segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O Mistério da Pedra da Gávea



pedra
Há uma gigante pedra na Cidade Maravilhosa. Ela não esta entre as sete maravilhas do mundo como o Cristo Redentor, mas é um dos muitos enigmas da terra. A 842 metros acima do nível do mar, entre os bairros da Barra da Tijuca e São Conrado, existe uma lendária montanha, chamada Gávea, um nome dado pelos primeiros portugueses que notaram que ela era um observatório perfeito das caravelas que chegavam.
A pedra da Gávea é a face de um gigante desconhecido, onde existem inscrições antigas que podem ser de um povo que viveu na terra cerca de 1.000 a.C. Mas ninguém até hoje conseguiu provar quem as fez e o por quê.
Os estudos começam no século XIX, quando o então imperador do Brasil D. Pedro I inicia pesquisas oficiais na rocha, segundo relatório fornecido pelo grupo de pesquisa diz que eles “viram as inscrições e também algumas depressões feitas pela natureza.”. Entretanto essa análise foi muito refutada, pois qualquer um que veja as marcas de perto acredita que nenhum fenômeno natural faria aquelas inscrições.
Depois do primeiro relatório a Pedra voltou à tona, quando em 1931 um grupo de excursionistas formou uma expedição para achar uma suposta tumba de um rei fenício que subiu ao trono em 856 a.C. Escavações amadoras foram feitas sem muito êxito. Em 1937 este mesmo clube organizou outra expedição, desta vez com um número grande de participantes, com o objetivo de explorar a face e os olhos da cabeça até o topo, usando cordas. Esta foi a primeira vez que alguém explorava aquela parte da rocha depois dos fenícios, se a lenda está correta.
No ano de 1946, o Centro de Excursionismo Brasileiro enviou um grupo de exploradores para uma escalada no lado Oeste, eles conquistaram a orelha direita da cabeça, a qual está a 20 metros de altura e tem uma inclinação de 80 graus do chão. Depois dessa perigosa subida, encontraram ali, na orelha, uma entrada para uma gruta que leva a uma longa e estreita caverna interna que vai até ao outro lado da pedra.
O lado leste da cabeça, chamado de “Paredão do Escaravelho”, só foi explorado em 1972 pela Equipe Neblina. Nessa expedição eles encontraram inscrições feitas a 30 metros abaixo do topo, as quais estão muito bem conservadas para um lugar de chuvas constantes como Rio. As inscrições só foram traduzidas em 1963 pelo professor de habilidade científica chamado Bernardo A. Silva Ramos.
Foto da inscrição
Foto da inscrição
LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT
Que lidas ao contrário:
TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL
Ou:
TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL
Fim do Mistério?
Fim do Mistério?
O jornal “O Globo” no dia 6 de Agosto de 2000 publicou a pesquisa feita por um grupo de geólogos que acreditam ter colocado um ponto final no mistério da Pedra da Gávea, depois de mais de 200 anos de muitas teorias, de que ela poderia ser: uma tumba de um rei fenício, a cabeça de uma gigante esfinge, portal para um outro mundo ou, até mesmo, pouso para  naves espaciais. Os dados apresentados pelo grupo formado por estudantes da UFRJ e da UERJ, que utilizando na pesquisa o GPR(sigla que inglês quer dizer radar de penetração no solo) chegaram a seguinte conclusão “Os dados obtidos não mostram nada além de rocha maciça na  Pedra da Gávea” -  declaração feita pela geofísica Paula Ferrúcio da Costa . Concluíram também que as inscrições não passam de falhas geológicas causadas pelas intemperes que desgastaram os minérios mais sensíveis.
Os arqueólogos diferentes dos geólogos ainda não confirmaram a tese dos fenícios tampouco a descartam.
O que despertou 200 anos de muitas teorias?
  • Uma enorme cavidade na forma de um portal na parte nordeste da cabeça que tem 15 metros de altura e 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;
  • O local de um suposto nariz, que teria caído há muito tempo atrás
  • As enormes pedras no topo da cabeça a qual lembra um tipo de coroa ou adorno;
  • Um observatório na parte sudeste como um dólmen, contendo algumas marcas;
  • Um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;
  • As famosas e controversas inscrições no lado da rocha;
  • Algumas outras inscrições lembrando cobras, raios-solares, etc. Espalhados pelo topo da montanha
“Para cada coisa que acredito saber, dou-me conta de nove que ignoro”
(Provérbio Árabe)

A humanidade está cercada de mistérios, de grandes enigmas os quais alimentam nossa sede por saber, por novas descobertas. O que seria de nós, humanos, se não houvesse mais nada a saber, se não houvesse mais nada para descobrir?

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