quarta-feira, 30 de julho de 2014

10 mistérios sobre os primeiros humanos


Publicado em 24.02.2011
Da onde viemos? Por que evoluímos desta forma? Por que somos a única espécie humana que sobrou? Que outros caminhos poderíamos ter tido na evolução? Quando se trata da história da humanidade, as perguntas são muito mais abundantes do que as respostas. É por isso que só podemos reunir 10 mistérios sobre os primeiros humanos (que mal servem para juntar pedaços do passado).

1) Porque evoluímos com cérebros maiores?

Não há dúvida de que os nossos grandes cérebros são uma vantagem extraordinária no mundo animal. Ainda assim, o cérebro humano é um órgão incrivelmente caro ao corpo, ocupando apenas cerca de 2% da massa, mas usando mais de um quinto da energia. Até cerca de 2 milhões de anos atrás, nenhum de nossos ancestrais tinha um cérebro maior do que um macaco quando comparado ao tamanho do corpo. O que nos fez aumentar esse tamanho? Uma possibilidade é que o aumento ajudou a população a fazer melhores ferramentas. Outro é que os cérebros maiores nos ajudaram a interagir melhor uns com os outros. Talvez as mudanças radicais no ambiente também exigiram que nossos antepassados lidassem com um mundo em transformação.


2) Porque andamos sobre duas pernas?

Nossos ancestrais evoluíram para uma postura ereta antes mesmo de ferramentas de pedra aparecerem. A pergunta, então: por que andar sobre duas pernas? A ideia é de que andar como bípede ajuda a gastar menos energia do que se movimentar em quatro membros. Libertar os braços também poderia ter possibilitado que nossos antepassados transportassem mais alimentos. Ficar em pé pode até ter ajudado os primeiros humanos a controlarem melhor a temperatura, reduzindo a quantidade de pele diretamente exposta ao sol.

3) Cadê todo aquele pêlo?

Os seres humanos parecem bastante pelados em comparação aos seus primos macacos. Como isso aconteceu? Uma sugestão é que os nossos antepassados perderam os pêlos para se esfriar quando se aventuram através das savanas da África. Outra é que perdê-los ajudou os homens a se livrar de parasitas e doenças que podiam se espalhar. Uma ideia pouco ortodoxa até sugere que a nudez humana se desenvolveu após nossos antepassados se adaptarem brevemente a uma vida na água, embora a maioria dos mamíferos aquáticos do tamanho aproximadamente humano possua pelagem densa.

4) Porque as outras espécies de humanos se extinguiram?

Cerca de 24 mil anos atrás, nossa espécie, Homo sapiens, não estava sozinha no mundo: nossos parentes mais próximos, o homem de Neandertal (Homo neanderthalensis) ainda estava vivo. O chamado “hobbit” encontrado na Indonésia também poderia ter sido um membro do gênero Homo, que aparentemente sobreviveu até tão recentemente quanto 12 mil anos atrás. Por que eles morreram e nós sobrevivemos? Infecções ou mudanças radicais no ambiente poderiam tê-los matado? Ou será que nossa espécie acabou com eles? Alguma evidência existe para ambos os cenários, mas nenhuma conclusão é definitiva.

5) A evolução humana está se acelerando?

Evidências recentes sugerem que a humanidade não só continua evoluindo, mas que a evolução humana está acelerando em até 100 vezes os níveis históricos após a disseminação da agricultura. Um número de cientistas contesta a força desta prova, afirmando que é difícil saber se certos genes realmente têm evoluído. Ainda assim, se a evolução humana está acelerando, a questão é: por quê? Dieta e doenças podem ser algumas das pressões que fazem os humanos mudarem.

6) O que é o “hobbit”?

“Hobbit” é o apelido dado aos pequenos esqueletos encontrados na ilha indonésia de Flores, em 2003. Seriam eles uma espécie extinta humanos, suficiente para ser chamada de Homo floresiensis? Ou seriam apenas alguns exemplos de esqueletos deformados de Homo sapiens? Ou ainda seriam eles uma espécie diferente de nós, mas talvez não uma espécie extinta humana e sim uma completamente separada, como a dos chimpanzés? Resolver esse mistério poderia ajudar os pesquisadores a entenderem os caminhos radicais da evolução humana.

7) Por que a humanidade moderna se expandiu da África há cerca de 50.000 anos?

Cerca de 50 mil anos atrás, o homem moderno surgiu na África, espalhando-se rapidamente na maior parte das terras para colonizar todos os continentes exceto a Antártida. Alguns cientistas acreditam que esta migração foi relacionada com uma mutação que transformou o nosso cérebro, levando ao uso complexo da linguagem e permitindo ferramentas de arte mais sofisticadas e sociedades modernas. A visão mais popular sugere que o comportamento moderno existia muito antes deste êxodo, e que a humanidade atingiu um limite de população na África, o que obrigou a expansão.

8 ) Será que nós transamos com os Neandertais?

Se as duas espécies conviveram, podem ter se cruzado. Será que nós fizemos sexo com eles? Será que a nossa espécie possui alguma sobra de genes de nossos primos extintos? Alguns cientistas até sugerem que talvez o homem de Neandertal não tenha morrido, mas sim foi absorvido pela humanidade moderna.

9) Quem foi o primeiro hominídeo?

A cada dia os cientistas descobrem mais e mais antigos hominídeos (entendidos como bípedes, incluindo seres humanos, nossos ancestrais diretos e parentes mais próximos). Eles estão se esforçando muito para encontrar o primeiro, o que vai ajudar a responder a questão mais fundamental na evolução humana: quais adaptações fizeram de nós seres humanos, e em que ordem elas aconteceram?

10) De onde vieram os humanos modernos?

A questão mais debatida na evolução humana é de onde os humanos modernos evoluíram. A hipótese da África sustenta que os humanos modernos evoluíram na África há relativamente pouco tempo e depois se espalharam pelo mundo, substituindo as populações de humanos arcaicos. A hipótese multirregional afirma que os humanos modernos evoluíram em uma ampla área de humanos arcaicos, com populações de diferentes regiões cruzando com seus vizinhos e compartilhando características, o que resultou na evolução dos humanos modernos. A primeira hipótese é mais bem aceita, mas os defensores da segunda hipótese permanecem fortes nos seus argumentos. [LiveScience]

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