segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Grimórios





O Grande Grimório

O Grande Grimório é considerado um dos livros mais autênticos no que se refere aos pactos e à forma de evocar espíritos e obrigá-los a realizar os desejos do evocador. É difícil afirmar a data de sua redação por não se haver encontrado nenhum manuscrito anterior à data de sua primeira impressão no século XVIII. Algumas fontes afirmam ser posterior ao Grimorium Verum, mas para outros é contemporâneo ou inclusive obra do mesmo autor do Lemegeton ou Chave Menor de Salomão, obra datada com certa segurança no ano de 1500. O Grande Grimório é atribuído oficialmente à Antonio del Rabino, um mago veneziano que afirmava haver redigido a obra baseando-se em textos assinados pelo próprio Rei Salomão (Filho de David e profeta do Antigo Testamento). No Grande Grimório especifica-se com detalhes como evocar e pactuar com Lucifugo Rofocal. Consciente dos riscos que encerraria tal pacto, Antônio del Rabino, ou quem quer que tenha sido seu autor, incluiu no Grande Grimório uma série de cláusulas cheias de duplos sentidos, que permitem burlar o diabo quando este se apresente para reclamar sua parte no pacto.A E. I.E. Caminhos da Tradição, traduziu o Grande Grimório para o português, confira abaixo o conteúdo da obra. O Grande Grimório Ou
A Arte de controlar os espíritos Celestes, Aéreos, Terrestres e Infernais. Com o verdadeiro segredo de falar com os mortos, ganhar na loteria e descobrir tesouros, etc.
Grimorium Verum
O "Grimorium Verum" (latim para Grimório da Verdade), é um livro de magia, ou Grimório, supostamente escrito por "Alibeck, o Egípcio", em Mênfis em 1517. Os estudiosos concordam que tal alegação não é verdadeira, pois há muito tempo, Mênfis estava em ruínas na mesma data, em 1517, e que o livro realmente decorre no século 18, com as primeiras edições aparecendo em francês e italiano. Grande parte deste pequeno livro, foram traduzidos por Arthur Waite e publicada no livro, O Livro das Mágicas Cerimôniais, em 1911, onde Waite escreveu:
"A data especificada no título do Grimorium Verum, é inegavelmente fraudulenta; a obra pertence nos meados do século XVIII, e Mênfis é Roma."
Uma versão da Grimoire foi incluído como "as clavículas de Salomão: Livro 3", em um dos manuscritos em Francês de S. L. MacGregor Mathers, incorporada em sua versão de A Chave de Salomão, mas foi omitido da 'peça' com a seguinte explicação:[1]
"No final, há alguns excertos do Grimorium Verum, com os Selos dos espíritos malignos, que, como eles não pertencem à Chave de Salomão, propriamente, eu não dei. Para a classificação evidente da 'Chave', está em dois livros e nada mais."
Idries Shahpublicou também, uma parte dele em "The Secret Lore of Magic: Book of the Sorcerers" ("O Segredo do Conhecimento da Magia: Livro dos Feiticeiros"), em 1957. Como muitos grimórios, alega a origem do Rei Salomão.

Livro de Abramelin
Livro de Abramelin (ou O Livro da Magia Sagrada de Abramelin, o Mago) é uma obscura obra de Magiaque teria sido escrita por volta do ano 1600, e cuja autoria é atribuída ao mago Abramelin (ou Abra-Melin).
O livro descreve um procedimento ritual pelo qual um aspirante espiritual poderia invocar e unir-se com o seu Santo Anjo Guardião, considerado a própria Voz de Deus dentro do indivíduo.
Uma vez obtida a cooperação de seu Santo Anjo Guardião, o aspirante poderia passar a controlar todos os espíritos da natureza e infernais. Por outro lado, caso cometa alguma falha ao executar essa magia, ele poderia tornar-se insano.
Acredita-se tenha sido essa obra a principal responsável pela disseminação do conceito de Anjos da Guarda em nível popular, exercendo tremenda influência noHermetismo, no Rosacrucianismo e no Neopaganismo.
O Livro de Abramelin é dividido em três livros menores.
O primeiro é a autobiografia de um certo Abraham, o Judeu, que procura a verdadeira e sagrada Sabedoria, e que acumula várias decepções nessa busca. Ele aprende várias formas de magia, mas as acha apáticas, e os seus praticantes menos do que reivindicam ser. Nos últimos momentos antes de abandonar sua busca, Abraham se encontra com um perito egípcio, chamado Abramelin, que concorda em lhe ensinar a Magia Sagrada.
O segundo livro é composto pelas instruções para a Magia Sagrada que Abraham reivindica ter copiado à mão do original de Abramelin. Contem também advertências contra o uso de qualquer outro Grimório, sigilos ou nomes bárbaros de prece, e relaciona uma alternativa maravilhosa para as Horas Mágicas Salomônicas, em detalhes.
O terço final do livro é uma coleção de Talismãs, formados por quadrados-mágicos, aos quais os príncipes e espíritos demoníacos têm que jurar se submeter. Cada talismã pode ser usado para obrigar um espírito a executar uma tarefa, em muito semelhante ao que é receitado nas Clavículas de Salomão.
Um dos talismãs ensinados no livro é este quadrado de letras, que se tornou conhecido pelo nome de "Talismã de Abramelin":
R O L O R
O B U F O
L U A U L
O F U B O
R O L O R
O uso correto desse talismã seria capaz de operar maravilhas como, por exemplo, permitir ao seu usuário voar em forma de Corvo.
O Livro de Abramelin foi estudado por magos modernos, como MacGregor MathersAleister Crowley e Dion Fortune, que são unânimes em sustentar que o "Anjo da Guarda" não deve ser considerado como uma entidade com personalidade própria, mas como a capa mais profunda do subsconsciente, o ego definitivo, o mais autêntico "EU", que, no entanto, participa paradoxalmente da natureza divina.

  

 

A Franga Preta

A Franga Preta (La Poule Noire) é um grimório que se propõe a ensinar a ciência de "talismãs mágicos e anéis", incluindo a arte da Necromancia e Kabbalah. Acredita-se ter sido escrito no século XVIII,[1] por um oficial anônimo francês, que serviu no exército de Napoleão. O texto toma a forma de uma narrativa, que centra-se num oficial francês durante a expedição Egípcia, liderada por Napoleão (aqui referido como o "gênio"), quando sua unidade são subitamente atacados por soldados Árabes (Beduínos). O oficial francês, consegue escapar do ataque, mas é o único sobrevivente. Um velho turco, aparece de repente das pirâmides, e leva o oficial francês em um lugar secreto, dentro de uma das pirâmides. Ele cuidou de seus ferimentos e partilhou com ele, os ensinamentos mágicos de manuscritos antigos que escaparam da "queima da biblioteca de Ptolomeu".
O próprio livro contém informações sobre a criação de certas propriedades mágicas, tais como anéis, talismãs, amuletos e da própria Franga Preta. O livro também ensina ao leitor, como dominar os poderes extraordinários destas propriedades mágicas. Talvez o mais interessante propriedade mágica no livro, é o poder de produzir a franga preta, também conhecida como a Galinha dos ovos de ouro. O Grimório alega que, a pessoa que entende e alcança o poder de instruir a Franga Preta, pode ganhar riqueza ilimitada[carece de fontes]. A noção de posse como um fim lucrativo, tem sido refletido em todas as histórias, desde fábulas, contos de fadas e folclores.





A Chave de Salomão
A Chave de Salomão ou Clavícula(s) de Salomão (em latim: Clavicula Salomonis ou Clavis Salomonis) é um grimório pseudepigráfico, atribuído supostamente ao Rei Salomão, mas com sua origem provavelmente situada na Idade Média.
O grimório contém uma coleção de 36 pantáculos (não confundir com pentáculos) que possibilitariam uma ligação entre o plano físico e os planos sutis. Os textos teriam a sua inspiração em ensinamentos cabalísticos e talmúdicos.
Existem diversas versões da Chave de Salomão, em várias traduções, com menores ou maiores variações de conteúdo entre elas, sendo que a maioria dos manuscritos originais datam dos séculos XVI e XVII, entretanto, há uma versão em grego datada do século XV.

A Chave Menor de Salomão
A Chave Menor de Salomão ou Lemegeton (em latim, Lemegeton Clavícula Salomonis) é um grimório pseudepigráfico datado do século XVII, contém descrições detalhadas de demônios e as conjurações necessárias para invocá-los e obrigá-los a obedecer ao conjurador. O Lemegeton é dividido em cinco partes: Ars Goetia, Ars Theurgia Goetia, Ars Paulina, Ars Almadel e Ars Notoria.
Uma conhecida tradução do Lemegeton é The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King (Lemegeton Clavicula Salomonis Regis), por MacGregor Mathers e com introdução de Aleister Crowley.



História
Surgiu no século XVII, mas muito foi retirado de textos do século XVI, incluindo o Pseudomonarchia Daemonum. É provável que os livros da Cabala judaica e dos místicos muçulmanos também foram inspirações. Alguns dos materiais na primeira seção, relativas à convocação de demônios, datam do século XIV ou mais cedo.
O livro alega que ela foi originalmente escrita pelo Rei Salomão, embora isto não seja provável. Os títulos de nobreza atribuídos à demônios eram desconhecidos no tempo de Salomão. A Chave Menor de Salomão contém descrições detalhadas dos espíritos e as condições necessárias para invocá-los e obrigá-los a fazer a própria vontade. Ela detalha os sinais e rituais a serem realizados, as ações necessárias para prevenir os espíritos de terem controle, os preparativos que antecedem as invocações, e instruções sobre como fazer os instrumentos necessários para a execução destes rituais. Os vários exemplares existentes variam consideravelmente nas grafias dos nomes dos espíritos. Edições contemporâneas estão amplamente disponíveis na imprensa e na Internet.

The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King de 1904 é uma tradução do texto por Samuel Mathers e Aleister Crowley. É essencialmente um manual que pretende dar instruções para a convocação de 72 diferentes espíritos.

Livros
A Chave Menor de Salomão, é dividido em cinco partes.
Ars Goetia
Variante do círculo e triângulo de Aleister Crowley, usado na evocação dos setenta e dois espíritos do Ars Goetia
A primeira seção, chamada Ars Goetia, contém descrições dos setenta e dois demônios que Salomão teria evocado e confinado em um vaso de bronze selado com símbolos mágicos, e que ele fosse obrigado a trabalhar para ele. Ele dá instruções sobre a construção de um vaso de bronze semelhante, e usando a fórmula mágica para a segurança apropriada a fim de chamar os demônios.
Trata-se da evocação de todas as classes de espíritos maus, indiferentes e bons, seus ritos de abertura são os de Paimon, Orias, Astaroth e toda a corte do Inferno. A segunda parte, ou Theurgia Goetia, é partilha com os espíritos dos pontos cardeais e seus inferiores. Estas são as naturezas mistas, algumas boas e outras más.[1]
O Ars Goetia, atribui uma posição e um título de nobreza para cada membro da hierarquia infernal, e dá aos'demônios', sinais que têm de pagar fidelidade ", ou selos. As listas de entidades na Ars Goetia, correspondem (mas a alto grau variável, geralmente de acordo com a edição) com os da Steganographia de Trithemius, circa 1500, e da Pseudomonarchia Daemonum de Johann Weyer, um anexo que aparece em edições posteriores de Praestigiis Daemonum, de 1563.
A edição revisada do Inglês Ars Goetia foi publicado em 1904 pelo mágico Aleister Crowley, como o livro da Goetia do Rei Salomão. Ele serve como um componente-chave do seu sistema popular e influente de magia.

Os 72 Demônios 
Os nomes dos demônios (a seguir), são tomadas a partir da Ars Goetia, que difere em termos de número e classificação do Pseudomonarchia Daemonumde Weyer. Como resultado de múltiplas traduções, existem vários dados para alguns dos nomes que constam dos artigos que lhes dizem respeito.

1. Rei Baal
2. Duque Agares
3. Príncipe Vassago
4. Marquês Samigina
5. Presidente Marbas
6. Duque Valefar
7. Marquês Amon
8. Duque Barbatos
9. Rei Paimon
10. Presidente Buer
11. Duque Gusion
12. Príncipe Sitri
13. Rei Beleth
14. Marqês Leraje
15. Duque Eligos
16. Duque Zepar
17. Conde/PresidenteBotis
18. Duque Bathin
19. Duque Sallos
20. Rei Purson
21. Presidente Morax
22. Príncipe Ipos
23. Duque Aim
24. Marquês Naberius
25. Conde/Presidente Glasya-Labolas
26. Duque Bune
27. Marquês/Conde Ronove
28. Duque Berith
29. Duque Astaroth
30. Marquês Forneus
31. Presidente Foras
32. Rei Asmodeus
33. Príncipe/Presidente Gaap
34. Conde Furfur
35. Marquês Marchosias
36. Príncipe Stolas
37. Marquês Phenex
38. Conde Halphas
39. Presidente Malphas
40. Conde Raum
41. Duque Focalor
42. Duque Vepar
43. Marquês Sabnock
44. Marquês Shax
45. Rei Vine
46. Conde Bifrons
47. Duque Uvall
48. Presidente Haagenti
49. Duque Crocell
50. Cavaleiro Furcas
51. Rei Balam
52. Duque Alloces
53. Presidente Caim
54. Duque Murmur
55. Príncipe Orobas
56. Duque Gremory
57. Presidente Ose
58. Presidente Amy
59. Marquês Orias
60. Duque Vapula
61. Rei Zagan
62. Presidente Valac
63. Marquês Andras
64. Duque Haures
65. MarquêsAndrealphus
66. Marquês Cimejes
67. Duque Amdusias
68. Rei Belial
69. Marquês Decarabia
70. Príncipe Seere
71. Duque Dantalion
72. Conde Andromalius

Os nomes dos demônios (a seguir), são tomadas a partir da Ars Goetia, que difere em termos de número e classificação do Pseudomonarchia Daemonum de Weyer. Como resultado de múltiplas traduções, existem vários dados para alguns dos nomes que constam dos artigos que lhes dizem respeito.

Ars Theurgia Goetia
O Ars Goetia Theurgia ("a arte da Teurgia Goética"), é a segunda seção da Chave Menor de Salomão. Ele explica os nomes, as características e os selos dos 31 espíritos aéreos (chamados de Chefes, Imperadores, Reis e Príncipes), que o Rei Salomão invocou e confinou. Também explica as proteções contra elas, os nomes dos espíritos e seus servos, a maneira de como invocá-los, e sua natureza, que é o bem e o mal.
Seu único objetivo é descobrir e mostrar coisas escondidas, os segredos de qualquer pessoa, obter, transportar e fazer qualquer coisa perguntando-lhes. No entanto, eles estão contidos em qualquer um dos quatro elementos (terra, fogo, ar e água). Esses espíritos, são caracterizados em uma ordem complexa no livro, e alguns deles, a sua ortografia têm variações de acordo com as diferentes edições.

Ars Paulina
O Ars Paulina ("a arte de Paulo"), é a terceira parte da Chave Menor de Salomão. Segundo a lenda, esta arte foi descoberta pelo Apóstolo Paulo, mas no livro, é mencionado como a arte de Paulo do Rei Salomão. O Ars Paulina, já era conhecido desde a Idade Média e é dividido em dois capítulos deste livro.
O primeiro capítulo, refere-se sobre como lidar com os anjos das diversas horas do dia (ou seja, dia e noite), para os seus selos, sua natureza, os seus agentes (chamados de Duques), a relação desses anjos com os sete planetas conhecidos na naquela época, os aspetos astrológicos adequados para invocá-los, o seu nome (em alguns casos coincidindo com os dos setenta e dois demônios mencionados na Ars Goetia, a conjuração e a invocação de chamá-los, na Mesa da prática.
A segunda parte, refere-se aos anjos que governam sobre os signos do zodíaco e cada grau de cada signo, a sua relação com os quatro elementos, Fogo, Terra, Água e Ar, seus nomes e seus selos. Estes são chamados aqui como os anjos dos homens, porque todas as pessoas que nascem sob um signo zodiacal, com o Sol em um grau específico dele.

