quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sinais de que o Brasil caminha rumo à autocracia (ditadura)




Sinais de que o Brasil caminha rumo à autocracia (ditadura)



Esse cenário não é uma utopia. Ele é bem real.
Primeiro. Liberdade para votar e ser votado. Isso já não existe há muito tempo e o povo está feliz, inclusive os defensores do “Estado Democrático de Direito”.
Segundo. Desarmamento. Nenhum cidadão pode ter armas. Os discursos em prol dessa tese são lindos e utópicos. Na prática, os bandidos continuam bem armados (muitas vezes mais que a Polícia). E quando o Estado der o golpe, e dará, não haverá ninguém armado para resistir.
Terceiro. Liberdade de crença. Sobre o assunto, há o PNDH-3 em andamento desde 2009. Ele busca implantar o ateísmo como religião oficial de Estado. Vale a pena lembrar: Estado laico não é Estado ateu. Estado laico não persegue religiosos, nem irreligiosos. Ele é imparcial e respeita às crenças e às descrenças diversas.
Por que o Estado intervencionista se preocupa com sua fé? Simples: a fé é a força mais poderosa da Terra. Ela é a principal formadora de opinião. Ela incute princípios em quem a pratica. Ela é mais influente que a TV, a internet e qualquer outra forma de comunicação. Ela é soberana. Por isso, os Romanos, quando tentaram levantar novamente o império, criaram uma religião, ao invés de fundar escolas. Motivo: a fé leva o homem a agir muito mais que qualquer outro meio. Os políticos sabem disso, por isso desejam o ateísmo como religião de Estado. Fica muito mais fácil controlar o povo quando não há instituições religiosas para “incomodar” com “princípios arcaicos”, “contrários ao bem do povo”. Napoleão e os Nazistas também pensavam assim…
Quarto: Liberdade de ir e vir. Se o povo ficar calado, a partir de 2013 todos os veículos serão chipados. O Estado terá total controle do local para onde você vai, de onde veio e que horas. Ele saberá todos os seus hábitos de transporte. Enfim: privacidade zero. E tenta adivinhar qual será o próximo passo? Sim, chipar você desde o nascimento! E o motivo, o mesmo de sempre: “pelo bem do povo”, “pela segurança”.
Quinto: Liberdade de Expressão. O PT já sinalizou. Se Dilma for reeleita em 2014, fará drásticas mudanças na liberdade de imprensa. Isso não é papo. Se você duvida, veja os vídeos feitos e divulgados pelos próprios deputados do PT. Assista e tire suas próprias conclusões. Preste bem atenção como eles consideram o líder supremo alguém intocável e acima da lei.

O povo brasileiro não quer a democracia

Os desejos do PT em relação à poda da liberdade de expressão não surpreendem. O povo aprovou a corrupção governamental por meio de seu silêncio e de sua passividade e já sinalizou não querer a democracia.
Como? Através da omissão.
Democracia dá trabalho. O povo prefere o comodismo.

O povo não tem o hábito de participar da política no dia-a-dia. Quando muito, só fala. Agir mesmo nada. Ninguém quer participar das reuniões de bairro. Ninguém quer ir à Câmara de Vereadores para acompanhar os trabalhos. Até mesmo uma reunião de condomínio, algo de interesse mais direto, sofre essa dificuldade. Ninguém quer participar. E caso alguém tente mobilizar o povo para qualquer coisa de interesse dele, será considerado o chato e muitos lhe olharão com cara feia. Os que reclamam, só reclamam. Eles não buscam os meios jurídicos adequados para resolver o problema. Preferem “deixar para lá”.
O imobilismo é o oposto da democracia.
O povo só participa das eleições porque o voto é obrigatório. Se não fosse, as eleições seriam um desastre devido à baixa participação popular.
Democracia dá trabalho e o povo não quer se esforçar. Desde a infância foi educado para ser pro passivo. Não quer fazer nada. Deseja que alguém faça por ele. Assim pensa: “se o Estado administrar sozinho, será um alívio. Sobrará mais tempo para novela e para o futebol. Não será necessário perder tempo com política, essa coisa chata que só toma tempo e não leva a lugar nenhum. Congresso só serve para roubar, melhor deixar tudo na mão do salvador de plantão, o ditador”.
Democracia exige participação. Atitude. Vontade de vencer. Ela exige, no fundo, iniciativa. Qualidade escassa no povo brasileiro. Ele não se importa com política e se sente ofendido quando chamado a opinar sobre o assunto. O governo sabe disso. Motivo pelo qual o voto é e continuará obrigatório. Caso contrário, ficaria descarada a falta de legitimidade das eleições brasileiras.

