sábado, 17 de novembro de 2012

Sonambulismo de um ateísmo militante adormecido.




Sempre ouço pessoas dizendo que não devemos debater religião, que religião não se discute e que devemos respeitar e não tocar no assunto. Será?
leia na integra
Seria desrespeitoso tentar entender por que alguns islâmicos se explodem e matam uns aos outros em troca de um possível ingresso a um motel eterno cheio de virgens? Ou questionar por que o papa católico condena o uso da camisinha enquanto milhares de pessoas continuam contraindo AIDS todos os dias? Seria antiético (ou anti-higiênico) perguntar por que religiosos praticantes do vodu na África continuam morrendo de gripe aviária por arrancar a cabeça de galinhas em rituais com os próprios dentes? Seria errado perguntar por que, em pleno século vinte e um, ainda permitimos que bebês tenham seus órgãos sexuais mutilados por fundamentalistas hassídicos com a justificativa de evitar que no futuro sintam o desejo natural de se reproduzir, ou se preferir, a tentação? Seria equivocado perguntar por que condenamos a pedofilia, mas por respeito às tradições hindus, permitimos que uma criança de dez anos seja entregue como esposa a um homem de quarenta? Seria um erro se intrometer e querer saber por que os filhos das testemunhas de Jeová continuam morrendo de infecções simples e curáveis justamente porque a religião de seus pais não autoriza a transfusão de sangue?
Seria petulância questionar, a propósito, por que a religião tem aval para matar, abusar, estuprar, mutilar, perseguir, oprimir, ou seja, por que a religião tem o direito de santificar verbos que nós, indivíduos éticos, criminalizamos? Por que aceitamos tudo isso? Pela desculpa do respeito à religião ou pelo medo da mão pesada de deus, do castigo divino que cai sobre aquele que ousa se rebelar contra sua vontade? É isso?
Evitamos tocar no assunto por medo de deus? Mas que deus? Qual deles? Existem centenas de idéias de deuses no mundo, e até agora nenhum deus me castigou por eu viver questionando sua existência e desafiando sua autoridade. Isso me leva a fazer um convite a uma reflexão direta: Os deuses existem? Qual deus diz a verdade? Se a verdade divina é absoluta, alguns deuses mentem ou estão errados. Se mentem, por que acreditar neles? Se estão errados, são deuses? Os deuses não existem?
Há aquele religioso que irá dizer que deus respeita meu livre-arbítrio e por isso não me castiga. Para todos os efeitos, se ele respeita e não castiga, não deveria haver razão alguma para temê-lo, portanto mal nenhum então em discuti-lo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário