O Candelabro que, nas redondezas, é também apelidado de “Três Cruzes” encontra-se em frente a Pisco, a mais ou menos dez milhas marítimas, do outro lado da larga baía.
Querendo alcançá-lo por terra é necessário dar uma volta de cerca de trinta quilômetros (Charroux acredita ser um dos primeiros a investigá-lo).
De fato, existe um fenômeno prodigioso que permitiu ao Candelabro resistir ao desgaste do tempo e das intempéries as dunas de Paracas conservam intactos durante século e milênios os desenhos marcados em suas areias roxas e ocres. Um risco feito com a ponta de um guarda-chuva poderia ficar ali por muito tempo, se não houvesse nenhuma interferência humana.
O Candelabro – mas será que é um candelabro mesmo? – encontra-se no declive, desenhado por valetas quase sempre debruadas de pedras calcárias, listradas e quebradiças, em que afloram cristais de rocha, lembrando um pouco os doces milfolhas dos confeiteiros.
Os ventos de Paracas são conhecidos no Peru como a “tramontana” é conhecida no mediterrâneo... Apesar do vento e da inclinação extrema, não há sequer um grãozinho de areia que se levante!
Como se as forças de dispersão fossem vencidas pela densidade da areia! ( Sabe-se que a areia a partir de uma certa finura resiste ao vento e que os pós mais impalpáveis não se mexem, mesmo no meio de um furacão)
Os rastros e sinais que em qualquer lugar outro lugar ficariam apagados em pouco mais de uma hora, conseguem se manter inalterados nas dunas movediças de Paracas durante séculos, e talvez durante milênios.
O candelabro data possivelmente da época dos incas, ou talvez dos aimarás.
Fonte: Robert Charroux – “O livro dos Mundos Esquecidos”.
Ninguém sabe o verdadeiro significado desde desenho! Teria ele a ver com a árvore da vida ou, quem sabe, com os outros símbolos de tridentes? Teria alguma ligação com o candelabro judaico de sete braços?

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