Por que o homem furta, rouba, agride, mata? Por razões biológicas? Mesológicas? Sociológicas?
O
homem é um animal, como outro qualquer, sujeito às mesmas leis que
regem todos os seres vivos, no destino da sobrevivência e a perpetuação
da espécie.
Leis biológicas, referente à vida; leis mesológicas, referente ao meio ambiente; leis sociológicas, convivência social.
O homem está em permanente luta com o meio ambiente e com os seus semelhantes, procurando sobrepuja-los.
Nesse embate, surge no espírito do homem todos os maus sentimentos: a soberba, a ira, a luxúria, a ganância, a ânsia de poder.
Selvagem e egoísta, todo homem é um criminoso em potencial.
O
homem, geralmente, não furta, não rouba, não agride, não mata porque,
não sendo doente precisando de tratamento, está condicionado a auto
determinar-se de acordo com a educação que recebeu.
O homem de amanhã é o recém-nascido de hoje.
Quanto melhor educado é o homem, mais pacífica é a sociedade da qual ele faz parte.
A
criminologia constata o aumento da criminalidade, a conseqüente
perturbação da vida social, a má conduta humana, e verifica ainda que o
índice da criminalidade aumenta de acordo com a crise educacional, ou
econômica, de cada região, de cada país, de cada continente.
Outra
espécie de criminalidade, trazida ao mundo pelo progresso industrial e
comercial (globalização), é a praticada pelos homens de “colarinho
branco”, isto é, por empresários protegidos por altas organizações, de
atraentes fachadas, e que apenas visam lucros, ainda que esta finalidade
material, aparentemente normal, prejudique milhares de pessoas.
Segundo
pesquisa do Instituto de Criminologia da Universidade Hebraica, de
Jerusalém, 85% da população considerada ordeira e respeitável cometem
algum tipo de delito que não chega ao conhecimento de ninguém, uns
porque ficam dentro do âmbito íntimo do lar ou do escritório, outros
porque são encobertos, diante da situação política, ou econômica, ou
social dos agentes.
Por
tal motivo as estatísticas não revelam, realmente, a cifra exata dos
crimes praticados em determinadas regiões, só aparecendo aqueles
praticados por pessoas sem proteção especial.
Além
dos crimes relatados acima, há muitos outros que também fazem parte
desta mesma pesquisa: como mortes violentas em algumas delegacias de
polícia, por pancadas e pontapés em suspeitos (falar = do filme tropa de
elite); como aqueles praticados por médicos, esquecidos de seus
juramentos (exames de laboratório desnecessários, invenções de doenças,
cirurgias sem motivo, operações simuladas); crimes praticados por
engenheiros empregando material de segunda qualidade na construção de
pontes e viadutos que ficam inseguros (falar=caso da linha amarela do
metrô de sp); crimes praticados por advogados sem escrúpulos contra os
seus clientes simplórios; as numerosas agressões e mesmo mortes,
culposas e dolosas, de crianças, pelo desleixo de pais desalmados, pela
desnutrição propositada etc..
O
tratamento de cada criminoso deve ser adequado à etiologia da
anormalidade, é grave erro, portanto, a medicação única, como é a da
prisão, para todos os casos, mesmo porque, quando errada, agrava o
estado do paciente, nada adiantando ao bem comum a simples vingança
social, já que, mal administrada, leva o criminoso punido, custodiado,
vestido e alimentado pelo pode público, simplesmente a esperar pela
libertação para recomeçar a sua vida de criminoso, cometendo novos
delitos e na maioria das vezes mais graves.
Há criminosos que nunca deveriam ser encarcerados e outros que nunca deveriam ser soltos.
A
solução do problema da criminalidade não está no aumento e na maior
severidade das leis repressivas, é preciso que isto fique bem claro,
embora leigos em penalogia o reclamem, inclusive a pena de morte, para
resolvê-la.
Quem
estudou a história da punição através dos séculos sabe que tais métodos
já foram usados largamente e que todos eles fracassaram completamente.
Precisamos
de medidas novas e arejadas e não da repetição de experiências
atrasadas de um presente e de um passado não tão distante.
A
solução do problema da violência e da criminalidade na sociedade em que
vivemos está tão somente no conhecimento do homem como personalidade
integral, formada de corpo e alma.
É
no homem que está o segredo de sua atuação social e é no seu preparo
para a convivência pacífica que está a solução por todos procurada.
2011 - Instituto Jurídico Roberto Parentoni - IDECRIM

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