Mundialmente conhecido pelos seus escritos sobre a vida espiritual e as relações entre a experiência do dia-a-dia e a dimensão sagrada do Universo, James Redfield escreveu mais de dez livros mas ficou célebre com A Profecia Celestina, que se tornou rapidamente um livro de culto para muitos dos que se interessam pelas questões metafísicas.
Nascido no Alabama em 1950 e licenciado em Sociologia
pela Universidade de Auburn, Redfield publicou A Profecia Celestina
quando tinha 43 anos, numa edição de autor, depois de ter trabalhado
durante quinze anos como terapeuta com adolescentes psicologicamente fragilizados e com as suas famílias.
A partir de 1994, o ano em que a Warner Books
comprou os direitos e publicou A Profecia Celestina, este livro foi um
dos mais vendidos em todo o mundo, tendo sido traduzido em quase todas
as línguas. O fenómeno manteve-se ao longo da década de 90 e durante
três anos consecutivos o livro esteve na lista de best-sellers do
conceituado New York Times.
James
Redfield escreveu algumas sequelas desta novela, mas sem o mesmo
sucesso alcançado pela Profecia. Por tudo o que fica dito sobre o livro e
o autor, A Profecia Celestina é uma obra a não perder."
1º MASSA CRÍTICA A
Primeira Revelação alerta para as ditas “coincidências” que acontecem
na nossa vida e às quais, muitas vezes, não ligamos. Ou, pelo menos, não
prestamos a devida atenção. James Redfield deixa-nos suspensos no
mistério, cheios de curiosidade mas com a noção exacta de que não
existem acasos. O primeiro passo para a descoberta espiritual, diz ele,
passa por tomar consciência de que grande parte dos mistérios do
Universo se manifestam no nosso quotidiano. Redfield dá a conhecer
outras possibilidades de ler o mundo e fá-lo através de aventura, da
descoberta individual dos personagens que se cruzam no enredo da sua
Profecia Celestina.
"A Primeira Visão é a
visão do despertar. Contemplamos nossa vida e percebemos que existem
mais coisas acontecendo do que imaginávamos. Além das nossas rotinas e
desafios do dia-a-dia, podemos detectar a influência do elemento divino:
"coincidências significativas" que parecem estar nos enviando mensagens
e nos conduzindo a uma direcção particular.
No início apenas vislumbramos essas coincidências enquanto passamos rapidamente por elas, praticamente sem notá-las.
No início apenas vislumbramos essas coincidências enquanto passamos rapidamente por elas, praticamente sem notá-las.
Finalmente,
porém, começamos a diminuir a velocidade e examinar mais de perto esses
eventos. Receptivos e alertas, somos mais capazes de detectar o evento
sincronístico seguinte. As coincidências parecem fluir e refluir,
algumas vezes avançando rapidamente numa rápida sucessão, outras nos
deixando quietos. Contudo, sabemos que descobrimos o processo da alma
que guia nossa vida para a frente. As Visões remanescentes mostram como
aumentar a frequência dessa misteriosa sincronicidade e descobrir o
destino final em direcção ao qual estamos sendo levados."
2º O AGORA MAIS LONGO Segunda
Revelação contextualiza a nossa consciência no seu período histórico,
fazendo com que a nossa visão sobre o Homem, Deus e o Universo se insira
num continuum, num todo. Redfield ajuda-nos a perceber que o nosso
olhar sobre o futuro tem de partir da compreensão do passado e presente.
Parece evidente mas, por vezes, são os detalhes mais óbvios que nos
passam despercebidos. Daí, também, a importância do discurso de James
Redfield.
"A Segunda Visão é a consciência
de que nossa percepção das misteriosas coincidências da vida é uma
ocorrência histórica significativa. Depois do colapso da visão de mundo
medieval, perdemos a segurança oriunda da maneira como a Igreja
explicava o universo. Por conseguinte, há quinhentos anos atrás,
decidimos colectivamente concentrarmo-nos em dominar a natureza, em usar
nossa ciência e tecnologia para nos acomodarmos no mundo. Pusemo-nos
então a criar uma segurança secular destinada a substituir a certeza
espiritual que perdêramos.
