terça-feira, 24 de novembro de 2015

Significado de Islamismo

O que é Islamismo:

Islamismo ou Islã é uma religião monoteísta fundada pelo profeta Maomé no início do século VII. "Islã" é uma palavra árabe que significa "submissão" ou "rendição" e se refere àqueles que obedecem a “Alá”, o único e verdadeiro Deus, o criador, o provedor e o ceifador da vida. Aquele que segue a fé Islâmica é chamado de muçulmano.

Meca, situada na Arábia Saudita, é a cidade sagrada dos muçulmanos, sua fundação é atribuída aos descendentes de Ismael, primeiro filho de Abraão. Foi em Meca que nasceu e está enterrado o Profeta Maomé.
O Islamismo possui “Cinco Pilares” deveres religiosos essenciais destinados a desenvolver o espírito de submissão a Deus, são eles:
·         Profissão de fé – “só há um Deus e Maomé é seu profeta” é o credo fundamental do Islamismo.
·         Preces rituais – fazem orações cinco vezes ao dia – ao amanhecer, ao meio-dia, à tarde, ao por do sol e ao se deitar. Os muçulmanos oram coletivamente na mesquita ou individualmente, geralmente sobre um tapete, virados em direção a Meca.
·         Doações – uma contribuição anual chamada zakat é oferecida pelos muçulmanos com posse.
·         Jejum – durante o mês islâmico de Ramadan, os muçulmanos saudáveis fazem jejum durante as horas do dia.
·         Peregrinação – a peregrinação a Meca deve ser realizada pelo menos uma vez durante a vida de todo muçulmano. Lá os peregrinos circundam, sete vezes, o santuário sagrado (a Pedra Negra conhecida como Caaba) que fica no pátio da Mesquita de Al-Haram.
O Jihad é, às vezes, considerado um pilar da fé. O termo significa “luta”, sendo utilizado para descrever o dever de realizar “guerras santas” para disseminar a fé ou defender terras islâmicas. É também utilizado para indicar luta pelo desenvolvimento do espiritual.

Maomé

Maomé nasceu na cidade de Meca por volta do ano de 570. Teria, com 40 anos de idade, recebido o chamado do anjo Gabriel, que se dizia enviado por Deus para que o povo encontrasse o "verdadeiro Deus". Aqueles que acreditassem e obedecessem as leis do Alcorão seriam recompensados com o paraíso.
Em julho de 622 Maomé migrou para Medina fugindo de seus opositores, migração que ficou conhecida como Hégira, marcou o início do calendário islâmico. Em Medina tornou-se chefe da nova comunidade religiosa. Em 629 foi em peregrinação a Meca, onde foi reconhecido como líder religioso. O profeta faleceu em 632, após ter espalhado o islamismo em grande parte da Península Arábica.

Alcorão

“Alcorão” ou “Corão” é o livro sagrado do islamismo. Segundo a doutrina islâmica, o Alcorão é a coletânea das revelações de Alá ao Profeta Maomé. Redigido em árabe entre 610 e 632, não é considerado um livro de inspiração terrena, mas as palavras exatas de Alá, reveladas pelo anjo Gabriel ao profeta Maomé. Os muçulmanos afirmam que, no Corão, Alá fala de Sua essência, de Sua relação com os seres humanos e de como serão responsabilizados perante Ele no Juízo Final.  

Islamismo, Cristianismo e Judaísmo

As raízes do Islamismo, assim como as do Cristianismo e do Judaísmo vêm do profeta Abraão, personagem bíblico citado no Livro do Gênesis como a nona geração de Sem, um dos filhos do patriarca Noé, que sobreviveu às águas do dilúvio.
O profeta Maomé, fundador do Islamismo, seria descendente de Ismael, primeiro filho de Abraão. Moises e Jesus seriam descendentes de Isaac, filho mais novo de Abraão.

O que são Sunitas:

Sunitas são os povos seguidores do Islamismo, conhecidos como “Povo do Suna e da Coletividade”. O nome deriva do fato de afirmarem seguir o “Suna”, ou “Caminho Percorrido” (nome dado às palavras e atos de Maomé e seus primeiros seguidores), e também por afirmarem seguir os caminhos da coletividade de muçulmanos.

s a morte de Maomé, no ano de 632, em Medina, na Arábia Saudita, em consequência da disputa entre seus seguidores pela liderança da comunidade, que mergulhou numa guerra civil. Pelo direito à sucessão do Profeta, surgiram duas seitas majoritárias os “sunitas” e os “xiitas”.
Os sunitas acreditam que Maomé não deixou herdeiros legítimos e que seu sucessor deveria ser eleito com uma votação entre as pessoas da comunidade islâmica. A maioria dos muçulmanos é sunita, que formam o lado mais radical do islã.

