quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Existe um paraíso? Ideias antigas sobre a existência depois da morte...


Os conceitos de céu e inferno, e da vida após a morte, sempre fascinaram o homem. Todas as culturas tinham algo em comum: a promessa de uma vida tranquila aos justos após a morte e sofrimentos terríveis para aqueles que transgrediram as regras. A noção de um lugar para os mortos passarem a eternidade, ou até a reencarnação, pode variar muito segundo a cultura e lugar onde se vive: por exemplo, para os povos do deserto, o céu era um recanto com muitas árvores e florestas e o inferno, um deserto quente e cheio de tempestades de areia; já para os vikings, o paraíso era uma ilha com frutas frescas, sol, temperatura quente etc.


A palavra “paraíso” é de origem persa, e mais tarde adaptada pelos gregos, designava jardim, mais especificamente os jardins dos palácios persas. Nesta língua, ainda, Jardim do Éden significa literalmente “terra dos bem-aventurados”. Mais tarde, o cristianismo adotou a ideia de que o céu é o lugar para onde vão as almas dos homens justos e bondosos; em quase todas as culturas é justamente para lá aonde vão essas pessoas, o firmamento. Na religião hinduísta, o paraíso seria um mundo fora do planeta Terra onde os seres humanos seriam recompensados eternamente com desejos terrenos: boa música, festas, comida, sexo, ausência de dores e doenças etc.

O budismo não tem uma localização para o paraíso, somente dizendo que ele fica além do espaço sideral, onde a alma passa por vários estágios. Já o cristianismo se inspirou num paraíso misto, grego e hebraico. Do judaísmo veio a região celestial onde está Deus, da Grécia veio a viagem espiritual. Também a idéia dos sete céus – o sétimo é considerado o estado de felicidade plena – é grega. Do Eliseu, a morada dos bem-aventurados da mitologia grega, provém os Campos Elíseos, que estaria além-mar no Atlântico.


Recentemente, publiquei um post falando sobre a suposta gravação de sons do inferno. Para ler, clique aqui!

Recentemente, escrevi um texto explicando o que é e o que estuda a parapsicologia. Confira clicando aqui!

Recentemente, postamos um texto falando sobre os fantasmas, presença garantida em todas as culturas. Leia aqui!

Recentemente, falei sobre um livro polêmico no meio acadêmico: "E a Bíblia tinha razão". Para conferir o debate, leia aqui!


A visão do Valhala, a versão viking do céu, era ligeiramente menos pacífica. O Valhala era a mansão dos mortos nórdicos, com 450 portões tão gigantescos que, cada um, poderia permitir que 800 guerreiros passassem tranquilamente. No seu interior, Odin, o maior deus da mitologia, celebrava festas sem fim em honra a esses guerreiros. De acordo com a tradição, as Valquírias cavalgavam entre os mortos das batalhas escolhendo quem seria digno desta maravilhosa eternidade. Mesmo em festa, no céu viking os homens continuavam a combater entre si, mas em treino, para não perder o hábito e a coragem. Os indginos padeceriam em um inferno mais gelado que o Polo Norte, e totalmente escuro. Já na China antiga, havia vários céus e vários infernos. Dependia das condições de vida e de morte do indivíduo.


O islamismo, a mais recente das grandes religiões, descreve o seu paraíso com imagens bem vivas e terrenas: muitos jardins e fontes de água, comida abundante, frutas doces, virgens e muito sexo. Esta é a recompensa do mártir, hoje na figura dos homens-bomba: se morrem em nome de Deus, merecem tudo isso e muito mais. Enquanto isso, o budismo não crê em um paraíso, mas sim um ciclo de nascimento e morte, com reencarnações infinitas até que o ser humano se aperfeiçoe.

Já o inferno na cultura do Ocidente tem sido representado como um lugar de fogo, muitas torturas, sofrimento e escuridão. Mas, como foi dito anteriormente, tudo depende da cultura em que se vive. Antropólogos e teólogos confirmam a teoria de que o conceito de paraíso revela o que aquela cultura gostaria de ter porque tem carência (no caso viking, o paraíso tem calor e sol) e a condenação eterna, aquilo que atrapalha o desenvolvimento (como a escuridão e o frio extremo).

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