quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Considerações sobre a maçonaria...

 
A maçonaria sempre foi envolta de mistérios, de boatos, de histórias, de medos e de teorias conspiratórias. O fato é que o tal “segredo da maçonaria” vai se perpetuar e acabou sendo um folclore, uma lenda urbana; em pleno século 21, com várias tecnologias à disposição, será que ninguém jamais ousou revelar o tal segredo? Costumo dizer que o segredo é a própria aura da existência maçom: o segredo já não mais existe, mas o folclore vai permanecer.

Na realidade, “maçonaria” é a forma reduzida e usual do termo maior: “francomaçonaria”: uma sociedade discreta e reservada (não é uma sociedade secreta), pois suas ações dizem respeito somente aos interesses de quem é associado a ela. A maçonaria não é uma religião, uma vez que seus membros são de credos diferentes, mas sim uma entidade filantrópica.



Vamos, então, a algumas considerações sobre a maçonaria, tentando elucidar alguns boatos:

1º) Não é uma religião. Lá há católicos, protestantes, judeus etc. Inclusive, muito dificilmente, ateus são aceitos como membros de maçonaria;

2º) Para entrar lá o homem deve ter autorização da esposa e da família, bem como acreditar em Deus, ter boa índole, respeito à família, possuir espírito filantrópico e sempre estar em busca de consertar a si mesmo em suas atitudes erradas;

3º) A ajuda mútua entre os membros faz com que o maçom cresça no seu negócio. É muito comum um maçom comprar produtos na loja de um outro maçom para ajudá-lo na prosperidade financeira. Eles creem que a bênção da prosperidade é um sinal de ajuda de Deus, lembrando o raciocínio calvinista;

4º) Não há muitos maçons no mundo: pouco mais de sete milhões, sendo que a maioria (52%) está nos Estados Unidos. No Brasil há pouco mais de 170 mil membros;

5º) Na maçonaria não há ritos de ocultismo, bruxaria e misticismo, justamente por não se tratar de religião e abrigar homens de diversos credos. Bem como é inverdade associar a origem aos egípcios ou aos hebreus. A maçonaria não é tão velha quanto a cultura greco-romana;

6º) Segundo os historiadores, a origem da maçonaria remonta a Idade Média. Maçom vem do francês “Mason”, “Pedreiro”. Naquele tempo, o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada para classe do povo, pois eram os únicos servos feudais que não eram presos à terra – deveriam se movimentar para construir estradas, castelos, igrejas e iam de feudo em feudo. Os segredos da construção eram guardados com zelo, visto que, se caísse em domínio público às regalias concedidas à categoria, cessariam. Também não havia interessem em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária dos vassalos.

7º) É por isso que os símbolos da maçonaria são os instrumentos do pedreiro e, por isso, eles chamam Deus de “arquiteto do universo”;

8º) Com as informações acima, historiadores apontam que as maçonarias surgiram na França como os sindicatos hoje em dia: os pedreiros buscavam juntos os seus interesses coletivos e à procura da ajuda mútua;

9º) A maçonaria ganhou a força que tem hoje e a aura de mistério a partir do século 18, com o Iluminismo. Figuras influentes da política se associaram a ela no período de gestação da Revolução Francesa, e as reuniões secretas eram feitas a portas fechadas. É aí que começam a surgir as teorias conspiratórias.



Essas são algumas importantes considerações sobre uma organização que influenciou a política e a história durante tantos séculos, inclusive os movimentos de independência política no continente Americano. Vale lembrar que a história dos Templários não tem nada a ver com a maçonaria: isso tem mais a ver com RPG!

No futuro vou escrever outros posts sobre este assunto. Até lá!

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