quarta-feira, 16 de julho de 2014

Contatos de Terceiro Grau



Ocorrências onde se observam tripulantes estão entre as mais intrigantes envolvendo Discos Voadores. A ideia de criaturas inteligentes, de origem incerta e tecnologia avançada, transitando entre nós de forma relativamente regular é, de fato, perturbadora, sendo tenazmente rechaçada pelo Conhecimento Estabelecido. A semelhança de parte dessas criaturas com seres humanos também alimenta polêmica, uma vez que aumenta a dificuldade em explicar sua origem. Mas, é na diversidade no aspecto dos Alienígenas relatados que se encontra um dos maiores desafios do enigma ufológico.
Tradicionalmente, dentro da difundida crença de que os discos voadores têm origem espacial,1 o problema é “solucionado” afirmando-se que o Universo é grande o suficiente para abrigar uma diversidade infinita de criaturas. Não há como negar o fato. Mas é evidente que esse entendimento gera complicações, uma vez que, apesar da Probabilidade de vida inteligente fora da Terraser concreta, entendemos que ela esta longe de ser suficientemente trivial para comportar uma suposta Sociedade Intergaláctica.2 Para eventuais semelhanças com seres humanos costumam ser sugeridas especulações sobre hibridismo, manipulação genética, passado comum ou evolução convergente.
Avaliar essas ideias é um trabalho necessário. Antes, contudo, é preciso identificar os relatos com crédito. Muitos casos de observação de alienígenas, incluindo os “clássicos”, não podem ser devidamente assegurados como verdadeiros. Organizar a diversidade de alienígenas relatados e analisar os casos em que eles aparecem é o objetivo dessa seção.

CLASSIFICAÇÃO

As informações que temos sobre seres alienígenas derivam de relatos que, formalmente, podem ou não serem verdadeiros. Assim, uma classificação efetiva para realização de estudos deve proporcionar um leque de opções capaz de abranger tanto descrições concretas quanto fantasiosas. É grande o número de sistemas que tentam agrupar essas possíveis entidades em categorias. Em nosso site, utilizaremos três sistemas que, em conjunto, consideramos capazes de atender nossas necessidades.
Nosso sistema primário é o desenvolvido pelos ufólogos Claudeir Covo e Paola Lucherini Covo. Ele é amplamente difundido no meio especializado brasileiro e define as entidades seis categorias ordenadas com base em sua freqüência estimada na casuística ufológica: Alfa, Beta, Gama, Delta, Ômega e Sigma. A generalização é o princípio básico do sistema, pressupondo-se a admissão de uma vasta variedade de formas em uma mesma categoria.3
Tipologia de Claudeir e Paola Covo (Ilustração. Fonte INFA)
TIPO ALFA – Mais conhecidos como “grays” (cinzas), são seres de pequenas estaturas, variando entre 1,00 a 1,40 metros de altura, os quais normalmente fazem as abduções de seres humanos. Tem cabeça grande, desproporcional ao corpo. Normalmente não tem nenhum pêlo no corpo. Os olhos, de um modo geral, são grandes e negros, sem pupilas aparentes. Aparecem em 67% dos casos.
TIPO BETA – São seres relativamente parecidos com os seres humanos, com alturas variando aproximadamente entre 1,60 a 2,00 metros. Em outras palavras, se colocarem terno e gravata, irão passar desapercebidos no meio da multidão. Aparecem em 19% dos casos.
TIPO GAMA – São seres gigantescos, com alturas acima de 2,00 metros, chegando em alguns casos até 4,00 metros. Aparecem em 8% dos casos.
TIPO DELTA – Normalmente são descritos como sendo seres peludos (animais) ou simplesmente robôs. Aparecem em 3% dos casos.
TIPO ÔMEGA – São seres não físicos, normalmente descritos como seres energéticos. Aparecem em 2% dos casos.
TIPO SIGMA – Em poucos casos de ocorrência de avistamento de seres têm sido relatados pequenos seres com aproximadamente 15 centímetros de altura, os quais podem ter sido confundidos com animais. Aparecem em 1% dos casos. Na realidade, essa porcentagem é bem menor que 1% e aqui foi simplesmente arredondada para número inteiro.
Em 2002, tivemos a oportunidade de questionar o professor Claudeir Covo sobre o método utilizado para formular a classificação. Fomos informados que ela teve base na experiência dos pesquisadores, não tendo sido aplicando um método formal para o seu desenvolvimento. Tenho claro, contudo, que o sistema é uma derivação direta do empregado por Henry Durrant em seu livro Primeiras Investigações sobre os Humanóides Extraterrestres. Quanto as características físicas dos seres, o autor estabelece:4

