terça-feira, 15 de abril de 2014

Dá o que pensar…


De todas as provas que acumulamos para apoiar nossas conclusões, a primeira a ser exibida é o próprio homem. De vários modos, o homem moderno, o Homo sapiens, é um estranho à Terra.
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Desde que Charles Darwin chocou os eruditos e os teólogos de seu tempo com a evidência da evolução, a vida na Terra foi ornamentada pelo homem e por primatas, mamíferos e vertebrados, e, recuando no tempo, por formas de vida progressivamente inferiores até atingirmos o ponto, há bilhões de anos, em que se presume que a vida tenha começado.
Mas, chegando a esses primórdios e começando a contemplar as probabilidades de vida em algum outro ponto de nosso sistema solar e mesmo para além dele, os eruditos começaram a sentir-se apreensivos acerca da vida na Terra – de qualquer modo, ela parece não pertencer a este lugar. Se tudo começou através de uma série de reações químicas espontâneas, por que é que a vida na Terra tem uma única fonte e não uma multitude de fontes causais? E por que é que toda a matéria viva na Terra contém tão poucos dos elementos químicos que abundam na Terra e tantos daqueles que são raros em nosso planeta?
Terá, então, a vida sido importada de algum lugar para a Terra?
A posição do homem na cadeia evolucionária compôs o quebra-cabeça. Encontrando um esqueleto partido aqui, um maxilar ali, os eruditos começaram por acreditar que o homem apareceu na Ásia há 500.000 anos. Mas, como foram encontrados fósseis mais antigos, tornou-se evidente que os moinhos da evolução se moveram muito, mas muito mais lentamente. Os macacos antecessores do homem estão agora, desconcertantemente, colocados há 25 milhões de anos. Descobertas na África Oriental revelam uma transição para macacos humanóides (hominídeos) há cerca de 14 milhões de anos. Cerca de 11 milhões de anos mais tarde apareceu lá o primeiro macaco-homem digno de ser classificado como Homo.
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O primeiro ser que se considera realmente humanóide – “australopiteco avançado” – existiu há cerca de 2 milhões de anos em algumas partes da África. Levou ainda outro milhão de anos para aparecer o Homo erectus Finalmente, depois de outros 900.000 anos, apareceu o primeiro homem primitivo; a ele se chamou Homem de Neanderthal, segundo o nome do local em que seus vestígios foram primeiramente encontrados.
A despeito da passagem de mais de 2 milhões de anos entre o australopiteco avançado e o Homem de Neanderthal, os instrumentos destes dois grupos – pedras aguçadas – são virtualmente semelhantes; e os próprios grupos (tal como se pensa que eles fossem) são dificilmente distinguíveis.
Depois, súbita e inexplicavelmente, há 35.000 anos, uma nova raça de homens – Homo sapiens (“o homem pensante”) – apareceu como que vinda do nada e varreu o Homem de Neanderthal da face da Terra. Estes homens modernos, que receberam o nome de Cro-Magnon, têm um aspecto tão semelhante ao nosso que, se os vestíssemos com nossas roupas atuais, eles se perderiam de vista por entre as multidões de qualquer cidade européia ou americana. Devido à magnificente arte de cavernas que criaram, foram primeiramente chamados os “homens das cavernas”. De fato, eles vaguearam pela Terra livremente, uma vez que sabiam como construir abrigos e casas de pedra e de peles de animais para onde quer que fossem.
Por milhões de anos, as ferramentas do homem foram apenas pedras de formas úteis. O Homem do Cro-Magnon, no entanto, fez ferramentas especializadas e armas de madeira e osso. Já não era o “macaco nu”, uma vez que usava peles para se vestir. Sua sociedade estava organizada: vivia em clãs com uma hegemonia patriarcal. Seus desenhos em cavernas evidenciam talento artístico e profundidade de sentimento: seus esboços e esculturas revelam uma forma de religião, patente na adoração de uma deusa-mãe que era por vezes representada com o sinal da Lua em quarto crescente. Esse homem enterrava seus mortos e deve, portanto, ter possuído alguma filosofia a respeito da vida, da morte e, talvez mesmo, da vida­ após-morte.
