Como
se processa o desligamento do espirito do corpo, no caso de desencarne
violento, no caso qual a duração da pertubação, e como fica o fluido
vital do corpo?
Cada
caso de desencarnação é um caso...nao existem casos iguais. No caso de
desencarne violento, podem ocorrer, dependendo do grau de
espiritualização do espirito:
1
- Não perceber que desencarnou, e continuar tentando viver como
encarnado, até que no momento propicio possa ter o esclarecimento (nunca
ficamos sozinhos)
2
- Ficar psicologicamente preso ao momento de desencarne, ou seja, num
grande sofrimento, por tentar evitar o que vai acontecer.
Neste
caso ocorre como um fechamento do pensamento naquele momento, e o
espirito fica preso, num processo de perturbaçao e sofrimento.
3
- Notar que desencarnou, e ficar confuso (a perturbaçao normal no
momento de desencarne). Tenta viver materialmente, mas já se reconhece
espirito, até que a assistencia espiritual seja possivel.
4
- Adormecer e ser atendido diretamente em postos ou instituição de
socorro no plano espiritual, e ser despertado suavemente e esclarecido.
Tem
mais possibilidades, mas nos prendemos no geral. Todo desencarnado
passa por um processo de perturbaçao espiritual, que pode durar minutos
ou séculos, tudo dependendo da espiritualizaçao da criatura.
Quanto ao fluido vital, conforme nos ensina o Livro dos Espiritos, ele retorna à sua origem, que é o fluido universal.
Em
alguns casos, como nos suicidas, por ação da lei de causa e efeito, ele
fica ainda muito impregnado entre o perispirito e o corpo fisico,
fazendo o espirito sentir com muita intensidade o processo de
decomposição do corpo fisico.
Existem
tambem espiritos, ainda muito materializados que tentam vampirizar
estas energias, mas tudo depende da proteçao espiritual que temos (André
Luiz relata em suas obras que as vezes os espiritos superiores retiram
estas energias, para evitar o vampirismo).
O fenômeno da morte
O que acontece com o nosso Espírito quando morremos?
Continuamos
com nossa individualidade, isto é, teremos os mesmos conhecimentos,
qualidades e defeitos que tivemos em vida. A morte não nos livra das
imperfeições. Seguiremos pensando da mesma forma. Nosso Espírito será
atraído vibratoriamente para regiões astrais com que se afiniza
moralmente. Se formos excessivamente apegados à vida material, ficaremos
presos ao mundo terreno, acreditando que ainda estamos fazendo parte
dele. Essa situação perdurará por certo tempo, até que ocorra
naturalmente um descondicionamento psíquico. A partir desse ponto, o
Espírito será conduzido às colônias espirituais, onde receberá instrução
para mais tarde retornar à carne.
Todos os Espíritos podem se comunicar logo após sua morte?
Sim,
pelo menos teoricamente, todos os Espíritos podem se comunicar após a
morte do corpo físico. Porém, a Doutrina Espírita nos ensina que o
Espírito sofre uma espécie de perturbação (que nada tem ver com
desequilíbrio) que pode demorar de horas até anos, dependendo do tipo de
vida que tenha tido na Terra e do gênero de sua morte. Os Espíritos que
são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de
que estão fazendo parte da vida espírita bem cedo, porém aqueles que
viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de
ignorância por longo tempo. Dado o pouco adiantamento espiritual dos
habitantes do planeta, pode-se concluir que as mensagens mediúnicas
creditadas a pessoas famosas que desencarnam precocemente, não merecem
credibilidade.
O que acontece com os recém-nascidos que logo morrem? E por que isto acontece?
O
Espírito de criança morta em tenra idade recomeça outra existência
normalmente. O desencarne de recém-nascidos, freqüentemente, trata-se de
prova para os pais, pois o Espírito não tem consciência do que ocorre. A
maioria dessas mortes, entretanto, é por conta da imperfeição da
matéria.
Se uma criança desencarna de acidente na idade de 11 anos, ela é socorrida pelos Espíritos na mesma hora?
