quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O que são as runas, o método de adivinhação dos vikings...


Quem se interessa por assuntos relacionados ao ocultismo e ao misticismo já ouviu falar nas runas; no entanto, poucas pessoas conhecem as origens deste método de adivinhação que remonta muitos séculos, quando os vikings ganhavam os mares do norte da Europa e espalhavam o medo por várias vilas. Muito além de uma forma de conversar com espíritos e deuses, as runas também eram usadas para escrever sagas, aventuras e desventuras. Um sistema complexo de cultura, folclore, escrita e historiografia.


Originalmente, as runas são um conjunto de alfabetos relacionados à cultura germânica. Eram usadas na escrita de diversos idiomas antigos – alemão, sueco, inglês arcaico etc. – usados pelos povos vikings, germânicos e bretões. Cada povo e cada cultura tinha a sua runa, não sendo, portanto, um sistema único e uniforme. Era uma forma antiga de escrever esses idiomas que se perpetuou de três formas, a seguir:

1º Através das inúmeras pedras espalhadas pela Escandinávia, principalmente na Suécia, onde os vikings escreveram seus limites territoriais, sepulcros, locais religiosos etc.

2º Através das antigas sagas que contam, em linguagem arcaica, as conquistas empreendidas pelos mares do Norte, como a conquista da Islândia, a chegada à Groenlândia e a primeira colonização da América, em Vinland. Recentemente escrevi sobre as conquistas vikings no nosso continente. Você pode ler clicando aqui.

3º Através dos métodos de adivinhação das runas, que hoje são muito populares graças à moda wicca, que mistura elementos celtas com ocultismo nórdico. No entanto, cada cultura tinha a sua forma de adivinhar o futuro com esse alfabeto.



As runas mais populares são a escandinava – conhecida como “Futhark”, derivado das primeiras letras desse alfabeto: F, U, Th, A, R, K – e a versão bretã, conhecida como “Futhorc”. As inscrições mais antigas até hoje encontradas vêm do ano 150 d.C. e acabou entre os séculos 7 e 11 da nossa era, quando a Germânia e a Escandinávia foram cristianizadas e seus métodos foram proibidos, considerados pagãos.

As peças consistem em ossos polidos, ou mármore e granito, onde cada pecinha tem gravada uma letra deste alfabeto. A pessoa retira três letras, onde o místico faz a combinação e cada letra tem um valor específico e que mostraria a realidade futura daquela pessoa. Os vikings acreditavam que assim os deuses poderiam se comunicar mais facilmente com os mortais.

A adivinhação rúnica ficou preservada secretamente nos ambientes rurais sueco e finlandês por muitos séculos, quando voltaram à voga na Europa e nos Estados Unidos nas primeiras décadas do século 20. O retorno ao paganismo de diversos grupos fez com que a metodologia ficasse em evidência a partir dos anos 1960.


A origem mitológica...
Contam as lendas vikings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as runas. Alguns versos do Edda Maior, um livro de poemas compostos entre os séculos 9 e 13, cantam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes:

Sei que fiquei pendurado naquela árvore fustigada pelo vento,
Lá balancei por nove longas noites,
Ferido por minha própria lâmina, sacrificado a Odin,
Eu em oferenda a mim mesmo:
Amarrado à árvore
De raízes desconhecidas.
Ninguém me deu pão,
Ninguém me deu de beber.
Meus olhos se voltaram para as mais entranháveis profundezas,
Até que vi as runas.
Com um grito ensurdecedor peguei-as,
E, então, tão fraco estava que caí.
Ganhei bem-estar
E sabedoria também.
Uma palavra, e depois a seguinte,
conduziram-me à terceira,
De um feito para outro feito

Esta é a criação mítica das runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressuscitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuíam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.



Atualmente, cada pessoa interessada nessa cultura faz o jogo de runas de acordo com aquilo que conhece. Poucos adivinhos conhecem o folclore viking e as origens deste método, tão popular por tantos séculos entre os grandes conquistadores medievais dos mares.

Um comentário:

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