segunda-feira, 1 de abril de 2013

AFINAL DE CONTAS, POR QUE OS ÁRABES E JUDEUS BRIGAM TANTO?
Desde sempre ouvimos falar das brigas constantes entre os povos árabes e o povo judeu. São sempre notícias de mortes, atentados, guerras, terrorismo, a tal Intifada... Neste post, o Acidez Mental tenta explicar o porquê de tanta briga.
Os Árabes

O termo árabe se refere não apenas aos povos da Península Arábica, mas também à um grande segmento da população do Oriente Médio e Norte da África , nas Américas, no Chad, Irã e muitos outros lugares. De fato a maior parte dos 100 milhões de árabes vivem na Arábia Saudita, Jordânia, Qatar, Kuwait, Oman, Emirados Árabes, Bahrain, Iêmen, Iraque, Egito, Síria, Israel, Líbano, Líbia. Argélia, Marrocos, Sudão, Tunísia e Turquia.

Todos os árabes consideram a Península Arábica, seu lar ancestral. Foi onde sua língua se originou e é o local onde está o templo mais sagrado de sua religião, a Grande Mesquita, na cidade de Meca.

Muito antes da fundação do Islã , a Arábia era habitada por tribos, algumas viviam em comunidades permanentes, enquanto outras eram nômades. Essas tribos eram descendentes de algumas das duas ramificações de árabes.

Uma ramificação chamada de "Verdadeiros Árabes" podia traçar sua descendência desde o antigo patriarca Qahtan. A outra ramificação era considerada descendentes de Ismael, filho do patriarca hebreu Abraão. Essas pessoas são chamadas "árabes arabizados", porque se acreditava que vinham do lar original de Abraão, na Mesopotâmia, hoje o Iraque.

A força mais poderosa no Mundo Árabe é o Islã "submissão" ( aos desejos de Alá ). É a religião que molda as atitudes, costumes e a justiça. O Islã é uma religião conservadora, orientada pela tradição baseado na interpretação do Livro Sagrado, o Corão.

A lei no Mundo Árabe é baseada na revelação divina, dada à Maomé, o fundador do Islã. Pelo fato de que as revelações terminaram com a morte de Maomé em 632, a lei se manteve imutável.

O Nacionalismo árabe realmente cresceu no século 20, inspirado pelas idéias européias. A essência do Nacionalismo Árabe foi definida em 1938 "TUDO O QUE É ÁRABE, NA LINGUAGEM, CULTURA E LEALDADE".

Por causa da adesão dos árabes ao Islã, esses ideais de nacionalismo transcendem as fronteiras nacionais. Mesmo assim os Estados Árabes vivem às turras uns contra os outros.

A Palestina

A região entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo que foi conhecida como Palestina, mudou de identidade em maio de 1948. Nesse dia e ano uma parte desse território se tornou o Estado de Israel. A porção adjacente e a oeste do rio foi tomada pela Jordânia em 1948 na Guerra pela independência de Israel.

O significado da Palestina sempre foi maior do que o seu tamanho. Localizada estrategicamente na junção da África e sudoeste da Ásia, a Palestina foi sempre motivo de lutas entre grandes poderes, no Egito e Mesopotâmia, nos tempos antigos. Mais tarde, os cruzados cristãos da Europa ocuparam essas terras, tentando tirar a região do controle muçulmano. Finalmente o Movimento Sionista que procurava restaurar a Lei Judaica na região que já havia sido parte do Reino de Israel.

O Estado de Israel é o resultado do movimento político chamado Sionismo, acrescido do horror que foi a matança de mais de 6 milhões de judeus na II Guerra Mundial.

A Palestina, histórica e geopolíticamente é a encruzilhada das três maiores religiões : Judaísmo, Cristianismo e o Islã. A cidade de Jerusalém tem um significado todo especial para essas religiões.

Para os judeus, a Palestina é o local do antigo Reino de Israel., a terra à eles prometida por Deus. Jerusalém é o local onde existia o Templo.

Para os cristãos, Jesus viveu na Palestina , Jerusalém é o local onde Jesus viveu e pregou. É o local onde Jesus morreu.

Para os muçulmanos, certos locais na Palestina estão associados ao profeta Maomé. Jerusalém é local sagrado para o Islã, embora menos importante do que Meca ou Medina, os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé, mensageiro de Deus e líder do Islã, amarrou seu cavalo no Monte do Templo na noite em que subiu aos céus.

A Palestina foi colonizada por tribos semitas desde os primórdios. Era chamada Canaã.

No século 20 a Palestina era governada pela Grã-Bretanha que passou a observar a imigração do povo judeu e auxiliá-los a obter seu pedaço de terra para que pudessem ter um país.

Os Judeus

A história do povo judeu é ligada por um só e inesquecível evento - O Êxodo (partida) do Egito sob a liderança de Moisés.

Durante séculos o povo judeu não teve terras, não existia um país. Seu povo ficou unido sob suas tradições e religião. Havia judeus ( e ainda há) de todas as nacionalidades, nascidos em pátrias diversas , ainda assim eles eram o Povo Judeu.

As terras onde Israel está localizado são consideradas sagradas por três diferentes religiões: para os judeus, Israel é a "Terra Prometida", para onde Moisés levou o povo judeu, para os católicos, é a "Terra Santa", onde Jesus viveu e para os muçulmanos é um local sagrado porque foi em Jerusalém que Maomé teria subido aos céus.

Essa região foi dominada por gregos, romanos e bizantinos. Em 636 era dominada pelos árabes islamitas. De 1099 a 1291 foi invadida pelos cristãos, nas Cruzadas. Em 1516, os turcos a dominaram. Em 1917, os ingleses expulsaram os turcos e instalaram o protetorado da Palestina. Por aí se vê que sempre foi uma região em conflito.

O povo judeu vivia disperso por vários países do mundo e em 1897 foi fundado o Movimento Sionista que pregava a criação de um Estado para o povo judeu. Muitos judeus então começaram a imigrar para a "Terra Prometida". A Inglaterra apoiava a criação de um Estado judeu, por isso, até 1933 a imigração continuou aumentando.

Os árabes não estavam nada satisfeitos com essa história. Com a 2° Guerra Mundial , a perseguição de Hitler ao povo judeu, bem como a todas as mortes e sofrimentos por que passaram, a história desse povo sem país fez com que sua causa despertasse a simpatia e interesse mundiais. Além do que, muitos representantes do povo judeu eram pessoas muito ricas e influentes em diversos países e trabalhavam para que seu povo pudesse voltar a ter uma pátria.

Foi assim que, a ONU fez a divisão, em 29 de novembro de 1947 dos 26 000 km2 da Palestina (o tamanho do Estado de Alagoas). Israel, com 680 000 judeus, ficaria com 55% do território e os 1 milhão e 300 mil árabes ficariam com 45%. Jerusalém foi transformada em Cidade Internacional . Os países árabes, é claro, votaram contra. Mesmo assim a divisão foi aprovada.

Desses 2 Estados só Israel se organizou. No dia 13 de maio de 1948, os ingleses se retiram das terras e, no dia 14 , Israel declarou sua independência. Os palestinos árabes, viraram um povo sem pátria e no dia 15 (dia seguinte à declaração de independência de Israel) o país foi invadido por exércitos de cinco países árabes.

Israel venceu a Guerra da Independência e conquistou 6000km2. Assim passou a ocupar um território de 20700km2 e metade da cidade de Jerusalém. O Egito ficou com a Faixa de Gaza e a Jordânia ficou com a Cisjordânia. O Estado Palestino nunca foi proclamado e 700 000 palestinos tiveram que fugir das áreas ocupadas pelos israelenses, virando refugiados em diversos países.

Israel venceu esses cinco exércitos e conquistou as terras mas, continuou a ser um vizinho odiado por todos os países árabes que o cercam.

Conclusão Pelas notícias mais recentes podemos ver que os conflitos entre árabes e judeus , embora sejam muito antigos estão longe de ter uma solução. Se é que algum dia terão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário