quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Acusações de que o homem não pisou na Lua: seria a maior teoria da conspiração já criada?


Depois de receber uma quantidade considerável de emails, hoje estou publicando o post que fala sobre o que poderia ser a maior farsa da história, ou então naquilo que poderia ser a maior teoria da conspiração já criada por uma sociedade desde que o homem organizou-se em sociedade. Entretanto, para muitos, dizer que o homem não foi à Lua, mas que assistimos a um imenso teatro, parece muito mais loucura. De qualquer forma, o assunto é polêmico e desperta interesse nas pessoas.

Por ser um assunto muito amplo e que faz com que se prolongue demais, fiz em tópicos para não tornar o texto maçante. E agora vamos às importantes considerações, que são um resumo, por ser um assunto interessante e extremamente extenso!


1. Uma pesquisa feita em 1999 nos Estados Unidos, pelo Instituto Gallup, aponta que 89% dos norte-americanos acreditam que a alunissagem realmente ocorreu; 6% acham que não, e 5% estão indecisos quanto a esta questão;

2. Em 2009, a Nasa informou que não conseguiu encontrar os registros de voz dos astronautas durante a missão que culminou no homem dando os passos na Lua. Informou ainda que as fitas poderiam ter sido utilizadas gravando outros assuntos por cima. Isso fez aumentar a teoria da conspiração. Contudo, fotos recentes da Lua mostrariam os restos das missões Apollo na superfície do satélite;

3. A folclorista Linda Degh sugere que o filme “Capricorn one”, que apresenta uma falsa missão a Marte em uma espaçonave que se parece com as Apollo, pode ter dado um reforço à popularidade da teoria da fraude, nos anos pós-guerra do Vietnã e pós-escândalo de Watergate, quando segmentos do público americano estavam inclinados a duvidar das declarações oficiais;

4. Na Europa, duas pesquisas de opinião pública mostram resultados bastante estranhos: 28% dos russos não acreditam na alunissagem, e 40% dos europeus de seis países creem que o primeiro pouso tenha sido, sim, uma tremenda fraude norte-americana por conta da Guerra Fria;

5. Quem crê na falsidade dos pousos diz que a tecnologia da época era muito falha perante os perigos cósmicos encontrados lá fora, como radiação solar intensa, ventos solares, raios nocivos etc. Uma parte acredita que o ser humano chegou a orbitar a Lua, mas o pouso foi todo encenado em estúdios de Los Angeles com tecnologia cinematográfica;


6. Quem defende a falsidade na alunissagem aponta que o empreendimento era caro demais para a época, e que era de principal importância os norte-americanos ganharem uma frente na corrida espacial, uma vez que os soviéticos já tinham colocado o primeiro satélite artificial em órbita, o primeiro homem e o primeiro animal no espaço. Com tantos riscos, diz-se que foi melhor recorrer à encenação;

7. Nos Estados Unidos, a teoria conspiratória em relação aos passos do homem na Lua é comparada ao mito de que Elvis Presley não teria morrido em 1977. Ou seja, é uma narrativa associada a pessoas que tentam forçar fontes e tirar crédito de outras, sendo estas oficiais;

8. O maior problema de dar credibilidade à conspiração é que mais de 200 mil pessoas trabalharam por mais de dez anos nesta empreitada científica. Assim, ficaria impossível guardar um segredo tão funesto à história da ciência. Engenheiros aeronáuticos apontam que seria muito mais simples pousar na Lua do que criar uma mentira tão complexa e, portanto, duradoura;

9. O que mais acende a polêmica é o fato de as fitas de registro da Apollo 11 simplesmente terem sumido, justamente as imagens originais dos passos na Lua. Para quem não sabe, as imagens que vemos hoje do pouso na Lua são as que foram recebidas em tempo real por um observatório na Austrália naquela data. Atualmente há uma verdadeira caça ao tesouro na busca destas fitas, que poderiam não terem sido descartadas com gravações por cima daquelas da alunissagem;

10. Quem gosta de uma teoria da conspiração fica de olhos abertos ao descobrir que praticamente nada da Apollo 11 está em museus de história aeroespacial. A Nasa diz que não houve a preocupação na época de preservar os veículos, e muitos foram desmontados para que peças fossem reaproveitadas em outras missões;


11. Muitos membros da comunidade científica apontam que o fato de o homem pisar na Lua não trouxe grandes avanços à ciência propriamente dita. Esta foi mais uma conquista ideológica e política do que científica. Claro, não vamos negar os imensos avanços para a aeronáutica e aprimoramento de segurança de voo;

12. Teóricos da conspiração dizem que as mortes envolvendo programas espaciais soviéticos e americanos eram enormes, e por isso fazer um “show cinematográfico” era mais compensador e menos arriscado. Outros apontam que a frase clássica “É um pequeno passo para um homem, mas um grande para a humanidade” só poderia ter sido concebida num roteiro programado e não ter sido feita em improviso;

13. Grande parte dos esforços de reafirmar a teoria de falsidade da alunissagem vem da análise das fotografias e filmes que teriam sido feitos em solo lunar. Quem crê no pouso como falsidade enumera uma lista enorme do que seriam “erros” cenográficos no que diz respeito à gravidade, iluminação, radiação, uso de ferramentas etc.

