quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sobre a escatologia e o apocalipse de todos nós: o fim do mundo...


Escatologia é uma parte da teologia que fala sobre os últimos eventos da história, o fim dos tempos. A palavra tem origem grega: “eschatos”, “último” e “lógos”, “estudo”. Tem sido muito estudado desde o século 19 e se relaciona com o messianismo, ultimamente ganhou força com a famosa profecia maia relativa a dezembro de 2012. O certo é que os cientistas também entraram nesse debate e afirmam que o mundo vai acabar, sim, mas não agora – nem nos próximos séculos.


O apocalipse no cristianismo...
Para o cristianismo, o fim dos tempos é uma coisa certa e é para onde nós caminhamos. O apocalipse de todos nós é uma data incerta porém com eventos de certeza: período em que a moralidade estará em baixa, o mal vai reger a sociedade, o cristianismo perseguido e o anticristo estará entre nós orquestrando todos esses acontecimentos. Ou seja, junto a isso tudo estaremos, cada um, em um período de ajuste de contas (arrependimento) para que, depois, Jesus Cristo faça o seu segundo retorno à Terra e comece um reinado de glórias. Dependendo do ramo do cristianismo – como algumas filosofias protestantes –, não haverá chances para o arrependimento uma vez que Deus já tem os seus escolhidos (predestinados) à salvação eterna.

Alguns cristãos creem que já houvera o primeiro fim do mundo, quando à época do dilúvio cujos sobreviventes vêm da descendência de Noé. É por isso que é tão comum observarmos alguns leigos dizendo: “A Terra primeiro acabou pela água e agora será pelo fogo”. Assustador, não?

De um modo geral, os teólogos cristãos atuais (católicos, protestantes e ortodoxos) aceitam a teoria de que o apocalipse seja um modo diferente de fim dos tempos. Não um final trágico e físico do planeta, mas sim simbólico nas instituições que criamos: família, política, escola, Estado etc.


Recentemente, postei um blog esclarecendo como surgiu a profecia maia do fim do mundo em dezembro deste ano de 2012. Para conferir, clique aqui!


O apocalipse no budismo...
Buda disse que seus ensinamentos iriam desaparecer depois de 500 anos. Entretanto já estão aí em todo planeta por mais de 2.500 anos ganhando cada vez mais adeptos no Ocidente. De acordo com a escatologia budista, também viveremos tempos difíceis: roubos, mortes, perversão, ócio etc. Mas como o budismo é uma religião cíclica, depois desses tempos o ser humano começará da estaca zero um novo modelo de sociedade depois que conhecer o chamado Nirvana.

O apocalipse no hinduísmo...
Bem como o cristianismo, o hinduísmo também crê no final dos tempos como uma época de caos, desgraça e degradação para todas as sociedades, quando alguns homens serão audaciosos a ponto de quererem ser confundidos com os próprios deuses. Assim como o cristianismo, um deus voltará e restabelecerá a paz e reestruturará o homem; este deus se manifestará como Avatar Kalki, um belo jovem e corajoso. Graças a ele, um novo ciclo será fundado na Terra, o Kurta Yuga, “idade dourada”.


O apocalipse no islamismo...
No islã também existe a ideia do Juízo Final, quando Deus irá ressuscitar e julgar todos os mortos da história. Por ser uma religião com origens históricas no próprio cristianismo, a sua escatologia tem bases bem parecidas com aquelas contidas na Bíblia e ensinadas pelos padres e pelo catecismo.

O apocalipse no judaísmo...
Entre os judeus, o fim do mundo é conhecido como “acharit hayamim”. Uma série de eventos estranhos tumultuará a ordem planetária, criando-se uma nova ordem diferente daquela que Javé quer para nós. De acordo com alguns interpretadores do Talmude, a escatologia judaica aponta que o fim dos tempos estaria próximo, uma vez que o judaísmo não chegaria aos seis mil anos. De acordo com o cálculo, o fim do mundo, pelos preceitos judaicos, ocorrerá em 2239. O fim dos tempos judaicos é interessante porque, para eles, será uma data marcada pela volta do verdadeiro messias (eles não creem no messianismo de Jesus) e reconstrução do grandioso Templo de Salomão, em Jerusalém.


O apocalipse segundo os cientistas...
A ciência compartilha da ideia de que o planeta Terra sofrerá um apocalipse cósmico, mas não em 2012 e muito menos nos próximos séculos. Vários documentários já foram feitos sobre isso com vários modelos de como o planeta poderia ser destruído; há consensos importantes: o choque de um meteoro (como o que extinguiu os dinossauros) não deve ocorrer nos próximos 200 anos, pois não há evidência de nenhum na rota da Terra (há um sistema internacional que investiga essa possibilidade dia e noite).

O cataclismo possível que poderia acabar com a raça humana evidenciando o fim dos tempos, portanto, seria de origem interna. O efeito estufa é um deles, tão debatido ultimamente, que pode dizimar populações em pequenas ilhas no Oceano Pacífico e extinguir algumas raças de animais, como os ursos polares. Outra forma interna de dizimar a população terráquea seria com uma guerra nuclear mundial; Estados Unidos e Rússia ainda têm ogivas nucleares capazes de dizimar a Terra mais de 40 vezes.

Entretanto, quando a ciência fala no fim dos tempos do planeta Terra, nossa casa, isso significa que seremos engolidos por uma explosão solar que deve ocorrer daqui a uns 4 bilhões de anos. O Sol é uma grande bola de fogo que tem combustão a partir do hélio; com o tempo, esse combustível todo vai se esgotando e, assim, a nossa estrela mais próxima começará uma expansão na busca de mais combustível, tornando-se uma gigantesca estrela vermelha. Nesse processo, essa explosão engolirá pelo menos os cinco primeiros planetas do Sistema Solar onde vivemos. Este poderá ser o fim trágico de Mercúrio, Vênus, Terra, Marte e, talvez, Júpiter. Com o Sol “morto”, ele será uma pequena estrela conhecida como “anã branca”. E assim, daqui a 4 bilhões de anos, a Terra tem seu registro de óbito assinado pelo fogo.

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