Ainda está tramitando discussões entre a IURD
(Igreja Universal do Reino de Deus e a imprensa – Jornal o Globo e o Folha).
Ambos na lógica e visão da IURD destrataram uma agremiação religiosa com termos
pejorativos. Não estou escrevendo para defender a IURD na qual não simpatizo
nem um pouco, nem condenando a imprensa em sua “liberdade de imprensa”, mas
corrigir os jornalistas ávidos por notícias e polêmicas. Não respeitam o
próximo! Talvez aé por ignorancia mesmo, refiro-me ao conhecimento filosófico,
religioso e sociologico do termo. Se não… certamente duas opções: A algo por
trás ou é perseguição
mesmo.Mas por que escolher a IURD para denominá-la de seita? Ou ao referir-se aos cargos de seus líderes colocarem entre aspas ou parentese: ”Bispo”, ”Pastor”?
Vivemos em um país em que sua grande maioria (mesmo os não praticantes) para fins
de pesquisa, se dizem católicos, tornando o país, o maior país católico do mundo, mas não se
divulga que moramos no maior país espírita do mundo, o maior país pentecostal do mundo
o segundo maior protestante, só perdendo para os EUA? Na verdade ha muito preconceito
quanto as outras idéias religiosas que não o da Igreja majoritária. Volto a dizer: Não defendo
a IURD, mas espero que os bispos desta igreja possam ganhar essa peleja contra a imprensa
para que possam respeitar o próximo, seja ele quem for.
para esses jornalistas, um pouco de explicação da CIENCIA DA RELIGIÂO sobre o que é
SEITA.
Ninguém declara espontaneamente que o seu grupo
religioso é uma seita. Seitas, para qualquer pessoa religiosa (ou não), são
sempre outras religiões (ou algumas das outras), necessariamente condenáveis.
Ser seita ou religião depende do ponto de vista.Numa primeira acepção, mais
abrangente, uma seita é qualquer grupo que disside da religião maioritária num
dado local e momento histórico, geralmente seguindo um líder carismático. Nesse
sentido, quase todas as religiões são seitas, embora umas tenham tido um
sucesso maior do que outras. O cristianismo, por exemplo, será uma seita que
dissidiu da religião judaica seguindo JC. Recorde-se que o islão foi tratado de
«seita maometana» pelos cristãos pelo menos até ao século 16, e que as «seitas
protestantes» (que seguiam Lutero,Calvino, etc.), dado o seu sucesso, passaram
rapidamente a ser referenciadas como religiões. No entanto, dada a carga
pejorativa associada ao termo, o seu uso deixa de ser corrente quando o número
de seguidores e a continuidade histórica de um grupo religioso lhe conferem
«respeitabilidade».O termo SEITA adquiriu definição mais precisa e sociológica
com os estudos de Ernst Troeltsch, Reinhold Niebuhr e Liston Pope: seita é todo
grupo cismático nascido no interior de uma igreja organizada e em oposição a
ela. Em obediência a uma autoridade carismática, a seita regula-se por uma interpretação
literal ou extremamente alegórico dos textos sagrados, com ênfase nas doutrinas
desprezadas pela igreja à qual pertencia, e é fortemente mística, missionária,
messiânica e escatológica. Sua oposição alcança igualmente os valores culturais
e, não raro, os costumes vigentes, em protesto contra a ordem
estabelecida.Seita designa um grupo de pessoas (um movimento) que professam
nova ideologia divergente daquela da(s) religião(ões) que são consideradas
dominantes e ou oficiais, geralmente dirigidos por líder com características de
personalidade consideradas carísmaticas, mas ainda com fraco ou pouco
reconhecimento geral por parte da sociedade. Mas, já se viu, a questão do
reconhecimento é tão-apenas relativa. Seita (< latim secta = “seguidor”,
proveniente de sequi = “seguir”) é conceito originariamente sociológico e é
utilizado para designar, em princípio, simplesmente qualquer doutrina,
ideologia ou sistema que divirja da correspondente doutrina ou sistema
dominante (ou mais de um, quando for o caso), bem como também para designar o
próprio conjunto de pessoas (o grupo organizado ou movimento aderente a tal
doutrina, ideologia ou sistema), os quais, conquanto divergentes da opinião
geral, apresentam significância social.

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