Misterioso e inexplicável como é, o aparecimento do Homem do Cro-Magnon complica ainda mais o quebra-cabeça. Uma vez que outros vestígios do homem moderno foram descobertos (em locais que incluem Swanscombe, Steinheim e Montmaria), torna-se evidente que o Homem do Cro­-Magnon se originou de um Homo sapiens ainda mais precoce que viveu na Ásia Ocidental e África do Norte cerca de 250.000 anos antes do Homem do Cro-Magnon.
O aparecimento do homem moderno a uns meros 700.000 anos antes do Homo erectus e cerca de 200.000 anos antes do Homem de Neanderthal é absolutamente impensável. É também claro que o Homo sapiens representa um ponto de partida tão extremo do lento processo evolucionário que muitas de nossas capacidades, tal como a capacidade de falar, não têm nenhuma conexão com os primatas mais remotos.
Uma eminente autoridade no tema, o prof. Theodosius Dobzhansky (Mankind Evolving) [Humanidade em Evolução], ficou particularmente intrigada pelo fato de este desenvolvimento ter acontecido durante um período em que a Terra passava por uma idade do gelo, período pouco propício a progressos na evolução. Salientando que ao Homo sapiens faltam por completo algumas das peculiaridades dos tipos até aí conhecidos e aparecem algumas que nunca ocorreram, o professor conclui: “O homem moderno tem muitos fósseis, parentes colaterais, mas nenhum progenitor: sua origem, como Homo sapiens, torna-se, assim, um quebra-cabeça”.
Como é, então, que os antecessores do homem moderno aparecem há uns 300.000 anos, em vez de aparecerem há 2 milhões ou 3 milhões de anos no futuro, seguindo um ulterior processo evolucionário? Fomos importados para a Terra de algum ponto, ou teremos sido, como atesta o Antigo Testamento e outras fontes antigas, criados por deuses?
Sabemos agora onde começou a evolução e como se desenvolveu, uma vez começada. A pergunta por responder é esta: – Por que, por que é que a civilização aconteceu realmente? Porque agora, tal como a maior parte dos eruditos reconhece, ainda que com frustração, se somarmos todos os dados, vemos que o homem deveria ainda viver sem civilização. Não há razão óbvia para que sejamos nem um pouco mais civilizados do que as tribos primitivas das selvas amazônicas ou das regiões inacessíveis da Nova Guiné.
Mas, dizem-nos, esses homens das tribos vivem ainda como na Idade da Pedra porque foram isolados. Mas isolados de quê? Se eles têm vivido na mesma Terra que nós, por que não adquiriram eles o mesmo conhecimento científico e tecnológico próprio, como nós pressupostamente possuímos?
O verdadeiro quebra-cabeça, no entanto, não é o atraso dos Bushmen, mas o nosso avanço, uma vez que se reconhece agora que, no curso normal da evolução, o homem deveria ainda estar representado pelo tipo dos Bushmen, e não pelo nosso. Foram precisos alguns 2 milhões de anos ao homem para avançar na sua “indústria de ferramentas”, desde o uso das pedras tal como as encontrava até a compreensão de que as poderia cinzelar e moldar, de forma a melhor servir seus próprios objetivos. Por que não mais 2 milhões de anos para aprender o uso de outros materiais e outros 10 milhões de anos para dominar as ciências matemáticas, a engenharia e a astronomia? E, no entanto, aqui estamos nós a menos de 50.000 anos de distância do Homem de Neanderthal, pousando astronautas na Lua.
A questão óbvia, então, é esta: será que nós e os nossos antecessores mediterrâneos adquirimos esta avançada civilização, realmente, à nossa custa?
Fonte: Livro: O Décimo Segundo Planeta, autor: Zecharia Sitchin

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