Os
desencarnes súbitos, de uma forma geral, são muito traumáticos para o
Espírito. Allan Kardec diz que no processo de desencarne, todos sofrem
uma espécie de "perturbação espiritual", que pode variar de algumas
horas a anos, dependendo da evolução de cada um. Nos desencarnes
convencionais geralmente os Espíritos permanecem sem consciência do que
lhe aconteceu por um certo tempo e, se têm merecimento, são recolhidos
às colônias socorristas existentes próximas da crosta terrena. Ali são
devidamente atendidos. Nos casos de desencarne de crianças, suspeita-se
que sejam atendidas de imediato pela Espiritualidade, em função de
estarem num estado psíquico especial, próprio da infância. Não estando
de posse de todas as suas faculdades, não seria lógico admitir que
ficassem em estado de sofrimento por causa dos atos da vida. Claro, a
responsabilidade aumenta na medida em que a maturidade avança, criando
condições para o Espírito ficar em estado de sofrimento por um tempo
mais longo, se for necessário. Não há uma idade definida, que marque o
início da fase adulta, assim como não há um ponto definido que separe o
dia da noite. Em determinado período se confundem, mas acabam se
definindo a seguir. De uma maneira geral, pode-se concluir que todos os
Espíritos que desencarnam em fase infantil são imediatamente atendidos
pela Espiritualidade.
Porque pessoas jovens, boas, desencarnam prematuramente, enquanto há pessoas más que vivem por muitos anos?
Se
olharmos as coisas dentro da ótica materialista, certamente não
encontraremos resposta para esta delicada questão. Se, no entanto,
partirmos do princípio que somos seres imortais e que estamos em uma
escalada evolutiva em direção à perfeição, compreenderemos com
facilidade que a vida terrena é apenas parte desse processo. A
verdadeira vida é a espiritual e quando encarnados cumpre-se as etapas
necessárias ao aprimoramento do Espírito imortal. As diferenças
existentes entre as pessoas são as várias etapas em que o Espírito se
encontra em termos de evolução. O viver muitos anos, portanto, é muito
relativo. A vida terrena é a escola que a criatura precisa para se
aprimorar e o tempo que deve demorar aqui depende de sua necessidade. Os
Espíritos bons, geralmente necessitam mesmo de menos tempo.
Uma criança, quando desencarna, seu Espírito terá a mesma idade que ela tinha, quando era encarnada?
Sim,
dependendo no entanto de sua maturidade espiritual. O Espírito, quando
desencarna, permanece com os mesmos condicionamentos mentais que tinha
na Terra, até que se conscientize de sua real situação. Permanecerá em
estado de criança ou de adolescente, por um determinado tempo,
dependendo de sua evolução, ou seja, de seu grau de entendimento, até
que adquira plena consciência de sua condição e de suas necessidades.
Isso, geralmente acontece com Espíritos que ainda estão em situação de
pouca evolução espiritual. Por isso, nas colônias socorristas próximas à
crosta terrestre, encontram-se Espíritos em condição de crianças e
adolescentes. Deve-se saber, entretanto, que esta situação perdura
apenas por um determinado período.
Quando
uma pessoa morre de morte acidental, por exemplo por afogamento, e
ainda é muito jovem (18 anos) como fica o seu Espírito?
Todas
as pessoas, ao desencarnarem, passam por um período mais ou menos longo
de perturbação espiritual, podendo durar de algumas horas a anos,
dependendo de seu grau evolutivo. Quando o Espírito é muito jovem, e
certamente experimenta uma vida de muita atividade, pode permanecer sem
entender sua situação por um tempo, como pode ser logo socorrido pelos
Espíritos amigos que trabalham nessa área. Isso vai depender do seu
merecimento. Se permanecer revoltado por ter retornado cedo, criará para
si um ambiente vibratório ruim, que o levará a experimentar grandes
dores morais nas zonas de sofrimento.
Os Espíritos ao desencarnarem conservariam intacta suas auras externas ? Seriam ainda emanações de seu perispírito?
