quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Introdução às sete cátedras

Sexta cátedra – As glaciações



Inquestionavelmente, a humanidade terrestre passou por diversas fases de desenvolvimento e isso é algo que temos de analisar judiciosamente.
Fala-se da evolução mecânica da natureza, do homem e do cosmos. Do ponto de vista antropológico temos de compreender que há duas classes de evolução. A primeira iniciar-se-ia obviamente com a cooperação sexual devidamente compreendida em todos e em cada um de seus aspectos. A segunda é diferente. No princípio, a raça humana multiplicava-se da mesma maneira que as células.
Bem sabemos que o núcleo divide-se em dois dentro da célula viva, que especializa uma determinada quantidade de citoplasma e matérias inerentes para formar células novas. As duas novas células por sua vez dividem-se em outras duas e assim mediante este processo fissíparo de divisão celular desenvolvem-se os organismos e multiplicam-se as células.
Se no princípio os andróginos dividiam-se em dois, mais tarde tudo isso mudou. Houve necessidade de se preparar o organismo para a reprodução mediante a cooperação sexual. Foi na Lemúria, continente outrora situado no oceano Pacífico, onde se realizaram os principais eventos relacionados com a reprodução.
No início, os órgãos criadores, o lingam-yoni, não estavam completamente desenvolvidos. Era necessário que esses órgãos se cristalizassem e se desenvolvessem totalmente a fim de que mais tarde, no tempo, a reprodução sexual pudesse ser realizada concretamente. Assim que, conforme os órgãos masculino e feminino foram se desenvolvendo, o ser humano já não era mais um andrógino e sim um ser hermafrodita. Então, aconteceram fatos bastante interessantes do ponto de vista biológico e psicossomático.
A célula-átomo desprendia-se do organismo pai-mãe para desabrochar e desenvolver. Em conseqüência, através de processos delicados, surgia uma nova criatura.
O segundo aspecto dessa questão foi muito peculiar. Se bem que é verdade que no início germes vivos desprendiam-se como radiação atômica para se desenvolverem externamente e se converterem em novas criaturas, nesse segundo aspecto houve certa mudança favorável. Poder-se-ia dizer que o ovo fecundado, o óvulo que o sexo feminino elimina normalmente de seus ovários a cada mês, tinha certa consistência extraordinária.
Em si mesmo, em sua construção intrínseca, era um ovo, um ovo fecundado dentro do organismo pai-mãe, no interior do hermafrodita, mas um ovo que ao sair para o mundo exterior podia se desenvolver ou ser guardado; até que no fim se abria para que uma criatura emergisse dali, uma criatura que se alimentava nos seios do pai-mãe. Isso por si só é muito importante.
Muito mais tarde, no tempo, foi se notando que certas criaturas vinham à existência com um órgão mais desenvolvido que o outro. Por fim, chegou o momento em que a humanidade se dividiu em sexos opostos. Quando isso ocorreu, a cooperação sexual tornou-se necessária para criar e voltar novamente a criar.
As genealogias de Haeckel, com respeito à possível origem do homem e das três raças primordiais, não encaixam com a antropologia materialista que hoje invade o mundo. Infelizmente, na verdade, são motivos de riso para os antropólogos oficiais, os inimigos do divino. Eles zombam igualmente tanto da genealogia de Haeckel como das genealogias em geral.
Eles criticam as linhagens de Homero, como a de Aquiles, o ilustre guerreiro filho de Marte, ou a de Agamenon, filho de Júpiter, o que de longe manda, etc. Estas são frases ou palavras poéticas daquele homem que em outros tempos cantou a velha Tróia e a cólera do guerreiro Aquiles.
Temos de falar claro nestes rigorosos exames antropológicos. Os cientistas da época atual terão de se definir por Paracelso, o pai da química, ou pelo sosura mitológico de Haeckel. Em todo caso, é muito o que temos para inquirir neste terreno exclusivamente antropológico.
Se se negasse a divisão da célula viva ou o processo reprodutor primitivo ou primordial, teria de se negar também a reprodução da monera ou átomo do abismo aquoso de Haeckel, o qual se dividiu a si mesmo para se multiplicar. Na realidade, a ciência de modo algum poderia se pronunciar contra esse sistema primitivo de reprodução celular, mediante o ato fissíparo.
No entanto, damo-nos conta de que estas duas teorias expostas, sobre a maneira como começou a reprodução, seja por meio da cooperação sexual ou aquela outra em que os órgãos criadores deviam se desenvolver antes da possível cooperação começar, são discutíveis e espinhosas.