Para nos
sentirmos mais seguros, sistematicamente afastamos e negamos os aspectos
misteriosos de vida no planeta. Fabricamos a ilusão de que vivíamos num
universo totalmente explicável e previsível, no qual eventos acidentais
não tinham nenhum significado. Para manter a ilusão, tendemos a negar
qualquer indício do contrário, a restringir a pesquisa científica dos
eventos paranormais, e a adoptar uma atitude de absoluto cepticismo.
Explorar as dimensões místicas tornou-se quase um tabu. Aos poucos,
contudo, um despertar teve início. Nosso despertar não é nada menos do
que nos libertarmos da preocupação secular da era moderna, e abrirmos
nossa mente para uma visão nova e mais verdadeira do mundo."
3º UMA QUESTÃO DE ENERGIA Ampliar
a beleza e partir dela para perceber que tudo é energia no Universo é a
substância da Terceira Revelação do manuscrito peruano que inspira toda
a aventura espiritual da Profecia Celestina. Redfield explica que todo o
Universo tem por base um campo de energia que emana de todas as coisas e
seres, incluindo naturalmente o Homem.
A
compreensão desta Revelação passa pela visão desse mesmo campo de
energia e essa capacidade começa por desenvolver uma sensibilidade
acrescida à beleza. Posto assim, parece um discurso demasiado cifrado
mas explicar o que está em questão pode desvirtuar a leitura do livro e
retirar-lhe, até, algum do seu suspense. Alimentar a energia é essencial
para fortalecer a nossa relação com os outros e connosco próprios.
"A
Terceira Visão descreve nossa visão do universo como energia dinâmica.
Ao contemplarmos o mundo que nos cerca, não mais podemos pensar que tudo
é composto de substância material. A partir das inúmeras descobertas da
física moderna e da crescente síntese com a sabedoria do oriente,
estamos começando a perceber o universo como um vasto campo de energia,
um mundo quântico no qual todos os fenómenos estão interligados e
respondem uns aos outros. A partir da sabedoria do pensamento oriental,
sabemos que temos acesso a essa energia universal. Podemos projectá-la
para fora com nossos pensamentos e intenções, influenciando nossa
realidade e a realidade dos outros."
4º A LUTA PELO PODER Por
isso, a Quarta Revelação decorre da Terceira: o Universo é alimentado
por uma imensa fonte de energia, da qual, no entanto, os homens e
mulheres se foram desligando, caindo num estado de carência e fraqueza.
Dado que essa energia se tornou um bem escasso, os seres humanos são
obrigados a competir uns com os outros para a recuperar.
A
acreditar em Redfield, esta competição, mais ou menos inconsciente,
está na base de quase todos os conflitos humanos. Procurar alternativas é
o que nos resta quando tomamos consciência de que as relações humanas
estão enfraquecidas pelas lutas de poder e pelas ligações
‘vampirizadas’, tão frequentes nos dias que correm.
"A
Quarta Visão é a consciência de que os seres humanos com frequência
rompem sua ligação interior com essa energia mística. Em decorrência
disso, temos tido a tendência de nos sentirmos fracos e inseguros, e com
frequência procuramos nos reerguer sugando a energia de outros seres
humanos. Fazemos isso tentando manipular ou dominar a atenção dos
outros. Quando conseguimos conquistar à força a atenção de uma pessoa,
somos impulsionados pela energia dela, o que nos torna mais fortes mas
enfraquece a outra pessoa. Com frequência os outros se rebelam contra
essa usurpação da sua força, gerando uma luta pelo poder. Todos os
conflitos do mundo têm origem nessa luta pela energia humana."