Ars Almadel
O Ars Almadel ("a arte de Almadel"), é a quarta parte da Chave Menor de Salomão. Ela nos diz como fazer a Almadel, que é um tablete de cera com símbolos de proteção nele traçadas. Nela, são colocadas quatro velas. Este capítulo tem as instruções sobre as cores, materiais e rituais necessários para a construção do Almadel e as velas.
O Ars Almadel, também fala sobre os anjos que estão a ser invocados e explica apenas as coisas que são necessárias e que devem ser feitas a eles, e como a conjuração tem que ser feito. Também menciona doze príncipes reinantes com eles. As datas e os aspectos astrológicos, tem que ser considerado mais convenientes para invocar os anjos, são detalhadas, mas resumidamente.
O autor afirma ter experimentado o que é explicado neste capítulo.
Ars Notoria

O Ars Notoria ("a arte Notável"), é a quinta e última parte da Chave Menor de Salomão. Foi um grimório conhecido desde a Idade Média. O livro afirma que esta arte foi revelada pelo Criador para o Rei Salomão, por meio de um anjo.
Ele contém uma coleção de orações (alguns deles dividido em várias partes), misturado com palavras cabalísticas e mágicas em várias línguas (ou seja, hebraico, grego, etc.), como a oração deve ser dito, e a relação que estes rituais têm a compreensão de todas as ciências. Menciona os aspectos da Lua em relação com as orações. Diz também, que o ato de orar, é como uma invocação aos anjos de Deus. Segundo o livro, a grafia correta das orações, dá o conhecimento da ciência relacionados com cada um e também, uma boa memória, a estabilidade da mente, e a eloquência. Este capítulo, previne sobre os preceitos que devem ser observados para obter um bom resultado.
Finalmente, ele conta como o Rei Salomão recebeu a revelação do anjo.



Goetia

Goetia ou Ars Goetia refere-se a uma prática que inclui a invocação e evocação de anjos e demônios. Baseia-se na tradição judaico-cristã em que o rei de Israel, Salomão, fora agraciado pelos anjos com um sistema que lhe dava poder e controle sobre os principais demônios da Terra e, consequentemente, a todos os espíritos menores governados por eles. Desta forma, o rei Salomão e, posteriormente, seus discípulos teriam toda espécie de poderes sobrenaturais, como invisibilidade, sabedoria sobre-humana e visões do passado e futuro.
A Arte Goética, (Latim, provavelmente: "A Arte de Uivar"), geralmente chamado só de Goetia (ou Goecia), é a ensinada na primeira parte das Clavículas de Salomão, um grimório do Século XVII. Este primeiro capítulo é conhecido como "Lemegeton Clavicula Salomonis" ou "A Chave Menor de Salomão" e nele são descritos todos os 72 Espíritos Infernais assim como todo o sistema que supostamente havia sido usado pelo rei Salomão.

Magia Goética

Na tradição ocultista ocidental, Magia Goética trata da suposta invocação dos 72 nomes goéticos (ora tido como demônios, ora tidos como deuses, ora tidos como espíritos). O sistema teria sido concebido por Salomão, rei de Israel e aperfeiçoado por seus posteriores praticantes.

O sistema de invocação é simples, embora construído de uma maneira a impressionar os participantes. Entre seus elementos mínimos temos:, A Varinha, O Círculo, o Triângulo, o Selo, o Hexagrama e o Pentagrama.
Varinhaserve como instrumento coordenador expressando a vontade do ocultista.
Círculoé traçado no chão e tem o propósito de proteger o mago.
Triânguloé o espaço dentro do qual o espírito goético é invocado e confinado.
Seloé individualizado para cada um dos 72 espíritos e supostamente serve de conexão entre o mundo físico e o espiritual.
Pentagramae o Hexagrama por fim, são amuletos de proteção.



Os Nomes Goéticos

Conta a literatura ocultista que cada um dos 72 seres possíveis de serem lidados com o sistema goético possui personalidade própria e deve ser tratado diferentemente para ser convencido a ajudar.




Pseudomonarchia Daemonum

Pseudomonarchia daemonum (em português, algo como "falsa monarquia dos demônios") é um apêndice do tratado sobre bruxaria De daemonum de praestigiis escrito por Johann Weyer (também chamado Wier ou Wierus) em 1577.
Neste texto, Wier listou e hierarquizou os nomes de diversos demônios acompanhando-os as horas apropriadas e os rituais para invocar-los. Embora próximo do em sua natureza ao grimório A Chave Menor de Salomão possui diferenças em relação a este. Contém informações sobre 69 demônios (em vez de 72), e disto, tanto na ordem quanto na descrição dos demônios. Os demônios listados em A Chave Menor de Salomão que não aparecem naPseudomonarchiasão: VassagoSeereDantalion e Andromalius. Em certas edições, listam 68 demônios em função de um erro de tipografia (o número 38 havia sido atribuido ao mesmo tempo a Purcel e Furcas) Weyer referiu a sua fonte de manuscrito como Liber officiorum spirituum, seu Liber dictus Empto. Salomonis, de principibus et regibus daemoniorum. (Livro das obras dos espíritos, ou o livro chamado EmptoSalomão, concernente aos Príncipes e Reis dos Demônios).
Mas, na entrada para um demônio, nos princípios de contabilidade geralmente aceitos ou reconhecidos (através da ordem dos contadores) ou na sua derivação, o texto se recusa a Salomão, como o autor de invocações, indicandoHam, filho de Noé, em vez disso:
'There were certeine necromancers that offered sacrifices and burnt offerings unto him; and to call him up, they exercised an art, saieng that Salomon the wise made it. Which is false: for it was rather Cham, the sonne of Noah, who after the floud began first to invocate wicked spirits. He invocated Bileth, and made an art in his name, and a booke which is knowne to manie mathematicians.

Havia certos necromantes, que ofereciam sacrifícios e queimas para ele, e ao invoca-lo, eles exerceram uma arte, dizendo que o sábio Salomão o fizera. O que é falso, pois era ele, Ham, o filho de Noé, que começou após o primeiro por invocar espíritos malignos. Ele invocou Bileth, e fez uma arte em seu nome, e que é o livro conhecido como maniacos matemáticos.
Ele também menciona o Purgatório, chamando-lhe de "Cartagra".

Os 69 demônios

1. Baal
2. Agares
3. Marbas
4. Pruflas
5. Amon
6. Barbatos
7. Buer
8. Gusion
9. Botis
10. Bathin
11. Purson
12. Abigor
13. Leraje
14. Valefar
15. Morax
16. Ipes
17. Naberius
18. Glasya-Labolas
19. Zepar
20. Beleth
21. Sitri
22. Paimon
23. Beliel
24. Bune
25. Forneus
26. Ronove
27. Berith
28. Astaroth
29. Foras
30. Furfur
31. Marchosias
32. Malphas
33. Vepar
34. Sabnock
35. Asmodeus
36. Gaap
37. Shax
38. Crocell
39. Furcas
40. Murmur
41. Caim
42. Raum
43. Halphas
44. Focalor
45. Vine
46. Bifrons
47. Samigina
48. Zagan
49. Orias
50. Valac
51. Gremory
52. Decarabia
53. Amdusias
54. Andras
55. Andrealphus
56. Ose
57. Aym
58. Orobas
59. Vapula
60. Cimejes
61. Amy
62. Flauros
63. Balaão
64. Alloces
65. Sallos
66. Uvall
67. Haagenti
68. Phenex
69. Stolas

  

Malleus Maleficarum

O Martelo das Bruxas ou O Martelo das Feiticeiras (título original em latim: Malleus Maleficarum) é uma espécie de manual de diagnóstico para bruxas, publicado em 1487, dividindo-se em três partes: a primeira ensinava os juízes a reconhecerem as bruxas em seus múltiplos disfarces e atitudes; a segunda expunha todos os tipos de malefícios, classificando-os e explicando-os; e a terceira regrava as formalidades para agir “legalmente” contra as bruxas, demonstrando como inquiri-las e condená-las.

 

Histórico

O “Martelo das Feiticeiras”, é provavelmente o tratado mais importante que foi publicado no contexto da perseguição da bruxaria do Renascimento. Trata-se de um exaustivo manual sobre a caça às bruxas, publicado primeiramente na Alemanha em 1487, e que logo recebeu dezenas de novas edições por toda a Europa, provocando um profundo impacto nos juízos contra asbruxas no continente por cerca de 200 anos. A obra é notória por seu uso no período de histeria da caça às bruxas, que alcançou sua máxima expressão entre o início do século XVI e meados do século XVII.[2]
Malleus Maleficarum foi compilado e escrito por dois inquisidores dominicanos, Heinrich Kraemer e James Sprenger. Os autores fundamentavam as premissas do livro com base na bulaSummis desiderantes, emitida pelo Papa Inocêncio VIII em 5 de dezembro de 1484, o principal documento papal sobre a bruxaria. Nela, Sprenger e Kramer são nomeados (Iacobus Sprenger e Henrici Institoris) para combater a bruxaria no norte da Alemanha, com poderes especiais.
Kramer e Sprenger apresentaram o Malleus Maleficarum à Faculdade de TeologiadaUniversidade de Colônia, na Alemanha, em 9 de maio de 1487, esperando que fosse aprovado.
Entretanto, o clero da Universidade o condenou, declarando-o tanto ilegal como antiético. Kramer, porém, inseriu uma falsa nota de apoio da Universidade em posteriores edições impressas do livro. A data de 1487 é geralmente aceita como a data de publicação, ainda que edições mais antigas da obra tenham sido produzidas em 1485 ou 1486. A Igreja Católicaproibiu o livro pouco depois da publicação, colocando-o na Lista de Obras Proibidas (Index Librorum Prohibitorum). Apesar disso, entre os anos de 1487 e 1520, a obra foi publicada 13 vezes. Entre 1574 e a edição de Lyon de 1669, o Malleusrecebeu um total de 16 novas reimpressões.
A suposta aprovação inserida no início do livro contribuiu para sua popularidade, dando-lhe a impressão de que havia recebido um respaldo oficial. O texto chegou a ser tão popular que vendeu mais cópias que qualquer outra obra, à exceção da Bíblia, até a publicação d'El Progreso del Peregrino, de John Bunyan, em 1678.
Os efeitos do Malleus Maleficarum se espalharam muito além das fronteiras da Alemanha, provocando grande impacto na FrançaItália, e, em grau menor, na Inglaterra.
Embora a crença popular consagrasse o Malleus Maleficarum como o clássico texto católico romano, no que cabia à bruxaria, a obra nunca foi oficialmente usada pela Igreja Católica. Kramer foi condenado pela Inquisição em 1490, e sua demonologiaconsiderada não acorde com a doutrina católica. Porém, seu livro continuou sendo publicado, sendo usado também porprotestantesem alguns de seus julgamentos contra as bruxas.
No Brasil foi publicado pela editora Três em 1976 com o título "MANUAL DA CAÇA ÀS BRUXAS (Malleus Maleficarum)" e posteriormente pela editora Rosa dos Tempos com o título "O Martelo das Feiticeiras".
Em sua introdução, é exposta uma linha de transformações acerca das crenças míticas-religiosas que foram se sobrepondo a partir dos tempos. A relação dessas concepções e de crenças tem vinculo intimo com o papel que a mulher vem representando em toda a História da humanidade.






Grimório Necronomicon

Tesla di Murbox
Eras se passaram entre textos espalhados pelo mundo na busca e pesquisas pelas profundezas dos sonhos, que enalteceram o trabalho de um dos maiores autores do gênero terror, Howard Phillips Lovecraft. Autor aberto a participação de outros também grandes autores, que enalteceram mais ainda suas obras, completando o contexto surreal de estrutura que enaltece o teor humano mais complexo e desconhecido, com o qual nossos sonhos obtém o acesso mais íntimo: o inconsciente. Autor tomado com descaso por acadêmicos, aos leitores invoca sentimentos proibidos e incomuns durante a leitura a se tornarem cenário a transformações no universo de concepções pessoais. A realidade fantástica desses mundos dificilmente acessíveis abre fantasias assim como Pergaminhos do Mar Morto, assim como o Código de Dresdem entre muitos outros cheios de mistério. Ao chegar nos limites destas fantasias a mitologia de Cthulhu transforma heróis e bandidos a um significado irrelevante, em comparação com esta obtida de outras antigas onde o ser humano tem pouca ou nenhuma importância dentro de um espectro universal. Coincidente com descobertas atuais de que a possibilidade de vida inteligente no universo é previsível na cosmologia, os sonhos de tais leitores explora estes limites que nossos corpos não alcançam. As religiões modernas, islamismo e cristianismo entre estas, podem avançar ao papel de cordeiros de Jesus a atuarem com ele, lado a lado, à praticarem o que tanto pregam aos outros fazerem.

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Dos Mortos que Não Descansam, O Texto de Urilia, As Abominações, O Coven e Tua Jornada no Sacerdócio entre outros.

Manuscrito Voynich


Manuscrito Voynich é um misterioso livro ilustradocom um conteúdo incompreensível. Imagina-se que tenha sido escrito há aproximadamente 600 anos por um autor desconhecido que se utilizou de um sistema de escrita não-identificado e uma linguagemininteligível. É conhecido como "o livro que ninguém consegue ler".[1]
Ao longo de sua existência registrada, o manuscrito Voynich tem sido objeto de intenso estudo por parte de muitos criptógrafosamadores e profissionais, incluindo alguns dos maiores decifradores norte-americanosbritânicosao tempo da Segunda Guerra Mundial (todos os quais falharam em decifrar uma única palavra). Esta sucessão de falhas transformou o manuscrito Voynich num tema famoso da história da criptografia, mas também contribuiu para lhe atribuir a teoria de ser simplesmente um embustemuito bem tramado – uma sequência arbitrária de símbolos.
A teoria hoje mais aceita é de que o manuscrito tenha sido criado como arte no século XVI como uma fraude. O fraudador teria sido o magoastrólogo e falsárioinglês Edward Kelley com ajuda do filósofo John Dee para enganar Rodolfo II da Germânia (do Sacro Império Romano-Germânico).
O livro ganhou o nome do livreiro polaco-estadunidenseWilfrid M. Voynich, que o comprou em 1912. A partir de 2005, o manuscrito Voynich passou a ser o item MS 408 na Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Universidade de Yale. A primeira edição fac-símilefoi publicada em 2005 (Le Code Voynich), com uma curta apresentação em francêsdo editor, Jean-Claude Gawsewitch,ISBN 2350130223.
Características
O volume, escrito em pergaminho de vitelo, é relativamente pequeno: 16 cm de largura, 22 de altura, 4 de espessura. São 122 folhas, num total de 204 páginas. Estudos consideram que o original teria 272 páginas em 17 conjuntos de 16 páginas cada, outros falam em 116 folhas originais, tendo 1 se perdido.
Percebe-se, pelos espaços ao final direito das linhas, que o texto é escrito da esquerda para a direita, sem pontuação. Análise grafológica mostra uma boa fluência. No total são cerca de 170 mil caracteres, 20 a 30 letras se repetem, umas 12 aparecem só 1 ou 2 vezes; Os espaços indicam haver 35 mil palavras; os caracteres têm boa distribuição quantitativa e de posição, alguns podem se repetir (2 e 3 vezes), outros não, alguns só aparecem no início de palavras, outros só no fim; análises estatísticas (análise de frequência de letras) dão ideia de uma língua natural, europeia, algo como inglês ou línguas românicas.
Conforme o linguista Jacques Guy, a aparente estrutura do texto indica semelhanças com línguas da Ásia do Sul e Central, sendo talvez uma Língua tonal, algo como línguas Sino-tibetanas, Austro-asiáticas ou Tai.
Conforme datação por Carbono 14 feita pela Universidade do Arizona, o pergaminho data do início do século XV[1]; Conforme análise do “Mc.Crone Research Institut” a tinta é da mesma época, embora as cores dos desenhos sejam posteriores.
Nas páginas finais aparecem anotações mais recentes feitas em letras latinas nas formas de alfabetos europeus do século XV.
Composição
Acompanha o texto uma quantidade significativa de ilustrações em cores que representam uma ampla variedade de assuntos; os desenhos permitem que se perceba a natureza do manuscrito e foram usados como pontos de referência para os criptógrafos dividirem o livro em seções, conforme a natureza das ilustrações.
    Seção I (Fls. 1-66): denominada botânica, contém 113 desenhos de plantas desconhecidas.
    Seção II (Fls. 67-73): denominada astronômica ou astrológica, apresenta 25 diagramas que parecem se referir a estrelas. Aí podem ser identificados alguns signos zodiacais. Neste caso ainda fica difícil haver certezas acerca do que trata realmente a seção.
    Seção III (Fls. 75-86): denominada biológica, denominação que se deve exclusivamente à presença de muitas figuras femininas, frequentemente imersas até os joelhos em estranhos vasos comunicantes contendo um fluido escuro.
Logo após essa seção vem uma mesma folha repetida seis vezes, apresentando nove medalhões com imagens de estrelas ou figuras que podem parecer células, imagens radiais de pétalas e feixes de tubos.
    Seção IV (Fls. 87-102): denominada farmacológica - medicinal, por meio de imagens de ampolas e frascos de formas semelhantes às dos recipientes das farmácias antigas. Nessa seção há ainda desenhos de pequenas plantas e raízes, possivelmente ervas medicinais.
    A última seção do manuscritto Voynich tem início na folha 103 e prossegue até o fim, sem que haja nessa seção final mais nenhuma imagem, exceto estrelinhas (ou pequenas flores) ao final de alguns parágrafos. Essas marcações fazem crer que se trata de algum tipo de índice.

