terça-feira, 20 de agosto de 2013

A RELIGIOSIDADE INDIGINA – TODO DIA, ERA DIA DE INDIO





RELIGIOSIDADE INDÍGENA
                   A história do país que hoje se chama Brasil não começou com a chegada dos portugueses. Alguns arqueólogos, que estudam o passado dos povos através dos vestígios que eles deixaram (ossos, objetos, etc.), dizem que há pelo menos 20 mil anos estas terras já eram habitadas. Outros dizem que já havia gente por aqui bem antes disso.
                Em 1500, o litoral do Brasil era ocupado por diferentes indígenas que, somadas, formavam o grupo Tupinambá. Quando os europeus chegaram com suas caravelas, foram recebidos por estes povos, que ficaram fascinados com as facas e ferramentas de metal que eles trouxeram. Os tupinambás não conheciam o metal. Suas ferramentas eram feitas com madeira e pedras. 
                  O fim dos índios foi trágico. Dos cinco milhões que existiam no país na época do descobrimento, restaram apenas 250 mil. Das 300 línguas diferentes e culturas milenares, restam ainda 170 línguas, muitas delas conservadas pelo isolamento da região norte do país. Com único objetivo de explorar as riquezas do país, o colonizador arrancaram dos povos indígenas sua madeira, pastos e minerais valiosos como o ouro. 
               No Brasil aqueles que estudam a religiosidade dos povos indígenas têm duas formas de explicação: o animismo, o xamanismo e o totemismo. No animismo diz-se que o indígena enxerga por trás dos objetos uma vida, alma, capaz de entrar em relações diretas com os homens. É, mais do que uma religião propriamente, uma forma de explicação dos fenômenos da natureza. 
              Já o nome xamanismo vem de “Xamã”, um índio experiente que adquire os poderes mágicos necessários para curar as doenças, espantar os espíritos dos mortos, evitar catástrofes e epidemias nas aldeias. Esse tipo de feiticeiro pode ser também o chefe da tribo, mas na maioria das vezes não se envolve nas questões administrativas. 
            Por fim, no Totemismo, crê-se que há um parentesco da tribo com animais ou vegetais. Julgam-se, por exemplo, descendentes da união de um urso com uma mulher. Então, o nome de seu totem vai ser urso. Este se torna um animal sagrado. Não se pode mata-lo, a não ser em condições especiais, no qual se come a carne e se bebe o sangue do animal para incorporar a sua força, inteligência ou agilidade.
              Em alguns aspectos a vida do índios é bem diferente da nossa. Em algumas tribos, antes da fase adulta, já sabe caçar e pescar, mas para o jovem ser considerado homem é preciso participar de rituais dolorosos como cicatrizes provocadas por cortes profundos pelo corpo. Por outro lado, foram os índios que ensinaram aos brancos o cultivo de algumas plantas como a mandioca, a erva mate, e até o hábito diário de tomar banho.

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