5º A MENSAGEM DOS MÍSTICOS A
Quinta Revelação responde a esta questão mostrando que existe, de
facto, uma fonte de energia alternativa. Para terem acesso a esta fonte
superior, os homens e mulheres têm de abandonar os padrões de competição
e controlo dos outros que até aqui utilizavam. Parece demasiado
simplista mas, no contexto do livro, faz sentido.
"A
Quinta Visão é a experiência da ligação interior com a energia divina.
Ao explorar e seguir nossa divindade interior, podemos estabelecer um
contacto pessoal com um tipo de experiência chamada mística. Em nossa
busca deste estado alterado, distinguimos entre a descrição intelectual
desta consciência e a consciência em si. Sob este aspecto, aplicamos
certas medidas experimentais que indicam que estamos em conexão com esta
energia espiritual.
Por exemplo,
sentimos o corpo leve? Sentimos uma leveza nos pés? Experimentamos uma
intensificação da percepção como cores, aromas, sabores, sons e um senso
de beleza mais vívidos? Experimentamos um senso de unidade, uma total
segurança? E acima de tudo, vivenciamos o estado de consciência que
chamamos de amor? Não em relação a alguém ou a alguma coisa, mas como
uma constante sensação que sustenta nossa vida. Não queremos mais apenas
falar a respeito da consciência mística. Temos a coragem de pôr em
prática essas medidas para realmente buscar esta união com o divino. É
esta conexão com a energia total que resolve todos os conflitos. Não
mais precisamos da energia dos outros."
6º ESCLARECENDO O PASSADO A
Sexta Revelação desvenda o papel da experiência mística no processo de
descoberta espiritual. Redfield explica que temos que abandonar os
nossos comportamentos de controle de poder e resistir à tentação de
sugar a energia dos outros.
Chegou a
altura de despertar para quem realmente somos, de alinhar com a nossa
verdadeira natureza, de encontrar o nosso lugar no mundo para podermos,
finalmente, ter acesso a esse estado especial da mente, que é, afinal, a
experiência de nos deixarmos orientar na vida por coincidências
significativas. Entender o conceito de experiência mística é essencial,
portanto. Observar e conhecer a nossa própria mente é uma aprendizagem.
"Quanto
mais permanecemos ligados, mais tomamos consciência dos momentos em que
perdemos a ligação, geralmente quando estamos sob tensão. Nestes
momentos, podemos perceber nossa maneira particular de roubar energia
dos outros. Tão logo nos tornamos conscientes das nossas manipulações,
nossa ligação torna-se mais constante e podemos então descobrir nosso
caminho de crescimento na vida, bem como nossa missão espiritual, o modo
pessoal pelo qual podemos contribuir para o mundo."
7º ENTRANDO NA CORRENTE A
Sétima Revelação ensina a fazê-lo em busca de novas ideias e
pensamentos que devemos questionar, enquadrar e tentar compreender no
contexto da nossa existência. Esta Revelação coloca-nos no fluxo da
evolução, integrando todas as revelações numa única forma de estar.
"A
Sétima Visão é a consciencialização de que as coincidências têm nos
conduzido o tempo todo à realização da nossa missão e à busca da nossa
questão vital básica. Dia a dia, contudo, nosso crescimento se dá
através do entendimento e do acompanhamento das questões menos
importantes que se originam nas nossas metas mais amplas. Tão logo
formulamos correctamente às perguntas, as respostas sempre aparecem
através de misteriosas oportunidades.
Cada
sincronicidade, por mais que conduza ao crescimento, sempre nos deixa
com uma outra questão fundamental, de modo que nossa vida avança através
de um processo de pergunta, resposta, uma nova pergunta, à medida que
evoluímos ao longo do nosso caminho espiritual. As respostas
sincronísticas são oriundas de muitas fontes: dos sonhos, devaneios,
pensamentos intuitivos, e, com maior frequência, de outras pessoas que
se sentem inspiradas a nos trazer uma mensagem."
