quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Introdução às sete cátedras

Segunda cátedra – A origem do homem

 


O tema da origem do homem é realmente muito discutível, muito espinhoso. Charles Robert Darwin assentou certos princípios em sua obra que devem ser lembrados pelos antropólogos materialistas. Darwin diz que uma espécie que evolui positivamente, de modo algum poderia descender de outra que evolui negativamente.
Darwin afirmou também que duas espécies similares, porém diferentes, podem fazer referência a um antecessor comum, mas nenhuma proviria da outra. Assim que, conforme vamos avançando nestas análises da antropologia profana , vamos encontrando certas contradições no materialismo.
Como é possível que os princípios darwinistas sejam ignorados? Como é possível que ainda hoje em dia exista quem pense que o homem provém do macaco? Inquestionavelmente, os fatos estão falando por si sós e até agora não se encontrou o famoso elo perdido. Onde está?
Muito falou-se contra a existência do pai de Manu, o Dhyanchoham, mas, na realidade, somam-se a milhões as pessoas no mundo oriental e ocidental que o aceitam. Ademais, é bem mais lógica tal crença do que a daquele homem-macaco de Haeckel, o qual não passou de mais uma fantasia de seu autor. Os tempos vão passando e ainda não se descobriu em lugar algum da Terra o famoso homem-símio.
Onde está o mono que raciocina, que pensa e que tem uma linguagem própria a de todo mundo? Mas, qual é?
Esta classe de fantasias literárias não serve, no fundo, para nada. Observe-se, por exemplo, o tamanho dos cérebros: a massa cefálica de um gorila não alcança sequer a terça parte do cérebro de qualquer selvagem do nosso globo terrestre. Faltaria um elo que ligasse o gorila mais adiantado com o selvagem mais atrasado da Austrália. Onde está essa junção? Que foi feito dela? Existe?
Fora de dúvida, no continente lemuriano, na era mesozóica, surgiram os primeiros símios. Qual seria a sua origem? A gnose afirma de forma enfática que determinados grupos lemurianos humanos misturaram-se com animais dando origem às espécies simiescas. Haeckel jamais opôs-se ao conceito de que os macacos tenham tido seu nascedouro na Austrália, na Lemúria; ele sempre aceitou a realidade do continente lemuriano.
Agora, reflitamos um pouco. Onde se localizava a Lemúria? No oceano pacífico, obviamente. Ela cobria uma extensa zona desse oceano. Através de dez mil anos de terremotos, foi afundando pouco a pouco nas embravecidas ondas, porém restaram alguns vestígios: a Oceania, a Austrália, a ilha da Páscoa, etc. A Lemúria teve realidade. Ocupou seu lugar num tempo longínquo. Isto poderá molestar os antropólogos materialistas partidários da Pangaea. Esses senhores agarraram-se no dogma da Pangaea e nem remotamente aceitam a possibilidade da Lemúria.
Que os símios tenham surgido na era cenozóica, no próprio mioceno, terceira parte a contar do eoceno, não tem absolutamente nada de raro! Mas nossas afirmações não terminam aqui. Outras espécies de macacos surgiram também na Atlântida de Platão, continente que também não passa de um mito para os fanáticos materialistas da Pangaea. No entanto, a Atlântida existiu ainda que eles o neguem. Já foi descoberta ainda que eles se oponham. Qualquer um que tenha estudado o solo marinho sabe muito bem que entre a América e a Europa existe uma grande plataforma submarina. Ainda há pouco, alguns cientistas descobriram a Atlântida e se propuseram a explorá-la desde a Espanha. No entanto, era época do regime de Franco e não lhes foi permitido realizar as suas investigações.
A Atlântida portanto não é como se crê uma lenda fantástica, mas uma tremenda realidade. O mapa do mundo em outro tempo era completamente distinto. Tudo vai mudando, até a própria Pangaea dos seguidores de Alfred Wegener teria de sofrer grandes mudanças. Bem sabemos que os continentes flutuam e tendem a realizar deslocamentos. Dom Mario Roso de Luna o explicou claramente e isso não deve surpreender mais a ninguém. Nisso os fanáticos materialistas da Pangaea estão de acordo, não o negam, porém lhes falta muito ainda para conhecerem as causas de tais flutuações continentais. Considero que se estudassem a Dom Mario Roso de Luna completariam melhor as suas informações.
Se pensássemos em nossa Terra como um ovo, a gema seria os continentes que se sustentam sobre a clara. Entre a gema e a clara não faltariam substâncias, líquidos e elementos que a ciência materialista ainda hoje desconhece plenamente.
Há quem acredite que certos tipos de superiores, como o gorila – gênero de macaco antropomorfo da África Equatorial; com uma estatura de uns dois metros e um peso máximo de 250 quilos -, o orangotango – do malaio: homem dos bosques; grande macaco antropomorfo da Sumatra e Borneo, altura entre 1,20 e 1,50 metros, arborícola, facilmente domesticável – e o chimpanzé – macaco antropomorfo da África – vem da Lemúria. Também há quem afirme categoricamente que as classes inferiores como os catarríneos, os platirrinos etc., vêm da Atlântida. Nisso, não podemos fazer objeções, porém temos de refletir com profundidade.

Atualmente, estão sendo feitos certos comentários muito simpáticos. A ciência materialista inventa todos os dias novas hipóteses. Estabeleceu-se uma cadeia curiosa e ridícula por excelência com relação aos nossos possíveis antepassados. Como rei dessa cadeia aparece o tubarão, do qual descendem, segundo dizem os antropólogos, os lagartos. Teoria ridícula, somente concebível por mentes de lagartos.
Depois, prosseguem com o famoso opossum, criatura similar ao crocodilo, um pouquinho mais evoluída, segundo enfatizam. Daí passam, seguindo o curso da grande cadeia de maravilhas, para certo animalzinho ao qual se tem dado modernamente muita importância. Refiro-me de forma enfática aos lêmures. Atribuem-lhe uma placenta discoidal, questão que é refutada pelos zoólogos. Contradições gigantescas são encontradas nos recôncavos da falsa ciência, que prossegue dizendo que os lêmures podem ter existido há uns 150 milhões de anos, de quem descende por sua vez o macaco e por fim o gorila. Nessa fantástica cadeia, o gorila é
o nosso antecessor imediato, o predecessor do homem.

Alguns antropólogos, como dizia em minha primeira cátedra, não deixam de encaixar nestes tempos ao pobre ratão e até querem incluí-lo nesta cadeia. Como? De que maneira? Eles e suas teorias! Afirmam com um tom de extraordinária sapiência que o homem era diminuto, microscópico, isto é, tão pequeno que nos assombraríamos hoje ao vê-lo. Em que se baseiam? Em que o ratão é pequeno? Segundo eles, nós também somos filhos do ratão. Não sei em que parte o incluem, se antes dos lêmures ou depois deles.
Divulgam que fomos crescendo até chegar à altura de uma grande civilização, perfeita e extraordinária, como a que hoje temos. Nos dias atuais desta grande civilização, o ratão passa a ocupar o primeiro posta nas conferências públicas. Se as coisas continuarem assim, dentro de pouco tempo o governo terá de proibir a matança de ratões, pois segundo eles, são nada menos do que nossos antepassados.
Onde estão os elos? Como é possível que do esqualo, assim por assim, apareça da noite para o dia ou através de uns quantos séculos o lagarto? Os milhões de anos passaram e os tubarões seguem tranquilos. Nunca se viu de uma espécie de tubarão, seja no Atlântico ou no pacífico, nascerem novos lagartos. Segundo me consta, os crocodilos ou caimãs que conheço, se não estão demasiado civilizados, e andam pelas ruas inventando teorias, na realidade, não se encontram no mar e sim nos rios ou lagos. Alguém conhece alguma espécie de lagarto que tenha surgido das embravecidas águas do oceano? Bem sabe todo mundo que os lagartos são da água doce. Vimo-los nos grandes rios; isso me consta. Visitei os oceanos e nunca vi ou escutei de algum pescador que se tenha apanhado um lagarto em pleno mar. Pescaram tubarões, porém lagartos….quando?