14. Muitos apontam que a qualidade das imagens fotográficas é incrivelmente alta e boa, portanto profissionais de imagem teriam feito o trabalho. Entretanto, podemos explicar que no final dos anos 60, a fotografia já tinha avanços incríveis que foram possíveis após o desenvolvimento do cinema nos anos de 1930/1940. A Nasa explica que há muitas fotos de qualidade ruim, mas foram selecionadas as mais bem tiradas para uso da imprensa mundial;

15. O Sol estava brilhando. As câmeras foram preparadas para exposição em luz do dia, e não poderiam registrar pontos fracos de luz – por isso não há estrelas nas imagens. Mesmo as estrelas mais brilhantes são fracas e difíceis de ver durante do dia na Lua. A luz diurna na superfície é muito mais brilhante que na Terra. Os ajustes da câmera podem tornar um fundo bem iluminado em escuro quando o objeto em primeiro plano está bem iluminado, forçando a câmera a aumentar a velocidade do obturador para que a luz do primeiro plano não queime completamente a imagem;


16. Algumas pessoas dizem que a alunissagem foi uma farsa porque algumas sombras das fotografias são inconsistentes e que mostram o uso de potentes refletores cinematográficos, além de o cenário modificar muito pouco, mesmo sendo a caminhada supostamente tão longa;

17. A busca por colocar em terra o pouso do homem na Lua é tão grande que algumas pessoas afirmam que uma garrafa de refrigerante aparece descuidadamente nas imagens lunares, o que nunca conseguiram provar;

18. Alguns teóricos da conspiração dizem que a famosa pegada lunar ficou surpreendentemente forte e preservada, podendo ter sido feita em areia molhada. Entretanto, vale lembrar que a Lua está no vácuo do espaço, onde não há vento, umidade e erosão. Ela ficará preservada por muito tempo;

19. A prova de que o homem esteve na Lua realmente é o início de catarata que todos os astronautas tiveram, uma vez que passaram por um cinturão radioativo no espaço por 33 minutos. Apesar de toda segurança, esse seria o primeiro estágio de contaminação nuclear;

20. Alguns conspiradores dizem que o Sol na Lua faria um calor imenso, o que causaria derretimento de todo o equipamento. Entretanto, vale ressaltar que a temperatura só fica alta se houvesse uma atmosfera para prender o calor no solo lunar, o que não acontece;


21. Os adeptos desta linha de raciocínio contra a alunissagem apontam que as rochas coletadas na Lua são idênticas àquelas encontradas na Antártica;

22. Algumas pessoas dizem que a bandeira colocada na superfície lunar balançou, apesar de não haver vento na Lua. Entretanto, a análise das imagens mostra que isso não ocorre, sendo mais um capítulo da teoria infundada;

23. O programa Apollo recolheu mais de 380 quilos de rochas lunares ao longo dos anos de atividade. A análise feita por cientistas de todo mundo confirma que tais rochas realmente vieram na Lua. Nem mesmo os soviéticos refutaram a autenticidade dos rochedos, e eles seriam os mais interessados nisso. Quem é adepto da conspiração afirma que existe um “acordo de cavalheiros” mundial para concordar que o homem realmente pisou em rolo extraterrestre;

24. Conspiradores dizem que pelo menos dez pessoas relacionadas diretamente com a alunissagem morreram de forma arbitrária ao longo das décadas; ou seja, teriam sido assassinadas como ocultação de provas. Nesta lista macabra, a maioria é formada por militares e/ou astronautas e apenas dois civis. Segundo os relatos, estes indivíduos morreram em acidentes de carro, incêndios, envenenamentos etc.

25. Adeptos da teoria da conspiração alegam que não há um mapeamento físico de alta resolução da Lua, como temos o Google Earth, uma vez que poderíamos conhecer a “farsa histórica” da alunissagem em 1969, quando não encontraríamos os vestígios do homem naquele satélite;


26. No período entre julho de 1969 e dezembro de 1972, sete missões partiram da Terra em direção à Lua, das quais apenas uma não conseguiu pousar. Como resultado direto destas missões existem 5.771 fotografias, 382 kg de amostras de solo e rochas lunares, as cápsulas de retorno dos astronautas, além dos dados científicos obtidos com o coletor de partículas solares, as leituras de sismógrafos, a medição da distância Terra-Lua feita com o auxílio de espelhos deixados em três missões americanas e duas soviéticas, entre outros.

Há algum tempo, os caçadores de mitos do Discovery Channel e o programa “Fact or faked: paranomal files” (neste caso, num episódio espetacular) trabalharam com o mito de que o homem não teria pousado na Lua, investigando vários destes pontos citados acima. A conclusão é a mesma que chegamos: não há como criar uma teoria conspiratória envolvendo um número tão grande de pessoas em uma época histórica tão conturbada; no meio do embate ideológico entre capitalismo e comunismo, é óbvio que a União Soviética tentaria de tudo para demonstrar tal façanha e replicá-la em seus estúdios e, então, realmente levar seres humanos à Lua.


Neste post procuramos apenas evidenciar e mostrar os principais focos de debates nos fóruns que tentam reforçar a conspiração. Quem se interessar pode encontrar inúmeros livros e documentários que detalham melhor esse ponto da história.

Muitas vezes, acreditar em teorias conspiratórias faz com que o nível crítico diminua e o indivíduo retorne à sua infância intelectual. É importante manter em alerta o senso crítico, mas sem deixar cegar-se pelo excesso de luz (conhecimento). Podemos dizer que a ciência foi vitoriosa: o homem realmente deu seus pequenos passos no nosso único satélite natural – e descobriu que lá não estava São Jorge com o dragão.

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