quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A maçonaria influenciou nos movimentos de independências nas Américas?


Talvez a maçonaria seja a sociedade secreta em maior atividade nos dias de hoje e desde os tempos medievais suscita enormes dúvidas e desconfianças. Por ser um reduto de homens influentes nas suas sociedades, sempre foi alvo de denúncias por, supostamente, coordenarem movimentos políticos globais.

Recentemente, publiquei um post com as considerações sobre o que é a maçonaria. Para ler, clique aqui!


Vários documentários e livros têm tratado um assunto muito relevante nas últimas décadas: será que a maçonaria foi uma alavanca que catapultou os movimentos de independência no continente americano? Podemos dizer que sim, isso é um fato que começa durante com as ideias do Iluminismo, na França, que mais tarde culminaram com a Revolução Francesa.


O Iluminismo pregava vários pensamentos que iam contra a hegemonia que ainda dominava naquela época, a Igreja. A burguesia ainda pretendia ser plena no poder rompendo o “contrato” que havia feito com a nobreza europeia. Em meio a um ambiente hostil a estes pensamentos, o melhor lugar para disseminar conhecimento era a maçonaria com suas “reuniões secretas”.

Recentemente, escrevi sobre o cristianismo e a maçonaria. Neste post você entenderá como era essa relação de choque das duas forças. Clique aqui!

Em todo o continente americano a burguesia local, já nascida e criada nessas colônias, se enxergava prejudicada com o pacto colonial e os altíssimos impostos que era taxada. Dos Estados Unidos à Argentina havia um total sentimento de nacionalismo sendo formado e o desejo burguês de libertação político-administrativa. Em 1776, os Estados Unidos deram o pontapé inicial: a primeira colônia americana a declarar sua emancipação da Inglaterra.

A maçonaria sempre foi muito forte na sociedade norte-americana. George Washington (foto abaixo) era maçom e foi o primeiro presidente daquele país. Junto a ele, todos os homens que assinaram a primeira constituição também frequentavam a maçonaria. Ao longo da história, vários presidentes e políticos influentes fizeram parte desta sociedade tida por secreta. A Casa Branca, sede do poder executivo deles, foi construída e reformada em moldes maçons.


Na América Latina não foi diferente. San Martín, libertador da Argentina e do Peru, O’Higgins, libertador do Chile, e Bolívar, libertador da Venezuela e Colômbia, frequentaram uma loja maçônica em Londres anos antes da agitação política que sacudiu a América espanhola criando novos estados nacionais.

E o Brasil, como fica nisso tudo? Bem, é um fato notório que Dom Pedro I era simpático à maçonaria por conta de seu amigo e tutor político, José Bonifácio (foto abaixo), que curiosamente também era membro da mesma loja maçônica londrina que os generais hispânicos. Talvez possam ter se conhecido, e podemos deduzir que vários planos foram traçados ali, principalmente entre os nossos “vizinhos”.


No livro “1822”, de Laurentino Gomes, há um capítulo especial e muito bem escrito, detalhado e pesquisado sobre esta questão. Não podemos apontar que a independência do continente americano tenha sido uma trama maçônica para controle mundial, mas ela ajudou muito por ser um ambiente propício para reuniões estratégicas longe dos olhos da metrópole e dos seus partidários.

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