quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Introdução às sete cátedras

Terceira cátedra – A origem do animal intelectual

 


Chegou a hora de se fazer certas análises com relação ao homem. Em nome da verdade, tornamos a afirmar que a antropologia meramente materialista nada sabe sobre a origem do homem. Em cátedras passadas, fizemos alguns estudos sumários; agora vamos nos aprofundar um pouco mais nessa questão.
Pensemos por um momento nos tempos mesozóicos do nosso mundo, na era dos répteis. Na verdade o homem já existia antes. Claro que a antropologia materialista o nega. Mas, na verdade, a antropologia meramente profana desconhece a origem real do ser humano. A antropologia materialista não quer que o homem exista antes da era quartenária; nega-lhe a possibilidade de ter existido durante o período cenozóico, o que resulta manifestamente absurdo.
No entanto, há coisas que deixam alguém pensando: por que certas espécies como o plesiossauro e o pterodáctilo puderam sobreviver durante tanto tempo e no fim morreram, deles sobrando nada mais que restos em alguns dos principais museus?
Apesar de essas espécies terem falecido, terem se extinguido da superfície da terra, como o homem seguiu existindo? Por que se extinguiram todas as espécies da era mesozóica? Como é que os seres humanos não se extinguiram? Tantas espécies desapareceram e os seres humanos continuam vivos, como é isto? Que explicação poderia dar a ciência materialista? É lógico que não dá nenhuma. Obviamente, a espécie humana deveria ter desaparecido. Se os seus contemporâneos desapareceram, também os seres humanos deveriam ter sido eclipsados da face da terra, porém continuam.
Isto nos permite inferir a existência do ser humano bem antes da era quaternária e ainda bem antes da época dos répteis ou da idade carbonífera. Temos os direito de discutir a existência dos seres humanos em tempos que estão além do período mesozoico. Tal direito confere-nos precisamente o fato concreto de que todas as espécies da era terciária e quaternária tenham desaparecido e, no entanto, seu contemporâneo, o homem, prossiga sua existência.
Se as outras espécies se esfumaram, por indução devemos dizer que o animal intelectual chamado homem, por não ter desaparecido, deve ter existido além da era mesozoica e da idade carbonífera. Os fatos o estão demonstrando; fatos são fatos e diante deles temos de nos render.
Uma coisa é terrivelmente certa; a Bíblia fala-nos por exemplo de serpentes voadoras e Jó cita ao Leviatã. O Zohar afirma de forma enfática que a serpente tentadora do Éden era um camelo voador. Não será demais recordar que na Alemanha se encontrou uma espécie de camelo voador. Refiro-me aos restos fósseis que puderam ser perfeitamente organizados pelos antropólogos. Tem 78 pés de altura, é gigantesco, possui um pescoço comprido semelhante ao dos camelos e está provido de asas membranosas. Quando se observa o corpo daquele restos fósseis, pode-se evidenciar que, na verdade, se trata de uma serpente voadora, semelhante ao camelo quanto ao seu longo pescoço.
Seria talvez o Leviatã? Que diriam a respeito os antropólogos? Obviamente, esse sáurio ou, melhor diríamos, mosassauro é no fundo unicamente o que sobrou daquilo que foram as serpentes voadoras dos tempos arcaicos da nossa Terra. Concluiremos dizendo que o mosassauro tem mais relação com os ofídios do que com os lacertílios.
Aprofundemo-nos na questão. Há muitos aspectos nesse campo da antropologia. N a Biblioteca Imperial de Pequim havia umas pinturas nas quais se observava alguns plesiossauros e alguns pterodáctilos. Perguntamos: Como é possível que os antigos, que nada sabiam de paleontologia ou de paleontografia conhecessem espécies já extintas da época dos répteis? O antes exposto seria algo sem explicação se não fosse a possibilidade de o cérebro humano poder desenvolver certas capacidades e faculdades do tipo transcendental. Faculdades que permitem o estudo da história da natureza e do homem no fundo mesmo das memórias que jazem ocultas em tudo que é, foi e será.
