quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O protocolo do judaísmo: a maior fraude da história...


Num dia de verão de 1903, os cidadãos de São Petersburgo, então capital da Rússia, ficaram alarmados com as notícias publicadas nos jornais da manhã, segundo as quais fora desmascarada uma sinistra organização por um reduzido grupo de homens que permitiria a estes assumirem o poder e governarem todo o mundo. As cidades seriam bombardeadas e os oponentes eliminados através da inoculação de terríveis doenças. Parece sinopse de filme de ficção científica, mas realmente aconteceu o fato descrito.

Foi assim que nascera o mito da grande conspiração judaica. Atualmente, todas as afirmações perderam crédito e consistência, mas a verdade é que muitos russos acreditaram nessa história, que em pouco tempo se alastrou pela Europa e chegou a outros países. Na época que Hitler subiu ao poder na Alemanha, trinta anos depois, ela ainda era aceita como verdadeira...


Estamos falando de uma falsificação chamada “Os protocolos dos sábios de Sião”, que preparou o terreno para os pogroms e o assassinato de milhões de judeus durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, o documento é tido como a maior fraude da história.


O artigo do jornal de São Petersburgo intitulava-se: “Um programa dos judeus para a conquista do mundo. Minutas de um encontro de chefes do judaísmo”. O editor do jornal, um conhecido antissemita, não revelou a fonte da sua informação, mas afirmou tratar-se de uma tradução de um documento originalmente escrito em francês. A falsificação apresentava-se como uma série de conferências, nas quais um membro de uma sociedade secreta judaica expunha o plano da sua conspiração para alcançar o domínio mundial. Este ambicioso plano aparentemente já começara a ser executado.

Na realidade, sociedades secretas sempre foram mal vistas por governos e pela Igreja. O desconhecido sempre causa certo desconforto naquele de detém a hegemonia – social, cultural e econômica.

De acordo com o suposto documento, na primeira fase, as democracias seriam minadas e a moral cristã desacreditada, tudo através de propaganda. Os homens de negócios judeus provocariam uma crise de insegurança industrial e aumentariam os preços. Por fim, entrariam em cena as bombas biológicas disseminando doenças terríveis entre os não-judeus. Esse “documento” descoberto tornou-se tão aceito que em 1905, dois anos após sua publicação, ele era lido em igrejas e nas escolas para que a população soubesse o que poderia acontecer futuramente e já se precavesse estando de olhos abertos contra vizinhos judeus.


Depois da Primeira Guerra Mundial, que terminou em 1918, os tais protocolos ganharam a Europa. Foram publicados em jornais ingleses e a primeira edição alemã, de 1920, vendeu instantaneamente mais de cem mil exemplares.

Recentemente, publiquei um outro post falando um pouco sobre os protocolos e quem poderia tê-lo criado e como ele foi escrito. Você pode ler clicando aqui!

Desde os tempos medievos, os judeus eram mal vistos em toda a Europa. Em uma sociedade religiosa ao extremo, eram culpados pela morte de Jesus. Em um período bem pobre, eram acusados de ganância por viverem do comércio e dos juros. Durante a peste bubônica, foram acusados de envenenarem as fontes e espalharem a morte por todo o continente. Nos tempos da Reforma Protestante, Lutero escreveu um livro acusando-os de vários males. A partir desta estranha base preconceituosa de séculos que os protocolos foram falsificados e espalhados por todo o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário