segunda-feira, 8 de setembro de 2014

QUEM É O HOMEM POR DE TRÁZ DA CORTINA

Quem é o homem por trás da cortina?


O poderoso mágico de oz não passava de um holograma fajuto.

Alguns livros e programas infantis são conhecidos por terem
 mensagens não tão infantis assim. Um deles é o Mágico de Oz.
 Um filme lançado em 1939 (com uma continuação lançada
 recentemente) baseado no livro homônimo de
 Frank Baum 
(membro da Sociedade Teosófica). Apesar dos inúmeros 
simbolismos e referências a rituais ocultistas, nesta 
postagem 
vou me ater às concepções espiritualistas e teístas existentes
 no filme.
Sinopse da história.
Basicamente, o mágico de oz conta a história de Dorothy,
 uma 
camponesa que ao ser pega por um tornado acaba sendo 
transportada
 para "Oz", um espécie de país das maravilhas. Ao chegar 
nesta 
terra, ela encontra uma fada que explica que, para voltar 
para sua casa, 
Dorothy deveria procurar o poderoso mágico de oz, único 
capaz de
 fazer isso. então Dorothy sai em busca deste mágico por 
um caminho
 indicado pela fada. Durante o caminho, Dorothy encontra 
três OUTROS 
personagens que vão ajudá-la a chegar até o mágico: um 
espantalho
 sem cérebro, um homem de lata sem coração, e um leão 
sem coragem. 
Cada um deles, também segue o caminho até o mágico
 justamente 
para ganharem um cérebro, um coração e uma coragem, 
respectivamente.

Não existe almoço grátis.
Finalmente, quando os quatro personagens chegam ao palácio do
 mágico de oz, uma série de empregados avisam que ninguém
 pode ver o poderoso mágico. Depois de muita insistência, os
 personagens
 entram na sala secreta onde se encontraria o mágico e se 
deparam
 com um grande holograma com uma figura assustadora. 
A figura 
ameaça os personagens e diz que apenas daria o que eles
 queriam, 
caso eles fizessem por merecer: eles tinham que pegar a 
vassoura de
 uma bruxa má em outra cidade.Os personagens saem do 
castelo do 
mágico e vão até a bruxa, a matam e pegam sua vassoura.

A descoberta.
Entretanto, ao entregarem a vassoura ao mágico, as crianças são

 enganadas mais uma vez: o holograma diz que eles deveriam 
voltar no dia seguinte para conseguirem o que queriam. Desta vez, 
imbuída de coragem, Dorothy questiona o holograma e diz que se
 realmente ele fosse poderoso cumpriria sua promessa e a levaria
 para casa naquele momento. No mesmo instante, o cachorro 
de Dorothy, 
que a acompanhava nesta aventura, percebe um movimento
 atrás de uma 
cortina e ao puxá-la revela o segredo do mágico de oz: ele 
era apenas 
um velho mágico que assustava a todos com seus truques fajutos para 
dominá-los.

Entre Ser e Acreditar.
Sem esperanças, as crianças questionam ao velho homem

 se ainda
 poderiam ter o que cada um queria. O mágico então explica
 que cada
 um já tinha aquilo dentro de si mesmo, e bastavam apenas
 acreditarem. 
O mágic
o então dá ao espantalho um diploma e explica que ele já 
era inteligente,
 se não fosse, não teria chegado até lá, bastava que ele mesmo 
acreditasse e convencesse as outras pessoas e aquele diploma iria 
ajudá-lo. Em seguida, ele entrega um coração ao homem de lata 
e explica
 que ele já era uma pessoa bondosa afinal, se não fosse não
 teria se 
arriscado para salvar os amigos durante a aventura. E, por fim, 
entrega uma medalha ao leão e, da mesma forma explica que só 
um leão 
corajoso poderia passar por todas aquelas provas. Para Dorothy, 
o mágico 
explica que apenas com a força do seu pensamento ela poderia
 retornar 
para sua casa. Então Dorothy fecha os olhos e mentaliza e, 
quando 
abre, ela aparece deitada em quarta como se estivesse
acordando de 
um sonho. Mas o que isso tudo tem a ver com espiritualidade?

Moral da história.
Bem, para quem não percebeu, o holograma criado pelo mágico 
de OZ
 representa Deus (pelo menos o monoteísta) e o próprio mágico 
representam os sacerdotes que querem falar em nome de Deus, 
apenas para dominar a população através de seus próprios medos. 
A medalha, o coração, e os diplomas dados aos três personagens 
representam os títulos que apenas aparentemente conferem
 àquelas
 pessoas o poder na sociedade, sem necessariamente mudá-los
 internamente. O valor de tais títulos está simplesmente na crença 
atribuída por aqueles que não o detém. O espantalho, o homem de 
lata e o leão passam a representar, respectivamente, as instituições
 acadêmicas, religiosas e militares. Durante toda a história, fica
 claro que a salvação dos personagens não está neste ou naquele 
Deus religioso que não passa de um truque fajuto, mas nos seus
 próprios esforços para atingir os seus próprios objetivos. 
Qualquer
 semelhança entre estes personagens e as instituições do
 mundo real
 não é mera coincidência.

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