quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os misteriosos essênios


Quinhentos anos antes de Cristo, um misterioso grupo de estudiosos formou comunidades que veneravam um antigo ensinamento que começou antes da História registrada. Conhecidos coletivamente como essênios, formavam várias seitas, entre as quais os nazarenos e os ebionitas. Os eruditos romanos e judeus referiam-se aos essênios como “uma raça em si mesma, mais notável do que qualquer outra no mundo”. Parte de suas tradições está contida em antigos escritos como os hieróglifos sumérios, datados de cerca de 4000a.C. Em quase todos os grandes sistemas de crença existentes hoje, podem ser encontrados elementos dessa linhagem original de sabedoria, inclusive na China, no Tibete, no Egito, na Índia, na Palestina, na Grécia e no sudoeste norte-americano. Além disso, muitas das grandes tradições do mundo ocidental, como os maçons, gnósticos, cristãos e cabalistas, têm raízes nesse mesmo conjunto de informações.
Conhecidos como “os eleitos” e “os escolhidos”, os essênios foram o primeiro povo a condenar abertamente a escravidão, o uso de servos e a matança de animais para servirem como alimento. Eles consideravam o trabalho físico comunhão saudável com a Terra e eram agricultores, vivendo perto da terra que lhes dava vida. Os essênios viam a oração como a linguagem por meio da qual podiam venerar a natureza e a inteligência criativa do cosmo, que para eles eram uma só. Eles oravam regularmente. A primeira prece do dia era oferecida antes do amanhecer, quando se levantavam para trabalhar nos campos. Rezavam antes e depois de cada refeição e novamente ao deitar, no fim do dia. Consideravam a prática da oração uma oportunidade de participar do processo criativo da vida, e não um ritual estruturado, exigido ao longo do dia.
Sendo estritamente vegetarianos, os membros das comunidades essênias não consumiam carne animal, alimentos à base de sangue e líquidos fermentados. Uma das explicações mais precisas para esta dieta pode ser encontrada na seguinte passagem dos Manuscritos do Mar Morto: “Não mates o alimento que entra na tua boca. Pois se comeres alimentos vivos, eles te estimularão, mas se matares a tua comida, a comida morta também te matará. Pois a vida provém apenas da vida e a morte sempre da morte. E tudo aquilo que mata o seu alimento, matará também o seu corpo.” Esse estilo de vida fazia com que eles vivessem até 120 anos, ou mais, com vitalidade e grande resistência.
Os essênios eram estudiosos meticulosos, registrando e documentando as suas tradições para as gerações futuras. Talvez o melhor exemplo de seu trabalho esteja nas bibliotecas ocultas que eles espalharam pelo mundo todo. Como cápsulas do tempo metodicamente distribuídas, esses manuscritos eram janelas que mostravam o modo de pensar de um povo antigo e uma sabedoria esquecida. Que mensagem eles têm para nós?

Gregg Braden – O Efeito Isaías

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