Democracia só é possível em países liberais

A democracia só foi possível em países que adotaram o liberalismo e ela funcionou melhor, nos que optaram pelo liberalismo social.
Nunca houve países comunistas democráticos. Pelo contrário, todos foram autocráticos (ditatoriais). As maiores atrocidades contra a liberdade e a vida humana foram cometidas nesse regime. Basta se lembrar do Nazismo (Nacional Socialismo), do Fascismo e da falida URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Todos eles fizeram o que fizeram pelo “bem do povo”. O discurso, sempre foi lindo. O problema foi a prática.
Sem liberdade de expressão, a verdade não aparece. Ela é fundamental para o exercício da democracia.
Mas tais regimes não duram muito tempo. Sem livre iniciativa, em algumas décadas o país apodrece. Cria dengue e escorpiões como as águas paradas. Seu desenvolvimento estagna. Sua tecnologia envelhece. Vira peça de museu. E, mesmo a contragosto, se vê obrigado a “liberalizar” algumas áreas da sociedade para não morrer.
Um exemplo é a URSS. Os países membros só voltaram a crescer depois de adotar práticas liberais para economia. Lá eles tiveram que engolir esta verdade: sem o mínimo de liberdade o país não cresce. Ela é vital para o progresso. Sem liberdade, há fome. A luta lá agora é pela liberdade de expressão, ainda tolhida. A China é outro exemplo. Só cresceu porque se liberalizou economicamente. Se tivesse se mantido fechada, ainda estaria na idade feudal. Cuba é outro caso. Começou a abrir as portas e a crescer. Em breve o país superará a fome e a escassez generalizada, para tristeza dos que acusam o capitalismo de ser o grande mal do mundo.
Ainda há líderes retrógrados como Hugo Chávez. Ele defende o comunismo e pragueja contra o liberalismo como um câncer a ser destruído. Acusa o empreendedor de “burguês tirano”. Vê os Estados Unidos como grande problema do mundo. Em contrapartida, na sua visão de bem, Hugo Chaves aliou-se à escória da humanidade. Dentre eles: o ditador Mahmoud Ahmadinejad, presidente da nação terrorista do Irã, que almeja destruir Israel após terminar a bomba atômica. Hugo Chaves reconheceu a Palestina como “nação soberana” e o governo terrorista do Hamas como “legítimo e democrático”. Não para por aí. Hugo Chaves também se aliou à nação terrorista da Coréia do Norte. Países ditatoriais violadores constantes da liberdade de seu povo. Aqui vale a máxima bíblica: “diga-me com quem andas e lhe direi quem tu és” (Mishlê/Provérbios 13:20, Tehilim/Salmos 1:1-6).

O Brasil na contramão da democracia

 

O Brasil, na contramão do bom senso e do progresso, sinaliza trilhar o mesmo rumo. Construir uma república estilo Hugo Chaves com os mesmos aliados no cenário internacional. Mas isso é ilusão. Não há outro caminho. As pessoas precisam de liberdade. Os lutadores, os criativos, os que seguem em frente, precisam de recompensa. Mais que os passivos ou os que optam pelo crime. Só assim a sociedade progride. No mais, não faz sentido se destacar em nada, nem de se sobressair em nada, pois tanto faz ser medíocre ou alguém de iniciativa. A recompensa será a mesma. Tal modelo leva ao comodismo e ao desânimo de inovar e empreender. É a semente do desastre econômico futuro.
Quando o petróleo da Venezuela acabar e irá acabar. Ela sofrerá o mesmo que Cuba. O país quebrará e será obrigado, como os demais, a adotar práticas liberais na economia para sobreviver e acompanhar o progresso tecnológico do resto do mundo.

Conclusão

O Brasil caminha feliz rumo ao abismo.
O Brasil caminhar rumo à autocracia e a autofagia econômica não me assusta. Compreendo e aceito: nem todos desejam a liberdade e a vida. Nem todos buscam a sabedoria. Nem todos têm sede de justiça. Por isso somos diferentes dos animais. Eles são racionais. Nós, não. Somos caóticos porque somos livres. Por isso, podemos escolher a destruição, a escravidão, o autoengano, mesmo com as provas diante de nossos olhos e o conhecimento da maldade de tudo isso. Somos livres até quando escolhemos não usar a nossa liberdade.
O que me assusta é o silêncio dos homens livres. Principalmente dos “intelectuais” defensores do “Estado Democrático de Direito”. Eles consideram bom e desejável o surgimento do grande líder supremo, o ditador. O líder que pisará o Congresso Nacional e porá o “burguês tirano” no seu lugar. O líder que, sozinho, resolverá todos os problemas e tornará todos absolutamente iguais e com os mesmos direitos. O líder que rasgará a Constituição pelo “bem do povo” e fará tudo a sua maneira.
Ironicamente, no Brasil, o golpe derradeiro contra a liberdade será dado com apoio do povo. Ele aplaudirá e idolatrará o déspota. Sorrirá para o carrasco de sua liberdade. E no futuro, quando o país estiver arrasado pelas agruras da má escolha, os que tiverem juízo olharão para traz e não acreditarão como conseguimos ser tão estúpidos, tão descuidados e tão cegos. E o pior: com alegria e satisfação doentias.

Como citar este texto?

Nas referências bibliográficas:
MARQUES. Sebastião Fabiano Pinto. Brasil: rumo à ditadura (2012).

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