sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quarteto de cordas

Embora qualquer combinação de quatro instrumentos de corda possa ser chamada literalmente de “quarteto de cordas”, na prática o termo se refere ao grupo que consiste de dois violinos (o “primeiro”, que normalmente toca a linha melódica no registro de notas mais alto, e o “segundo” violino, que toca as notas mais graves da harmonia), uma viola e um violoncelo. Caso o compositor crie música para quatro outros instrumentos de corda, como três violinos e um contrabaixo, ou violino, viola, violoncelo e violão, a instrumentação é geralmente indicada. O quarteto de cordas em sua formação padrão é considerado como uma das formas mais importantes de música de câmara, e a maioria dos compositores desde o fim do século XVII compuseram neste formato.
Uma composição para quatro músicos utilizando-se de instrumentos de corda pode apresentar qualquer estrutura, porém o termo, tradicionalmente, era composto em quatro movimentos, seguindo uma estrutura geral similar às das sinfonias clássicas. O primeiro e último movimentos costumam ser rápidos, tipicamente, enquanto o segundo e o terceiro consistem de um movimento lento e outro mais dançante (como um minueto, scherzo, furiant), em qualquer ordem. Apesar de exceções de destaque, o século XX viu esta estrutura ser gradualmente abandonada pelos compositores, embora mudanças significativas à estrutura típica já houvessem sido realizadas nos últimos quartetos de Beethoven.
Diversos outros grupos de câmara podem ser vistos como modificações do quarteto de cordas, como o quinteto para piano, que nada mais é que um quarteto de cordas com o acréscimo de um piano; o quinteto de cordas, que é um quarteto de cordas com a adição duma viola, violoncelo ou contrabaixo; o trio de cordas, que contém um violino, uma viola e um violoncelo; e o quarteto para piano, um quarteto de cordas com a substituição dum dos violinos por um piano.

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