Estamos falando de fatos concretos, claros e definitivos. Onde estariam os laços que ligam o lagarto com o opossum? Onde estão os elos que ligam o opossum com os lêmures, os quais, desprovidos de placenta, são assinalados por Haeckel como uma criatura com placenta discoidal? Prosseguindo, onde estariam os encadeamentos que uniriam os lêmures com o antropoide? Onde estão os elos que relacionam o mono com o gorila e onde estão as junções do gorila com o homem? Quais são? Estamos vendo eventos precisos e observa-se que faltam pontos de conexão.
Falar assim porque sim resulta demasiado absurdo. Comentou-se muito sobre a monera, o átomo do abismo aquoso, primeira gota de sal em um oceano silúrico, cheio de lodo no fundo e onde ainda não havia sido depositada a primeira camada de rochas. Mas, qual é a origem da monera? Porventura, poderia se conceber que algo tão extraordinário como o primeiro ponto atômico do protoplasma, tão devidamente organizado e com uma construção tão complexa, pudesse ser o resultado da sorte, do acaso? Entendo que ao se negar os Princípios Inteligentes da Natureza, o tempo vai passando e com ele a antropologia materialista irá sendo destruída pouco a pouco. Os antropólogos materialistas até agora não puderam dizer em que data e como surgiu o homem. Hipóteses e nada mais, hipóteses ridículas, conjecturas que não têm fundamentos sérios.
Muito se apela na antropologia materialista à Austrália. Resulta mui socorrida a posição da antropologia oficial ao dizer que as tribos selvagens que vivem na Austrália descendem do macaco. Cientificamente, isso cai por si só. Medidos os cérebros e feitas as confrontações. Vê-se que o cérebro do macaco mais avançado não alcança metade do volume do cérebro de um selvagem australiano. Faltaria pois, um ponto de união entre ambos. Onde está esse elo? Que o apresentem aqui para que possamos vê-lo.
Em minha primeira cátedra, dizia que eles, os senhores do materialismo antropológico, afirmam de uma maneira eloquente que não crêem senão no que vêem, mas os fatos estão demonstrando sua falsidade. Estão crendo com firmeza em hipóteses absurdas que jamais viram. Isso de atribuir, de dizer, que nós viemos do tubarão, isso de estabelecer uma cadeia de caprichos, simplesmente por “parecências” morfológicas,, demonstra no fundo a superficialidade levada ao extremo. Se escrevem isso, estão abusando demais da inteligência dos leitores. Se falam e ensinam isso, tornam-se terrivelmente cômicos e até absurdos.
Que na Lemúria os homens tenham se misturado com animais, não o pomos em dúvida. Daí resultaram não somente os símios, porém múltiplas formas monstruosas que ainda hoje tem-se documentação, tanto no leste como no oeste do mundo.
Citaremos como exemplo certos símios lemurianos estranhos que poderiam servir de mofa aos materialistas superficiais desta época, porém alguém tem de confirmar com coragem o que é verdade. Quero me referir a uma espécie que existiu e que tão rápido se punha em suas mãos e pés, como qualquer símio, como se erguia sobre seus dois pés. Havia os de cara azul e os de cara vermelha. Foram o produto do cruzamento de certos seres humanos com animais subumanos do mioceno, especialmente da era mesozóica. Encontramos referências a seu respeito sobretudo em papiros, códices, tijolos, em antigos monumentos e em manuscritos arcaicos. Assim que, foram múltiplas as formas simiescas que surgiram no velho continente de Mu.
Porém como teria surgido o homem? De que maneira? Até agora, todas estas interrogações têm sido um verdadeiro enigma, um quebra-cabeça, para os materialistas seguidores de Darwin, Haeckel; mesmo para os modernos antropólogos. Onde poderíamos achar a origem do homem? Inquestionavelmente, no próprio homem. Em que outro lugar?
