segunda-feira, 28 de abril de 2014

Se o Homem veio do Macaco, porque existem Macacos ainda hoje?


Essa é uma dúvida muito comum de muitas pessoas. Geralmente ocorre porque a pessoa de fato não entende como é o funcionamento da evolução das espécies e por isso imagina esse processo como algo linear. Enfim, se você quer saber como e porque essa ideia de que o Homem vem do Macaco não está correta, clique em "Leia Mais" e leia todo o artigo!


O problema na questão acima é que normalmente a pessoa que faz tal pergunta não entende a Teoria da Evolução direito ou não entende nada mesmo, nem tentou aprender. Por isso o sujeito em questão adota como significado para a teoria o sentido comum da palavra evolução, que no vocabulário do dia-a-dia quer dizer mudança, geralmente com melhorias e em um sentido linear.
A pessoa forma um conceito de evolução linear, ou seja, acredita que cada passo evolutivo obrigatoriamente deve ser melhor, maior, mais complexo e deve substituir a forma anterior.

ISSO ESTÁ INCORRETO! A EVOLUÇÃO NATURAL DAS ESPÉCIES NÃO É LINEAR E EVOLUÇÃO NÃO É A MESMA COISA QUE AUMENTO NA COMPLEXIDADE!

© Blog do Ikessauro
 Essa pergunta do título é feita amplamente feita por opositores do Evolucionismo, fundamentando sua visão de mundo em crenças religiosas, principalmente no criacionismo bíblico cristão. Pessoas que não aceitam o fato de que somos apenas mais uma espécie animal no mundo e que um dia nossa espécie não era muito diferente de outro primata qualquer. Mas enfim, o que eu quero dizer é que a Evolução Natural não é aquela evolução "estilo Pokémon" em que uma forma se transforma na outra e depois em outra, substituindo a anterior. Veja no cladograma a seguir como a evolução é mais organizada como uma árvore do que como uma fila!
© Wildlife Conservation Society
Sabemos que todos os seres terrestres descendem de algum tipo de peixe primitivo, que originou os primeiros anfíbios e depois os primeiros répteis, depois os primeiros mamíferos e então as primeiras aves.
Mas não foi de um dia pro outro que um peixe se transformou como que por mágica num sapo, muito menos que o sapo do nada virou um lagarto, que também não se tornou um mamífero rapidamente. A evolução acontece naturalmente e toma diversos caminhos e esses caminhos podem ser representados como uma árvore.
Imagine que havia o primeiro ser vivo, ou seja, a primeira espécie do planeta era a semente da árvore. Essa espécie se reproduziu e gerou vários indivíduos formando populações, ou seja, gerou o tronco da árvore. Até agora temos apenas uma única espécie, certo? Mas e quando esse tronco gera um galho novo? O tronco continua seguindo em frente, crescendo igual, mas o galho novo vai crescer diferente do tronco. O mesmo ocorre na espécie, por algum motivo geralmente geográfico um grupo é dividido em dois ou mais e cada parte se afasta, modificando-se por seleção natural. Pode ser que uma parte continue igual era antes, mas um grupo que se separou, assim como o galho, pode tomar um rumo diferente, gerando espécies novas. Essa capacidade de um tronco gerar galhos novos e esses galhos se dividirem em novos ramos é infinita, por isso a evolução toma vários caminhos ao mesmo tempo sem necessariamente deletar a versão anterior, o tronco.
Isso é o que ocorreu com os humanos e os outros primatas. Imagine que lá na África há mais de 3 milhões de anos viviam alguns primatas que eram bem mais primitivos que o homem atual, porém já bastante inteligentes se comparados à outros bichos. Esses primatas viviam numa floresta comendo frutas como os macacos comuns de hoje. Só desciam ao solo para tomar água e por isso não andavam em pé. Vamos supor, só para ajudar no exemplo, que no meio da floresta houvesse um vulcão dormente. Um dia ele entra em erupção e cospe uma camada de lava cortando a floresta em duas partes e dividindo-a ao meio. Metade dos primatas que ali viviam ficaram num lado da floresta onde havia água e comida disponível e prosseguiram vivendo suas vidas como sempre, em cima das árvores.