Na realidade, na verdade, meus estimados amigos, temos de saber que o homem atual de modo algum é o homem real. Na única coisa que poderíamos estar de acordo com os antropólogos profanos é na questão do animal intelectual. Que este venha desde a era quaternária ou dos finais da era terciária é algo que de modo algum negaríamos.
Antes de tudo, convém se fazer uma plena diferenciação entre o homem e o animal intelectual. O homem verdadeiro existiu antes da idade carbonífera e dos tempos mesozóicos. Esse homem verdadeiro viveu na época dos répteis também. Infelizmente, algum desses seres humanos autênticos degeneraram terrivelmente no final da era terciária, durante o mioceno. Misturaram-se absurdamente como já foi por mim dito com alguns animais selvagens e desse cruzamento resultaram certos símios gigantescos. Por sua vez, esses espécimes misturaram-se com outras bestas subumanas e disso tudo resultaram os macacos que conhecemos e certas evoluções de alguns tipos de humanoides.
Tais humanoides seguiram se reproduzindo incessantemente durante a era quaternária. E também depois, nesta época em que nos encontramos. Esses humanoides são, pois, a humanidade atual, mistura de homens autênticos com animais da natureza. Agora sim se poderá ver a diferença que há entre os homens reais da primeira, segunda e terceira raças e os animais intelectuais da quarta e quinta raças, sendo esta última a em que nos encontremos. Mas, não devemos desanimar por causa disso. Os germes para o retorno ao homem estão nas glândulas sexuais; não há quem não os carregue, posto que são resultado do homem com o animal.

Se o homem contém tais germes, existe a possibilidade de que se eleve ao verdadeiro estado humano. Isso sim… Há que se trabalhar com estes germes. Há que se conhecer os mistérios do sexo para se poder criar o homem autêntico dentro de cada um.
Infelizmente, os antropólogos materialistas creem que são homens. Desconhecem completamente os mistérios do sexo e inventam múltiplas teorias sobre a origem da humanidade. Nenhuma dessas teorias pode dar resultados úteis. Penso que todas as especulações dos antropólogos materialistas estão causando um dano gravíssimo aos povos. É lamentável que a antropologia materialista esteja corrompendo a raça humana, que já está bastante degenerada e com essas fantasias cada dia se degenera mais.
Nós como gnósticos e antropólogos, temos de julgar severamente aos antropólogos materialistas, esses que dizem só acreditar no que veem e no entanto estão a crer no que não viram, em utopias tão absurdas quanto aquela de que somos filhos do ratão ou a de que nosso antepassado mandril foi um elegante cavalheiro. Temos de procurar a origem desta quinta raça humana à qual pertencemos pela Caxemira, pelo planalto central do Tibet, pelo Euxímio etc.
Não quero afirmar que as regiões citadas tenham sido o único berço da raça atual, porém em nome da verdade, há que se dizer que tais lugares da Terra foram muito importantes para a origem da raça humana. Refiro-me especificamente à pessoas da quinta raça.
Existiram cinco raças no mundo que correspondem a cinco épocas diferentes. Em primeiro lugar, vem a raça protoplasmática, depois os hiperbóreos, seguem-se os lemurianos, os atlantes e por fim vem a nossa raça ariana. Nós iremos desenvolvendo através destas cátedras a história de cada raça, ainda que de forma rápida, juntando uma descrição dos cenários nos quais se desenvolveram. Agora, limito-me a dizer que os homens da primeira raça moravam na calota polar norte, na Ilha Sagrada. Naqueles tempos, a calota polar norte ocupava a zona equatorial.
Inquestionavelmente, a forma de vida daquela raça era bem diferente da atual e sobretudo a antropologia materialista na da conhece dela. Ainda mais, estas afirmações em nada concordam com a famosa Pangaea ou grande continente primitivo. Portanto, ao dizermos tais declarações, nos expomos à zombaria dos antropólogos profanos. Eles desconhecem totalmente a mecânica celeste.
Não sabem que existe um processo de revolução dos eixos terrestres. Pensam que a Terra manteve sempre a mesma posição com relação ao Sol. É óbvio que por tal motivo inventaram a sua Pangaea, posto que lhes resulta mais cômodo do que estudar astronomia.
Os hiperbóreos viveram nessa ferradura que rodeia o polo norte. A Inglaterra e até a Irlanda pertenceram às terras dos hiperbóreos. Também fazia parte o Alasca, pois que todas essas regiões formam uma ferradura em torno da calota polar norte.
A Lemúria existiu mais tarde, no Oceano Pacífico; era um enorme continente que cobria toda a área do Pacífico.
Quanto à Atlântida, esta existiu depois no local onde está o oceano que leva seu nome.
Portanto, a fisionomia do globo terrestre mudou muitas vezes. Cinco aspectos ou cenários teve o mundo, nos quais se desenvolveram cinco raças. Não podemos aspirar a que os senhores da antropologia materialista aceitem tudo isto. Inquestionavelmente é algo impossível porque eles pensam que sabem tudo, quando não somente ignoram, como ainda, isto é o pior, ignoram que ignoram.
Os sequazes do absurdo propõem-se a atacar a gênese bíblica. Em seu afã anticlerical inventaram essas especulações que abundam por aqui e acolá. Não querem sequer entender o que significa a palavra Éden. Em sua etimologia, embasada numa raiz grega que a explica, Éden quer dizer VOLUPTUOSIDADE. Assim, pois, Éden quer dizer VOLUPTUOSIDADE.
O Éden é o próprio sexo. Toda a gênese da Bíblia é uma obra de alquimia que nada tem a ver com relatos históricos.
Aquele Éden que outrora se situou na Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates, converteu-se mais tarde na escola dos magos da Caldeia, os aleim. Esse Éden tem alguma relação com o famoso Adi-Vareha dos antigos lemurianos e até com o Jardim da Hespérides do continente atlante.
O Éden é o sexo, mas isto os antropólogos do materialismo jamais aceitariam e muito menos os grandes Mistérios Sexuais da Caldeia, da Índia, da Babilônia, do México e do Egito.
Na Lemúria, a reprodução efetuava-se pelo sistema de kriyashakti. Isto ocorreu durante a época do mesozoico, muito antes de a raça humana cair na geração animal. Bem sabemos nós que essa raça caiu no período terciário, ou seja, durante a época do Mioceno. Os verdadeiros homens da era mesozoica reproduziam por kriya shakti, o poder da vontade e da inteligência. Eles eram homens legítimos e seu sistema de reprodução não seria aceito modernamente pelos intelectuais. O kriya shakti, o sistema de reprodução dos homens verdadeiros, é um sistema sagrado que causaria riso e repulsa entre os antropólogos materialistas; sentir-se-iam como que ofendidos.
Nessa época, o sexo era considerado sagrado e jamais se ejaculava o esperma santo. O esperma era considerado como matéria venerável. Um único esperma que escapasse tornava a matriz fecunda. A raça humana possuía ingentes poderes e faculdades extrassensoriais que lhes permitiam conhecer as maravilhas do universo e do cosmos. Por isso, diz-se que viviam em estado paradisíaco. Porém, quando o homem caiu na geração animal, isto é, quando começou a ejacular a entidade do sêmen, precipitou-se na involução. Isso aconteceu na terceira parte do Eoceno. Foi nessa época que o homem caído chegou a se misturar com animais. Daí nasceu o animal intelectual.
Definitivamente, o animal intelectual não poderia jamais aceitar o sistema de reprodução por kriyashakti precisamente por sua condição animal. O sistema de kriya shakti não é para animais intelectuais e sim para homens. Trata-se de dois reinos bem diferentes. Assim que, não surpreende a nós que os animais intelectuais da antropologia materialista repilam este sistema de reprodução.
Como quer que, apesar de tudo, os germes do homem estão em nossas glândulas endócrinas, é óbvio que, se trabalharmos com o sistema de kriya shakti, poderemos regenerar o cérebro e desenvolver dentro da natureza fisiológica e psicossomática ao homem real, ao homem verdadeiro. Porém, repito, isto não agrada aos animais intelectuais.
A Gnose difundiu por todas as partes os mistérios do sexo. Se bem que o gnosticismo universal tenha aceitado o sistema de reprodução por kriya shakti, também não é menos certo que milhões de animais intelectuais o rechaçaram e não podemos criticá-los, posto que são isso: animais intelectuais, produto da relação sexual de certos homens que degeneraram na época terciária com animais da natureza.
Como poderia esse produto de homens e animais aceitar um sistema sexual que não lhes pertence? Impossível! Assim que, vale a pena refletirmos um pouco.
Vamos agora entrar num tema bastante importante a fim de que reflitam sobre ele. Afinal de contas, de onde surgiram as espécies vivas? De onde surgiu esta natureza? Por que teríamos de aceitar o dogma da evolução? Chegou o momento de nos aprofundarmos um pouco nessa questão.
Em minha segunda cátedra, disse que a espécie humana havia se desenvolvido em outras dimensões. Afirmei também que os senhores materialistas não aceitavam as dimensões superiores. Eles querem manter-nos à força no dogma tridimensional de Euclides; são como o porco que a todas as horas quer estar na pocilga e não saber de nada que não se pareça com ela.
Porém, nós não aceitamos dogmas. A eles não lhes consta todas as crenças que afirmaram, como a de que o homem venha do macaco. Darwin nunca disse que o homem vinha do macaco. Ele apenas afirmou que o homem e o macaco tinham um antecessor comum, logo Darwin abriu uma porta e nada mais.
Charles Robert Darwin nunca se conformou com o relato bíblico da Criação, pois Deus aparecia como um castigador dos não crentes. No entanto, não quis que Marx lhe dedicasse a edição inglesa de O Capital porque não desejava que seu nome ficasse vinculado aos ataques à religião. Não obstante, ele sempre conservou uma fé vaga na Divindade.
Nos estados de dúvida extrema nunca foi ateu. Isto é, nunca negou a existência de um Deus, declara em sua autobiografia. Sentia horror por tudo o que fizesse sofrer a outrem. Não admitia o sofrimento que o patrão infligia no escravo ou um homem a um animal. Dito horror foi uma das causas que o levaram a abandonar a religião. Darwin não era materialista; investigava. Ele apenas abriu uma saída. Isso é tudo.
A nós cabe aproveitar essa porta e mergulhar no mistério. Se tudo o que há até agora são hipóteses, como diz Haeckel, quem na verdade assegura de forma enfática que a geologia ou a filogenia sejam ciências exatas?
Se as teorias de um dia desaparecem no outro, se os senhores estão afirmando o que nunca viram , se estão mentindo dessa forma, então não podemos nem devemos dar-lhes crédito. Portanto, temos que apelar à sabedoria dos antigos ensinada pelo gnosticismo . Que a raça humana tenha se desenvolvido em outras dimensões, isso é um impossível para a ciência materialista, porém uma realidade para os gnósticos.
Se os antigos sábios podiam falar do plessiossauro, se podiam mencionar a diferentes feras da época dos répteis primitivos e ainda mais do período carbonífero sem saber de paleontologia, sem ter esse jargão na cabeça, é porque possuíam faculdades extraordinárias, que podem ser desenvolvidas e que residem no cérebro humano.
Os antropólogos materialistas poderiam afirmar que já conhecem o cérebro humano? É óbvio que não! Ademais, afirmo que nem a ciência médica conhece o corpo humano. Acreditam que conhecem, porém não o conhecem.
Mas, enfim, qual é a origem da humanidade, da Terra, das raças e da natureza? De tudo o que foi, é e será? Isto é o que temos para refletir agora.