Agora, tomemos a Austrália concretamente. O que dizem os antropólogos materialistas? Afirmam que as tribos australianas têm como ascendentes aos antropoides. Claro que não podem provar isso, porém o afirmam, acreditam nisso. Vejam todos quão paradoxais resultam esses senhores! Os clãs australianos são os mais primitivos que existem atualmente no mundo. Qual seria a origem da Austrália? Ora, a Austrália é um pedaço da Lemúria, situada no oceano Pacífico, uma terra velha.
Onde estarão os antepassados dessas tribos? Falemos de seus corpos físicos. Obviamente, acharemos suas ossadas no fundo do próprio Pacífico. São esqueletos de animais porque os clãs australianos são misturas de homens e animais que passaram por muitas transformações e que atualmente ainda existem. Teria de se observar tais famílias para se dar conta de que se trata do cruzamento de habitantes da antiga Lemúria com certos animais da natureza. Na Austrália há lugares em que o corpo das pessoas tem cabelo tão abundante que mais parece o pelo de animais. Isto dá uma base aparente para que os senhores materialistas digam: Eis aí…são os filhos dos antropóides…nossa teoria está demonstrada… Os antropólogos materialistas são terrivelmente superficiais, não possuem maturidade no entendimento; trata-se de mentes em estado de decrepitude, degeneradas, o que é muito lamentável.
Se queremos buscar a origem do homem, temos de conhecer a fundo a ontogenia. Observem os processos de recapitulação do ser humano no ventre materno. A natureza sempre recapitula. Olhem uma semente, o germe de uma árvore, aí está uma árvore em potencial. Só falta que se desenvolva. Para que progrida, precisa de terra, água, ar e sol. A natureza recapitula todos os processos da árvore que serviu de pai nesse germe que se há de desenvolver.
Em outros termos, diríamos que a natureza recapitula nesse germe o que há de se desenvolver: os processos pelos quais passou toda a família dessa árvore, toda essa espécie de árvores, as quais vão se desenvolvendo lentamente e crescendo da mesma maneira que as outras árvores ou que a árvore da qual se desprendeu o germe. Há um processo de recapitulação folha por folha até que a árvore dá finalmente o seu fruto e a semente para que outras árvores nasçam e continuem fazendo sempre as mesmas recapitulações.
Observemos, a natureza recapitula no cosmos todas as suas maravilhas. A cada ano voltam a primavera, o verão, o outono e o inverno. É uma perfeita recapitulação. Assim também, no ventre materno, há recapitulação correta de toda a espécie humana. Ali estão, no ventre humano, todas as fases pelas quais passou o ser humano desde as suas mais antigas origens. Portanto, ninguém poderia negar que o feto, no ventre, passa pelos quatro reinos da natureza. Ele primeiro é pedra (mineral), depois planta, por terceiro é animal e no final homem.
Como germe, o corpúsculo é inorgânico. É o óvulo que se desprende do ovário e que vai se unir com a matéria orgânica. A circulação conduz o óvulo até o próprio fundo da matéria para seu desenvolvimento.
No segundo aspecto, vemos o estado vegetal: uma espécie de cenoura, redonda em sua base e pontuda na parte superior. Quando se a estuda clinicamente, mais parece uma cebola com diversas capas entre as quais há um líquido maravilhoso. Do umbigo dessa aparente cebola pende a possibilidade do feto como o fruto de uma planta. Eis aí o estado vegetal.
Mais tarde, aparece a forma animal. O feto assume o aspecto de um filhote de rã e isto está completamente demonstrado. Por fim, assume a figura humana. As quatro fases, mineral, vegetal, animal e humana, foram recapituladas.
Conhecendo-se e analisando o exposto, concluiremos dizendo que a nenhum médico consta ter visto nessas quatro fases do feto a forma do antropoide. Qual foi o cientista que viu, durante o processo de recapitulação fetal, o feto tomar alguma vez o aspecto de um gorila, de um orangotango, dos macacos catarríneos ou dos platirrinos? Portanto, o que a ciência materialista afirma é absurdo!
A origem do homem tem de ser procurada no próprio ventre da mulher. Nesses processos de recapitulação está a origem do homem e as fases pelas quais passou.
Tampouco apareceu um tubarão no ventre de uma mãe! Que houve com os lêmures antes mencionados e pelos quais Haeckel se apaixonou? Onde estão? Em que fase da gravidez aparecem? Por que esses senhores querem sair do correto? Por que não buscam a origem do ser humano no próprio ser humano? Por que buscam fora? Todas as leis da natureza existem dentro de cada um. Se não as encontrarmos em nosso interior, muito menos no exterior.
Chegamos a um pondo delicado e bastante difícil: que fomos pedra, planta, animal e homem! Isto está bem aceito, mas quando? Como? Que causas primárias e secundárias governaram todos esses processos? Enigmas. Se os senhores materialistas não estivessem tão fanatizados com o dogma da geometria tridimensional de Euclides, isto poderia ser esclarecido. Tudo seria diferente. Infelizmente, estão empenhados em querer que todos aceitem esses artigo de fé.
Querem nos manter engarrafados dentro desse fundamento. Isto é tão absurdo como querer engarrafar a vida universal ou querer encerrar o oceano dentro de um copo de vidro.
Que existe uma quarta vertical, uma quarta coordenada, isso é inegável, porém incomoda aos materialistas. No entanto, Einstein, que cooperou na fabricação da bomba atômica, aceitou a quarta dimensão. Na matemática, ninguém pode negar a quarta dimensão, porém às pessoas materialistas desta época nem sequer assim lhes entra este conhecimento de que pode existir outras dimensões superiores na natureza. À força querem que nos encerremos no mundo tridimensional de Euclides.
Devido a essa falsa e absurda posição, a física encontra-se totalmente detida em seu avanço. Nesta época, já deveriam existir naves cósmicas capazes de viajar através do infinito, mas isso não será possível enquanto a física permaneça embutida no dogma tridimensional de Euclides.
Se esses senhores, que até agora não foram capazes de responder às perguntas: de onde surgiu o homem, em que data, como e quando, aceitassem a possibilidade de uma quarta, quinta, sexta e sétima dimensões, tudo seria diferente. No entanto, estamos seguros que não a aceitarão jamais. Por que? Porque suas mentes estão em processo de franca degeneração devido ao abuso sexual. Nessas condições, não é possível compreender as teses que nós expomos. Para entendê-las, teriam de começar a regenerar o cérebro. Depois, sim, aceitariam nossos postulados gnósticos.
Pedra, planta, animal e homem; eis aqui a base de uma antropologia séria. Pensemos agora na forma anterior ao estado humano, em nossos legítimos antecessores. Inquestionavelmente, nos encontraríamos com a vida animal na natureza, porém situada na quarta dimensão. Isto é chocante para o materialismo. No entanto, eram os próprios materialistas que riam de Louis Pasteur e suas teorias, que mofavam dele quando desinfetava os instrumentos cirúrgicos. Não acreditavam nos micro-organismos porque não os viam, mas hoje aceitam.
Pode haver vida animal numa quarta coordenada? Mas, é claro que sim! Haverá algum método de comprovação? É óbvio que sim, porém são métodos bem diferentes dos da falsa ciência, já que esta se encontra num estado retardatário. Quem tem esses processos e sistemas? Nós o temos e com muito prazer os ensinamos àqueles que querem de verdade investigar no terreno da ciência pura. Houve vida animal na quarta coordenada? É lógico que houve. Houve vida animal na quinta coordenada? Naturalmente houve!
Houve vida mineral na sexta coordenada? Sim, mas esclareço: a vida mineral na sexta coordenada, a vida vegetal na quinta e a animal na quarta de modo algum se pareciam à vida animal, vegetal ou mineral deste mundo meramente físico. Que mais tarde essa vida mineral, vegetal e animal se condensou neste globo terrestre, de matéria tridimensional, não o negamos; isso se fez através do curso de milhões de anos.