Porém, a lava esfriou e criou uma cadeia de montanhas muito alta para que os macacos passassem para o outro lado e com isso a outra metade dos macacos não conseguia se juntar aos demais. Foram forçados a ficar no lado das montanhas onde a floresta foi queimada pela lava e onde não havia muita água disponível. Logo mais à frente, havia uma savana. Os primatas sentindo a necessidade de comer e beber saíram da floresta agora carbonizada para buscar comida mais longe, na savana, onde haviam algumas poucas árvores espaçadas. Porém ao andar em meio ao capim alto, não conseguiam ver nada porque andavam nas quatro patas. Então alguns primatas que conseguiam erguer-se nas pernas traseiras, ficando eretos, puderam observar por sobre a grama em que direção estavam as árvores, fontes de água e mais importante, se havia um predador por perto. Como tempo, os incapazes de ficar eretos morreram de fome ou devorados por predadores, enquanto que o número de macacos que ficavam em pé aumentou, pois sendo mais adaptados eles conseguiam se reproduzir mais e gerar filhotes que também conseguiam ficar em pé. Com o passar de milhares de anos, muitas e muitas gerações depois, os macacos que ficaram na savana estavam tão diferentes do que eram originalmente que podiam ser considerados uma nova espécie. 
No entanto, os macacos originais, que ficaram nas árvores do outro lado do vulcão, não precisaram andar em pé, pois no alto das árvores estavam protegidos contra predadores e podiam ver tudo facilmente. Esses macacos que permaneceram com a forma inicial acabaram dando origem aos macacos modernos não hominídeos.
Enquanto isso aqueles antigos habitantes das savanas, que ficavam em pé, mas não em um nível tão elevado quanto o homem moderno, procriaram e geraram um nova população. Suponha então que um grupo pequeno desses macacos eretos se afastou dos demais por algum motivo e acabou migrando para um local mais longe. Lá encontraram uma floresta e voltaram a viver nas árvores. Com o passar do tempo, os macacos da savana continuaram a desenvolver mais ainda sua postura ereta e também aumentando em estatura, ficando mais altos, porque facilitava a vida na grama alta.
Na floresta, os macacos eretos que haviam retornado às árvores  não precisaram novamente ser tão altos e continuaram como estavam. Essa é a possível origem dos Chimpanzés, que são os primatas atuais mais parecidos com o ser  humano, inclusive tendo um DNA 98-99% idêntico! Ou seja, a diferença entre você e um chimpanzé está em apenas 1% do seu código genético.
Os primatas que viviam na savana eventualmente deram origem à novas espécies que se espalharam pelo mundo, da mesma forma que um galho origina vários ramos menores. Algumas espécies migraram para a Europa, outras para a Ásia, até que chegaram nas Américas. No fim das contas somente uma espécie dentre todas as que evoluíram, a Homo sapiens, adaptou-se bem o suficiente para viver e deu origem à nossa subespécie, Homo sapiens sapiens
Então pense da seguinte maneira, um ancestral nosso e dos chimpanzés se ramificou separando-se do tronco original. Aquelas espécies que ficaram no lado da floresta mais rico em recursos não foram simplesmente substituídos por nós, simplesmente nós é que nos diferenciamos e formamos um grupo aparte. Esse ancestral nosso novamente se ramificou em vários tipos de hominídeos dos quais conhecemos vários do registro fóssil. Um desses ramos originou os chimpanzés e o outro deu origem à nossa espécie, enquanto o resto foi extinto. Mas os macacos mais antigos do outro lado da montanha ainda viveram para originar todos os outros primatas que vivem hoje. É por isso que apesar de sermos descendentes de primatas, não podemos dizer que "viemos do macaco".
O HOMEM NÃO VEIO DO MACACO, ELE É UM MACACO!
TODOS SOMOS PRIMATAS E PORTANTO, MACACOS.
 SIMPLESMENTE UMA ESPÉCIE DIFERENTE DAS DEMAIS. 
IMAGINE QUE VOCÊ E TODOS OS PRIMATAS DE HOJE TÊM UM ANCESTRAL EM COMUM, UM TATARAVÔ DE MAIS OU MENOS UNS 3 MILHÕES DE ANOS! Patrick Król Padilha

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