terça-feira, 13 de novembro de 2012

O MUNDO OCULTO


Até esta página, mencionei só dois aspectos do invisível: a alma, que se expande em forças anímicas e o Mundo do Espírito do qual tens a origem e, se queres chegar a Deus e alcançar a paz que o mundo não te poderá dar, haverás de reencontrar.
Todavia, resta-me ainda falar de um outro “invisível" o mundo invisível de matéria fluídica que te cerca e envolve todas as coisas em suas diversas formas de manifestação, tanto visíveis como invisíveis.
Esse “invisível" é uma parte raramente conhecida do nosso mundo físico, embora seja incomparavelmente mais extensa. ..
Através desse “invisível", no início, terá de passar, como uma “ponte", teu Guia espiritual, quando quiser vir a ti, já que, sem preparo, és ainda incapaz de percebê-lo na unidade de tuas forças anímicas. Guia que, posteriormente, reconhecerás estando em Deus.
É só no início, que, dessa forma, ele consegue atingir teu 'foro íntimo, através do "exterior invisível!”
Em todos os tempos, houve Homem que possuíram a faculdade de enxergar esse “exterior invisível".
Contudo, para alcançar o alvo supremo, esta faculdade não foi, nem é, de nenhuma utilidade para os Homens. . .
Embora ela lhes permita “ver" mais do que os outros vêem, assim como ao olhar através de um telescópio vês os "anéis" e as "luas" de astros muito distantes, enquanto que um Homem, a olho nu, percebe apenas um ponto luminoso. ..
Esta "visão" é uma faculdade do organismo físico, que, no Homem de hoje, se apresenta pouco suscetível a ser "desenvolvida ao ponto" de poder ser usada.
Nos Homens do passado, esse organismo era de constituição bem mais definida; e para os Homens do futuro, novamente ele voltará ao que era, desenvolvendo-se à medida que eles souberem se proteger contra o perigo, para que este órgão não mais lhes seja nefasto.
A evolução desse órgão, desnecessário à vida comum, termina à maneira do movimento das ondas, com intensidade variada, ora maior, ora menor, para cada conjunto de espécie.
De sorte que a faculdade de perceber o domínio invisível do mundo material físico, uma vez por outra se apaga até o último vestígio, para em outras épocas reaparecer por toda parte.
Trata-se dos órgãos rudimentares da besta humana dos tempos primitivos; órgãos que não podem ser úteis senão àqueles que são animicamente preparados para fazer uso ilícito das faculdades em questão.
Os indivíduos em que esse organismo de percepção, no invisível exterior, é totalmente desenvolvido, são, por conseguinte, sempre dotados de forças anímicas "mais experimentadas"; forças estas, que já foram ativas em muitos Homens terrestres do passado.
Quem tiver esta “faculdade de ver", acompanhada de aspiração ao mais alto conhecimento em vez de se tornar vítima do embuste mesmo nesse domínio do mundo invisível encontrará conselheiros benévolos e auxiliares complacentes, que do Reino essencial do Espírito, facilitar-lhe-ão o entendimento das coisas que percebe.
E, quando estiver totalmente "desperto", é mui provável que receba dos seres mais "despertos" que ele, o poder de mandar em certas forças desse mundo invisível, a fim de que colaborem no plano da evolução da Humanidade terrestre, para a qual os Irradiantes da Luz Eterna trabalham desde milênios.
Na maioria dos casos, são muito poucos entre os ”conhecedores do invisível", que dessa forma podem ser “utilizados".
Seria, entretanto, sobremaneira recomendável que todos os homens, fosse qual fosse a maneira de sentir, que possuírem, mais ou menos desenvolvido esse órgão de experimentação no invisível físico, prestassem a maior atenção quando dele se servirem, para não fazer uso indevido do mesmo. ..
Talvez com cuidados apropriados, mais de um germe possa ser levado a germinar e se tornar proveitoso.
Precisa-se de muitos "vinhateiros na vinha" e a Humanidade de hoje teria tudo a lucrar desses que nela novamente se manifestassem, em caráter de instrutores e auxi- liares esclarecidos, que estivessem à altura de caminhar com igual segurança, também no invisível do mundo físico. . .
Não são as experiências que se obtêm mediante grande quantidade de médiuns e sonâmbulos, que nos poderão trazer algum esclarecimento, mas tão somente a vivência pessoal de quem de fato possui tais faculdades orgânicas!
   Contudo, não se deve negar o esforço empregado nas pesquisas científicas e a honra que lhes cabe; mas o fato é que a experimentação dita "metafísica", já como seu nome indica, é um conceito errôneo, partindo de uma premissa falsa, nada mais faz do que atrair energias parasitárias do mundo invisível da matéria.
Essas "forças parasitárias" do campo invisível do mundo físico, embora sejam entidades cuja aparência se assemelha às energias das quais a alma tira sua substância, exigem muita cautela para que se não as confunda, seja no que for, com as forças aní- micas!
Isso equivaleria a querer igualar as caretas que os macacos fazem através das grades de uma gaiola, com a arte engenhosamente representada por grandes mímicos do palco. . .
As entidades do plano invisível do mundo físico com as quais nos defrontamos, tanto em experiências ditas "metafísicas" como em qualquer lugar solene, onde se supõe lidar com as almas dos defuntos, não sendo desprovidas de uma espécie de consciência, sabem, freqüentemente, mais coisas do que os próprios indagadores.
Contudo, essas entidades, sendo sós de maneira obscura e vagas conscientes delas próprias, humanamente falando, de modo algum podem ser censuradas quando se fazem passar momentaneamente por aquilo que se presume ver nelas ou crer nas mesmas encontrar.