Aura
é um termo utilizado no meio espírita, originada do esoterismo, e se
refere à atmosfera fluídica criada em torno da pessoa pelas emanações
energéticas do seu corpo espiritual. Allan Kardec não deu atenção a isso
na Codificação, por se tratar de assunto de pouca importância para a
compreensão da ciência dos fluidos. A "aura" nada mais é do que um
efeito, causado pela irradiação íntima do Espírito. Não, a "aura" não é
uma emanação do perispírito que, por si mesmo, nada é, a não ser uma
massa fluídica estruturada pelo Espírito com sua projeção interior, para
se manifestar no mundo exterior.
Quando
desencarnamos, sendo levados para as colônias socorristas, teria como
nossos entes queridos ficarem sabendo em qual delas nos encontramos?
Se
forem entes desencarnados, isso dependerá da afinidade espiritual
existente entre o nosso Espírito e os deles. Também se deverá levar em
conta a condição evolutiva de cada um. Se são pessoas muito diferentes
em moralidade, certamente irão para lugares distintos. Os mais atrasados
podem desconhecer onde estão os mais adiantados. Os que nos precederam,
dependendo de suas condições espirituais, poderão nos amparar no
momento do desencarne e, evidentemente, saber para onde vamos.
Se
a informação refere-se aos entes que ficaram no mundo material, eles
poderão saber as condições do Espírito desencarnado, ou o lugar onde se
encontra, evocando-o numa sessão prática de Espiritismo feita por grupos
sérios.
O que acontece ao nosso anjo da guarda quando desencarnamos?
O
anjo de guarda é um Espírito protetor de uma ordem elevada que Deus,
por sua imensa bondade, coloca ao nosso lado, para nos proteger, nos
aconselhar e nos sustentar nas lutas da vida. Cumprem uma missão que
pode ser prazerosa para uns e penosa para outros, quando seus protegidos
não os ouvem seus conselhos.
Quando
desencarnamos, ele também nos ampara e freqüentemente o reconhecemos,
pois, na verdade, o conhecemos antes de mergulhar na carne. Claro que
tudo depende da condição evolutiva da pessoa em questão. O anjo da
guarda poderá também nos guiar em outras experiências, por muitos e
muitos tempos.
Todos os Espíritos sem exceção, mesmo os sofredores, podem conhecer a intimidade dos nossos pensamentos?
Para
os Espíritos nada há que seja escondido. O pensamento é a forma de
comunicação no plano invisível. Quando se emite um pensamento, ele
impregna o ambiente e logicamente os que estão na dimensão espiritual o
captam com facilidade. Quanto a conhecer na intimidade o que vai na alma
de cada um, depende do estado mais ou menos lúcido do desencarnado em
questão e ainda de suas condições morais. Como regra geral, pode-se
afirmar que uma natureza má simpatiza com uma natureza má que lhe
conhece a intimidade. Assim também é com os bons Espíritos. Os Espíritos
sofredores podem estar passando por um período de perturbação (mais ou
menos longo, conforme o caso) e não se encontrarem em condições de
sondar a intimidade daqueles com quem tinham relações. Porém, não deixam
de sofrer as influências vibratórias das coisas boas ou ruins que forem
feitas por essas pessoas.
É
possível, mesmo a pessoas menos esclarecidas, a comunicação com entes
desencarnados a que foram intimamente ligados na Terra, e dos quais
sentem muitas saudades?
Sim
é possível, pois o intercâmbio entre os dois mundos é muito fácil e
comum. Mas deve-se ter muito cuidado com as comunicações ditas de
parentes desencarnados, pois como se sabe, embora a mediunidade seja um
fator ligado à potencialidade orgânica, o uso que se faz dela depende da
moral do médium. Muitas vezes não há como identificar se aquela
comunicação é autêntica, principalmente se é dada por médiuns sem
preparo para a tarefa. Freqüentemente ligam-se a esses, Espíritos
enganadores que se comprazem em brincar com a dor alheia, ou então que
querem estimular o ego do médium, emprestando a este uma importância que
não tem.
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