8º CONSCIÊNCIA A
Oitava Revelação do manuscrito peruano que é o ponto de partida para
toda esta aventura da Profecia Celestina, mostra que as relações
amorosas são muitas vezes manifestações de co-dependência, porque criam a
ilusão de que se pode ser uma pessoa completa “a meias”, isto é,
enquanto casal. Processo de evolução. James Redfield empenha-se
particularmente em mostrar como podemos quebrar os padrões de conduta
que nos impedem de evoluir e declara que a grande aposta passa por
melhorar a circulação da energia entre nós.
A
Oitava Visão é a consciência de que a maior parte das sincronicidades
têm lugar através das mensagens que nos são trazidas por outras pessoas e
que uma nova ética espiritual em relação aos outros estimula essa
sincronicidade. Se não competirmos energeticamente com as outras
pessoas, e permanecermos ligados a energia mística interior, podemos
elevar a vibração dos outros com a nossa energia, focalizando a beleza
em cada rosto, enxergando o génio superior de cada indivíduo com quem
entramos em contacto. A energia que transmitimos ao eu superior conduz a
outra pessoa a uma consciência mais plena de quem ela é e do que está
fazendo, aumentando a possibilidade de que uma mensagem sincronística
possa ser comunicada.
Elevar as vibrações
dos outros é especialmente importantes quando interagirmos com um
grupo, uma vez que toda a energia do grupo penetra naqueles que se vejam
intuitivamente estimulados a falar. Também é importante usar esta ética
ao cuidarmos das crianças e interagirmos com elas. Para elevar as
vibrações das crianças, precisamos nos dirigir a sabedoria do seu eu e
tratá-las com integridade. Precisamos tomar cuidado nos relacionamentos
românticos para que a ligação eufórica do amor não substitua nossa
ligação com a energia mística interior. Esta euforia amorosa sempre
degenera numa luta pelo poder pois as duas pessoas fica viciadas uma na
outra pela obtenção de energia.
9º A CULTURA EMERGENTE Nona
Revelação explica que o Homem vai passar por um processo de evolução
consciente no próximo milénio e vai querer viver num planeta
sustentável, a um ritmo mais compatível e menos acelerado e com um maior
grau de atenção ao que é verdadeiramente essencial. Optimista e
consolador, este livro serve de ponto de partida para entender algumas
das questões que se prendem com a procura do sentido da vida. Mesmo que,
à chegada, os leitores possam descobrir que o seu caminho é outro.
A
Nona Visão é a consciência de como a evolução se dará se vivermos as
outras oito visões. À medida que a sincronicidade aumenta, somos
elevados a níveis cada vez mais altos de vibração de energia. Alem
disso, à medida que formos conduzindo à nossa verdadeira missão,
mudaremos de profissão, vocação ou criaremos nosso próprio negócio para
podermos trabalhar no campo que mais nos inspirar. Para muitos, este
trabalho será automatizar a produção de bens e serviços básicos:
alimentos (além de produzirmos a nível individual), abrigo, vestuário,
meio de transporte, acesso aos meios de comunicação e recreação.
Esta
automação será sancionada porque a maioria de nós não mais concentrará
na indústria nossa vida de trabalho. Não haverá abuso no acesso desses
bens porque todos estaremos sincronisticamente seguindo nosso caminho de
crescimento e consumiremos apenas o necessário. A prática do dízimo, de
dar aos outros o que nos proporcionam insight espiritual, suplementará a
renda e nos libertará de cenários rígidos de trabalho. Finalmente, a
necessidade de uma moeda corrente desaparecerá totalmente quando fontes
gratuitas de energia e bens duráveis permitirem que a automação seja
total.
À medida que a evolução
prosseguir, o crescimento sincronístico elevará nossas vibrações ao
ponto em que penetraremos dimensão da vida após a morte, fundindo essa
dimensão com a nossa e encerrando o ciclo de nascimento / morte.
Fonte: http://www.monicacamacho.com
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