Estas entidades, antes de qualquer coisa, persistem em comprovar sua existência e, para sustentá-la, são capazes de tudo o que está em seu poder. E vão, além disso, procurando simular potência lá, onde seu poder está definitivamente esgotado. . .
Elas não são tolhidas por nenhum "senso de dever", nem nenhum "escrúpulo de consciência"!
Teu aviltamento lhes proporciona o mesmo prazer que tua honradez, contanto que elas, pela influência que exercem, encontre em ti sua existência confirmada.
Pobre do Homem a quem essas entidades já “possuem"! Elas lhe sugam, quais vampiros, o âmago da vida mais substancial, pois têm que se “nutrir" das forças do Homem para subsistirem e ficarem ao seu serviço.
Caso ele não consiga se livrar dos seus tentáculos, fica a tal ponto escravo dos sombrios instintos dessas entidades, que sua alma acaba por se "apagar", porque suas próprias forças gradativamente o abandonam; fato que provoca, quando seu corpo se recolher para o último sono, a dissolução do que foi sua consciência, em aniquilamento total. E é a única “Morte" verdadeira, porque eterna, do que o Homem é realmente ameaçado.
Bem raros são os Homens que sabem, deveras, quão satura- da de mentiras é a natureza desses seres, para os quais é difícil dar um nome por não haver no mundo visível nenhum elemento de comparação.
São as entidades invisíveis de cujas forças o faquir se utiliza para executar seus “milagres" e, em razão da ignorância a respeito delas, também se desconhece que, quando por vezes surge um verdadeiro faquir, é diante dele que essas cativas dos infernos se maravilham. ..
Essas entidades "podem" fazer muitas coisas que jamais serão possíveis aos Homens na Terra, enquanto agirem por suas próprias forças.
Elas “vêem" teus pensamentos melhor do que tu os conheces e podem tornar reais teus mais secretos sonhos e desejos. ..
Além do mais, podem temporariamente criar formas e objetos tão palpáveis como são todas as coisas conhecidas por ti em matéria palpável; porque essas entidades são as tecelãs invisíveis da formação física, que laçam fios invisíveis em toda a manifestação visível. . .
Elas também têm o poder de se disfarçar nas formas humanas que pertenceram a Homens que há muito tempo não mais vivem na Terra; visto que, uma vez criada a forma, continua ela na esfera desses seres, como se fosse de algum modo, a título de exemplo, se bem que a comparação seja precária, uma matriz de que se pode tirar a todo o momento um novo molde.
Na realidade, tal matriz é uma forma invisível e tão tênue como sopro; um sistema de lamelas que dão a reprodução matematicamente exata do conjunto de formas interiores, e exteriores, que outrora constituíram um corpo humano.
Essa forma, habitualmente condensada nela mesma num mínimo espaço, está de certo modo, “cheia" de energias físicas que, normalmente, em condições apropriadas, serve para sustentar o corpo de um “médium".
O “médium", durante a manifestação, fica nesse estado de inconsciência que se designa por nome de “transe".
O pseudocorpo, durante o tempo em que se manifesta que mesmo em casos mais favoráveis é extremamente curto se utiliza do campo energético da alma animal do médium inconsciente, e essa alma animal fica, na ocasião, induzida à maneira de hipnose, sob o domínio dessas entidades que assim modelam o suposto corpo.
Ora, um semelhante fantasma pode falar e expressar-se da mesma maneira que sua efígie original defunta, não havendo nisso nada mais surpreendente que o poder de expressão que o Homem normalmente encarnado tem, sendo que durante a manifestação, tanto o corpo aparente como todos os órgãos que outrora nele atuaram, são fisicamente reproduzidos sob o molde da forma corporal com tal perfeição, que mesmo as deformações eventuais ou defeitos de pronúncia, estão aí reproduzidos.
Creio supérfluo acrescentar que essa forma, abandonada no plano físico invisível, tem tanto em comum com o Homem que a utilizava outrora, como a pele de uma serpente tem com o réptil, depois da muda.
Não é, pois sem razão que insisti sobre esses fenômenos, cujo simples enunciado já é para mim repugnante.
Mas, procuro colocar-te numa situação que te permita averiguar por ti mesmo os fenômenos que poderiam impressionar-te.
Não deves permitir ser logrado, ainda que algo de surpreendente se produza na tua presença!
Nestas manifestações, não é fraude da qual possas ser vítima, o que deve ser considerado “perigoso". ..
Mas tão-somente, o que é verdadeiro neste campo, (é que) oculta um real perigo!
É por razões ponderadas e indubitáveis que te acautelo!
Caso quisesse averiguar seus métodos, essas entidades, tanto em ti como em qualquer um, farejariam uma presa. . .
Acontece, infelizmente! É com demasiada freqüência, que elas acham uma vítima fácil naqueles que, em vez de seguirem o caminho em aclive à unificação das forças da alma e para seu Deus, procuram adquirir "poderes ocultos", sem terem ainda esse grau de discernimento que é indispensável para que um dos Irmãos integrados em Espírito e que adquiriu tais poderes mediante longos anos da mais severa preparação, possa ensiná-los a dominar, tanto essas entidades como suas energias trêfegas.
E mesmo assim, cada um está ainda em perigo permanente, quando sem necessidade, as excita e as aproveita. Jamais um desses que, outrora, para provar sua força, aprendeu como subjugar esse reino do Mundo físico invisível, demorou-se mais do que o exigido pela dura obrigação de um "dever" a cumprir.

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