quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (12)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Qual a origem de “irmão” e “fraternidade”?
No idioma latino, “frater” significava “irmão” nos tempos antigos – daí vieram fraternal, fraternidade e “irmão” em italiano, que é “fratello”. Também do mesmo idioma veio “germanu”, de “germen”, que significava “legítimo” e “puro”. Assim, na Roma Antiga, “frater germanu” significava o irmão puro, com mesmo pai e mesma mãe. Com o tempo, na Espanha, “germanu” ganhou o significado de “irmão” e virou “hermano”, chegando ao português “irmão”.

O nosso famoso jegue tem origem lá fora?
Sim, tem. Veio do inglês “jackass”, o mesmo que “burro”. “Jackass” é formado por duas palavrinhas: “Jack”, indicando somente o sexo do animal, pois no idioma inglês “Jack” também serve como se fosse o nosso “Fulano”; e “ass”, que além de “bunda” também é “burro”. Da corruptela “jackass” veio o nordestino “jegue”.


Kolynos tem origem grega?

No início do século 20 o Dr. Jenkins desenvolveu a fórmula que conhecemos da pasta de dente e a lançou com sua marca. A palavra realmente foi composta com elementos gregos: “kolobo” (diminuir) e “nósos” (doença). Isso porque até as pastas de dentes modernas surgirem, as bocas imundas causavam muito mais que hálito ruim e falta de dentição, mas também câncer de boca, de língua, de garganta etc.

Um ladrão que é um tremendo larápio tem origem na história de um homem?
De acordo com o folclore inventivo, que cria falsas etimologias para as palavras, na Roma dos tempos de Cristo havia um juiz chamado Lucius Amarus Rufus Apius, que sempre julgava as causas a favor de quem pagasse melhor. Com isso, ele assinava as suas atas dando importância ao sobrenome, como era comum a todos homens de importância na época: L.A.R. Apius. Assim chegou ao português “larápio” (único idioma que tem esta palavra, aliás). A palavra “larápio” permanece com origem obscura para os etimólogos da língua portuguesa, uma vez que a historiografia comprova que nunca houve o tal juiz corrupto e famoso.


A lua-de-mel dos recém-casados tem mel na história?
Na realidade, a expressão teve início no inglês “honeymoon” e chegou aos outros idiomas, como português, francês, italiano e espanhol. Há várias histórias para este costume. Uma diz que os persas acreditavam que a primeira lua do casamento (primeiro mês) era só doçura.  Outra diz que havia um costume antigo de beber mel na primeira semana após o casamento, acompanhando as fases da lua, para ter uma vida doce.

Um lunático tem algo a ver com a Lua e suas maluquices?
Desde os tempos mais remotos os médicos acreditavam que a Lua influenciasse na saúde das pessoas, como dizer que “Beltrano é maluco de lua” – ou seja, passando de uma fase para outra, sua sanidade mudaria. Desta forma, “lunático” veio do latim “lunaticu”, que significava aquilo que não dura o mês inteiro, quem vive em um mundo de fantasias e quem sofria de epilepsia. Essa associação veio dos gregos, que chamavam os epiléticos de “epileptikós”. Eles pensavam que realmente a Lua pudesse influenciar nesses assuntos médicos.


Colocar a mão no fogo...
Durante a Idade Moderna, a Igreja Católica fez uma verdadeira cruzada contra os ditos hereges. Assim, vizinhos eram chamados compulsoriamente para testemunhar sobre os acusados. Quando estes vizinhos diziam que os acusados não eram hereges (ciganos, judeus, bruxos, pagãos), havia uma prova de fogo, literalmente. Os inquisidores colocavam uma brasa de ferro em frente à pessoa e perguntavam: “Você coloca a mão no fogo por Fulano?”, na tentativa de conseguir uma rápida acusação contra essas pessoas. Há poucos registros de quem realmente colocou a mão no fogo por alguém.

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