Todas as teogonias religiosas desde a órfica, que é bastante antiga, até a Bíblia cristã falam-nos de um comço através da cooperação sexual, porém de uma forma puramente simbólica. Poderiam estar fazendo referência à alquimia, mas jamais a um fato científico-antropológico. Não se poderia começar um processo evolutivo com cooperação sexual, quando os órgãos criadores ainda não tinham sido criados. É óbvio que deve ter havido um período de preparação para a reprodução através da cooperação, um período através do qual os órgãos criadores tiveram oportunidade de desabrochar e se desenvolver na fisiologia orgânica do ser humano.
As escrituras religiosas, tanto do oriente como do ocidente, tem sido muito adulteradas, com exceção das do Vishnu Purana. Por exemplo, diz-se que Data depois de ter dado aos seres humanos a capacidade de se reproduzirem através da cooperação, declarou: Muito antes de que o ser humano pudesse ter essa capacidade, muito antes de que a cooperação sexual entre homens e mulheres existisse, já haviam outros modos de reprodução. Está se referindo às etapas anteriores à formação dos órgãos criadores no ser humano.
Ele não chegou ao ponto de afirmar que os sistemas anteriores à cooperação não tivessem relação alguma com a energia criadora. Penso que a energia sexual propriamente dita tem outras formas de manifestação e antes de que os órgãos criadores tivessem se desenvolvido na espécie humana, tal energia teve outros modos de expressão para criar.
É uma lástima que as sagradas escrituras de todas as religiões tenham sido adulteradas. É de nosso conhecimento que até o próprio Edda não deixou de alterar um pouco o Pentateuco da Bíblia hebraica. A todas estas, torna-se indispensável que sigamos analisando e meditando: de onde se desenvolveram as diversas raças?
Já dissemos várias vezes que isso do Noé pitecóide resulta bastante absurdo, tanto quanto o cinocéfalo com rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo. São questões utópicas que não têm qualquer embasamento. Já rimos bastante do sosura de Haeckel, aquela espécie de macaco com capacidade de falar, algo assim como o elo perdido entre o macaco e o homem. Mas, faz-se necessário saber de onde saíram as raças. Em que cenários ocorreram essas evoluções e involuções da humanidade? É isso o que precisamos realmente conhecer. Seria possível desligar as raças humanas do seu meio-ambiente, de seus diversos continentes, de suas ilhas, de suas montanhas e de seus cenários naturais?
Chama-nos muito a atenção o fato de que a humanidade ainda viva, enquanto que os animais do mesozóico tenham se extinguido apesar da sua grande variedade. Como é possível que todos os monstros antediluvianos tenham desaparecido e que a humanidade siga vivendo? Temos posto muita ênfase neste aspecto e torna-se indispensável pensar nele.
Que o ser humano esteja relacionado com o seu ambiente não se pode negar! Quem tenham havido outras formas de reprodução diferentes da cooperação sexual também é inegável! Mas, convém conhecer o ambiente onde se desenvolveram as diversas raças. Urge que pouco a pouco estudemos os vários cenários da natureza.
De modo algum negamos que há fenômenos que os astrólogos verdadeiramente desconhecem. Que sabem sobre as mudanças ou modificações do eixo da Terra em relação com a obliqüidade elíptica? Laplace, aquele que inventou uma famosa teoria que até hoje existe, afirma que todos os mundo saem de suas correspondentes nebulosas, feito que nunca foi comprovado. Chega até a dizer fanaticamente que o declínio do eixo da Terra em relação com a obliqüidade da elíptica é quase nulo e que sempre foi assim de forma secular.
Inquestionavelmente, a geologia está contra esses conceitos astronômicos até certo ponto. Claro que o desvio do eixo terrestre dentro da obliqüidade da elíptica , inclinação para ser mais exato, indica períodos glaciais que se verificam através das idades.
Se negássemos os períodos glaciais, estaríamos afirmando coisas incoerentes porque as glaciações estão completamente demonstradas e têm sua base justamente no desvio do eixo da Terra, em sua inclinação dentro da obliqüidade elíptica. Os estudos geológicos demonstram categoricamente o desvio anterior negado pelos astrônomos. Há provas de tremendas glaciações. Já Magalhães anotara determinadas épocas de calor ou trópico no Ártico acompanhadas de glaciações e frio intenso. Concluiremos dizendo que a geologia e a astronomia ocupam posições opostas nesta investigação.