Descoberta
Wilfrid Voynich
O manuscrito Voynich deve sua denominação a Wilfrid Michael Voynich, um americano de ascendência polonesa, mercador de livros, que adquiriu o livro no colégio Jesuíta de Villa Mondragone, em Frascati, em 1912, através de padre jesuíta Giuseppe (Joseph) Strickland (1864-1915). Os Jesuítas precisavam de fundos para restaurar a vila e venderam a Voynich 30 volumes da sua biblioteca, que era formada por volumes do Colégio Romano que tinham sido transportados ao colégio de Mondragone junto com a biblioteca geral dos Jesuítas, para evitar sua expropriação pelo novo Reino de Itália. Entre esses livros estava o misterioso manuscrito.
Com o livro, Voynich encontrou uma carta de Johannes Marcus Marci (1595-1667), reitor da Universidade de Praga e médico real de Rodolfo II da Germânia, com a qual enviava o livro a Roma, ao amigo polígrafo Athanasius Kircher para que o decifrasse.
Na carta, que ostenta no cabeçalho Praga, 19 de agosto de 1665 (ou 1666), Marci declarava ter herdado o manuscrito medieval de um amigo seu (conforme revelaram pesquisas, era um muito conhecido alquimista de nome Georg Baresch), e que seu dono anterior, o Imperador Rodolfo II do Sacro Império Romano, o adquirira por 600 Ducados, cifra muito elevada, acreditando que se tratasse de algo escrito por Roger Bacon.
Voynich afirmou que o livro continha pequenas anotações em Grego antigo e datou o mesmo do século XIII.
A definição da data do pergaminho ainda é controversa, mas é possível situar a elaboração do texto no final do século XVII: uma análise por radiação infravermelha revela a presença de uma assinatura sucessivamente apagada: Jacobi a Tepenece, na época Jacobus Horcicki, morto em 1622 e principal alquimista a serviço de Rodolfo II do Sacro Império. Como “Jacobi” recebeu o título de Tepenece em 1608, isso prova não ser confiável informação da aquisição do manuscrito antes disso.
Além disso, uma das plantas representadas em desenho na Seção "Botânica" é quase idêntica ao girassol, que somente passou a existir na Europa depois do Descobrimento da América, o que leva o manuscrito a ser posterior a 1492.

Criptografia
Muitos, ao longo do tempo, e principalmente em tempos mais recentes, tentaram decifrar a escrita e a língua desconhecidas do manuscrito Voynich. O primeiro a ter afirmado que decifrara a escrita foi William Newbold, professor de filosofia medieval na Universidade da Pensilvânia. Em 1921 publicou um artigo no qual apresentava um proceder complexo e arbitrário pelo qual decifrara o texto. O texto como visível, segundo ele, não tinha significado, o verdadeiro conteúdo seria um subtexto micro-grafado, com marcas mínúsculas ocultas nos caracteres maiores. O texto real era escrito em Latim, camuflado nas marcas quase invisíveis, sendo obra de Roger Bacon. A conclusão que Newbold tirou de sua tradução dizia que já no final da Idade Média seriam conhecidas noções de Astrofísica de Biologia molecular.
Nos anos 40, os criptógrafos Joseph Martin Feely e Leonell C. Strong aplicaram ao documento um outro sistema de decifração, tentando encontrar carateres latinos nos espaços claros, brancos. A tentativa apresentou resultados sem significado. O manuscrito foi o único a resistir às análises dos “experts” de criptografia da marinha americana que ao fim da guerra estudaram e analisaram alguns antigos códigos cifrados para testar os novos sistemas de codificação.
J.M. Feely publicou uma dedução no livro “Roger Bacon's Cipher: The Right Key Found" no qual, mais uma vez, volta-se a atribuir a Bacon a paternidade do livro misterioso.
Em 1945 o professor William F. Friedman constituiu em Washington um grupo de estudiosos, o “First Voynich Manuscript Study Group (FSG)”. A opção foi por uma abordagem mais metódica e objetiva, a qual levou à percepção a grande repetição de “palavras” e alguns trechos no texto do manuscrito. No entanto, independente da opinião formada ao longo dos anos quanto ao caráter artificial da tal linguagem, na prática, a busca terminou em impasse: de fato não serviu para transpor os caracteres em sinais convencionais, o que serviria de ponto de partida para qualquer análise posterior.
O professor Robert Brumbaugh, docente de filosofia medieval de Yale, e o cientista Gordon Rugg, na sequência de pesquisas linguísticas, assumiram a teoria que veria o Voynich como um simples expediente fraudulento, visando a desfrutar, na época, do sucesso que obtinham as obras de natureza esotéricas junto às cortes europeias.
Em 1978 o filólogo diletante John Stojko acreditou ter reconhecido a língua, declarando que se tratava do ucraniano com a vogais removidas. A tal tradução, no entanto, apesar de apresentar alguns passos num sentido aparentemente lógico (Ex.: O Vazio é aquilo pelo qual combate o "Olho do Pequeno Deus") não correspondia aos desenhos.
Em 1987 o físico Leo Levitov atribuiu o texto aos hereges Cátaros, pensando ter interpretado o texto como uma mistura de diversas línguas medievais da Europa Central. O texto, porém, não correspondia à cultura cátara e tradução não fazia muito sentido.
O estudo mais significativo nessa matéria é hoje aquele feito em 1976 por William Ralph Bennett, que aplicou estudos de casuística e estatística de letras e palavras do texto, colocando em foco não somente a repetição, mas também a simplicidade léxica e a baixíssima Entropia da informação. A linguagem contida no Voynich não somente teria um vocabulário muito limitado, mas também uma basicidade linguística encontrada somente na Língua havaiana. O fato de que as mesmas “sílabas” e ainda palavras inteiras venham repetidas mostra algo que parece uma zombaria relacionada a uma visão mais complacente, inconscientemente, mas não deliberadamente enigmático.
O alfabeto utilizado, além de não ter sido ainda decifrado, é único. Foram, no entanto, reconhecidas 19 a 28 possíveis letras, que não têm nenhuma ligação ou correspondência perceptível com os alfabetos hoje conhecidos. Em alguns pontos encontram-se quatro palavras ou mais repetidas de forma consecutiva. Suspeita-se também que foram usados dois alfabetos complementares, mas não iguais, e que o manuscrito teria sido redigido por mais de uma pessoa.
É imprescindível e significativo lembrar que a total falta de erros ortográficos perceptíveis, de pontos riscados ou apagados, hesitações, é estranha, pois tais falhas sempre ocorreram em todos os manuscritos que já foram localizados e analisados.

Hipótese filosófica
As palavras contidas no manuscrito apresentam frequentes repetições de sílabas, o que levou alguns estudiosos (William Friedman e John Tiltman) a levantar a hipótese de se tratar de uma língua Filosófica, ou seja, Artificial, na qual cada palavra é composta de um conjunto de letras que lembram uma divisão dos substantivos em categorias.
O exemplo mais claro de língua artificial é a “Língua analítica de John Wilkins”, também analisado no conto homônimo de Jorge Luís Borges. Nessa língua, todos os seres são catalogados em 40 categorias, subdivididas em sub-categorias e a cada uma é associada uma sílaba ou uma letra: desse modo, por exemplo, a classe geral “cor” é indicada como “robo’”; assim, o vermelho será “robôs” e o amarelo “robof” e assim por diante.
Essa hipótese baseava-se na repetição de sílabas, mas até hoje ninguém conseguiu dar um senso razoável aos prefixos silábicos repetidos. Além disso, as primeiras línguas artificiais começaram a aparecer em épocas posteriores da provável compilação do manuscrito. Quanto a esse pontos, não é uma restrição tão importante, pois é fácil acreditar que idéia de línguas filosóficas é simples e poderia ser mais antiga do que se pensa.
Uma hipótese contrária, muito mais arriscada e audaciosa, é de que era um objetivo do manuscrito sugerir que se tratava de uma língua artificial. O certo é que Johannes Marcus Marci tinha contatos com Juan Caramuel y Lobkowitz, cujo livro 'Grammatica Audax' constituiu numa inspiração para a Língua analítica de Wilkins.

Possível solução
Recentemente foi levantada a hipótese que buscava entender o motivo da dificuldade para o texto ser decifrado. Gordon Rugg, em julho de 2004, individualizou um método que poderia ter sido seguido pelos autores hipotéticos para produzir “ruídos casuais” em forma de sílabas e de palavras. Esse método, realizável mesmo com os recursos de 1600, explicaria essa repetição de sílabas e de palavras, a essência básica típica da escrita casual e tornaria verossímil a hipótese de o texto ser um falso trabalho renascentista criado como arte para enganar qualquer estudioso ou soberano.
Antes disso, o estudioso Jorge Stolfi, da Universidade de Campinas (Brasil), havia proposto a hipótese de que o texto fosse composto misturando sílabas casuais tiradas de uma tabela de caracteres. Isso explicaria a regularidade das repetições, mas não a ausência de outras estruturas de repetição, por exemplo, das outras letras ligadas aos conjuntos repetitivos.
Rugg parte da ideia de que o texto tenha sido composto com métodos combinatórios disponíveis por volta dos anos 1400 a 1600: chamou sua atenção a chamada “Grade (tabela) de Cardano”, criada por Girolamo Cardano em 1550. O método consiste em sobrepor com uma tabela de caracteres ou com um texto uma segunda grade, com apenas algumas pequenas casas (janelas) cortadas de modo a permitir ler a tabela que fica atrás. A superposição oculta a parte supérflua do texto de baixo, deixando visível a mensagem. Rugg reconduziu o método de criação com uma grade de 36 x 40 casas, à qual sobrepôs uma máscara com três furos, compondo assim os três elementos da palavra: prefixo, raiz central e sufixo.
O método, muito simples na sua utilização, teria permitido ao anônimo autor do manuscrito as realização muito rápida do texto partindo de um única grade (com casa cortada) colocada em diversas posições. Isso acabou com a teoria de que o manuscrito fosse algo falso, dado que um texto de tais proporções com características sintáticas similares será muito difícil de ser feito sem um método dessa natureza.
Rugg determinou algumas “regras básicas” do “Voynich” que poderiam reconduzir às características da tabela usada pelo autor. Como exemplo, a tabela original tinha a provavelmente as sílabas do lado direito mais longas, algo que se reflete nas maiores dimensões dos prefixos em relação às sílabas seguintes. Ele ainda tentou entender se o texto poderia se tratar de um segredo codificado no texto, mas a análise o levou a excluir tal hipótese, pois, em função da complexidade de construção das frases, é quase certo que a grade foi usada não para codificar o texto, mas para escrevê-lo.
Pesquisas históricas posteriores a esse estudo levaram a atribuir a John Dee e a Edward Kelley o texto. Dee era um estudioso do Período Elisabetano e teria introduzido o notório falsário Kelley na Corte de Rodolfo II (Sacro Império Romano) por volta de 1580. Kelley era mago, além de falsificador, e assim conhecia truques matemáticos de Cardano, tendo criado o texto a fim de obter uma vultosa cifra que lhe foi dada pelo Imperador.

Manuscrito na literatura
O manuscrito foi utilizado como elemento literário, como pelo escritor britânico Colin Wilson em um conto inspirado em H. P. Lovecraft, O retorno dos Lloigor, como pelo escritor fantástico Valerio Evangelisti que na sua “Trilogia de Nostradamus, assemelha o Voynich a um Arbor Mirabilis e dele faz um texto esotérico no centro de uma trama complexa que se passa através da história francesa do século XVI.[3].
No romance de terror Codex, de Roberto Salvidio (2008)[4], vê-se uma hipotética decifração do manuscrito Voynich..
O Manuscrito é também protagonista do romance “O Manuscrito de Deus” de Michael Cordy.[5] no qual o manuscrito é parcialmente decifrado por uma docente da Universidade de Yale, sendo que se tratava de um mapa, instruções para encontrar o Jardim do Éden.

Livro das Sombras de Honorius
O Livro das Sombras de Honorius, ou Liber Juratus (ainda Liber Sacer/Sacratus/Consecratus/Grimoire de Honorius) é um grimóriosuposamente Honorius de Tebas. A data de sua escrita é incerta, tendo sido mencionado como Liber Sacer no século XIII, o que indicaria algo na era da AltaIdade MédiaJohannes Hartlieb (1456) menciona que seria um dos livros usados em Magia negra. O mais a
, datando de o final do século XIV, início do XV, tendo pertencido ao matemático John Dee. É uma das grimórias medievais mais antigas e com maior influência.
É possivelmente um produto de um grupo de mágicos que decidiram condensar seus conhecimentos em um único volume. São 93 e capítulos que cobrem uma grande variedade de tópicos, desde como salvar um alma do purgatório, como acerca de como prender ladrões ou encontrar tesouros. Há muitas instruções sobre como conjurar ou invocar demónios, perpetrar outras operações de magia, conhecer o que existe no Paraíso e outras informações dessa natureza. Como nos demais grimórios apresenta longas dissertações sobre como operar todos os feitiços e suas palavras mágicas.
O livro pode ser classificado como um "Grimório Salomônico" por usar muitos poderes angelicais e chaves (palavras mágicas) como as que se encontram emA Chave de Salomão.
"Neste texto chamado a "Grimória de Honorius", ele discute o valor dos conhecimentos ocultos na Igreja e sobre como convocar e fazer crescer entidades demoníacas, aprendendo então a controlar as mesmas. Ele usa a fé em Deuse a mistura com ensinamentos do Rei Salomão; contém invocações de demônios para cada diferente dia semana. Há relatos sobre um padre que precisa urgenciar por meio de sacrifíciosde animais durante algum tempo a dominação de espíritos demoníacos."