O que é Xiita:

Xiita é uma seita do Islamismo, que significa "partidários de Ali". Os xiitas consideram Ali (o primo e genro do profeta Maomé) o sucessor legítimo da autoridade islâmica.

a ilegítimo os sunitas, outra seita do Islã, que assumiram a liderança da comunidade muçulmana, após a morte de Maomé. Inicialmente, os xiitas eram uma facção política que apoiava o poder de Ali Abu Talib, então, após tornar-se sucessor, acabou sendo assassinado, e a partir daí, os xiitas sentiram-se com a obrigação de defender a legitimidade religiosa e política dos seus descendentes.
Os xiitas estão presentes em vários países do mundo, mas existem alguns onde eles são maioria, como o Irã, Iraque, Paquistão, Arábia Saudita, Bahrein, Líbano, Azerbaijão, Iêmen e outros. Xiita não pode ser confundido com uma religião específica, eles são membros do islamismo, e tornaram-se apenas uma seita com outra linha de pensamento.
A seita Xiita, composta por seguidores de Ali (primo e genro de Maomé) só reconhecem como califas Ali e os seus descendentes. Diferentemente dos sunitas, consideravam o imã como mediador e chefe da natureza divina e acreditavam também num imã ainda oculto e que ainda virá (Mahdi).
Os xiitas estão divididos em várias seitas (zaiditas no Iêmen, ismaelitas no Irã e na Índia, imanitas na Síria) e são muito numerosos, sobretudo no Irã.

O que é Jihad:

Jihad é um termo árabe que significa “luta”, “esforço” ou empenho. É muitas vezes considerado um dos pilares da fé islâmica, que são deveres religiosos destinados a desenvolver o espírito da submissão a Deus.


O termo jihad é utilizado para descrever o dever dos muçulmanos de disseminar a fé muçulmana. É também utilizado para indicar a luta pelo desenvolvimento espiritual.
Ao contrário do que muitas vezes é dito, jihad não significa uma guerra santa, implica mais uma luta interna com o objetivo de melhorar o próprio indivíduo ou o mundo à sua volta. Existem grupos extremistas que usam métodos violentos para transmitirem as suas ideias, mas esse não e o conceito original de jihad.
O conceito de jihad tem dois significados para a religião muçulmana: a luta pela melhoria pessoal sob as leis do islamismo e a luta em busca de uma melhor humanidade, por meio da difusão da influência do islamismo e com o esforço que os muçulmanos devem fazem para levar a religião islâmica para um maior número de pessoas.
O esforço pessoal, espiritual e introspectivo para controlar seus impulsos, sua ira e perdoar os pecados em nome de Alá, é considerado para os muçulmanos a maior jihad.
O segundo significado, a jihad externa, está bem representada na palavra de Maomé, nela os muçulmanos são instruídos a usar meios combativos para difundir a paz e a justiça da religião islâmica para áreas que não estejam sob a influência do profeta Maomé.

Jihad-islâmica

Jihad-islâmica é uma organização palestina nacionalista, de orientação fundamentalista, que surgiu na década de 70, na Faixa de Gaza, criada por estudantes egípcios que achavam a Irmandade Muçulmana moderada demais e não comprometida com a causa palestina. Seu objetivo é destruir Israel e criar um Estado islâmico na região, sob o controle dos palestinos.
O grupo extremista é a mais independente das facções muçulmanas e conta com o apoio restrito da população. Seu líder espiritual é Abd al-Aziz e o líder principal é Ramadan Shallah, um palestino educado no Reino Unido.

Guerra Santa

A “guerra santa” é um recurso extremista usado pelas religiões monoteístas, ao longo da história, para proteger seus dogmas ou seus lugares sagrados. Esse recurso é usado também como estratégia geopolítica de expansionismo das civilizações. As principais guerras santas, já travadas ao longo da história, tiveram origem no Cristianismo e no Islamismo.




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