Religião
é mitologia com outro nome; todo discurso religioso é um discurso mitológico,
mas nem todo discurso mitológico é um discurso religioso.
O mundo
está repleto de mitos de origem e todos são falsos do ponto de vista dos fatos
(…). O primeiro passo para uma leitura do Antigo Testamento é considerá-lo como
um PRODUTO igual a qualquer outra obra de literatura antiga, que não resultou do
talento literário de Deus, mas do homem. (Joseph Campbell. As Mascaras de Deus.
Mitologia Ocidental).
A igreja
é exatamente aquilo contra o que Jesus pregou – e aquilo contra o que ele
ensinou seus discípulos a lutar (Nietzsche).
Deus
nenhum morreu por nossos pecados; nenhuma redenção por meio da fé; nenhum
ressuscitar após a morte – tudo isso são falsificações do cristianismo genuíno,
pelas quais se deve responsabilizar aquele funesto cabeça arrevesada – Paulo-
(Nietzsche).
Disse um
cristão: “só há um Deus: Jesus Cristo!”; ao que um muçulmano retrucou:
“realmente só há um Deus; mas esse Deus é Alah, e Maomé é seu profeta!”;
enquanto um judeu pensava consigo mesmo: “nosso Deus é mais antigo”. E estavam
todos enganados.
O
monoteísmo é a versão religiosa do autoritarismo (Flávio Kothe).
A fé em
Deus prova a fé mesma, mas não a existência de Deus. E ainda que a fé provasse
a existência de Deus, restaria a pergunta: qual Deus (ou Deuses)?
Um anjo
confidenciou que, depois de condenado, Lúcifer, arrependido, invocou Mateus
18:22 - em que Jesus diz a Pedro que não se deve perdoar sete vezes, mas
setenta vezes sete,- e que Deus o perdoara. O perdão, no entanto, foi desde
então mantido em segredo, pois, sem o Diabo, ninguém O levaria a sério. Além do
mais, uma boa fábula não tem a menor graça sem um vilão digno desse nome. O
mesmo teria ocorrido com Adão e Eva.
Frequentemente,
o “amar o próximo como a ti mesmo” não inclui as pessoas muito próximas (pais,
irmãos etc.), especialmente quando não partilham do mesmo credo.

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