quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

De onde veio a famosa lenda que Elvis não morreu?


Elvis Presley foi (e ainda é) um dos artistas de maior renome na cultura musical dos Estados Unidos e que ganhou o mundo não somente pelo rock, mas também através do gingado e dos vários filmes que estrelou. Por conta disso, é considerado o rei do rock’n’roll (e poucas pessoas sabem que a alcunha “king of rock’n’roll” é registrada e só pode ser utilizada em referência a ele). Junto com Michael Jackson, podemos dizer que reina soberano no panteão da música mundial.


No dia 16 de agosto de 1977, em sua mansão na cidade de Memphis, nos Estados Unidos, morria todo esse ícone da música. Nessa época, o cantor-ator passava por problemas familiares, havia se entregado à bebida e às drogas e a figura era bem diferente do galã de décadas anteriores (foto abaixo). De acordo com o atestado de óbito, a morte ocorreu por arritmia cardíaca e ingestão de vários tipos de drogas, numa overdose que até com os recursos médicos de hoje poderia ser irreversível.


Por ser uma estrela pop mundial em uma morte que chocou repentinamente não só os fãs, mas também a imprensa, o funeral foi praticamente um evento de Estado, com segurança redobrada e repleto de cuidados antes, durante e depois todo o evento. Apesar disso, houve (e ainda há) pessoas que acreditam que o cantor não morreu. O slogan “Elvis não morreu” é muito conhecido e a história acabou tornando-se uma espécie de lenda urbana bastante popular nos Estados Unidos.

Sobre a origem da lenda...
Um fenômeno da música mundial por vários anos. Elvis Presley era refém de seu sucesso quando sua vida pessoal e profissional tinham se tornado um peso muito grande para ele e seus familiares, com sucessões intermináveis de turnês, entrevistas, gravações, contratos, publicidades, filmes etc. Dizem que essa rotina passou a incomodá-lo seriamente, quando, como fuga, mergulhou no mundo do álcool e das drogas. Afirma-se, também, que nos últimos meses Elvis estava recebendo constantes ameaças de morte vindas de um grupo mafioso. História nunca revelada e não muito clara, nem mesmo para os biógrafos do artista.

Com uma vida turbulenta, a história de que Elvis não teria morrido em agosto de 1977 surgiu logo depois do velório, quando as pessoas se questionaram o porquê de o caixão estar vedado. Entretanto, esta parte da lenda é uma farsa, pois há, inclusive, fotos do caixão aberto para os familiares.



Quando a história de que o enterro do pop-star poderia ter sido uma farsa, inúmeros foram os relatos de possíveis aparições de Elvis algum tempo após a sua morte. A última teria sido na Califórnia em 1984. Não há como provar tais aparições, pelo menos ninguém ainda o fez. Além disso, Elvis é o artista mais imitado do mundo e há campeonatos de covers e sósias em praticamente todo o planeta. A partir disso existe um questionamento importante: se ele queria fugir dos holofotes, por que motivo apareceria por aí vestido da maneira como subia nos palcos?


O mais significante dos rumores ocorreu exatamente um dia após a sua morte. Um homem idêntico a Elvis foi visto desembarcando na Base Aérea da Argentina. Segundo relatos, ele desceu rapidamente de um avião e entrou em uma Limosine que já o esperava. O homem não foi visto novamente. De fato, Elvis Presley realmente possuía uma casa na Argentina.

Hoje em dia há clubes nos Estados Unidos e Canadá que reúnem pessoas que afirmam terem visto Elvis vivo após 1977, ou que creem que ele esteja vivo ainda, ou pelos menos esteve entre nós secretamente até os anos 80, desfrutando de uma vida secreta graças aos direitos de suas músicas e filmes.

Tentando fechar o caso...
Atualmente, Elvis Presley é o artista morto que mais lucra anualmente. São milhões de dólares em direitos de músicas, imagens, filmes, marcas etc. Algumas pessoas comentam que a lenda de que ele não morrera em agosto de 1977 seja uma sucessão de boatos sem fundamentos – como a lenda de que o caixão estaria fechado, o que não é verdade. Para os fãs, realmente Elvis não morreu. Ele estará vivo em suas lembranças, nas suas canções que ouvem cantando e nos filmes de sucesso de que estrelou na sua vida curta (morreu aos 42 anos de idade).

O maior problema surge a partir do momento que as teorias conspiratórias ficam, digamos, patéticas demais. Volto a citar aquele questionamento acima: por que ele, querendo supostamente viver uma vida tranquila, apareceria paramentado em lugares estranhos? Ou então: qual seria o motivo dessa onipresença quase divinizada do cantor, visto em mais de onze países no mundo e em mais de 500 cidades norte-americanas?

O que podemos concluir é que Elvis Presley foi vítima do seu enorme sucesso e não aguentou carregar esse fardo nas costas. Foi como o que aconteceu a Janis Joplin, Jimi Hendrix, Amy Winehouse, Michael Jackson, Whitney Houston, entre outros tantos. Com a lenda urbana arquitetada há muitas décadas, recentemente alguns policiais fizeram o que poderia ser o retrato-falado de Elvis como estaria hoje em dia, aos 77 anos (foto abaixo).


É interessante que Elvis não rende royalties post-mortem somente para seus familiares. Muitas pessoas ganharam dinheiro lançando livros e documentários sobre esta teoria de que ele não morreu e fugiu e isso ajuda na perpetuação da lenda urbana musical mais popular dos Estados Unid
os.

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