segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Seis fatos que justificariam a existência das sereias



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Segundo uma teoria, alguns hominídeos seriam semiaquáticos. ©Discovery
Por Victoria Bembibre
Você já deve ter se perguntado se alguma criatura mítica ou
 fantástica existe de fato, ou se essas figuras são fruto da imaginação
 de algum louco ou artista. As sereias são seres descritos
 minuciosamente em relatos, livros e filmes, mas será que elas 
existem ou existiram em um passado remoto?
Uma das teorias é a Hipótese do Macaco Aquático: ancestrais 
mais ou menos próximos dos humanos teriam adotado, durante 
um certo período, um estilo de vida semiaquático na costa africana,
 seja pela necessidade de buscar alimento na água ou de defender-se
 de predadores.
De qualquer modo, esse fato pode ter influenciado sua evolução,
 gerando uma subespécie anfíbia, enquanto outros hominídeos mantiveram uma existência puramente terrestre.
Embora tenha sido abandonada ao longo dos anos, ao menos três estudiosos – Max Westenhofer, ideólogo, Sir Alister Hardy, biólogo marinho, e Elaine Morgan, escritora feminista – se dedicaram a desenvolver essa teoria.
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Cientistas descobriram indícios de espécies semelhantes às 
sereias. ©Discovery
Há múltiplas explicações que justificam a Hipótese do Macaco
 Aquático, entre elas:
1. O fato de sermos os únicos primatas que não tem o corpo 
totalmente recoberto por pelos, uma condição só existente em 
ambientes aquáticos ou subterrâneos.
2. Os humanos são os únicos mamíferos bípedes. Essa transformação
 não ocorreria facilmente na savana africana, onde evoluíram 
os primeiros homens. Já na água, o corpo humano tende a manter
 essa posição.
3. A respiração do ser humano é diferente da de outros mamíferos, 
já que temos a capacidade de controlá-la voluntariamente. 
Tal como os mamíferos marinhos, podemos inalar o ar necessário
 para mergulhar e depois voltar à superfície para respirar.
4. Assim como os mamíferos aquáticos, e ao contrário dos 
terrestres, os humanos possuem uma reserva de gordura 
que retêm durante todo o ano.
5. As lágrimas, a sudorese excessiva e a porção de pele que 
separa o polegar do dedo indicador sugerem antepassados
 aquáticos segundo os adeptos da teoria.
6. Por último, nossa facilidade de nadar, em comparação à falta
 de jeito de muitos mamíferos terrestres na água, sugere que 
evoluímos de seres aquáticos.
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As sereias teriam uma linguagem tão complexa e desenvolvida
 como a dos humanos. ©Discovery
Os detratores descartam a teoria enfatizando, por exemplo, que 
existem muitos mamíferos aquáticos totalmente peludos, como
 lontras e castores. Por outro lado, nenhum mamífero aquático
 é bípede, e o mais importante, em nenhum momento foram
 encontrados vestígios fósseis que comprovem a existência de
 “macacos aquáticos” ou sereias.
No entanto, nos últimos anos, diversas pesquisas sugerem a
 possibilidade de existirem criaturas aquáticas com uma linguagem tão complexa como a do ser humano, o que fez ressurgir a hipótese das sereias.
Segundo novos estudos, alguns hominídeos podem ter passado por uma adaptação evolutiva ao ambiente aquático, transformando as
 duas pernas em uma cauda que lhes permitisse nadar com mais facilidade.
E você, no que acredita? Será que as sereias existem mesmo?

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