Livros malditos: códigos secretos

Ao longo da história, alguns livros - que ninguém sabe se realmente existiram - ganharam a fama de obras secretas e até hoje exercem fascínio em muita gente


A partir de agora, caro leitor, sinta-se num túnel do tempo. Estamos voltando para o passado, para uma época bem distante. Nosso objetivo é chegar a um lugar onde os meios de comunicação são muito raros – não há televisão, rádio, cinema, muito menos computadores com internet e telefones celulares. Nada de jornais nem revistas. Estamos falando de muito, mas muito tempo atrás. Algo como centenas de anos antes de Cristo. Imagine como você estaria por lá, lendo esta revista que tem em mãos – certamente ela não seria uma revista, mas um livro. Pois era assim que a informação se transmitia: por meio dos livros.
O problema é que cada um escreve o que bem entende – e é bem provável que este livro aqui, sobre conspirações e versões alternativas da história, não seria muito aceito pelos poderosos, já que fala dos bastidores da história, aquilo que não foi dito, que ficou nas entrelinhas. Por muito tempo, toda publicação que fugisse da concordância dos governantes, sobretudo dos totalitários, era sumariamente destruída.
Os livros malditos, ou livros proibidos, como são chamados, em geral tinham um toque de fantástico, de sobrenatural. Pouco ou nada restou deles, apenas a tradição oral que passou de geração para geração cultuando seus segredos – há quem diga, inclusive, que alguns deles conferiam até poderes especiais a quem os manejasse.

Mistérios de Alexandria
Desde o início das civilizações, diversas publicações foram escamoteadas do grande público, criando um enorme mistério acerca de seu conteúdo. O caso mais emblemático talvez tenha sido o da biblioteca de Alexandria, que foi totalmente destruída por conter exemplares de alquimia, magia negra e relatos de encontros com extraterrestres.
Fundada em 297 antes de Cristo pelo ateniense Demétrios de Phalére, a biblioteca da cidade de Alexandria, no Egito, tinha dimensões faraônicas: eram cerca de dez grandes salas e mais de 700 mil obras, entre pergaminhos, papiros e outros materiais. A lei do Egito na época ordenava que todo livro que entrasse no país fosse direto para a biblioteca de Alexandria – o proprietário ficava apenas com uma cópia.
A coleção de obras ali era um tanto diversa e polêmica. Era possível encontrar desde os mais variados textos água-com-açúcar até livros considerados perigosos por supostamente conferir poderes ilimitados aos seus leitores. Na verdade, a maioria eram escritos hindus sobre medicina, chineses sobre alquimia, gregos sobre mecânica, entre outros. Um dos livros que mais deram o que falar era de autoria do próprio Demétrios, um curioso sujeito que já naquela época gostava de descolorir os cabelos. Sobre o Feixe de Luz no Céu era o título do livro, provavelmente a primeira obra sobre discos voadores de que se tem notícia.
Ainda no domínio alienígena, a biblioteca guardava a obra de Bérose, um sacerdote babilônio que viveu na época de Alexandre, o Grande (356-323 a.C.). Em seu livro mais famoso, A História do Mundo, Bérose narrava seus encontros com uns seres semelhantes a peixes chamados Apkallus, que viviam em escafandros e teriam transmitido aos homens os primeiros conhecimentos científicos.
Com esse tipo de acervo, não era à toa que a biblioteca de Alexandria incomodasse. Por isso, durante muitos anos ela foi alvo de ataques. Quem começou a destruição foi o imperador romano Júlio César, em 47 a.C. O também romano Diocleciano (284-305) mandou tocar fogo em todas as obras que revelariam os segredos de fabricação do ouro e da prata. Isto é, todas as obras de alquimia.
Mas a pior e derradeira ofensiva ficou por conta dos árabes, no ano 646, quando tomaram a cidade. Eles achavam que não havia necessidade de nenhum outro livro no mundo que não fosse o Alcorão. Assim, todo o mistério de Alexandria se foi. Segundo escreveu o historiador muçulmano Abd al-Latif (1160-1231): “A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor”.

O Livro de Toth
Estava também em Alexandria a obra completa do sacerdote e historiador egípcio Menethon. Considerado um sábio, teria escrito oito livros com todos os enigmas do Egito antigo decifrados, incluindo o misterioso Livro de Toth, considerado o “pai” dos livros malditos. Escrito há cerca de 10 mil anos antes de Cristo, sua autoria é atribuída a Toth, o deus da sabedoria, da escrita, da aprendizagem, da magia e da medição do tempo, entre outros atributos. Segundo o francês Jacques Bergier, pesquisador e autor de Os Livros Malditos, a primeira alusão ao Livro de Toth apareceu no papiro de Túnis, decifrado em 1868, em Paris, no qual é relatada uma conspiração para destruir o faraó por feitiçarias evocadas no começo do mundo. “O Livro de Toth dava o poder sobre a Terra, o oceano, os corpos celestes. Dava o poder de interpretar os meios secretos usados pelos animais para se comunicarem entre si, o poder de ressuscitar os mortos e de agir a distância”, afirma Bergier. “Seguramente, um livro como esse é um perigo insuportável.”
Há quem garanta que o Livro de Toth realmente ainda exista. E que esteja muitíssimo bem guardado, circulando em mãos nefastas que fariam parte de uma grande confraria conspiratória para ocultar todos os conhecimentos tidos como sobrenaturais: os Homens de Preto – sim, aqueles iguaizinhos ao filme, mas menos engraçados e mais sinistros. “Penso que esses homens vestidos de negro são tão antigos como a civilização. A meu ver, seu papel é impedir a difusão mais rápida do saber, difusão que conduziu à destruição de civilizações passadas”, diz.
Não é preciso ter uma mente tão elaborada para teorias conspiratórias como a de Bergier para notar que os livros, independentemente de seu conteúdo, são capazes de influenciar muita gente. Tanto é que, ao longo da história, eles continuaram a ser destruídos, seja na Inquisição ou nas Cruzadas, por razões religiosas, seja até recentemente nos regimes militares, por motivos políticos. Mas, sem dúvida, aqueles que contêm enigmas sobre a criação do mundo, evocações sobrenaturais ou demoníacas chegam mais rápido à fogueira – eles fazem a mente humana viajar para muito longe, talvez num túnel do tempo onde não haja controle. E isso apavora muita gente. Como disse certa vez o astrônomo britânico Fred Hoyle: “Estou convencido de que bastam apenas cinco linhas, não mais que isso, para destruir toda uma civilização”.


HP Lovecraft e seus livros execrados

Quando se fala em livros malditos, difícil não pensar no escritor americano Howard Phillips Lovecraft, que passou boa parte da vida se dedicando a livros de terror. De tanto evocar o misticismo sombrio, suas obras foram constantemente proibidas em diversas bibliotecas do mundo. Nascido em 1890, Lovecraft teve uma infância um tanto particular. Ele sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que sua pele ficasse sempre gelada ao toque.
Muitos dos trabalhos de Lovecraft foram inspirados em seus constantes pesadelos. Seu livro mais famoso, Necronomicon, causa discussões acaloradas até hoje a respeito de sua autenticidade – há quem diga que o livro nunca foi escrito por Lovecraft. De toda forma, trata-se de uma obra soturna. O título original era Al-Azif – “azif” seria a palavra utilizada pelos árabes antigos para designar o som noturno (produzido pelos insetos) que, se supunha, ser o uivo dos demônios. É inteiro narrado pelo autor fictício Abdul Alhazared, um poeta louco que viveu em Sanná, no Iêmen, por volta de 700 a.C. Com sete volumes no original, chegou a cerca de 900 páginas na edição latina e seu conteúdo dizia respeito a supostas civilizações anteriores à raça humana.
Lovecraft morreu em 1937, de causas bastante terrestres: foi vítima de um câncer fulminante no intestino. Enterrado em Providence, nos Estados Unidos, sua lápide guarda a seguinte frase, retirada de um de seus contos mais populares, The Call of Cthulhu: “Não está morto o que pode eternamente jazer. E com estranhas eras pode até a morte morrer”. 


Grimori Honorii Magni

O polêmico Grimório do Papa Honórius III - O Grande, traduzido para o idioma português pela E.I.E. Caminhos da Tradição.  Os ensinamentos secretos de Alta Magia encontrados nos Manuscritos deixados pelo Pontífice, escritos por volta do ano de 1200, revelam que ele realmente foi um Grande Mago que conseguiu alcançar o mais elevado posto dentro da Igreja Católica, chegando a ser considerado o representante da vontade de Deus na Terra. Governando desta forma aos governantes e monarcas de sua época. Mantendo desta forma, por dez anos, em suas mãos o verdadeiro poder  teocrático e sócio-econômico de sua época.
Veja abaixo o conteúdo de seu Grimorium Honorii Magni:
Introdução :
Conjuração do Grimório
Advertência
Constituição do Papa Honório o Grande
Bula do papa Honório III
Primeira parte:
Requisitos do exorcista, e a  devida preparação para exorcizar
Sinais e efeitos em que se reconhece que alguém está possuído pelo demônio oui enfeitiçado
Advertência - Significados dos nomes sagrados
Segunda Parte
Trata extensamente dos Exorcismos, conjurações e orações para afugentar aos demônios.
Terceira Parte
Espíritos elementais
Oração dos Elementais (diferente das conhecidas)
Perfumes Mágicos dos Planetas (fórmulas exatas e verdadeiras)
Invocações e Evocações Diabólicas
A Arte de Evocar aos Espíritos Infernais
Círculos Cabalísticos
Benção dos Círculos
Benção dos Perfumes
Os sete espíritos Infernais, seus nomes e poderes
A maneira de Evocar e conjurar cada um dos Sete Espíritos Infernais
Segredos Mágicos
Magias para:Livrar-se de más influências;
Para fazer-se amar por uma pessoa e fazê-la comparecer sempre que se queira e conseguir da mesma todo tipo de favores.
Para que reinem em tua casa a saúde, a sorte e a fortuna
Talismã da Mulher dominadora
Talismã do homem dominador
Para não ser caluniado e que ninguém fale mal de você
Talismã de Adonai
Para caçar serpentes
Biografia do papa Honório III - O Grande

Enchiridion Leonis Papae

Papa Leão III

Não se tem a data exata do nascimento do Papa Leão III, mas ele foi eleito Papa no dia 26 de Dezembro de 795 e seu pontifício durou até 816 por ocasião de sua morte. 
Era Romano, foi eleito á pressas provavelmente para evitar a interferência dos Francos na escolha do papa sucessor. No entanto, Leão III visionário e muito inteligente, a primeira atitude que tomou como Papa foi enviar uma Carta ao rei dos Francos, Carlos Magno - que era um Guerreiro Promissor - contendo as chaves da confissão de São Pedro e a Bandeira da Cidade. Lisonjeado, Carlos Magno lhe enviou cartas de Felicitações e uma considerável parte do Tesouro que havia tomado dos Ávaros. A aquisição desta primeira riqueza foi uma das causas que permitiram a Leão ser um grande benfeitor das igrejas e instituições de caridade de Roma.
O Papa despertou a hostilidade dos nobres, a inveja  e a ambição de outros, em 25 de abril de 799 durante uma procissão o Papa foi atacado por um grupo de homens armados que tentaram arrancar-lhe os olhos e a língua. Deixaram-no semi-morto sangrando no chão. À noite foi levado às escondidas para o Monastério de São Erasmo, onde se curou como que milagrosamente recuperando em pouquíssimo tempo  totalmente a visão e as funções da língua.
O Papa curado, ao invés de voltar à Roma fugiu para a corte de Carlos Magno, onde foi recebido com honras apesar de todas as maliciosas acusações que o Rei havia escutado contra sua pessoa.
No ano seguinte, Carlos Magno foi a Roma para o julgamento do Papa, o qual foi colocado cara-a-cara com seus acusadores que nada conseguiram provar. Os bispos reunidos declararam que não tinham direito de julgar o papa; mas Leão, por sua própria vontade, com o objetivo, como disse, de dissipar qualquer suspeita na mente daqueles homens, declarou, baixo juramento que era totalmente inocente das acusações que haviam apresentado contra ele. A petição sua, a pena de morte emitida contra seus principais inimigos foi revogada e substituída por uma sentença de exílio.
O Papa - que não era nada bobo e sim um grande Mago - vendo que ainda não havia conquistado a confiança plena do Rei, e que necessitava de um forte aliado para executar seu planos e ser seu fiel protetor, já que possuía muitos inimigos. Alguns dias depois, na noite de Natal, após a leitura do evangelho aproximou-se de Carlos Magno e colocou-lhe sobre a cabeça uma coroa.
Por este ato ressurgiu o Império do Ocidente, e pelo menos em teoria, a igreja declarou que o mundo estava sujeito a um só poder temporal, como Cristo o havia feito sujeito a somente um poder espiritual. Entendeu-se que a primeira obrigação do novo imperador era ser o protetor da igreja romana e do Cristianismo contra os pagãos.
Á partir daí o Papa passou a tomar todas as decisões políticas junto ao novo Imperador - o qual tratava de ajudar para que aumentasse o seu poder na terra. Carlos Magno retribuía sempre com grandes tesouros.

Foi para Carlos Magno que o Papa leão III organizou este  Grimório, para garantir o seu poder temporal na Terra sob todos os homens, todas as mulheres e todas as riquezas! Este poder deveria estar nas mãos de seu protegido, pois ele como Papa deveria manter as aparências. no entanto, enquanto o Carlos Magno dominava à tudo e à todos, não passava de uma marionete nas mãos Papa!
Veja Abaixo o conteúdo que o Papa Leão III deu de Presente ao imperador Carlos Magno:

  • Biografia do Papa Leão III;
  • Carta do papa ao Imperador Carlos Magno;
  • Conjuro contra todo tipo de encantamentos, malefícios, sortilégios, possessões, obsessões, ligamentos, filtros e tudo quanto puder acontecer à uma pessoa por causa de magia, ou por mediação do demônio e dos maus espíritos. Ainda é proveitosa contra toda desgraça ou enfermidade que possa prejudicar o gado, aves e animais domésticos.
  • Pantáculo de São João;
  • Pantáculo I;
  • Oração para curar um mal ignorado;
  • As sete orações misteriosas, para os sete dias da semana, que devem ser rezadas uma por dia começando no domingo.
  • Selos das Divindades de cada dia;
  • Oração misteriosa para livrar-se de perseguições, processos injustos e sair bem e livre em causas criminais.
  • Pantáculo II;
  • Oração muito eficaz para alcançar pronta libertação dos que estão presos por qualquer causa exceto por assassinato.
  • Conjuro para que uma mulher seja fiel ao seu marido ou para que um esposo seja fiel à sua mulher.
  • Pantáculo III;
  • Conjuração maravilhosa sobre as armas para não ser ferido por elas;
  • Modo de preparar a tabela dos setenta e dois nomes sagrados de Deus; quem a carregar consigo não poderá ser prejudicado por ninguém, nem pelo seu mais mortal inimigo e se verá livre de todo tipo de perigo nas viagens, tanto por terra como por mar.
  • Pantáculo IV,
  • Oração contra todo tipo de perigo, perdas, tempestades, raios, pestes, fome, cachorros raivosos, bestas ferozes, e ainda para preservar-se de incêndios, terremotos, inundações e de uma morte repentina.
  • Pantáculo V;
  • Oração mágica de tal virtude que o homem que a recite poderá alcançar a mulher mais bela e rica que encontre entre suas relações, e sendo mulher quem a rezar poderá casar-se com o homem mais bonito e rico que conhecer.
  • Conjuração para obter honras e riquezas, ser admitido na casa de Grandes Senhores e conseguir deles todo tipo de favores.
  • Nomes da puríssima Virgem Maria.  As solteiras que os levarem não se verão jamais enganadas por seus namorados, afugenta as tentações da carne e é de grande virtude para evitar o aborto e partos difíceis para as casadas.
  • Oração de São Miguel para as pessoas que viajam por mar. Quem a recitar se verá livre de piratarias, naufrágios e outros acidentes.
  • Pantáculo 7 
  • Pantáculo 6
  • Talismã Divino. Aquele que o levar se verá livre de emboscadas e traições; não poderá ser envenenado e descobrirá os pensamentos mais ocultos das pessoas.
  • Amuleto Divino. Aquele que o levar sobre si obterá a proteção dos anjos bons;  não morrerá de morte repentina, nem por fogo, nem por água, nem por flechas, nem por espadas, nem por adagas, nem por venenos, nem por raios, além disso, a mulher grávida que o leve sobre seu ventre dará a luz sem dor.
  • Oração de são Cipriano para combater todo tipo de feitiços, espantar os maus espíritos do corpo, afastar o demônio, benzer uma casa. É eficaz também contra raios, meteoros, furações, tempestades, etc.
  • Pantáculo 8;
  • Pentáculo 9;
  • Ato de encomendar-se aos quatro evangelistas. Serve para ter sorte no jogo e nos negócios.
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Heptameron

O Heptameron ou Elementos Mágicos do filósofo Pietro d’Abano.O Heptameron é um dos quatro maiores livros de magia na história da humanidade. Juntamente com A chave de Salomão, o Grimorium Verum e A Constituição do Papa Honório. Este é o único livro que explica detalhadamente os mecanismos para construção de um ritual perfeito. Pietro de Abano, baseado nos livros de Agrippa, especialmente no quarto Livro, achou que o trabalho era excelente, porém escrito somente para aqueles que já possuíam conhecimentos nas Artes Mágicas, por isso resolveu escrever um livro onde qualquer pessoa leiga pudesse realizar um ritual de magia evocatória.


O PENTATEUCO - OS CINCO LIVROS DE MOISÉS
Os primeiros cinco livros da Bíblia são conhecidos na Bíblia Hebraica por Torá. Geralmente chamados de a Lei ou o Pentateuco, estes livros integram a primeira e mais importante seção do Velho Testamento, tanto na Bíblia Judaica como na Cristã. Resumidamente são:
GÊNESIS
Gênesis pode ser descrito com exatidão como o livro dos inícios. Pode ser dividido em duas porções principais.
A primeira parte diz respeito à história da humanidade primitiva (caps. 1-11).
A segunda parte trata da história do povo específico que Deus escolheu como Seu, próprio, para si (caps.12-50). O autor apresenta o material de forma extremamente simples. Oferece dez "histórias que podem ser prontamente percebidas segundo o esboço do livro. Algumas dessas histórias são breves e muito condensadas, mas, não obstante, ajudam a completar o conteúdo. É bem possível que o autor do livro tenha empregado fontes informativas, orais e escritas, pois seus relatos remontam à história mais primitiva da raça humana. Embora muito se tenha escrito sobre o assunto das possíveis fontes literárias do livro de Gênesis, há muitas objeções válidas que nos impedem de aceitar os resultados da análise destas "fontes". O livro de Gênesis salienta, por todas as suas páginas, a desmerecida graça de Deus.
Por ocasião da criação do munto, a graça se exibe na maravilhosa provisão preparada por Deus para as Suas Criaturas. Na criação do homem, a graça de Deus se manifesta no fato que ao homem foi concedida até mesmo a semelhança com Deus. A Graça de Deus se evidencia até mesmo no dilúvio. Abraão foi escolhido, não por merecimento, mas antes, devido ao fato de Deus ser cheio de graça. Em todos os seus contatos com os patriarcas Deus exibe grande misericórdia: sempre recebem muito mais favor do que qualquer deles poderia ter merecido.
Há uma outra importante característica do livro de Gênesis que não se pode esquecer, a saber, o modo eminentemente satisfatório pelo qual responde nossas perguntas sobre as origens. O homem sempre haverá de querer saber como o mundo veio à existência. Além disso, sente bem dolorosamente o fato de que alguma grande desordem caiu sobre o mundo, e gostaria de saber qual a sua natureza; em suma, preocupa-se em saber como o pecado e todas as suas tremendas consequências sobrevieram. E, finalmente, o homem precisa saber se existe alguma esperança básica e certa de redenção para este mundo e seus habitantes de que consiste essa esperança, e como veio a ser posse do homem.

ÊXODO
Assim como Gênesis é o livro dos começos, Êxodo é o livro da redenção. O livramento dos israelitas oprimidos do Egito é tipo de toda a redenção (I Coríntios 10:11). A severidade da escravidão no Egito (tipo do mundo) e Faraó (um tipo de Satanás), exigiam por assim dizer, a preparação do libertador Moisés (2:1-4:31), um tipo de Cristo. A luta com o opressor (5:1-11:10) culmina com a partida (grego, êxodo ou saída) dos hebreus do Egito.
São remidos pelo sangue do cordeiro pascoal (12:1-28) e pelo poder de Deus manifestado na travessia do mar Vermelho (13:1-14:31). A experiência da redenção, festejada mediante o cântico triunfal dos redimidos (15:1-21), é seguida pela prova que têm de enfrentar no deserto (15:22-18:27). No monte Sinai a nação redimida aceita a lei (19:1-31:18). O não depender da graça conduz a infração e à condenação (32:1-34:35). Contudo, triunfa a graça de Deus ao ser dado ao povo o tabernáculo, o sacerdócio e os sacrifícios, mediante os quais o povo redimido podia adorar o Redentor e ter comunhão com Ele (36:1-40:38).

LEVÍTICO
Conforme diz o nome, Lévitico, o terceiro livro de Moisés ressalta a função dos sacerdotes de Israel, membros da tribo de Levi aos quais Deus escolheu para prestar serviços em seu santuário (Deuteronômio 10:8).
Muitos crentes pensam que o Levítico é uma espécie de manual técnico que orientava os antigos sacerdotes nos pormenores das cerimônias que o povo de Deus já deixou de observar, e por isso mesmo, o Levítico é hoje o menos prezado dos livros do Pentateuco. Contudo, devemos afirmar que sua mensagem estava dirigida originariamente a todos os crentes (Levítico 1:2), e suas verdades continuam sendo de principal significado para o povo de Deus, visto que o Levítico constitui a primeira revelação pormenorizada do tema vivo do Grande Livro em geral, isto é, a revelação da forma mediante a qual Deus restaura o homem perdido.
Tanto a atividade redentora de Deus como a conduta do homem que se apropria de tal redenção se acham resumiddas no versículo-chave, que diz: "Ser-me-eis santos, porque Eu, o Senhor, Sou Santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus "(20:26).
A fim de realizar a salvação e restaurar o homem ao seio de seu Criador, é preciso prover um meio de acesso a Deus. A primeira metade de Levítico (capítulos 1 a 16) apresenta-nos, assim, uma série de medidas de caráter religioso que representam a forma mediante a qual Deus redime os perdidos, separando-os de seus pecados e suas consequências. Os diversos sacrifícios (capítulos 1 a 7) eram figuras, por assim dizer, da morte de Cristo no Calvário, onde aquele que não tinha pecados sofria a ira de Deus em nosso lugar, para que pudéssemos ser salvos de nossa culpa (II Coríntios 5:21; Marcos 10:45).
Os sacerdotes levíticos (capítulos 8 a 10), prefiguravam o serviço fiel de Cristo ao efetuar a reconciliação pelos pecados do povo (Hebreus 2:17). As leis da limpeza e purificação (capítulos 11-15) deviam constituir-se em lembranças perpétuas do arrependimento e da separação da impureza, que deve caracterizar os redimidos (Lucas 13:5), enquanto o dia culminante do culto de expiação (capítulo 16) proclamava o perdão de Deus para os que se humilhassem mediante uma entrega fiel a Cristo, o qual proporcionaria acesso ao próprio céu (Hebreus 9:24).
Mas a salvação não é apenas separação do mal: abrange uma união positiva ao que é bom e justo. De modo que a segunda metade do Levítico (capítulos 17-27) apresenta uma série de padrões práticos do que o homem deve aceitar a fim de viver uma vida santa. Esta conduta prática inclui expressões de devoção em assuntos cerimoniais (capítulo 17), na adoração (capítulos 23 a 25), mas giram em torno de assuntos de conduta diária do amor sincero a Deus.
Em sua forma, Levítico existe principalmente como legislação expressa por Deus: "Chamou o Senhor a Moisés e... disse: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes..."(1:1-2).
As duas narrativas históricas (capítulos 8 a 10 e 24:10-22) servem-nos de pano de fundo para assuntos de caráter legislativo: e a única variante em sua forma, do sermão final de exortação de Moisés (capítulo 26), é seguido de um apêndice de leis que regulam matérias que em si mesmas não são obrigatórias (capítulo 27).

NÚMEROS
O livro de Números deriva seu nome em nossas Bíblias em português, como nas versões latina e grego, dos dois censos nele narrados. Em realidade, o livro forma uma divisão de um conjunto maior, o Pentaceuco. Entre os escribas judeus ele era conhecido principalmente pelo nome de "no deserto", que em hebraico é uma só palavra, "bemidbar", título tomado do primeiro versículo. É um título apropriado, de vez que o tema do livro gira em torno das vicissitudes e vitórias do povo de Israel desde o dia em que deixou a zona zul do Sinai até chegar às fronteiras da Terra Prometida.
O livro de Números parece, às vezes, constituir uma coleção não muito estruturada de informações, narrativas e rituais ou lei civil. Contudo, estas informações são sempre pertinentes à história, ao passo que os pronunciamentos legais surgem, com frequência, das exigências da situação na vida, tal como a autorização para celebrar uma páscoa especial (9:1-14) em circunstâncias que impediam a observância da páscoa regular; ou o pedido das filhas de Zelofeade (27:1-11) cujo resultado foi que Deus estabeleceu medidas para a herança das filhas quando não houver filho sobrevivente.
No aspecto histórico, o livro de Números começa onde termina o Êxodo, dando lugar necessariamente às seções de narrativas dispersas de Levítico. Abrange um período de aproximadamente 40 anos na história da caminhada de Israel para a Palestina. Conquanto estes anos descrevam, em geral, a peregrinação, é evidente que o povo residiu ao sul de Canaã, principalmente na zona conhecida como o Neguebe, não muito distante de Cades-Barnéia, durante 37 anos. No decorrer desse período, o tabernáculo foi o ponto central tanto da vida civil como da religiosa, visto como era aqui onde Moisés exercia suas funções administrativas.
Presume-se que o povo seguia os costumes dos povos nômades, vivendo em tendas e apascentando os rebanhos nas estepes semi-áridas. Nestas circunstâncias, o povo necessitava da provisão especial divina de alimentos e água.
No livro de Números, Deus é apresentado como um soberano que exige absoluta obediência à sua santa vontade, mas que também demonstra misericórdia ao penitente e obediente. Assim como o pai educa e castiga os filhos, Deus dirige a Israel, seu povo amado. Escolhe entender-se com o homem servindo-se de mediadores. Destes, Moisés é único, embora outros talvez estejam dotados de dons proféticos e até mesmo um pagão, Balaão, pode ser usado, visto como Deus é o Deus dos espíritos e de toda a carne.
No Novo Testamento se encontram diversas referências ao livro de Números, em que o livramento do Egito é considerado como modelo terreno da redenção eterna. Afirma-se que as experiências no deserto estão registradas para nossa admoestação (I Coríntios 10:11). Nosso Senhor Jesus Cristo referiu-se ao incidente da serpente de bronze como ilustração da forma em que Ele próprio será levantado a fim de que os que crêem nele não pereçam mas tenham a vida eterna.

DEUTERONÔMIO
O nome do livro de Deuteronômio, ou "segunda lei", sugere sua natureza e propósito. Figura, segundo consta em nossas Bíblias, como o último dos cinco livros de Moisés, fazendo um resumo e pondo em relevo a mensagem que os quatro livros precedentes contém. Não significa isto que se trata de mera repetição do que ficou dito anteriormente. Sem dúvida, Deuteronômio faz parte dos acontecimentos históricos que se deram previamente, em particular no Êxodo e em Números. Contudo vai além destes relatos visto que os interpreta e os adapta.
Através deste livro, os acontecimentos estão repletos de significado. Moisés proporciona-nos bastante história; mas em quase todos os casos relaciona os acontecimentos com a lição espiritual que sublinham. Toma a legislação que Deus dera a Israel havia quase 40 anos, e adapta-se às condições de vida da coletividade na terra para a qual Israel se mudaria em breve.
Quando este livro foi escrito, a nação de Israel se encontrava na terra de Moabe, ao leste do rio Jordão e do mar Morto. Numa oportunidade anterior, Israel havia falhado, por falta de fé, ao não entrar na Palestina. Agora, 38 anos depois, Moisés reúne o povo escolhido e procura infundir-lhe fé que capacitará a avançar em obediência. Diante deles está a herança. Os perigos, visíveis e invisíveis, jazem além. Acompanha-os Deus, a quem chegaram a conhecer melhor durante suas experiências na penísula do Sinai, penísula deserta e escarpada. Moisés compreende, corretamente, que os maiores perigos que os assediam estão na esfera da vida espiritual; sendo assim, sua mensagem acentua o aspecto espiritual. O Senhor Deus deles, é o único Senhor; foi ele quem os libertou da escravidão. Deu-lhes a lei. Selou uma aliança com eles. São o seu povo. O Senhor exige devoção e adoração exclusivas. Seus caminhos são conhecidos do povo.
Mediante longa experiência, Israel aprendeu que o Senhor honra a obediência e castiga a transgressão. Agora, em um novo sentido, Israel age por sua própria conta, sob a direção do Senhor e em sua própria casa. O livro abrange toda uma gama de perguntas que surgem desta nova fase da vida de Israel. Sua atitude para com o Senhor é, naturalmente, o principal problema. Moisés, com toda a diligência de que é capaz, convida Israel a confiar de todo o coração no Senhor, e a fazer das leis divinas a força diretriz de suas vidas. Esta lei, se obedecida, infundirá vida e fará que os israelitas sejam povo destacado entre todas as nações. Receberão bênçãos, e as nações reconhecerão que seu Deus é Senhor. Porém, se Israel imitar a conduta das nações vizinhas, esquecendo-se de seu Deus, então sobrevirá a aflição, e finalmente será espalhada entre os povos.
Através do livro todo acentua-se a fé somada a obediência. Em um sentido verdadeiro, esta é a chave do livro.

PRIMEIRA COLEÇÃO DIVINAMENTE INSPIRADA
O Pentateuco foi à primeira coleção literária divinamente inspirada reconhecida como Escritura pela comunidade judaica. Como tal, é a parte mais importante do cânon hebraico. Sua posição superior no cânon do Antigo Testamento em respeito à autoridade e santidade é evidenciada por sua posição e separação dos outros livros na Septuaginta. Todas as traduções completas das Sagradas Escrituras principiaram com o Pentateuco.

AUTORIA DE MOISÉS
Para afirmar que estes cinco livros foram escritos por Moisés, existem vários argumentos:
1 - Tradição:
Uma antiga tradição hebraica atribui a coleção a Moisés. A convicção do povo judeu evitou a discussão sobre questões literárias e de traduções sobre o Pentateuco. Por todo o Antigo Testamento permeia a tradição mosaica (Js 8.31,34; 23.6; 1Re 2.3; 2Re 18.12; Ne 7.8).
2 - Referência feita pelos profetas:
Os outros livros do Antigo Testamento, especialmente os profetas, estão cheios de referências, mais ou menos explícitas aos Cinco Livros, sempre citando Moisés como autor.
3 - Jesus Cristo e seus discípulos:
Concordam nas referências que fazem à origem mosaica do Pentateuco. É impossível ler passagens como as de João 1.17; 5.45-47 e 7.19-23 sem reconhecer a real autoridade de Moisés nos escritos da Lei. Ainda no Evangelho de João, temos uma citação de Jesus “Moisés escreveu a meu respeito” (Jo 5.46), e Ele explicou a seus discípulos no caminho de Emaús o que as Escrituras diziam dele, “começando por Moisés” (Lc 24.27).
4 - O testemunho de alguns intelectuais:
Estes intelectuais dos séculos após Cristo, seguem naturalmente as tradições judaicas, aceitas sem contestação por Tácito, Juvenal, Strabo e também por Longino, Porfírio e o Imperador Juliano.
Obs.:
Existem outras teorias que contestam a autoria do Pentateuco, porém este estudo é para pessoas que acreditam na inspiração divina das Escrituras Sagradas. Portanto não é necessário citar as teorias contestatórias.

COMPOSIÇÃO E UNIDADE
O Pentateuco é um documento de livros individuais, mas também uma narrativa ininterrupta de uma história completa que vai da criação até a morte de Moisés.
Em primeiro lugar, cada um dos livros tem seu próprio interesse e unidade.
Gênesis revela sua estrutura literária repetindo dez vezes “esta é a história” ou “são estas as gerações”.
Êxodo revela sua unidade de diversas maneiras. Por exemplo, a lei nos capítulos 19 – 40 baseia-se na narrativa do êxodo de Israel do Egito. Sem narrativa, a Lei não tem fundamento histórico.
Levítico é um manual de liturgia para os sacerdotes.
Números relata a marcha de Israel no deserto desde o Sinai até Canaã.
Deuteronômio registra a exposição de Moisés da lei que ele recebera no monte Sinai.
Assim como o Êxodo lembrado no memorial da Páscoa prefigura a salvação do “novo Israel” através do sacrifício de Cristo, a história de Números dramatiza a marcha espiritual de todos os filhos de Deus através do deserto em seu caminho para a Terra Prometida, advertindo-os a não perder a fé.
Os cinco livros do Pentateuco estão ligados entre si através da narrativa contínua.
Êxodo continua a história começada em Gênesis sobre os israelitas que foram para o Egito (Gn 46.26-27; Ex 1.1). Moisés cumpre o juramento de José, feito em seu leito de morte, de que levassem seus ossos embora do Egito (Gn 50.25; Ex 13.19).
Levítico nos capítulos de 1 – 9 explica os rituais do Tabernáculo, com uma espécie de suplemento das instruções para sua construção em Êxodo de 25 – 40.
Levítico também mostra como foi realizado o rito para a ordenação de sacerdotes, delineado em Ex 29.
O Livro de Números compartilha muitas conexões com Êxodo e Levítico. Extensas porções dos três livros ocorrem no deserto do Sinai e compartilham preocupações e regulamentos cerimoniais semelhantes.
Em seu primeiro discurso em Deuteronômio, Moisés resume a história de Israel desde o Sinai até a terra de Moabe, conforme registrado em Números. Em seu segundo discurso, ele faz alusões freqüentes ao Êxodo, repetindo com pequenas modificações os Dez Mandamentos e o modo de Israel corresponder a eles (Ex 20; Dt 5).
A divisão do Pentateuco em cinco livros é na verdade uma divisão secundária do que fora elaborado para uma unidade literária. Por isso, a melhor maneira de entender o Pentateuco, é vendo nele um livro dividido em cinco volumes.

ESTRUTURA LITERÉRIA
A estrutura literária do Pentateuco é mera expansão da promessa feita a Abrão, conforme podemos descrever:
Gênesis 1 – 11: Criação, queda e julgamento.
Gênesis 12 – 50: Aliança, eleição de Abraão e conservação providencial de sua família.
Êxodo: Livramento milagroso do povo de Israel da escravidão no Egito. No Sinai é outorgada a Lei como constituição teocrática para Israel.
Levítico: Expansão da Lei com o propósito de santidade para o povo.
Números: Provação e purificação do povo da aliança na peregrinação pelo deserto do Sinai.
Deuteronômio: Renovação da aliança e segunda entrega da Lei, como preparativo para a entrada na terra prometida pela segunda geração do povo de Deus.
O Pentateuco é uma rica coleção de gêneros ou tipos literários. Essa diversidade de tipos realça a natureza artística da obra e os temas teológicos principais e unificadores da antologia. Justamente por isso, essas formas literárias múltiplas e complexas foram diretamente responsáveis pelo debate contínuo sobre a composição e a data do Pentateuco.
A maior parte da literatura da lei é prosa narrativa. Ela é simples, mas direta e expressiva. O texto é quase todo um relato histórico registrado na terceira pessoa. Os exemplos da beleza de narrativa direta do Pentateuco podem ser lidos nos seguintes textos: a intercessão de Abraão pelos moradores de Sodoma, em Gênesis 18.23-33. No discurso de Deus a Moisés, em Êxodo 3.7-12.
As narrativas combinam habilmente relatos históricos e interpretação teológica. Isso faz do Pentateuco mais que um mero registro dos acontecimentos em ordem cronológica. Também não pode ser chamado de propaganda religiosa intencional para explicar ou justificar ações, fatos, instituições ou doutrinas. O melhor exemplo dessa combinação deve ser a interpretação providencial do sofrimento de José em benefício da família de Jacó narrada em Gênesis 50.15-21.
A linguagem do Pentateuco é simples e bela, usando a linguagem antropomórfica (atribuição de características humanas a Deus) e referencias freqüentes à teofania (manifestação visível e audível de Deus ao ser humano). As caracterizações detalhadas e as tramas repetidas nas histórias levaram alguns estudiosos a usar palavras como “mito” ou “saga”, “folclore” e “lenda” para descrever partes das narrativas do Pentateuco, em especial do Gênesis. Tradicionalmente os estudiosos evangélicos evitaram empregar esses rótulos para as narrativas da Lei para que os relatos não fossem considerados ficção. A incapacidade dos estudiosos atuais de definir esses gêneros literários também contribui para a relutância em usarem tais palavras. Mais uma vez a crença na historicidade do Antigo Testamento impede alguns estudiosos de incluírem Gênesis nessas categorias mal definidas. 
O Pentateuco contém alguns dos exemplos mais antigos de poesia hebraica de todo o Antigo Testamento. A análise cuidadosa da ortografia, do significado das palavras e da organização das frases indicou o aspecto antigo de vários trechos poéticos, dos quais destacam-se o cântico do mar, composto por Moisés (Ex 15), os oráculos de Balaão (Nm 23 e 24), a benção de Jacó (Gn 49) e o cântico e a benção de Moisés (Dt 32 e 33).
O propósito da lei hebraica também teve implicações na forma literária da legislação do Antigo Testamento. Sua lei era uma aliança; era lei contratual que envolvia duas partes distintas. A lei garantia proteção divina em caso de obediência e os deixava sem a proteção de Deus, quando estivessem em desobediência ao Senhor.

CRONOLOGIA E CONTEXTO HISTÓRICO
Os cinco livros da Lei narram o período iniciado na criação até a morte de Moisés no monte Nebo, em Moabe, pouco antes da conquista israelita de Canaã. Obviamente, é impossível determinar a data da origem deste planeta e do sistema solar. Embora estimativas variem de dezenas de milhares a bilhões de anos, parece melhor considerar a criação como um “mistério sem data”.
As narrativas do Pentateuco, desde o chamado de Abraão (Gn 12) até a morte de Moisés (Dt 34), podem ser atribuídas às Idades do Bronze Médio e Tardio da história do Antigo Oriente Médio. Em uma séria cronológica elementar, isso significa que o Período Patriarcal se estendeu de 2000 a 1600 a.C. aproximadamente, enquanto Moisés e o Êxodo datam de 1500 a 1200 a.C. (dadas as opções de data mais antiga, século 15 a.C. e recente século 12 a.C. para o Êxodo israelita do Egito).
Embora os cinco livros tratem em sua essência da história de Israel, os egípcios foram o povo que mais se destacaram na formação do contexto histórico do Pentateuco. O contato esporádico de Abraão com o Egito resultou na migração e instalação de todo clã de Jacó na região do delta do Nilo. Em decorrência disso os hebreus residiram no país durante vários séculos, multiplicando-se e formando uma grande nação, ao mesmo tempo que se aculturam completamente à civilização egípcia. Alguns fatos indicam o mal que causou essa influencia: pouco depois do Êxodo, os hebreus recaíram na adoração de uma divindade provavelmente egípcia, o bezerro de ouro (Ex 32.1-10); durante a peregrinação, o povo desejou voltar ao Egito (Nm 11.4-6).
Embora a maior parte da história do Pentateuco seja atribuída às Idades do Bronze Médio e Tardio do Antigo Oriente Médio, ainda não se chegou a uma cronologia exata para os patriarcas hebreus. Antigos teólogos colocam as personagens em uma estrutura cronológica fixa, determinando o ano exato de cada acontecimento. Por exemplo o nascimento de Abraão data de 2166 a.C., o início da viagem de Abraão a Canaã foi em 2091, o sacrifício no monte Moriá de 2056, e a morte do patriarca de 1991 a.C. Outros encaixam os patriarcas em uma série cronológica relativa, distribuindo-os nos quatro séculos entre 2000 e 1600 a.C.

CONCLUSÃO
Os princípios teológicos fundamentais da lei permanecem intactos com exceção da anulação funcional de aspectos da lei civil e cerimonial, e nos ensinamentos do Novo Testamento. Como revelação inspirada por Deus, as Escrituras do Pentateuco são plenas de autoridade em si mesmas, no ensinamento explícito ou no conceito teológico implícito. Embora Jesus Cristo seja o Cordeiro da Páscoa, tornando todos os sacrifícios de animais obsoletos e desnecessários (1Co 5.7), o Novo Testamento ainda exorta todo cristão a apresentar-se como “sacrifício vivo” (Rm 12.1,2). Da mesma forma, todos os cristãos são exortados a serem santos como Deus é santo (1Pe 1.16), pois constituem sacerdócio real em Cristo Jesus (1Pe 2.9).



Picatrix

Picatrix [ pronúncia? ] é o nome usado hoje, e historicamente cristã da Europa , para um grimoire originalmente escrito em árabe intitulado غاية الحكيم Ġāyat al- Hakim , que a maioria dos estudiosos assumem foi escrito em meados do século 11, embora um argumento apoiado para a composição na primeira metade do século 10 foi feita. O título árabe tem sido traduzida como "O objetivo do Sábio" ou "O objetivo dos sábios". O trabalho original em árabe foi traduzido para o espanhol e, em seguida, para o latim no século 13. O nome "Picatrix" também é por vezes utilizado para se referir ao autor.

Picatrix é um trabalho de composição que sintetiza trabalhos mais antigos sobre magia e astrologia . Uma das interpretações mais influentes sugere que deve ser considerado como um "manual de magia talismã". Outro pesquisador resume como "a exposição mais completa da magia celeste em árabe", indicando as fontes para o trabalho como "árabe textos sobre Hermetismo , Sabianism , Ismailism , a astrologia , a alquimia e magia produzido no Oriente Médio , nos séculos IX e X dC " De acordo com Eugenio Garin "Na realidade, a versão latina da Picatrix é tão indispensável como o Corpus Hermeticum ou os escritos de Albumasar para a compreensão de uma parte notável da produção da Renascença, incluindo as artes figurativas. "  Ele influenciou significativamente Europa Ocidental pensamento mágico de Marsilio Ficino no século 15, para Thomas Campanella , no século 17. O manuscrito na Biblioteca Britânica passou por várias mãos: Simon Forman , Richard Napier , Elias Ashmole e William Lilly .
De acordo com o prólogo da tradução latina, Picatrix foi traduzido para o espanhol do árabe por ordem de Afonso X de Castela , em algum momento entre 1256 e 1258.] A versão latina foi produzido algum tempo depois, com base na tradução dos manuscritos espanhóis . Ele tem sido atribuída a Maslama ibn Ahmad al-Majriti (um andaluz matemático ), mas muitos têm chamado essa atribuição em questão. Consequentemente, o autor às vezes é indicado como "Pseudo-Majriti".
As versões em espanhol e latim foram os únicos conhecidos estudiosos ocidentais até Wilhelm Printz descobriu uma versão árabe ou em torno de 1920. 
Conteúdo
Conteúdo e fontes
. O trabalho é dividido em quatro livros, que apresentam uma notável ausência de exposição sistemática Jean Seznec observado "Picatrix prescreve tempos propícios e lugares ea atitude e gestos do suplicante,. ele também indica que termos deve ser usado em peticionando as estrelas" Como exemplo, Seznec então reproduz uma oração a Saturno a partir do trabalho, observando que Fritz Saxl salientou que esta invocação tem "o sotaque e até mesmo os próprios termos de uma oração grego astrológico para Cronos. Esta é uma indicação de que as fontes de Picatrix estão em grande parte helenístico ".:
    O Mestre de nome sublime e grande poder, supremo Mestre; Ó Mestre Saturno: Tu, o frio, o Estéril, o tristonho, a perniciosa; Tu, cuja vida é sincera e cuja palavra certa, Tu, o sábio e solitário, o Impenetrável , Tu, cujas promessas são mantidos, Tu que és fraco e cansado; Tu que tens maiores cuidados que qualquer outro, que conheces nem o prazer nem a alegria; Tu, o velho e astuto, mestre de todos os artifícios, enganoso, sábio e judicioso; Tu que trazes homens prosperidade ou ruína, fazes e ser feliz ou infeliz! Eu te conjuro, ó Pai Supremo, por Tua grande benevolência e Tua generosidade generoso, para fazer por mim o que eu peço [...] 

De acordo com Garin:
    Ponto da obra de partida é a unidade da realidade dividida em graus simétricas e correspondentes, aviões ou mundos: uma realidade esticada entre dois pólos: o original, Deus a fonte de toda a existência, eo homem, o microcosmo, que, com sua ciência (scientia) traz a dispersão de volta à sua origem, identificação e utilização de suas correspondências.

De acordo com o Prólogo, o autor pesquisou mais de 200 obras na criação de Picatrix. No entanto, existem três importantes influências Perto / Oriente Médio: Jabir ibn Hayyan , o Ikhwan al-Safa , e um texto chamado Nabataean Agricultura. A influência de Jabir Ibn Hayyan vem na forma de um fundo cosmológico que remove práticas mágicas do contexto de influências diabólicas e reafirma estas práticas como tendo uma origem divina. O autor do Picatrix utiliza neoplatônicas teorias de hipóstase que espelham o trabalho de Jabir. 

Autoria e significado do título
O historiador árabe, Ibn Khaldun , de autoria atribuída Picatrix (referindo-se a versão original em árabe, sob o título Ġāyat al-Hakim) para o matemático, al-Majriti, que morreu entre 1005CE e 1008CE. No entanto, de acordo com Holmyard , a atribuição mais antigo manuscrito da obra a Maslama al-Majriti foi feita pelo alquimista al-Jildaki , que morreu pouco depois de 1360, enquanto Ibn Khaldun morreu cerca de 20 anos mais tarde. No entanto, nenhuma biografia de al-Majriti ele cita como o autor deste trabalho.
Atribuições mais recentes de gama autoria de "a versão árabe é anônimo" para reiterações da antiga reivindicação de que o autor é "o célebre astrônomo e matemático Abu l-Qasim Maslama b. Ahmad Al-Majriti". Um estudo recente na Studia Islamica sugere que a autoria deste trabalho deve ser atribuído a Maslama b. Qasim al-Qurtubi (morto em 353/964), que de acordo com Ibn al-Faradi era "um homem de encantos e talismãs". Se essa sugestão está correta seria colocar o trabalho no contexto da Andaluzia sufismo e batinism .
O título estranho Latina às vezes é explicado como uma transliteração malfeita de uma "Buqratis", mencionada várias vezes no segundo dos quatro livros da obra. Outros sugeriram que o título (ou o nome do autor) é um maneira de atribuir a obra a Hipócrates (através de uma transcrição das Burqratis nome ou Biqratis no texto árabe). [19] Onde ele aparece no original em árabe, o texto latino faz traduzir a Burqratis nome como Picatrix, no entanto, isso ainda não não estabelecer a identidade de Burqratis. Alguns argumentaram que esta era uma corruptela do nome Hipócrates , mas essa explicação caiu em desgraça porque o texto cita Hipócrates sob as Ypocras nome.

No entanto, outra interpretação, talvez mais convincente, sugere que Picatrix é uma tradução do nome do indivíduo, muitas vezes apontado como o autor da obra, (pseudo) Maslama al-Majriti . Maslama deriva da raiz árabe slm, dos quais um dos significados oferecidos em árabe léxicos é "picar". De acordo com esta Maslama vista teria sido traduzido como Picatrix, que é a variante feminina da América picator "aquele que picadas ou aguilhões", baseado na crença do tradutor que Maslama foi uma forma feminina. [23] Obviamente, a explicação do Picatrix como uma tradução de Maslama se aplica tão bem a Abu l-Qasim Maslama b. Qasim al-Qurtub como a Abu l-Qasim Maslama b. Ahmad Al-Majriti.

Antecipação do método experimental
Martin Plessner sugere que um tradutor do Picatrix estabeleceu um medieval definição de experimento científico , alterando uma passagem no hebraico tradução do original em árabe, estabelecendo uma base teórica para o método experimental: "a invenção de uma hipótese para explicar um certo processo natural, então o arranjo de condições em que o processo pode ser intencionalmente provocada, de acordo com a hipótese, e, finalmente, a justificação ou refutar a hipótese, dependendo do resultado da experiência. "
Plessner observa que é geralmente aceite que a consciência da "natureza específica do método experimental, como distinta do uso prático do que é uma conquista dos séculos 16 e 17." No entanto, como a passagem pelo tradutor da versão em hebraico deixa claro, a base teórica fundamental para o método experimental foi aqui estabelecido antes de meados do século 13.
A passagem original em árabe descreve como um homem que testemunhou um tratamento para a picada de escorpião (beber uma poção de incenso que havia recebido marcas de vedação ) tinha ido a experimentar com diferentes tipos de incenso, assumindo que esta foi a causa para a cura, mas mais tarde descobriu que as imagens de vedação eram a causa, independentemente da substância após a qual foram impressionado. O autor do Picatrix passa a explicar a forma como a explicação da eficácia das curas repassados ​​a ele pelas autoridades foi, então, mostrou a ele por sua própria experiência.
O tradutor hebraico mudou a passagem em questão incluem o seguinte:
    E esse foi o motivo que incitou-me [para me dedicar a magia astrológica]. Além disso, estes segredos onde já realizados conhecida pela natureza, ea experiência aprovado. O homem lida com a natureza não tem nada para fazer, mas produzindo um motivo de que a experiência trouxe para fora.
Plessner também observa que "nem a psicologia árabe de estudo, nem o hebraico definição do experimento é processado no Picatrix Latina. Latina O tradutor omite muitas passagens teóricas ao longo do trabalho".

 

Sefer Raziel HaMalakh

História Textual

O livro não pode ser mostrado para antecedem o século 13, mas pode ser em peças remontam a Antiguidade Tardia . Como outros obscuros textos antigos, como o Bahir e Sefer Yetzirah , o trabalho tem sido um sobrevivente, em número de versões. A tradição em torno do livro atribui ter sido revelada a Adão pelo anjo Raziel . O próprio título é mencionado em outro trabalho mágico da antiguidade tardia, A Espada de Moisés . Historiadores críticos consideram uma obra medieval, provavelmente originário entre os Asquenaz Chassidei , como citações de que começam a aparecer apenas no século 13. Seções de que são sem dúvida mais velhos. [ carece de fontes? ] O compilador provavelmente da versão medieval é Eleazar de Worms , como "Sefer Galei Razia", ​​que se desenvolveu ao que temos agora como "Sefer Raziel HaMalakh", incluindo escritos mais escritos por pessoas de diferentes opiniões teológicas. [ carece de fontes? ]
Ele se baseia fortemente em Sepher Yetzirah e Sepher Ha-Razim . Existem várias versões manuscritas, contendo até sete tractates. A versão impressa do Sefer Raziel é dividido em cinco livros, alguns na forma de uma mística Midrash sobre a Criação. Ele apresenta uma elaborada angelologia , usos mágicos do zodíaco , gematria , nomes de Deus, feitiços protetores, e um método de escrever amuletos mágicos de cura.
Livro seis da Razielis Liber baseia-se na ha-Razim Sefer "Livro dos Segredos", com várias adições, incluindo a "Oração de Adão" de Sefer Adam .
O livro torna-se notório em alemão renascentista mágico , chamado juntamente com Picatrix como entre as obras mais abomináveis ​​da Nigromantia por Johannes Hartlieb . A oração de Adão é parafrasear por Nicolau de Cues em dois sermões (Sermo I, 4, 16,25; Sermo XX, 8, 10-13) e ainda fez uso de pelo Reuchlin em seu De Arte Cabbalistica. Bollstatter Konrad no século 15 também mostra consciência da versão latina da "Oração de Adão" uma interpolação em Cgm 252, embora ele substitui Raziel com Raphael e Seth com Sem. 

"Árvore do Conhecimento"
Adão, em sua oração a Deus, pediu desculpas para ouvir sua esposa Eva חוה, que foi enganada pela serpente a comer da "árvore do conhecimento" - o עץהדעת, de acordo com o Livro de Raziel, Deus enviou o maior dos Anjos , Raziel, para ensinar a Adão as leis espirituais da natureza e da vida na Terra, incluindo o conhecimento dos planetas, estrelas e as leis espirituais de criação.
O Anjo Raziel também ensinou a Adão o conhecimento do poder da fala, o poder do pensamento eo poder da alma de uma pessoa dentro dos limites do corpo físico e deste mundo físico, basicamente ensinar o conhecimento com o qual se pode harmonizar a existência física e espiritual neste mundo físico.
O Anjo Raziel ensina o poder da fala, a energia contida dentro das 22 letras do alfabeto hebraico, suas combinações e significados de nomes.

Adão e Abraão
Segundo a tradição judaica, o anjo Raziel foi enviado à Terra para ensinar a Adão, e devido a alma elevada de Abraão, Raziel voltou para ensinar Abraão todo o conhecimento espiritual e espiritual leis. Raziel foi enviada à Terra com um propósito específico para ensinar Adão e Abraão as formas da Natureza. O Livro de Raziel explica tudo, desde Astrologia dos planetas em nosso sistema solar, e explica como a energia criativa da vida começa com um pensamento dos reinos espirituais, transcendendo em discurso e ação no mundo físico. A energia da vida divina eterna criativo desta terra é o amor, o livro explica as leis espirituais do nascimento, a morte, a reencarnação da alma, e muitas leis espirituais de "Change".


Manual de Munique de Magia Demoníaca

Manual de Munique de Magia Demoníaca, na Biblioteca Estadual da Baviera, 849, emMunique, é um manuscrito grimóriodo século XV. O texto, composto em latim, é em grande parte sobre DemonologiaNecromancia. O texto do manuscrito, foi republicado em 1998 sob o título: "Forbidden Rites, A Necromancer's Manual of the Fifteenth century" (" Ritos Proíbidos, O Manual do Necromance do Século XV").
Partes do texto, na tradução em Inglês, são apresentadas em "Forbidden Rites" (Ritos Proíbidos), bem como, incorporado no ensaio do autor sobre o Manual de Munique, em específico e grimórios em geral. O manual ainda está para ser publicado em tradução na íntegra.
O Manual de Munique é um grimoire incomum, pois centra-se na magia demoníaca e necromancia. É quase completamente sobre os anjos e os rituais para a convocação deles. Curiosamente, é considerado por especialistas por ter sido escrito por ninguém menos que um membro do clero. Muitos de seus feitiços incluem o sacrifício de criaturas mitológicas e folclóricas e animais. Por exemplo, uma magia para a criação de um banquete imaginário envolve o sacrifício de uma poupa (um pássaro colorido encontrado em toda a Afro-Eurásia). O livro também é importante além de seu conteúdo mágico. É uma janela para a forma como o clero e os cristãos aprenderam a ver e praticar magia durante a Idade Média.


Cornelius Agrippa
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três livros de filosofia oculta


http://pt.scribd.com/doc/35928301/Tres-Livros-de-Filosofia-Oculta-Agripa

 




O Grimório Gótico



Konstantinos


Editora Madras

Nesta obra ímpar são desveladas ao leitor as implicações da dualidade do Universo e de seus opostos complementares.

A magia da noite é apresentada às crenças das trevas sem aquele freqüente clima de mistério excessivo que tende a esconder ou suprimir a verdade. Os mistérios noturnos são apresentados de forma direta, a forma como a magia se manifesta através do éter da noite é mostrada sem rodeios e muitas das mistificações criadas durante éons são desfeitas pelo autor, o qual se dispõe a discorrer sobre a magia noturna de maneira precisa e direta e cumpre bem com seu objetivo.

Desde um modelo de auto-iniciação a ilusão e encantos avançados, passando por como se dá vida a formas-pensamento, realização de sabás noturnos, captação de pensamentos, exercícios para expandir a intuição, viagens e projeções astrais, banimentos e exorcismos noturnos e magia sexual – só para citar alguns dos pontos fortes apontados nesta obra singular – , este é um compêndio significativo de uma maneira diferente de lidar com magia, aquela magia “negra” da noite, também apresentando uma nova visão sobre o conceito de magia negra, como já podemos captar nesta frase de Konstantinos:

Desde os primeiros dias, Paganismo, luz e escuro têm a ver com a conexão da humanidade e a divindade. 

Um ponto interessante deste livro, o qual merece destaque, relaciona-se à rede de formas-pensamento, incluindo exemplos históricos, assim como à duplicidade

 “luta contra/criação de demônios”.

Uma nova, mais negra, identidade nasceu dentro de você.

Realmente, caso o leitor esteja aberto para desfrutar as dádivas da magia noturna, por meio da leitura desta obra e posterior prática (Nocturnicon e outros rituais e exercícios, incluindo uma forma diferente do Tarot), uma nova identidade mágicka surgirá em meio às trevas.
Uma leitura fundamental para os amantes da Mágicka negra da noite e aspirantes a magos noturnos ou praticantes de magia em geral.
Abra seus olhos para uma nova visão da escuridão.

Deixe que a noite e os deuses sejam seus guias.



Grimório para o Aprendiz de Feiticeiro





Magia para o dia-a-dia Oberon Zell – Ravenheart



O livro pode assustar a princípio, pelo número de páginas, no total são 720, mas ao sentar e começar a ler o livro, quando me dei conta, já havia devorado 28 páginas. Essa resenha, com os principais tópicos abordados nesse grimório, servirá perfeitamente para os que estiverem na dúvida sobre qual livro comprar para orientação na jornada à feitiçaria com um ótimo livro de cabeceira.
Etapa a etapa, o autor, Oberon Zell-Ravenheart, feiticeiro com décadas de experiência, parte da Grey School of Wizardry (Escola Cinzenta de Feitiçaria), traz esse livro, dividido em cursos e aulas, que tem como objetivo principal auxiliar o estudo de um aprendiz de feiticeiro por 7 anos. É possível optar por fazer uma leitura-estudo linear, para aprender do zero, ou para aqueles que já têm um nível iniciante/médio e queiram ter um livro para poder consultar as tabelas de plantas, substâncias, bestiários, além das dicas diversas.
Entre os exemplos citados estão personagens e criaturas de ficção, como Harry Potter ou O Senhor dos Anéis, porém são utilizados para retratar apenas conhecimentos e magos reais. Colocando esses personagens, acaba por ligar a magia real com o nosso imaginário cultural, tanto de livros quanto de filmes.


primeiro curso aborda a feitiçaria em si. A definição de feiticeiro, feitiçaria, adeptos e grimórios (ou livros negros, como são comumente chamados).
Entre os destaques desse curso, estão:
  • Glossários dos conceitos mágicos;
  • Glossário: Feiticeiros, bruxa e magos;
  • As cores da magia;
  • Glossário de talentos psíquicos;
  • Dicionário de símbolos e/de sonhos;
  • Glossário de conceitos metafísicos.
Na saga lendária da Busca do Herói, o papel do feiticeiro é menteorear o jovem herói, ensinando-o a ver além das aparências do mundo. Ele ajuda o herói a aprender a perceber os padrões subjacentes que ligam todas as coisas. Apenas se lembre do modo como Obi-Wan Kenobi ensina Luke Skywalker a respeito da Força, e você entenderá o que estou dizendo.
No segundo curso, temos como pontos de destaque principais:
  • A família cósmica na natureza;
  • A Mãe Terra e seus filhos;
  • Espíritos da natureza (Devas);
  • Elementais;
  • Locais sagrados;
  • Jardinagem sob a lua;
  • A roda do ano em seu jardim.
terceiro curso é o início da parte prática do livro. É iniciado com a ética da magia, começando com a definição de ética em si. O autor apresenta e discorre sobre a Lei de Thelema e a Rede Wiccana e utiliza o exemplo da ficção do livro (e filme homônimo) “A Corrente do Bem”, além de abordar e se aprofundar em outros princípios éticos da magia como o código da cavalaria, valores tribais, entre outros.
A seguir, é ensinado sobre os instrumentos de magia. Se não o fez antes, neste momento, acabará ansiando por fazer a sua varinha, seu cajado e seus acessórios para feitiçaria.
Entre os pontos de destaque, podemos citar:
  • Museu mágico: Coleções; Modelos e engenhocas e Viveiros.
  • Feiras, festivais e reuniões pagãs;
  • Jogos de feiticeiros; Xadrez élfico; Jogos de palavras; Jogos psíquicos e psicodrama;
  • O quinto elemento;
  • Planetas, dias e chacras e correspondências mágicas.
  • Signos e símbolos com as escritas (em tabela – vide exemplo): Cuneirforme, Hebraico, Grega, Runas, Ogham, Picto, além de alfabeto mágico, hermético, glifos e sigilos para completar essa aula.

Entre outros pontos, podemos citar o Glossário de símbolos e objetos mágicos e a tabela de pedras e minerais mágicos para jóias talismânicas.
Somos os criadores da magia e somos contadores de histórias. – Willy Wonka
quarto curso, com o tema Ritos, trata da apresentação da Roda do Ano e os Sabás, um por um, seus períodos, suas simbologias e como celebrá-los.
O autor fala sobre as convencionalmente chamadas: magia branca e magia negra, mas também aborda a magia cinza.
Podemos citar esses pontos de destaque:
  • Glossário de atos mágicos;
  • As leis da magia;
  • Espaços rituais e santuários;
  • Signos lunares;
  • Calendário das árvores de Robert Graves.

Nessa parte, além de contar com um prático dicionário português – latim para feitiços, há também diversos feitiços simples para consulta, entre eles, feitiço para achar um animalzinho perdido; patuá de proteção dos elementais; feitiço para afastar a doença; para fazer um desejo virar realidade; para encontrar itens perdidos, etc.
Tanto o quintoquanto o sexto curso têm como tema: Espectro.
Entre os pontos principais da primeira parte (quinto curso), podemos citar:
  • A criação do Sanctum Astral;
  • Artes da cura;
  • Cromoterapia;
  • Bruxaria na cozinha e sabedoria das ervas;
  • Tarô, Quiromancia e Runas;
  • Poções;
  • Glossário de termos de conjuração;
  • Alquimia;
  • Bestiário natural;
  • Numerologia e geometria;
  • Cabala e a árvore da vida;
  • Mitos clássicos e heróis;
  • Viagens e aventuras lendárias;
Alguns dos cientistas mais proeminentes (como Thomas Edison) são referidos como feiticeiros em suas biografias.
A segunda parte (sexto curso) é dedicada às Artes Negras, Magia Negra, Satanismo, Demonologia, Negromancia e há também verbetes sobre: fantasmas, vampiros, zumbis e lobisomens.


Já o sétimo curso, com o tema Sabedoria, tem como pontos de destaque, os seguintes itens:
  • O Sonhar;
  • Reino das Fadas;
  • Yggdrasil;
  • Reinos dos deuses;
  • Terra dos mortos.
Há uma aula dedicada aos deuses de todas as nações incluindo o Egito e a Grécia, por exemplo, e os Tuatha de Danaan. Entre outros pontos de destaque, estão:
  • Fadas, pixies e goblins;
  • Os Sidhe élficos e os Bean-sidhe;
Neste curso, há uma parte totalmente dedicada ao bestiário mágico, incluindo um guia ilustrado dos animais fabulosos, falando sobre a Naga, Pégaso, Unicórnio, entre outros. A seguir, aborda sobre os feiticeiros da história e a vida dos feiticeiros famosos, incluindo, entre outros, Nicolas Flamel, Arquimedes e Merlin. Já a aula seguinte, ainda nesse curso, abrange a vida de Feiticeiros Modernos, incluindo Aleister Crowley e Gerard Brousseau Gardner, entre outros, fechando a aula com uma apresentação dos membros do Gray Council (O Conselho Cinzento).
Eu sou cinzento. Eu fico entre a vela e a estrela. Nós somos Cinzentos. Ficamos entre a escuridão e a luz. – Delenn, B5, diante do Gray Council, em “Babylon Squared”.
O Epílogo encerra o curso, com reflexões sobre escolhas, companheiros, dádivas, o caminho do mago, entre outros.
Já no Apêndice A, temos “A Cronologia da História da Magia e no Apêndice B, sugestões de obras para a biblioteca de feiticeiro, as quais não incluem apenas tratados de magia como também obras de ficção como “A Bússola de Ouro” e “O Hobbit”.
Recomendamos a todos que desejem trilhar o caminho para se tornar feiticeiros, como excelente passo inicial, ou somente para absorver alguns dos conhecimentos diversos que são trazidos com esse grimório* bem desenvolvido.
  


  

Grimório de Um Mago Origens Africanas


Hoje muitos falam sobre a Religião do Candomblé e da Umbanda em terras brasileiras, mas muito foi perdido com o sincretismo e com as passagens entre casas e nações. Esta obra faz este resgate. Começando em ordem sequencial para entendimento e com comentários que explicam ao público cada passagem do período pré-Orixás, ou seja mostrando a Origem Africana destas religiões. Um livro que mudará o olhar de muitos em relação às religiões de matriz africana. Maior profundidade e explicações do psique africano. Comparado ao Gênesis o título demonstra tal peso pois o livro inicia no momento da criação do Mundo Espiritual Orun e termina com os primeiros atos da criação da cidade de Ìgbò já no mundo Material (antes dos mitos dos Orixás). De fácil leitura focando não somente o público religioso de matriz africana, como todos os que queiram entender melhor a cultura Africana do povo Yorubá.





Colligium Bonisagus


Fundada em homenagem ao lendário pesquisador Bonisagus, fundador junto ao diplomático Trianon da Ordem de Hermes e também criador do Parma (escudo antimagia), reunindo os cultos Mercurianos e Herméticos na Ordem de Hermes. Os magos que fazem parte dessa casa mantêm vivas as bases da erudição e do conhecimento acadêmico do fundador da Ordem. Esses magos se aprofundam muito em teorias mágicas. Muitas das grandes descobertas da Tradição foram feitos pro magos Bonisagus. Com sua exaustiva pesquisa das fontes e causas mágicas, esses magos mais Tradicionalistas compõem uma das mais famosas Casas Herméticas.

Personagens Bonisagus 

Assuma os atributos mentais primários e não esqueça de que você precisa ter ao mínimo Erudição de Magos em 3. O personagem Bonisagus tem por característica ser mais tradicionalista e seguidor das leis do Código de Hermes.
Esferas de Influência: Primórdio, Forças, Elemento Fogo Focos: Fórmulas Mágicas, Pentagramas, Selos de Salomão, Goetia (rituais menores), Theurgia (rituais de união com Deuses), Magia (Alta Magia), Números Específicos, Enoquiano
Conceito: Pesquisador, Acadêmico, Erudito, Filósofo, Teólogo, Ocultista

Efeitos

Barreira de Nulificação do Paradoxo (Primórdio 5)Embora apenas os Arquimagos do Primórdio possam responder com certeza, os magos supõem que a natureza do Paradoxo é contrária aos aspectos amenizantes do Primórdio. Esse Efeito se baseia nessa teoria, anulando os piores resultados do Paradoxo com cargas de Quintessência. O mago investe algum símbolo de seu trabalho com a energia primordial, demonstrando a aplicação de esforço extremo e zelo em sua mágica. Então, em vez de causar choques ou distorções incomuns e inesperadas, a mágica funciona exatamente conforme designado, fortalecida pela Quintessência. Cada ponto de energia canalizado nessa rotina (até o limite de sucessos obtidos) anula um ponto de Paradoxo. Usando alguma duração extra, o mago pode lançar esse Efeito imediatamente antes de executar Efeitos mais poderosos ou somar o cuidado e poder adicionais à outra mágica, executando ambas simultaneamente.

Escudo de Parma Simples (Primórdio 3 e Esfera a ser contida 2)Essa primeira força do Escudo Parma possibilita um mago a Canalizar Quintessência suficiente ao redor de si capaz de anular os efeitos de muitos dos rituais. Enquanto a Quintessência fica pronta para anular a carga, a Rajada de presença da Esfera avisa à Quintessência que energia conter. Cada sucesso no teste da mágika (Dificuldade Básica: 7) canaliza um ponto de quintessência que anula um sucesso do Alvo no próximo teste. Alguns Magos gastam muito tempo preparando barreiras maiores, mas para isso é necessário muito poder (Esfera a ser contida 4) e a acumulação de muita Energia (Número de Sucessos acumulados em Quintessência). Magos que usam o Parma perante humanos costumam atrair a ira dos Espíritos do Paradoxo mais intensamente. O porquê disso é um mistério para os Bonisagus ainda.

Creo Ignem Impetus (Forças 3 Primórdio 2 Entropia 1)Esse poder dos Bonisagus consiste num jato de fogo capaz de destruir as pessoas com um incrível potencial. O fogo dessa rajada contêm um material místico chamado de "Hakai", do japonês destruição. Essa forte rajada é lançada contra o alvo e se torna quase impossível de ser esquivada (dificuldade 9). Além disso seu poder destrutivo consiste no fato dela afetar o alvo na sua parte mais delicada (dificuldade de absorção é 8). Porém, essas chamas são um belo atrativo para fortes choques de retorno.

Estática Mental (Entropia 5 Mente 4 Vida 4)Este temido poder dos Bonisagus fazem o seu alvo ter sua capacidade de processar qualquer informação que não seja as vitais retirada. Uma vez usada essa maldição a pessoa não pode executar nenhuma ação, e seus testes de absorção tem sua dificuldade aumentada para 8. Cada sucesso permite esse poder durar mais tempo. Em contra partida qualquer pessoa que tente ler a mente do alvo, ou domina-lo entrará no mesmo estado. Esse poder normalmente é usado com queima de arquivo sem mortes. Qualquer mago que seja flagrado usando esse poder sofre o Gilgul considerado como se fosse um temível Nephandus.

Talismãs Novos:

Grimórios ou Tomos de Magia (nível variável) 
Esses livros de Magia representam parte da superioridade Hermética em assuntos que envolvem Alta Mágica. Esses livros são conhecidos como os Tomos de Magia, livros que quando possuídos por grandes Arquimagos podem se tornar tesouros de valor inestimado. Esses livros costumam ser ornamentados com jóias e passados por Gerações de Magos. Durante a destruição de Doissetep e a morte de Herméticos na Umbra trouxe a perda de Grimórios únicos como o Perdo Mágika, o grimório precursor da idéia do Parma. Sistema: O Grimório funciona como o antecedente Biblioteca. Com um livro desses o mago pode salvar pontos de experiências quando ele tenta aprender ou aprimorar os seguintes tópicos: Cosmologia, Enigmas, Erudição (espíritos e magia), Metafísica (qualquer uma), Ocultismo e a esfera Primórdio. Quando o personagem lê o capítulo do Grimório ele joga o nível de custo do grimório contra uma dificuldade 8. Cada sucesso salva um ponto de experiência a ser gasto. Um tópico só pode ser aprendido uma vez por livro. Esse poder é cumulativo com Biblioteca (Mestres sintam a vontade a proibir personagens com grimórios e bibliotecas). Em contra partida, devido à linguagem perturbadora e difícil o personagem deve rolar sua Força de Vontade contra uma dificuldade do nível do Grimório mais 4. Caso falhe, o personagem entra em desespero e adquire uma perturbação durante 2 noites. Uma falha crítica deixa a pessoa em fúria, fazendo-a perder 1 ponto extra na sua Força de Vontade.

Grimórios Importantes
Estão listados 3 Grimórios muito importantes para a Ordem de Hermes. Esses Grimórios contêm poderes únicos. Lembre-se que Grimórios são feitos a mão, logo são muito raros e muitos deles estão perdidos pelo Mundo Físico e Espiritual. Uma busca por Grimórios Lendários pode acarretar uma longa Crônica.

Código Hermético (Nível 3) 
Esse Grimório existe em toda Capela liderada por um Mestre Hermético. Ele é muito conhecido por ser o Primeiro Grimório a se ter contato, tento em vista que esse Grimório é capaz de Despertar um humano que falhe no seu Teste de Força de Vontade. Além disse quem estiver com esse em mão adiciona 2 pontos ao antecedente Destino, e caso não o tenha, passa a ter em nível 1.

Rego Theurgia (Nível 4)Existem apenas 5 cópias deste Grimório e todas estão perdidas. Seu conteúdo comenta sobre os Deuses esquecidos do Mundo Espiritual. Seu poder conhecido é o fato dele adicionar um ponto a Esfera Espírito além de diminuir as dificuldades mágicas de Espírito em 1.

Carita et Magia (Nível 5)Esse Grimório é possuído pelos Grandes Bonisagus. Ele é um livro branco que pode armazenar mágicas para serem ativadas ao serem lidas (como o Efeito de Tempo 4, Efeito Programado). Através desse livro pode-se conhecer também alguns níveis de Esferas como Mente e Forças. Cada Grimório desse é criado por um Mago Bonisagus antes de se tornar um Arquimago, o que os torna muito raros.


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O Antigo e Verdadeiro Livro Gigante de São Cipriano

O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo. [carece de fontes]
No decorrer dos anos, o conteúdo sofreu alterações significativas, além da adequação necessária na tradução para os vários idiomas. Esses fatores colocam em dúvida a fidelidade das versões recentes, se comparadas às mais antigas.
Atualmente, não é possível falar do Livro, mas sim dos Livros de São Cipriano. As edições capa preta e capa de aço ou aquelas intituladas como o autêntico, o verdadeiro ou o único, enfatizam um mesmo acervo mágico central, e ainda exaltam o cristianismo e a vitória do bem sobre o mal.[carece de fontes] Porém, existem grandes diferenças no conteúdo. Enquanto alguns exemplares apresentam histórias e rituais inofensivos, outros apelam para campos negativistas e destrutivos da magia.
Num aspecto geral, encontra-se instruções aos religiosos para tratar de uma moléstia, além de cartomancia, esconjurações e exorcismos. A Oração da Cabra Preta, Oração do Anjo Custódio e outras da crença popular também são inclusas (Magnificat, Cruz de São Bento, Oração para Assistir aos Enfermos na Hora da Morte etc.). Além dos rituais de como obter um pacto com o demônio, como desmanchar um casamento e da caveira iluminada com velas de sebo.
Há ainda os mitos ,que o cercam: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo.[carece de fontes] De qualquer forma, o tema São Cipriano e tudo que o cerca, é um campo de estudo e pesquisa muito interessante para os ocultistas, religiosos e aventureiros.


Capa Preta

  • Dividido em dez partes
  • Considerada a única obra que contém a oração da Cabra Preta Milagrosa
  • São Cipriano levava consigo poderes ocultos obtidos por centenas de viagens feitas por todo o mundo, inclusive em certa época de sua vida obteve ensinamentos da famosa feiticeira de Évora, o qual aprendera magia negra. Isso despertou o interesse de personalidades de grande riqueza o que lhe possibilitou tornar-se dono de uma fortuna inestimável.[carece de fontes] Após a morte de Évora, Cipriano apoderou-se dos manuscritos da velha bruxa, com os quais pode invocar a presença do demônio.
  • Existem fatos concretos de que Cipriano realmente existiu, mas quando seus restos mortais foram procurados, tudo havia sido levado por um batuqueiro.


O Livro de São Cipriano


A lenda de São Cipriano - O Feiticeiro - confunde-se com um outro célebre Cipriano imortalizado na Igreja Católica, conhecido comoPapa Africano. Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se e os Ciprianos, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas. 
Cipriano – O Feiticeiro - é celebrado no dia 2 de Outubro. Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem (Santa) Justina, converteu-se ao catolicismo. Martirizado e canonizado, sua popularidade excedeu a fé cristã devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia. 
A fantástica trajetória do Feiticeiro e Santo da Antioquia, representa o elo entre Deus e o Diabo, entre o puro e o pecaminoso, entre a soberba e a humildade. São Cipriano é mais que um personagem da Igreja Católica ou um livro de magia; é um símbolo da dualidade da fé humana.
O Feiticeiro
Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia. 
Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.
A Conversão Cristã
Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade. 
Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio. 
Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz. 
A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.
Os Fantasmas
Em um capítulo de seu livro, Cipriano narra um episódio ocorrido após sua conversão: 
"Numa noite de sexta-feira, caminhava por uma rua deserta quando se deparou com quatorze fantasmas. Essas aparições eram bruxas que imploravam ajuda. Cipriano respondeu-lhes que havia se arrependido de sua vida de feiticeiro, e que havia se tornado temente a Jesus Cristo. Logo depois caiu em sono profundo, e sonhou que a oração do Anjo Custódio o livraria daqueles fantasmas. Ao despertar teve uma breve visão do Anjo. Assim, auxiliado pela oração de São Gregório e do Anjo Custódio, esconjurou e livrou a alma atormentada das bruxas."
A Morte
As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada, e Cipriano açoitado com pentes de ferro. Não cederam. 
Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram, e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiro Athanasio (que havia sido discípulo de Cipriano) julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos. 
Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de Setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do Rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por 6 dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.
O Livro
O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão, mas o mistério que envolve a vida do Santo interfere também em seu livro. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo. 
No decorrer dos anos, o conteúdo sofreu alterações significativas. Houve uma adaptação de acordo com as necessidades e possibilidades contemporâneas; além da adequação necessária na tradução para os vários idiomas. Esses fatores colocam em dúvida a fidelidade das versões recentes, se comparadas às mais antigas. 
Atualmente, não é possível falar do Livro, mas sim dos Livros de São Cipriano. As edições capa preta e capa de aço; ou aquelas intituladas como o autênticoo verdadeiro, ou o único, enfatizam um mesmo acervo mágico central, e ainda exaltam o cristianismo e a vitória do bem sobre o mal. Porém, existem grandes diferenças no conteúdo. Enquanto alguns exemplares apresentam histórias e rituais inofensivos, outros apelam para campos negativistas e destrutivos da magia.
Num aspecto geral, encontra-se instruções aos religiosos para tratar de uma moléstia, além de cartomancia, esconjurações e exorcismos. A Oração da Cabra PretaOração do Anjo Custódio e outras da crença popular também são inclusas (Magnificat, Cruz de São Bento, Oração para Assistir aos Enfermos na Hora da Morte, etc.). Além dos rituais de como obter um pacto com o demônio, como desmanchar um casamento e da caveira iluminada com velas de sebo.
No Brasil, o Livro de São Cipriano é usado largamente nas religiões afro-brasileiras, e se tornou um "almanaque ocultista" de fácil acesso que se dilui na crendice popular. Há ainda os mitos que o cercam: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo. De qualquer forma, o tema São Cipriano e tudo que o cerca, é um campo de estudo e pesquisa muito interessante para os ocultistas, religiosos e aventureiros. Por Spectrum

Um comentário:

  1. Olá! Gostaria de saber o que está escrito na Chave de Salomão, aquele com um escorpião no meio. Alguém saberia me dizer o que significa?

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