quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Jack Estripador: a confusa história do serial killer mais famoso da história!


Por cinco vezes o homem de aspecto insuspeito deslizou entre os becos do bairro de Whitechapel (foto abaixo), em Londes. Nessas vezes falou com mulheres da rua, e em cada uma dessas a mulher morreu esfaqueada – a marca sangrenta desse homem conhecido pela imprensa sensacionalista da época como “Jack the Ripper”, ou “Jack Estripador”. Dezenas de detetives criaram as mais diversas teorias sobre a identidade do assassino, que oficialmente nunca foi descoberta.


Whitechapel era uma úlcera londrina na época vitoriana: prostíbulos, casas de jogos, bares, marginais, assassinatos frequentes. Durante a noite a situação ficava cada vez mais perigosa, principalmente com a venda ilícita de sexo, drogas e jogos de azar enquanto famílias com vários filhos se acotovelavam em cortiços imundos. Foi nesse ambiente que em 1888 Jack atuou pela primeira vez.

Mary Ann Nicholls, de 42 anos, era uma prostituta já considerada velha demais pelos clientes bêbados. Tinha dificuldades para pagar por uma cama quente, um pedaço de pão e um prato de sopa. Até que em uma noite encontrou-se com um homem – a esperança de um encontro sexual e algumas moedas. Jack cortou-lhe a garganta, e o seu corpo foi descoberto por um carroceiro na manhã de 31 de agosto de 1888. Assim começou a tragédia inglesa mais lembrada na história da imprensa.



O criminoso esperou exatamente sete dias para atacar mais uma vez. A vítima foi, de novo, uma prostituta: Annie Chapman, de 47 anos; ela tinha tuberculose quando Jack atacou. O corpo foi encontrado nos fundos de um mercado, com um corte que ia da garganta até a vagina.

Os boatos povoaram toda Londres causando desespero e a imprensa sanguinolenta divulgou romances de folhetins criminosos falando sobre os crimes. A imprensa inventou que o homem levava suas pequenas facas em uma mala preta. Todas as pessoas que andavam com uma era parada por uma multidão desesperada. Voluntários organizaram patrulhas por toda Whitechapel e a polícia interrogou mais de 200 pessoas. O problema é que Jack Estripador não deixava vestígios. Na época, a polícia descobriu apenas que ele era canhoto e que tinha conhecimentos de medicina ou açougue.


Em 20 de setembro, Jack atacou duas mulheres em um espaço de poucas horas e, dessa vez, deixou uma pista para trás. Foram encontradas mortas Liz Stride e Kate Eddowers – a mais esquartejada. Um rastro se sangue ia até uma porta onde estava escrito “Os judeus não têm culpa de nada”. A polícia calculou que, então, o assassino era um judeu louco, talvez médico ou açougueiro.

Enquanto isso, a imprensa soltava teorias que atrapalhavam as investigações e deixavam a população em desespero: “Jack era um médico insano fugitivo de um manicômio”, “Jack era um judeu polonês”, “Jack era um agente secreto russo”, “Jack era um pastor anglicano revoltado com a depravação do bairro”. E isso tudo até que em 09 de novembro de 1888 ele atacou de novo!


A vítima foi Mary Kelly, de 25 anos, encontrada com os membros mutilados em seu quartinho. Dessa vez havia uma testemunha, que a viu ser abordada por um homem de baixa estatura, bigode loiro e chapéu de caçador. A Scotland Yard nunca chegou perto de Jack Estripador, tornando-se comum na mídia vários filmes sobre o caso misterioso. Em 1994 o caso foi para o Arquivo Público do Reino Unido, onde ficou disponível para a pesquisa de qualquer pessoa. Nas fotos abaixo, cartas enviadas pelo criminoso à polícia na época.



Teoria mais provável, segundo os especialistas...
A teoria mais provável foi pesquisada por Daniel Farson, que baseou suas pesquisas em cima das anotações de Melville Macnaghten, detetive da Scotland Yard que participou do caso e em 1903 se aposentou. De acordo com o levantamento, a polícia se concentrou no médico russo Mikhail Ostrong, um judeu barbeiro polonês conhecido popularmente como Kosmanski e um advogado com fama de tarado, chamado John Druitt. Atualmente, a polícia londrina considera Druitt o culpado.





Segundo pesquisas, os membros da família Druitt trocaram cartas entre si comentando o fato de John poder ser o assassino. Em Whitechapel havia uma clínica cirúrgica do doutor Lionel Druitt, estando a apenas dez minutos de caminhada do lugar mais distante de um dos crimes, e John (foto abaixo) sempre aparecia por lá. A mãe de John tinha problemas mentais, bem como outros parentes dele.


John Druitt nunca foi preso, mas havia sido interrogado uma vez. Escapou facilmente da justiça. Depois da última morte, ele desapareceu. Seu corpo apareceu flutuando algumas semanas depois no leito imundo do Rio Tâmisa, que corta Londres. O homem cometera suicídio por afogamento.

Este homem, conhecido como Jack Estripador, tornou-se o serial killer mais famoso da história e envolto a um mistério que durou muitas décadas. Seus atos insanos, cheios de mistério, serviram para modernizar a imprensa sensacionalista e popularesca, que misturava realidade e fantasia na procura por lucros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário