quinta-feira, 16 de outubro de 2014

REAÇÕES INSTINTIVAS

Reações Instintivas


Hoje vou falar sobre a influência das vidas passadas nas nossas reações.

Nunca lhe aconteceu de reagir de uma forma impulsiva, ou violenta... sem pensar? E quando se apercebeu... já tinha explodido?

Nunca lhe aconteceu de a sua reação ser desproporcional ao evento que a provocou?

Pois bem, eu sei que vai se surpreender, mas isso pode ser chamado se incorporação. E o que é que isso significa? Todos nós ouvimos histórias sobre incorporações de espíritos. Daquelas pessoas que incorporam, e às vezes até mudam a voz e aquelas coisas todas. Mas não é disso que eu quero falar.

A incorporação que eu estou a falar não é de espíritos. É de vidas passadas. Desde o início do meu trabalho que cheguei à conclusão - depois de muita investigação e de muita meditação, em que Jesus me explicava tudo - cheguei à conclusão de que muitas pessoas incorporam vidas passadas, incorporam personagens que foram noutra vida. E porquê? Porque noutra vida a atraíram situações desagradáveis e reagiram a elas de uma maneira não muito evolutiva.

Por exemplo, vamos imaginar que noutra vida uma criança é sujeita a imensa violência. E o que é que ela faz? Ela escolhe tornar-se uma pessoa extremamente revoltada. Porquê? Basicamente a sua ideia é, “se eu causar medo às pessoas elas vão ter medo de mim, vão-me respeitar e não me vão fazer mal”. Esta é a motivação inconsciente dessa decisão. Na vida passada ela morre revoltada, com imensa violência interior, com imensa raiva. Morre, vai para entre vidas.

Parêntesis: quanto mais baixa for a energia na hora da morte, mais baixa é a energia do nascimento seguinte. O céu, o “entre vidas”, tem uma energia muito alta. Ora, é como se as emoções baixas, as emoções pesadas, como não são chegam lá em cima, têm que ser regeneradas cá em baixo na matéria outra vez.

Então a criança que foi aquele personagem revoltado, violento, vai ser - desta vez – uma criança difícil, vai nascer já com muita violência, vai chorar muito e vai ser muito resmungona. O que é que vai acontecer? Essa criança vai começar a atrair situações violentas, porque nós atraímos sempre situações similares à nossa energia, a vida é um eco. Ela devolve o que emanamos. Espiritualmente, essa criança vai ter oportunidade nesta vida, novamente, de escolher ser revoltada ou de escolher aceitar o que lhe está a acontecer, aceitar a dor da impotência e fazer os lutos respetivos.

Porque a única coisa que faz limpar karma é pôr consciência e fazer luto. Não é suposto aceitar as situações negativas que lhe acontecem, mas aceitar a dor do que lhe acontece.

Ora, como essa criança, esse ser, essa pessoa não sabe toda esta teoria espiritual o que é que ela vai fazer? Vai escolher o que já conhece, vai escolher o que o seu personagem de outras vidas escolheu. Revoltar-se. E ao escolher o que ele escolheu, chama a energia dele... e ele vem. Simples, não é?

E quanto mais reage violentamente, mais se sente protegida, poderosa, e mais pede para esse personagem ficar. Ele protege-a, no fundo ele diz-lhe, “se tu escolheres o que eu já escolhi, revoltares-te, ninguém te vai fazer mal. Nunca mais.” É um padrão repetitivo de comportamento, é a mesma forma mental da vida passada, é o mesmo padrão mental, é uma escolha repetitiva. Se eu escolher revoltar-me, vou assustar tanto as pessoas que elas não vão poder fazer-me mal. E como a pessoa acha que resultou noutra vida - é tudo inconsciente - ela acha que resultou, não é? Nem percebe o quão infeliz foi, faz a mesma coisa noutra vida. E é infeliz nesta também.

Nesta vida nós vemos pessoas que querem o poder, que são ambiciosas, que são revoltadas, que são manipuladoras, que são vítimas, e tudo isso são padrões repetitivos de comportamento. Porque é que elas escolheram ser assim, se a alma só quer amor? Porque a alma só quer amor. Porque é que o ego escolhe a violência? Porque ele já conhece, porque ele acha que resultou noutra vida, porque ele traz essa memória.

Não é o personagem de vidas passadas que vive dentro de nós que é o karma. O karma é a pessoa não se relacionar com a dor que sentiu quando noutra vida aconteceram as perdas e as dores, e então escolhe ser violenta, ser poderosa, ser manipuladora. Escolhe chamar esses personagens que foi lá atrás. Tudo para fugir da dor.

Por isso, existe a dor, que é o karma, o luto que não foi feito, e depois existe o que nós escolhemos vibrar para não ir à dor. E esses personagens que escolheram vibrar isso, nesta vida estão mais vivos do que nunca. A pedir para que nós voltemos a escolher a mesma coisa.

Como é que isto se resolve? Uma regressão a vidas passadas. Ir lá atrás, ir à vida passada perceber o que é que eu fui, qual é “o” ou “os” personagens que moram aqui.  Eu costumo chamá-los de “monstrinhos” -  todos temos o nosso lado negro, os nossos “monstrinhos”. Por isso, ir lá atrás, ver que tipo de “monstrinho” é que eu me tornei e rejeitá-lo nesta vida, não o alimentar. Porque, como dizia um mestre índio dos EUA, nós temos dois lobos dentro de nós, um muito bonzinho e muito querido que só quer amor, e um mau, que assusta toda a gente, que é terrível. Qual é que vai vencer? O que nós alimentarmos.

Por isso, ir à vida passada, fazer a regressão vai elucidar quem eu fui, como é que eu me defendi da vida, para saber se estou a reproduzir isso nesta vida. Porque enquanto eu estiver a reproduzir as mesmas coisas que eu fiz na vida passada, eu não estou a evoluir, de todo. É só mais do mesmo. E quanto mais eu for lá atrás a uma vida passada perceber o que aconteceu, por consciência, para escolher diferente, aí sim, eu estou na via da evolução. Finalmente na via da evolução.

Hoje falei sobre influência das vidas passadas nas nossas escolhas, e nos próximos vídeos, vou falar sobre mais sintomas.

Até já.

Alexandra Solnado

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