quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Você conhece os laços da maçonaria com o judaísmo?


Muito se fala da maçonaria como uma “sociedade secreta” que estaria por trás de uma enorme conspiração para comando do mundo. Também as correntes antissemíticas dizem a mesma coisa em relação aos judeus: desde a farsa dos “Protocolos dos sábios de Sião” há esse costume de afirmar que os judeus estariam controlando crises planetárias e comandando terríveis cartéis. São muitas conspirações e pouco estudo sério em relação a isso. À luz da razão, será que existe alguma ligação entre um e outro?



Para quem não sabe, muitos dos princípios éticos da maçonaria foram inspirados no judaísmo a partir do Antigo Testamento. Historiadores explicam que alguns ritos e símbolos dessa sociedade recordam episódios tais como: o Templo de Salomão, a estrela de Davi, o selo real de Salomão, os nomes dos diferentes graus maçons etc. Entretanto, isso não significa que os maçons e os judeus estejam em uma trama diabólica para comandar o planeta; vale ressaltar que a maçonaria foi instituída na Europa durante a Idade Média, portanto é bem natural elementos judaico-cristãos em sua cultura.

Uma das principais datas dos judeus é o Chanukah, ou Festa das Luzes, comemorado próximo ao Natal cristão, que lembra a vitória do povo de Israel sobre aqueles que tinham feito desta religião um crime capital, por volta do ano de 165 d.C. Assim, dizem que houve um milagre quando o combustível para acender as velas durou vários dias enquanto a quantidade era mínima. A luz também é um dos principais símbolos da maçonaria, uma vez que representa o espírito de Deus, a liberdade de credo religioso, o esclarecimento, a razão e a intelectualidade.

Para os maçons, a luz é da razão última das coisas, para onde o ser humano deve caminhar, saindo da total ignorância (escuridão) para a sabedoria (iluminado). Desta forma, por buscarem um aperfeiçoamento de si mesmos, os maçons são, também, chamados de “filhos da luz”.


Outro símbolo compartilhado entre ambos é o Templo de Salomão. Ele é uma das partes centrais da religião dos judeus, cujo novo Messias deverá reconstruí-lo em toda a sua glória. Já na maçonaria, Salomão aparece como um homem forte e astuto, cujo templo simboliza a força, a determinação, os construtores, pedreiros e arquitetos.


É interessante pontuar que em 1934, Adolf Hitler afirmou que a maçonaria alemã corria o risco de desaparecer junto com os judeus. O ditador nazista era avesso à maçonaria por temer os planos que poderiam ocorrer por lá para depô-lo do poder. Desta forma, junto com as sinagogas, as lojas maçons foram saqueadas na Alemanha, na Noruega, na França e na Bélgica. Mais de 300 mil livros de bibliotecas maçons foram queimados junto a registros históricos importantes. Finalmente, em 1938, o Partido Nazista Alemão lançou um manifesto colocando-se totalmente contra a maçonaria e colocando seus membros ao mesmo nível dos judeus, ciganos e comunistas.

Oficialmente, a religião judaica não tem um posicionamento oficial sobre a maçonaria. Entretanto, nas últimas décadas, principalmente nos Estados Unidos, vários judeus têm se destacado neste clube de serviços – o que só faz aumentar ainda mais a densidade de teorias conspiratórias absurdas e sem fundamentos.

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