segunda-feira, 28 de abril de 2014

O ESTUPRO DA CULTURA


Sobre o feminismo e o conceito de Cultura do Estupro, a minha candidata a mais brilhante mulher que já ouvi e li, Karen Straughan diz que o problema da abordagem atual é que ..apesar da revolução sexual e apesar (e por causa do) feminismo, no que se refere a estupro as mulheres ainda vivem em 1850, quando os ideais vitorianos lhes diziam que sua sexualidade era seu principal patrimônio, e que uma vez manchada, a maior parte de seu valor como ser humano se perdia. Por isso, muitas feministas, e mulheres em geral, consideram o estupro como o pior dos crimes, em alguns casos pior que genocídio, ou personalidades como Angelina Jolie não estariam na ONU pedindo que casos de estupro em zona de guerra RECEBESSEM PRIORIDADE num contexto onde além do morticínio inerente nós temos limpezas étnicas, tortura, mutilações, sequestro de meninos para serem usado em milícias e toda sorte de horrores!
Entre outros motivos, tem sido dito que o Estupro tem sido usado como Arma de Guerra, como declara a própria ONU: "Estupro cometido durante a guerra frequentemente visa aterrorizar a população, separar famílias, destruir comunidades, e, em alguns casos, mudar a maquiagem étnica da próxima geração. Algumas vezes é também usado deliberadamente para infectar mulheres com HIV e deixá-las incapazes de gerar crianças."
Sem negar a ocorrência de tais crimes hediondos, em que sentido isso pode ser considerado uma arma ou estratégia de guerra?

ESTUPRO E GUERRA

Mais uma vez, Susan Brownmiller é referência no assunto. “A descoberta dos homens que sua genitália poderia servir como arma pra gerar medo deve ser classificada como uma das descobertas mais importantes dos tempos pré-históricos, junto com o uso do fogo e o primeiro rudimentar machado de pedra.”
Nada dos itens citados na definição da ONU é mais efetivo do que simplesmente exterminar a população adversária ou danificá-la por meio da devastação de sua infra estrutura. Se um exército pode ser dar ao "luxo" de invadir o território adversário e estuprar as mulheres, já está em nítida vantagem na guerra tendo ganho a batalha e usufruindo do espólio, ou o adversário ser tão fraco ou distante que não tem como impedí-lo. Caso contrário estará está agindo de forma irresponsável, cometendo uma ação suicida ao enfurecer gratuitamente o inimigo.
Mas a situação atinge a surrealidade com a idéia da AIDS como arma de guerra! Vejamos: Um exército INFECTA OS PRÓPRIOS SOLDADOS com um vírus! Pra depois usá-lo para infectar as mulheres do exército adversário!?!? Ou será que contratam "estupradores profissionais" infectados para dar às mulheres uma morte provável e lenta? E se seu próprio exército está infectado, então é óbvio que o vírus de baixa e lenta letalidade é irrelevante!
Chega a ser tragicômico imaginar o soldado estuprador dizendo: Sinto muito moça, não é nada pessoal, mas precisamos lutar pelo nosso povo e derrotar nossos inimigos, e para isso temos que usar nossa maior arma! É uma piada de péssimo gosto, mas será que essa bizarrice conceitual que a ONU inseminou nas mentes dos incautos merece outra coisa que não a ridicularização?
Não a toa, na guerra onde esse procedimento mais se destacou, o Genocídio Ruandense, o exército que teria usado tal "arma de guerra" foi massacrado!