Tipo 1 – Fisicamente comparáveis a uma criança de estatura entre 90 cm e 1,35 m, com uma  grande cabeça desproporcionada. Os olhos são comumente grandes e encarquilhados, com cor variando do negro ou azul-marinho até o amarelo ou vermelho vivo. Conforme a observação, as orelhas se revelam praticamente inexistentes, o nariz pode ser semelhante ao humano ou uma simples fenda e aboca parece uma fenda com lábios ou um orifício estriado. Os maxilares são geralmente pouco evidentes, tendendo para um queijo pontiagudo. Os braços são longos e magros; mãos semelhantes às nossas; os ombros largos e o pescoço espesso ou inexistente.
Tipo 2 – Aspecto físico e rosto com formas inteiramente humanas. A fisionomia tente a oriental, com tez escura ou tisnada. Alguns relatos mencionam pele azulada ou esverdeada.
Tipo 3  - Corpo geralmente nu e peludo. Cabeça grande, em forma de abobora, com olhos amarelos ou alaranjados e braços longos terminados em garras. Em geral, são bípedes e em certos casos também quadrúpedes.
Tipo 4 – Tudo o que não figurar nos outros grupos, comportando toda espécies de extravagancias. Em geral, não há nenhum humanoide, mas formas ameboides e brilhantes.
Além de também aplicar explicitamente o critério de volume decrescente do número de relatos para ordenar as categorias,5 há uma evidente equivalência entre os Tipo 1, 2, 3 e 4 de Durrant e, respectivamente, os tipos Alfa, Beta, Delta e Ômega do casal Covo. Eles avançam ao acrescentarem os tipos Gama e Sigma, que formam categorias relevantes para análise. Entretanto, essas classificações fogem do método de abordagem, uma vez que não definem uma morfologia específica, diferenciando-se apenas pelas dimensões. Criaturas morfológica e fisionomicamente idênticas, por exemplo, podem ser classificadas como Alfa, Gama ou Sigma, apenas devido a sua estatura.
O sistema também fica menos abrangente ao restringir o tipo Ômega apenas aos seres “energéticos”, no lugar de aplicar um conceito mais amplo, como fez Durrant no seu Tipo 4. Tentando contornar parcialmente o problema, os Covo agregam, de forma genérica, “robôs” ao tipo Delta, rompendo a coesão do estereotipo, que passa a ser o mais heterogêneo entre aqueles com morfologia definida.
Dados esses fatores, a despeito de sua extrema utilidade, a Classificação Covo apresenta algumas dificuldades práticas na classificação, como para as “formas ameboides” mencionadas por Durrant na descrição de seu Tipo 4. Tendo em vista amenizar essas lacunas, vamos aplicar nosso segundo sistema de classificação, que também é uma extenção do sistema de Durrant. Por questões de coveniência, vamos adotar os nomes de referência da Classificação Covo, ou seja: Alfa, Beta, Delta e Ômega, no lugar de Tipo 1, Tipo 2, Tipo 3 e Tipo 4; destacamos, porém que os dois sistemas são independentes.
Nesse sistema, a classificação é baseada estritamente na APARÊNCIA FÍSICA das entidades. A filosofia do processo consiste em definir cada tipo como um “modelo” para onde convergem as aparências físicas. Na origem, todo fenótipo alienígena é “imponderável”, abrangendo uma gama virtualmente infinita de formas. Cada “modelo” é subdividido em três variações, sendo seu valor mais baixo quanto mais próxima do modelo for a aparência e mais alto quando mais próxima ela estiver do “imponderável”. A apresentação gráfica abaixo ajuda na compreensão do sistema, sendo que o ponto de interrogação central representa o “imponderável” e o nome dos tipos, a sua aparência básicas na de Durrant.
A aplicação da classificação versão é feita se observando um conjunto de critérios em cada tipo, estritamente na seguinte ordem: Ômega, Delta, Beta e Alfa. Assim, deve-se verificar se a criatura em questão preenche os requisitos das três variações de cada tipo, em ordem crescente, até ser encaixada numa delas. Ou seja, deve-se verificar se a criatura preenche os critérios para ser classificado como Ômega-1. Caso não os preencha, verifica-se para Ômega-2, Ômega-3, Delta-1, Delta-2, Delta-3, Beta-1, e assim sucessivamente, na ordem estabelecida.
Os critérios para cada categoria são apresentados a seguir. Antes, contudo, algumas definições importantes. Chamamos humanoide todo ser bípede com corpo ereto, cabeça e braços definidos, aparentando um ser humano. Não humanoides são criaturas que não aparentam seres humanos num julgamento imediato. Animais, em geral, com excessão de alguns macacos sem cauda, assim como muitas aberrações, são exemplos.
Chamamos metahumanoides seres bípedes que se assemelham a seres humanos, mas com alterações severas na estrutura óssea que não envolvam apenas redimensionamentos. De modo geral, essas criaturas apresentam um “arquétipo” humanoide, no qual são acrescentados ou retirados elementos morfológicos. Ciclopes e seres “humanos” com cauda ou asas são exemplos de metahumanoides. Polidactilia6 e sindactilia7  são casos relativamente comuns de metahumanoidismo, de modo que desconsideramos essas variações.
exemplos de Alfa-1, Alfa-2 e Alfa-3
Alienígenas tipo Alfa se caracterizam pela morfologia humanoide, mas com cabeça, tronco ou membros tendo proporções muito diferentes da média humana.
Alfa 1 – Humanoide biocular, com cabeça desproporcionalmente grande. Incluí o esteriótipo “gray”.
Alfa 2 - Humanoide biocular, com cabeça, membros ou pescoço desproporcionais.
Alfa 3 – Metahumanoide com desproporções severas no arquétipo humanoide.
exemplos de Beta-1, Beta-2 e Beta-3
Alienígenas tipo Beta se caracterizam pela morfologia humanoide; tendo proporções semelhantes às esperadas para a média humana.
Beta 1 - Humanoide biocular com aparência humana saudável. A corda pele não é uma variante que exclua desta categoria, incluindo cores aberrantes, como verde azul ou vermelho vivo. Marcas ou características que aparentem cicatrizes, queloides, maquiagem, tatuagem, intumescimento ou bory modification cultural moderado também são desconsideradas.
Beta 2 - Humanoide com proporções humanas normais.
Beta 3 - Metahumanoide com proporções humanas no arquétipo humanoide.
exemplos de Delta-1, Delta-2 e Delta-3
Alienígenas tipo Delta se caracterizam pela aparência grotesca ou bestial. Outra característica, não presente em todos os casos, são os chamados “Olhos de Dragão” – órbitas marcantes, brilhantes e quase hipnóticas, como o relexo de olhos felinos no escuro.8
Delta 1 - Humanoide, peludo.
Delta 2 - Humanoide ou metahumanoide com traços bestiais. Inclui antropozoomórficos, como homens-lagarto, homens-rã e mothman.
Delta 3 - Não humanoides ou metahumanoides bestiais. Inclui criaturas zoomórficas, como hellhounds e black cats. Também abrange insetoides não bípedes e outras aberrações.
exemplos de Ômega-1, Ômega-2 e Ômega-3
Alienígenas tipo Ômega constituem o conjunto mais bizarro do fenômeno, com cada variação tendo características próprias.
Ômega 1 - Luminosos. É preciso que o grau de luminosidade ou cintilância impossibilite a classificação em qualquer das outras categoria.
Ômega 2 - Robóticos. Qualquer ser que tenha a aparência evidente de uma criatura artifical ou mecânica. Ciborgues com aparência não mecânica ou apenas parcialmente mecânica são classificados na categoria apropriada.
Ômega 3 - Amorfos.
É importante reiterar que o fator de classificação é a aparência física e não a natureza dos seres. Em alguns casos, seres humanos que sofram de Obesidade Mórbida ou Síndrome de Proteus, por exemplo, poderiam ser classificados como Ômega-3. Crianças com macrocefalia grave9, seriam classificados como Alfa-1; enquanto Hipertricose Lanuginosa Congênita10 levaria seres humanos a serem classificados como Delta-1. Tendo como critério apenas a aparência, o sistema é transparente ao tamanho das criaturas. Em conjunto com a Classificação Covo, é possível um útil refinamento dos esteriótipos.
exemplos de Sigma, Alfa-1; Sigma, Beta-3; e Sigma, Ômega-2
exemplos de Gama, Beta-1; Gama, Alfa-3; e Gama, Delta-3
Veja esse novo sistema em ação no artigo Alienígenas em Star Trek: um exercício de classificação. A aplicação dele, em conjunto com a Classificação Covo, permite uma boa precisão na classificação “genérica” das criaturas. Ou seja, permite reuni-las em grandes grupos onde há interesses de análise comum. Entretanto, em vários momentos de estudo, é importante ter classificações “específicas”. Por exemplo, seres Beta-1 abrangem uma ampla variedade. Um conjunto de testemunhos em casos distintos onde esses seres apareçam usando o mesmo uniforme e equipamentos forma, sem dúvida, um caso interessante para destaque e estudo.
Para atender a esse interesse, aplicaremos nosso terceiro sistema de classificação, etabelecido pleo ufólogo brasileiro Jader Pereira. Ela divide os seres em “Tipos” e “Variações” que, com as devidas extensões, possibilitará uma especificação dos avistamentos até o nível de detalhamento necessário para segregar praticamente cada subgrupo de criaturas que tivermos interesse. Saiba mais sobre o sistema e sobre como vamos utiliza-lo no artigo Classificação de Jader Pereira.
Críticas, acréscimos ou sugestões, comente ou Entre em Contato.
Caso tenha interesse, saiba COMO CONTRIBUIR com nossas pesquisas.

1. Temos várias ressalvas quanto a essas teorias. Veja o artigo comentado Debatendo Teses Infundadas na Ufologia. []
2. Muitos sites apresentam uma estrutura de “Sociedade Interestrelar”, nomeando espécies alienígenas e seus planetas de origem, bem como detalhando seu comportamento social, aparência e objetivos. A maior parte dessa informações deriva de especulações, extrapolações infundadas ou fontes incertas e não confiáveis. []
3. Tipologia Extraterrestre 01. INFA. Acesso em 19/04/2012. []
4. Henry Durrant. Primeiras Investigações sobre Os Humanóides Extraterrestres. São Paulo: Hemus, 1977. pp. 132-137. Adaptado. []
5. Henry Durrant. Primeiras Investigações sobre Os Humanóides Extraterrestres. São Paulo: Hemus, 1977. p. 137. []
6. Polidactilia. Wikipédia. Acesso em 05/07/2012. []
7. Sindactilia. Wikipédia. Acesso em 05/07/2012. []
8. Veja: Carlos Alberto Machado. Olhos de Dragão – Reflexões para uma nova realidade. Curitiba: Aramis Chain, 2001. Interessante obra que trata do fenômeno “Chupacabras” no Brasil. []
9. Hidrocefalia. Medicina em Revista, em 18 de maio de 2010. []
10. Hipertricose. Wikipédia. Acesso em 05/07/2012. []

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