Que nos dizem os nahoas sobre o omeyocan? O que é omeyocan? Diz-se que no omeyocan só há vento e trevas. Assim afirmam os nahoas. Chama-se o omeyocan, devido ao vento e às trevas, também de yoalli ehecatl e isto nos deve convidar a refletir.
Que nos diria o mundo oriental sobre o omeyocan, os eruditos do nosso país e os ocidentais? Uma vez estive falando sobre o que é a matéria em si mesma. Disse que sua forma podia ser destruída, mas que como substância a matéria continuava em outras dimensões e que, por fim, a Terra, a substância ou o germe da Terra era depositado no espaço profundo do universo, na dimensão zero desconhecida. Também afirmei que essa substância era o Iliaster. A semente ficaria depositada nas profundezas do espaço infinito esperando a hora de uma nova manifestação cósmica. Assim quando morre uma árvore, fica sua semente e nela estão todas as possibilidades para um novo desenvolvimento, para uma nova árvore.
Quando um mundo morre, resta uma semente ou matéria homogênea, insípida, incolor, inodora e insubstancial depositada no seio da eterna Mãe do espaço, Essa semente com relação ao uno é duas. Não devemos esquecer que para se ser um se precisa ser dois e que o uno se sente dois. Essa Terra caótica, primitiva, é o germe do mundo; depositado na Mãe Espaço é o omeyocan, um verdadeiro paraíso que durante o tempo de inatividade vibra felicíssimo.
Chama-se também de yoalli ehecatl ao omeyocan devido ao vento e às trevas e também porque Ehecatl é o Deus do movimento cósmico, o Deus do Vento. Yoalli ehecatl, o grande movimento cósmico do omeyocan, é o lugar onde reina a autêntica felicidade do mundo, felicidade profunda e inesgotável.
Há dias e noites cósmicas. Quando a Terra está em estado germinal, quando um mundo qualquer se encontra em estado de germe, depositado no seio do espaço profundo, dorme e sendo dois é um. Depois de um certo período de inatividade, o impulso elétrico, o furacão elétrico, faz com que os aspectos negativos entrem em atividade. Por isso, se diz que, no omeyocan, há ventos e trevas. Não querendo dizer trevas no sentindo corrente da palavra. Usamos uma forma alegórica de falar. Recordemos que nos Mistérios egípcios, os sacerdotes aproximavam-se do neófito e diziam-lhe no ouvido: Osíris é um Deus Negro. Não que fosse negro; acontece que a luz do espírito puro, a luz da grande realidade, é trevas para o intelecto. Por isso, se diz que, no omeyocan, só há trevas e vento, isto é, movimento cósmico, de onde emana a luz incriada e de onde desabrocha o movimento universal representado por Ehecatl.
No omeyocan, amontoa-se a quietude infinita antes da manifestação do Logos Solar, a unidade múltipla perfeita. O Logos Solar, na sagrada terra de Anahuac, sempre foi chamado de Quetzalcoatl. Quetzalcoatl como Logos existe indubitavelmente muito antes de qualquer manifestação cósmica. O omeyocan é o umbigo do universo, onde o infinitamente grande rebenta no infinitamente pequeno através de recíprocos redemoinhos que vibram e palpitam intensamente. Lá o grande e o pequeno se encontram, o macrocosmo e o microcosmo se encontram.
Com a aurora do universo, o furacão elétrico faz com que os átomos palpitem na forma de redemoinhos dentro do omeyocan, dentro do umbigo do universo, dentro da matriz cósmica que é o dois. No omeyocan, o tloque nahuaque é tempestade noturna de todas as possibilidades. Quando o movimento elétrico, o furacão elétrico, o torvelinho elétrico, faz girar todos esses átomos dentro da matéria caótica, persiste todas as possibilidades da vida universal. Assim o escreveram sempre os melhores autores de cosmogênese.
O Omeyocan, o Senhor da Noite, o negro Tezcatlipoca, nega-se, rebenta-se em luz e nasce o fecundo universo que Quetzalcoatl, o Logos Solar, maneja. Tezcatlipoca representa à Lua e ao Deus-Mãe em seu aspecto feminino. O omeyocan é precisamente isso, o Deus-Mãe, a matriz do mundo. Por isso, se diz que Tezcatlipoca explode em luz e a mãe incha como flor de lótus. Finalmente, nasce o universo que de fato o Logos fecunda. Em nahuatl diz-se que Quetzalcoatl então dirige e maneja esse universo que surge para a existência.
O Logos, a Unidade Múltipla Perfeita, é radical, mas, mesmo assim, desdobra-se em 49 fogos para trabalhar com o nascente universo. Inquestionavelmente, é justamente o Logos Quetzalcoatl quem dirige esse universo, a consciência cósmica governando, dirigindo, o que é, foi e será…
Estou perfeitamente seguro que a antropologia oficial não aceitaria esta concepção de Quetzalcoatl. Não temos dúvida de que a antropologia materialista repele ao Logos, o qual se encontra na tradição mexicana. Eles não querem nada com a sabedoria do México. A antropologia materialista ao rechaçar a Quetzalcoatl como verdadeiro governante do universo coloca-se de fato contra o próprio México.
Assim que, meus queridos amigos, vale a pena que reflitamos um pouco. Tampouco convém que formemos do nosso senhor Quetzalcoatl uma concepção antropormófica, não! Repito: Quetzalcoatl é uma unidade múltipla perfeita; ele é o Demiurgo dos gregos ou Logos de Platão, o Princípio Ingente da natureza fazendo vibrar a cada átomo, fazendo estremecer a cada átomo. Ele é o fogo criador do primeiro instante.
Os sequazes do materialismo antropológico jamais poderiam assegurar que conhecem o fogo. Não o conhecem e muito menos a eletricidade. A nós nos interessa o fogo do fogo e o conhecimento profundo da eletricidade.
Eles julgam e consideram o fogo como sendo um produto da combustão, mas se enganam. Na verdade, se esfregamos um palito de fósforo, vemos que surge o fogo. Dirão eles que isso é produto da combustão. Não senhor! A combustão é que é um produto do fogo. A mão que risca o fósforo tem fogo para se movimentar e mesmo o fogo está latente dentro do próprio fósforo. Basta que se elimine o envoltório de matérias químicas do palito, mediante a fricção, para que surja o fogo. O fogo existe antes do palito de fósforo ser aceso e isto é algo desconhecido para a química. O fogo em si mesmo é o logos, o princípio inteligente fundamental da natureza.
Que conste que nós jamais defenderíamos a um deus antropomórfico, o qual tanto desagrada aos materialistas! Não, nós estamos unicamente dando ênfase ao que dizemos: que a natureza tem Princípios Inteligentes e que a soma deles é Quetzalcoatl., o Demiurgo dos gregos, o Logos dos platônicos, a unidade múltipla perfeita latente em todo átomo, em todo corpúsculo que vem à vida e em toda a criatura que existe sob o sol.
Não resta a menor dúvida, queridos amigos, que o monoteísmo causou um grande mal à humanidade porque em conseqüência dele apareceu o materialismo e o ateísmo. Digo também, que o Politeísmo, levado ao extremo, causou por sua vez o monoteísmo, e dele surgiu o ateísmo materialista. O Politeísmo, tendo degenerado, deu origem ao monoteísmo antropomórfico e deste, devido aos abusos dos vários cleros religiosos, frutificou o materialismo.
Se nós aceitamos Princípios Inteligentes na natureza e no cosmos, como fundamento de toda a maquinaria da relatividade, não desconhecemos que, no fundo, A VARIEDADE É UNIDADE.
Conceituo que num futuro próximo a humanidade terá de voltar ao politeísmo, mas de uma forma monística transcendental. Deverá se equilibrar, do ponto de vista espiritual, entre o monoteísmo e o politeísmo. Somente assim poderá ser iniciada uma renovação dos princípios e uma revolução completa da consciência.
(Samael Aun Weor, Antropologia Gnóstica)

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