O EXTREMO DO ABSURDO

Como escritor de Ficção Científica e Fantasia, quando penso estar sendo criativo ao imaginar mil e uma mirabolâncias na tentativa de inventar um jeito factível de estupro fazer frente a exércitos, bombardeios ou armas químicas, e que já fui levado ao limite pelos que querem torná-lo um Crime de Guerra pior que sequestro de crianças para milícias, mutilações e o morticínio geral, eis que a realidade me surpreende e me mostra que já estão anos-luz à minha frente TIPIFICANDO ESTUPRO COMO GENOCÍDIO!!!
Como a redefinição de 'estupro' parece já ter atingido seus limites para sustentar essa insanidade foi necessário redefinir 'genocídio'.
Primeiro, agregou-se à definição que não é necessário haver morte, mas sim apenas um dano físico, supostamente inviabilizante, e ao contrário da objetividade extrema da morte, subjetivo. Pela mesma lógica, não é preciso matar a pessoa para ser considerado homicídio, basta, por exemplo, deixar numa cadeira de rodas. Se você, num acesso de raiva, dá um soco na parede e quebra o braço, pode ser considerado suicídio!
É possível um dano físico ser de fato potencialmente genocida. A castração e esterilização da população, impedindo sua reprodução. Mas o estupro é o absoluto contrário disso! Um estupro em massa fatalmente gerará fecundações, e os nascidos trarão 50% da genética do grupo étnico!
Mas como caracterizar como genocídio um processo de miscigenação?! O Brasil seria o país mais genocida do mundo!
E se após o estupro as crianças foram mortas, abortadas ou foram feitas outras coisas, então o genocídio não está no estupro! Genocídio é NECESSARIAMENTE matar uma população em larga escala, ou no mínimo danificá-la de um modo que sua perpetuação fique seriamente ameaçada, e estupro, por mais que cause uma miscigenação forçada e uma série de sofrimentos, por si só é totalmente incapaz de fazer isso.
Se os nazistas, invés do morticínio generalizado, matassem apenas os homens e estuprassem as mulheres, a matança em massa seria sim genocida, mas o estupro por si só não, até porque todo nascido de uma mulher judia é judeu. O que nos lembra sob que tipo de prisma é possível se aproximar da idéia de que estupro em massa possa ter alguma coisa com genocídio.
Pelo padrão da pureza racial!
Se um mestiço é por completo descartado como um representante daquela etnia, aí sim um estupro QUE RESULTE EM GRAVIDEZ contribuiria para REDUZIR a taxa vegetativa da uma população. Mas apenas pela exclusão maciça das reproduções intra étnicas ele poderia ameaçar as linhagens endógenas em questão. E ainda seria preciso matar ou esterilizar todos os homens e ou abortar em massa as mulheres que carregassem os bebês racialmente "puros".
O Genocídio estará no Assassinato, na Esterilização, nos Abortos, MAS NÃO NO ESTUPRO!
E eu sou capaz de apostar que qualquer um que ouse dizer que Aborto é Genocídio perante os mesmos violadores semânticos que lograram esse genocídio linguístico será repudiado! Apesar de aborto estar muitissíssimo mais próximo de genocídio que estupro.
Sintetizando, são preciso 3 elementos para que essa insanidade pareça algo não pertencente ao tartarus das aberrações conceituais.
- A Distorção do conceito de Genocídio;
- A ocultação, ou desconsideração de todos os elementos realmente genocidas (assassinato, esterilização, abortos forçados etc);
- E o princípio de Pureza Étnica.
Assim, embora o estupro possa estar associado a um processo genocida, ele não é apenas o menos relevante dos elementos envolvidos, como na verdade é o elemento que vai no sentido contrário ao genocídio.

QUAL A VERDADEIRA INTENÇÃO?

A noção de Cultura do Estupro, e a ideologia que a subscreve, tem a peculiaridade de, onde é aplicada, aumentar fabulosamente as estatísticas de estupro. Em parte por inflar os números com coisas como sexo da má qualidade ou pegador que não telefona no dia seguinte. Mas também porque efetivamente aumenta as ocorrências, ao induzir os jovens a comportamentos de risco. Liberando as libidos e incentivando irresponsabilidade, o resultado só poderia ser levar a humanidade de volta a comportamentos primitivos inadmissíveis numa sociedade como a nossa.
O direito irrestrito à sexualidade incentivado por algumas feministas, especialmente a feminina, associado à absolutamente falsa idéia de que os impulsos sexuais humanos são socialmente construídos, não podem ter outro resultado do que uma série de relações sexuais entre jovens imaturos que reagirão mal à experiência.
Imagine um casal virgem incutido na noção de que seus instintos sexuais são essencialmente idênticos, orgulhosos de terem superado o machismo que diz o contrário. Ele acreditando que ela está tão disposta a uma experiência inaugural qualquer quanto ele, como se a menina passasse horas na internet se masturbando enquanto vê vídeos com homens nus. Ela acreditando que ele está tão esperançoso de um momento todo especial quanto ela, assistindo comédias românticas e sonhando com a garota certa.
Deixe os dois sozinhos, sem qualquer orientação, frequentemente alcoolizados por uma arcáica cultura machista que sempre incentivou deslavadamente a embriaguez masculina, e uma nova cultura feminista, diferente das feministas temperantes do passado, que prega que a moça deve ter tanto "direito" a abusar do álcool quanto ele. O resultado só pode ser trágico.
Por pior que seja o ato, para ele jamais será traumático, mas sim a primeira experiência, que já é tradicionalmente considerada como das piores, mas que inaugura sua vida sexual.
Para ela, todo o romantismo simbólico da inesquecível e perfeita primeira vez destruído. O arrependimento inevitável após a incapacidade de colocar limites no destabanado rapaz, cego pela inexperiência e excitação da primeira vez para os sinais de incômodo da jovem, que por sua vez acha que ela deveria estar tão empolgada, mesmo que nervosa, quanto ele.
Mas para isso, a mesma ideologia perversa que resultou nesse estrago já tem a resposta pronta. INCENTIVAR A MOÇA A ACUSAR O RAPAZ DE ESTUPRO!
E o faz de forma tão torpe e irresponsável que cedo ou tarde se vira contra suas próprias promotoras.
A isso soma-se a doutrina da Cultura do Estupro, que nubla a diferença entre um jovem desastrado e um psicopata cruel, considerando qualquer tipo de ato sexual minimamente incômodo para as mulheres como Estupro, e por fim transferindo a culpa dos poucos criminosos que desonram o gênero masculino PARA TODOS OS HOMENS!