Como poderíamos definir de alguma maneira os processos evolutivos preliminares da natureza? Esta questão foi devidamente traçada por Gottfried Wilhelm Leibnitz. Refiro-me às mônadas, princípios inteligentes da natureza, ou jibas. Por certo que entre a monera atômica de Haeckel e o zaristripa de Manu, o jiba dos hindus ou a mônada de Leibnitz há um enorme abismo. A monera atômica de Haeckel está muito longe do que é a verdadeira mônada ou princípio de vida.
É certo e de toda verdade que as chispas virginais ou simplesmente mônadas de Leibnitz evoluíram no reino mineral durante a época das grandes atividades da sexta dimensão. As mônadas evoluíram também no reino vegetal na quinta dimensão e depois avançaram para o estado animal na quarta dimensão. Isto é inquestionável. Essas dimensões da natureza poderão ser vistas no futuro com aparelhos de alta precisão ótica. Porém, enquanto não chega este dia, podemos estar seguros que nós, os antropólogos gnósticos, teremos de suportar a mesma zombaria que Pasteur teve de agüentar quando falava dos micróbios.
Mas, chegará o momento em que essas dimensões serão perceptíveis através da televisão e então as sátiras terminarão.

Por agora, como já lhes disse, tenta-se transformar as ondas sonoras em imagens e quando isto se verificar, todos poderão ver os processos evolutivos e involutivos da natureza. Então, o anticristo da falsa ciência ficará despido diante do veredicto solene da consciência pública.
Quanto ao organismo humano, vemos que um princípio é invisível; que à simples vista não se vê nem o óvulo nem o zoosperma, quando começam o processo de concepção, quando a célula primitiva começa a ser germinada. Quem poderia supor que de um zoosperma e de uma célula fertilizada pudesse sair uma criatura? Por acaso, se vê à simples vista? Sabe-se que existem pelo microscópio, é claro.
Assim que, tornando em fatos concretos, as mônadas que passaram pelo reino mineral na sexta dimensão são as mesmas que passaram pelo reino vegetal na quinta e pelo animal na quarta.
Foi precisamente no final da quarta dimensão que apareceu certa criatura semelhante ao antropoide. Não era um gorila, um chimpanzé ou algo similar. Ao se aproximar a época de atividade para o mundo tridimensional, tal forma sofreu algumas mudanças e várias metamorfoses, iguais às que sofreu o planeta Terra, tendo finalmente se cristalizado na figura humana.
Tenha-se em conta que a morfologia das criaturas humanas e da natureza muda conforme passam os séculos. Inquestionavelmente, a morfologia humana surgiu de acordo com a idade protoplasmática da nossa Terra para vir ter realmente existência. Assim passou pelos períodos hiperbóreo, lemuriano e atlante, alterando-se um pouco até os dias atuais.
As criaturas que nos precederam, a antiga raça humana, como o testemunham as tradições do antigo México e de diferentes países, foram gigantes e com o tempo perderam estatura até serem o que atualmente são.
A seguir, continuaremos explicando as quatro etapas, mineral, vegetal, animal e humana, exclusivamente dentro da zona tridimensional de Euclides neste mundo chamado Terra. Estou seguro, completamente seguro, que tudo isso ficaria convertido em novos enigmas, sem solução alguma, se, à medida que nos aprofundássemos nestes temas, depois do fracasso da antropologia materialista, não pudéssemos dar a data, o como, o quando e o porquê surgiu o ser humano.
Hoje em dia, não há outra saída para os cientistas além da de aceitar a crua realidade das dimensões superiores da natureza e do cosmos. Que o neguem! Têm todo o direito de negar. Que riam! Já se disse: quem ri do que desconhece está a caminho de se tornar idiota.
À medida que o tempo vá transcorrendo, a ciência materialista irá ficando despida diante das novas descobertas. Cada afundará mais e mais dentro do poço de sua própria ignorância.
Isso do Noé pitecoide com seus três filhos bastardos: o cinocéfalo com rabo, o macaco sem rabo e o homem arbóreo, serve muito bem para um Molière e suas caricaturas. Na verdade, não temos nada de pitecoide em nosso sangue e até agora os fatos têm falado por nós.
(Samael Aun Weor, Antropologia Gnóstica)

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