "competir". Podem até perder 
na comparação com atletas amadores 
medíocres. Isto poderia ser seriamente 
desestimulante, e eles sabem disso.
Em vez de se compararem com 
outros atletas em qualquer nível,
 Gary Faris descobriu que, os que
 realmente tinham sucesso olhavam 
apenas para o seu próprio progresso. 
Eles faziam o que a PNL chama de auto 
comparações. Eles se faziam 
perguntas como, "Quanto progredi desde 
ontem ou desde a semana passada? Desde
 o mês passado? Desde o ano passado?" 
Todos nós podemos aprender a fazer
 isto também. Podemos aprender a medir 
nosso progresso com 
nosso próprio
 desenvolvimento, seja no atletismo, no 
trabalho ou em casa.
Este é um dos insights que se aplicam
 não apenas a uma atitude mental positiva, 
mas a todos os aspectos da vida. Alguns
 dos melhores conferencistas motivacionais 
perguntaram, "O que faria se soubesse que
 não poderia falhar?"uma pergunta
 provocadora e estimulante, sem dúvida.
Até agora qualquer um que tenha
 tentado, aprendido e em seguida
dominado um esporte, profissão ou 
instrumento musical, sabe que os 
incontáveis fracassos são a base de 
qualquer sucesso. Lembra-se de
 quando resolveu aprender a 
jogar golfe, tênis, tocar guitarra 
ou qualquer coisa assim?
Sua mente, sem dúvida, estava
 repleta de imagens de sucesso. 
Certamente, via a bola cortando 
o ar quase sem esforço nenhum
 ou ouvia belíssimas notas musicais
 saindo suaves de seus dedos.
 Pode até ter tido sorte de experimentar 
esta beleza e excitação no início. Depois, 
a realidade se fez presente. Coisas 
belas eram possíveis com o instrumento 
da sua escolha: um taco, uma raquete,
 um instrumento de cordas ou teclado.
Mas, o custo era um longo aprendizado
 de dedicação à arte que você escolheu. 
Muitos de nós decidimos que o 
instrumento musical era muito difícil, 
mas continuamos com o golfe,
 tênis ou outro esporte igualmente 
difícil. Ele agora já preencheu anos das
 nossas vidas, nos oferecendo 
frustrações profundas e
 recompensas transcendentais.
Qual a diferença entre o que
 abandonamos e o que mantivemos? 
Com a pesquisa de PNL feita por Gary 
como guia, pelo menos parte da 
resposta é a rapidez com que
sentimos o nosso progresso.
Como a nossa sociedade faz tantas
 comparações entre uma pessoa e outra, 
deve haver algo positivo nisto e há.
 As realizações dos outros nos mostram 
o que é possível uma pessoa fazer. São
 também modelos valiosos de como
 fazer isso. Estudando seus padrões 
mentais e comportamento físico, 
podemos aprender não só o que
 é possível mas, também, como é possível.
Embora importante, existe
 também um enorme perigo nas
 comparações entre uma pessoa 
e outra. Quando se constata uma 
enorme diferença de habilidades,
 pode-se concluir, "Eu jamais conseguiria
 fazer isto", ou "Ela deve ter um
 talento natural". Se o seu filho se
 mostra pouco promissor logo 
no início dos seus estudos de matemática 
ou ciências, pode não ter uma segunda 
chance se for bombardeado por 
comparações. A conclusão prematura é, 
"Não sou bom nisso". Tudo isso pode
 ser muito desanimador.
E, certamente, acabaria com o prazer
 criativo da conquista que encorajou o 
jovem Picasso, Mary Lou Retton e o,
 lento, estudante de matemática,
 Albert Einstein, e até o superstar 
do basquete Michael Jordan, pessoas 
que se superaram várias vezes.
Lembre-se: O caminho real dos 
resultados é medido pelo nosso 
próprio progresso. Tendo em mente 
esta auto comparação, nossos filhos 
podem se inspirar no sucesso dos outros,
 procurando modelos de excelência, 
ou fontes de informação de alta 
qualidade sobre suas próprias melhorias,
 mas não como alvo de inveja ou
 ciúme. Eles aprenderão
a se deliciar com o sucesso 
dos outros,
 porque são modelos e guias para
 suas próprias possibilidades.
Mais tarde, deverão ser modelos 
de sucesso para uma futura geração.
 Eles valorizarão seu próprio sucesso, 
porque puderam medi-lo. Ensinar seus 
filhos a fazerem menos parte da 
resposta é a rapidez com que sentimos
 o nosso progresso. Quanto tempo demorou 
para a bola deslizar pelo ar? 
Quanto tempo levou para experimentarmos 
nossas primeiras noções 
de competência,
 um autêntico sentido de progresso? 
Este sentido de progresso se origina
 da comparação das nossas 
conquistas no início e atualmente.
Em outras palavras, de uma auto comparação.
Texto extraído do livro: PNL:A Nova 
Tecnologia do Sucesso


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