Chegamos a um ponto especial: o das glaciações. Parece incrível que no sul da Europa e no norte da África tenha ocorrido em outros tempos as mais terríveis glaciações. Na Espanha, por exemplo, pode se conhecer a época silúrica, na qual ocorreram glaciações gigantescas e isso está demonstrado pelos estudos de paleontologia. Ninguém poderia negar que foram descobertos cadáveres mumificados de animais antediluvianos na desembocadura de certos rios da Sibéria como o Obi ou Ob e outros. Isso significa que a Sibéria, que é tão fria, em outros tempos foi região tropical de muito calor, da mesma forma que a Groelândia, a península Escandinávia, Islândia, Noruega e Suécia, e toda essa ferradura que rodeia totalmente o Pólo Norte.
Que houve calor nessas regiões; impossível, diria alguém, mas a paleontologia o confirmou. Foram descobertas criaturas muito interessantes justamente na embocadura do rio Obi. Isso nos convida a refletir.
Durante a época da Atlântida, os pólos sul e norte não se achavam onde estão agora. Naqueles dias, o pólo norte e o Ártico estavam situados sobre a linha equatorial, no ponto mais extremo oriental, da África e da Antártida. O pólo sul estava situado exatamente sobre a mesma linha equatorial no lado oposto, em um lugar específico do Pacífico..
Houve pois grandes mudanças na fisionomia do globo terrestre. Autênticos mapas daqueles tempos são do conhecimento dos sábios desta época. Nas criptas antigas secretas dos lamas, nos montes Himalaias, existe mapas das antigas terras; há cartas geográficas que demonstrem ter tido o nosso mundo fisionomia diversa no passado. Pensemos na Lemúria, nesse gigantesco continente situado no Pacífico e no Índico. Estava unido à Austrália posto que a Austrália era parte da Lemúria, do mesmo modo que a Oceania.
O ártico estava localizado no ponto mais oriental, sobre a linha equatorial, da África; tudo era diferente, distinto. Por aquela época, aconteceu uma era glacial gigantesca. Essa glaciação projetou-se precisamente desde o pólo Ártico, situado na África, até a Arábia e sudoeste da Ásia, cobrindo também a Lemúria quase completamente. Toda essa zona se encheu de gelo, mas este não conseguiu passar o mar Mediterrâneo.
Resulta inquietante saber que há épocas em que nosso mundo passa por glaciações, em que o gelo invade determinadas zonas onde morrem milhões de criaturas. Tudo isso se deve realmente à inclinação do eixo da Terra em relação com a obliqüidade da elíptica.
O ser humano teve de se desenvolver em diversos cenários e nós devemos conhecer a fundo quais são esses cenários. Como surgiu a América? Como apareceu a Europa? Como afundou a Lemúria? Como foi que desapareceu a Atlântida? A Lemúria foi aceita por Darwin e ainda existe no fundo do oceano Índico.
Obviamente, os organismos passaram por um sem número de mudanças morfológicas em tais ou quais ambientes. Se disséssemos que o animal intelectual equivocadamente chamado homem tem por antepassado o famoso ratão, do qual tanto falam os antropólogos, ou melhor diríamos, o runcho citado pelos sul-americanos, estaríamos falseando a verdade.
Esse enorme ratão ou runcho da América do Sul vem, como já sabemos, da Atlântida de Platão. Sabemos também que o homem já existia muito antes da Atlântida, logo o homem é anterior ao famoso runcho atlante.
Se afirmássemos que o homem vem de certos primatas e, mais tarde, de certos hominídeos da antiga terra lemuriana, tão aceita por Darwin, também estaríamos torcendo a realidade, porque antes de os símios existirem, muito antes de os tão cacarejados primatas e hominídeos aparecerem, o homem já existia. Ainda mais, antes de que a reprodução das espécies se desenvolvesse por cooperação, o homem já existia. O homem é ainda muito anterior à própria Lemúria aceita por Darwin.
Temos de reconhecer que esta raça humana tem sido estudada de forma superficial pelos antropólogos materialistas. Esta raça que passou desde os tempos monolíticos pelas etapas do eoceno, mioceno e plioceno é mais antiga que os continente atlante e lemuriano. Porém, precisamos seguir estudando os diversos cenários do nosso mundo para compreender melhor os vários processos de evolução e involução que os gnósticos são firmes nos conceitos. Se se lhes põem a escolher a um Paracelso, como pai da química moderna, e um Haeckel, como famoso criador do mítico sosura, francamente se resolveriam pelo primeiro, pelo grande sábio Paracelso.
(Samael Aun Weor, Samael Aun Weor)

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