MISANDRIA

Sem nenhuma base científica, a teoria da Cultura do Estupro, isenta uma minoria de criminosos por este crime, e o atribui A TODO O GÊNERO MASCULINO! Indo desde algumas curiosas benevolências com estupradores até Perversidades Psicopáticas!
De um criminoso pervertido, o estuprador é elevado a um dedicado, quase heróico, soldado do Patriarcado, arriscando sua vida em prol de seus congêneros que não precisam, em sua maioria, sujar as próprias mãos, pois como disse Wendy McElroy, é uma teoria que implica que mesmo o mais amoroso e bondoso marido, pai e filho se beneficia do estupro das mulheres que ele ama!
É UM CRIME DE TODOS OS HOMENS CONTRA TODAS AS MULHERES.
É uma ideologia que visa fazer com que até mesmo nas guerras, que sempre mataram muito mais homens, as principais vítimas sejam as mulheres, e como elas correm muito mais o risco de serem estupradas do que mortas, considerar que sofrerem estupros é pior do que homens e meninos, mesmo não diretamente envolvidos com o conflito, serem torturados, mutilados ou mortos. Eu suma, mais um passo brilhante na invisibilização do sofrimento masculino! Na demonização do homem, e na hiper vitimização da mulher.
Como os perversos patrocinadores dessa ideia sabem muito bem que nada do que façam diminuirá os estupros na guerra, pode esperar que nos próximos anos teremos notícias dizendo que o estupro como arma de guerra está aumentando em X% e que é preciso mais esforços, mais verbas, mais prioridade para resolver o problema, fingindo acreditar que é possível erradicar um hábito milenar dentro do contexto das guerras sem sequer refrear as guerras em si.
A elevação do estupro, mesmo quando um adolescente bêbado tem uma transa perfeitamente consensual que no dia seguinte a mocinha e arrepende, ao estatuto de crime hediondo contra a humanidade é objetivo final, amplificando ainda mais sua importância até o quimérico objetivo da pena de castração ou morte para um único ato de estupro, que já existe para casos graves, E nem é novidade histórica, apesar da Cultura do Estupro pressupor o contrário.
Apesar da flexibilização do termo obrigar até mesmo algumas ativistas a admitir que homens podem ser estuprados por mulheres em relações hétero, o discurso vitimista tem a contraditória postura de insistir que o estupro É O ÚNICO CRIME QUE CUJOS AGRESSORES SÃO EXCLUSIVAMENTE HOMENS E AS VÍTIMAS EXCLUSIVAMENTE MULHERES. Pois apesar de homens poderem estuprar homens, não mudará o fato de que os estupradores continuam sendo homens, e se a ideia é contrapor grupos, isso é irrelevante. E apesar de mulheres poderem sim forçar homens a relações não consentidas, os arquitetos dessa ideologia, apesar de declararem acreditar na construção social do gênero, sabem muito bem que a natureza feminina jamais permitirá que mulheres saiam por aí forçando os homens ao sexo em larga escala, e mesmo que o fizessem, o sofrimento masculino seria comparativamente insignificante.
É mais que satisfatório o objetivo que já está praticamente alcançado, que é subverter por completo a racionalidade, destruir a inteligência e transformar a razão num mero processador de dogmatismos ideológicos incapaz de uma reflexão individual genuína.
É nesse sentido o título deste texto. Mas até ele é insuficiente.
A Doutrina da Cultura do Estupro não é apenas um ESTUPRO DA CULTURA! E uma violação sem precedentes da já frágil sanidade da civilização. Ela pode ser defendida por idiotas úteis ou mesmo pessoas bem intencionadas, mas seu real e pérfido objetivo é aumentar as estatísticas de estupro e se retroalimentar aumentando mais e mais sua paranóia.
Seus perpetradores SABEM que calhordices como as seguintes são completamente inúteis para inibir estupradores. É como pedir para ladrões não roubar sem sequer apelar para sua piedade.

No entanto elas são perfeitamente eficazes para INSINUAR que TODOS OS HOMENS são Estupradores, lançando "indiretas" para que a pura e simples atração sexual que sentem por mulheres seja motivo de vergonha, constrangimento e MEDO. Medo se serem acusados de terem feito algo que não cometeram, por uma Perspectiva de Gênero que tem tomado todas as medidas possíveis para que uma simples acusação sem evidência alguma baste para causar punição imediata do acusado.
Enfim, causar dificuldades e prejuízos a homens inocentes, e facilitar e beneficiar os verdadeiros estupradores. Esse é o objetivo da Ideologia da Cultura do Estupro, disposta a ir às últimas consequências para aumentar o sofrimento no mundo e incitar a guerra dos sexos.
Essa aberração não merece respeito. 

Marcus Valerio XR

Um comentário: