quinta-feira, 23 de outubro de 2014

combustão humana continuada

O que é combustão humana continuada?

por Ricardo Manini | Edição 148
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É a teoria científica mais aceita para explicar os casos, rejeitando a "espontaneidade" do fenômeno. "Não existe combustão espontânea, sempre haverá uma causa", diz o perito americano John DeHaan, especialista em cenários incendiados. Para ele, o que ocorre é que uma fonte de calor queima a pele de cinco a dez minutos, com a pessoa já morta. A queimadura abre uma fenda no corpo, por meio da qual a gordura subcutânea, que é inflamável, vaza. Essa gordura atua como combustível para o fogo e o corpo vira cinzas.
Explicações científicas
O fogo apaga os vestígios dos materiais que geram as chamas
1. ORIGEM DO FOGO
Em pelo menos metade dos casos, o fogo parte de um fósforo ou de um cigarro aceso. Mas mesmo quando há outra origem ela não existe mais quando a pessoa é encontrada. "A origem do fogo vira cinzas, assim como o corpo", explica DeHaan
2. MAIOR INCIDÊNCIA EM IDOSOS
O fogo nunca é a causa da morte. A pessoa morre um pouco antes, devido a um histórico de problemas de saúde, como doenças cardíacas, ou de algo súbito. "Essas causas são mais comuns com o passar da idade", afirma Marcos Cintra, médico legista da Unifesp
3. BRAÇOS E PERNAS POUPADOS
"A gordura subcutânea é inflamável e faz parte do mecanismo que contribui para a combustão", diz Cintra. Essa gordura se concentra no peito e no abdômen. Nas mulheres, também nos seios. "Sem essa gordura, o fogo não continua", comenta
4. À PROVA DE FOGO
O cenário é encontrado intacto porque o fogo é baixo e localizado, embora seja longo e contínuo. "Demora de seis a sete horas para que o corpo se transforme em cinzas", declara DeHaan. "É por isso também que, em geral, ninguém vê que a pessoa está pegando fogo", explica
Curiosidade
Na série de TVMysterious Universe,o escritor americano Arthur C. Clarke afirma que alguns casos de combustão humana espontânea parecem desafiar a ciência.
Consultoria John DeHaan, especialista em cenários incendiados, e Marcos Cintra, médico legista da Unifesp

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