domingo, 7 de fevereiro de 2016

Brigas de Casais: Agressão ou Excitação Sexual?

Imagem - Briga de Casais
Alguns casais usam com naturalidade as agressões físicas como forma de resolverem brigas domésticas. Curiosamente, apesar da rai­va de ambos durante as desavenças, automaticamente eles aplicam certas regras para suavizar a agressão. Entre as “leis” do permitido e do proibido durante as lutas, encontram-se: “é proibido atacar pelas costas”, “o lugar de chutar deve ser olhado com atenção”, “deve-se ter extremo cuidado para não lesar as partes “nobres” como os seios, tes­tículos, pênis, olhos, estômago”, “os chutes ou coices são permitidos em resposta a determinadas agressões verbais mais graves, mas não às leves”: “não se pode usar objetos para agredir”, “deve-se evitar as brigas diante dos filhos”, “se o companheiro estiver deprimido, gripa­do e com diarreia, ele deve ser respeitado, não podendo ser agredido nesse dia”.
Os homens envolvidos nesse tipo de briga agem com suas mu­lheres durante estas lutas excitantes como se estivessem educando um filho. Ora a seguram, impedindo-a de se movimentar, ora a seguram para que essa não saia à rua, ou para impedi-la de lhe atirar um objeto. Sua agressão é mais simbólica que real – muito diferente do agressor típico - mais para mostrar à companheira seu maior poder físico que para feri-la. Sendo assim, os maridos só batem nos lugares apropriados, usando apenas um pouco da força, com a palma das mãos, visando controlar a agressão passageira da companheira/adversária.
As mulheres que participam dessas brigas geralmente atiram ob­jetos, quebram outros, rasgam as roupas do marido, xingam palavrões, gritam para chamar a atenção ou para pedir socorro aos vizinhos. Esse tipo de briga é frequentemente mostrado nas novelas da televisão.
Uma particularidade desses casais nos quais ambos são agresso­res é que os dois são assertivos, isto é, nenhum tem medo do outro.
Esses agressores, marido e mulher, estão sempre prontos para res­ponderem às provocações recebidas. É comum o uso do álcool por um, ou por ambos os cônjuges, situando-se em torno de 50% dos casos. As brigas se dão geralmente durante discussões acerca de questões sim­ples. Essas vão aumentando de intensidade, pouco a pouco, passando por períodos de uso de termos chulos até chegar às agressões físicas.
O interessante dessas brigas está no fato de que, muitas vezes, elas fazem nascer um certo grau de excitação sexual, o que pode ser uma razão automática ou involuntária de sua provocação. A excitação sexual talvez seja despertada pela respiração ofegante de cada con­tendor, pelo roçar dos corpos quentes e lubrificados pelo suor, pela dança dos agressores exibindo movimentos rápidos e também lentos. Toda a cena provoca a lembrança do ato sexual, realizado frequente­mente no mesmo local onde, no momento, está ocorrendo a briga. Estudiosos do assunto afirmam ser a agressão física um excitante para o organismo para a realização de diversas ações, entre elas a sexual. Por tudo isso, estas brigas terminam muitas vezes com os cônjuges rolando agradavelmente na cama “entre tapas e beijos”, com o apare­cimento do prazer, da liberação de endorfinas endógenas e de oxito­cina, bem como o retorno à suave paz.
Estes comportamentos violentos continuam enquanto o casal estiver morando junto, aumentando sua frequência nos períodos de piora nas relações. Uma vez afastados um do outro por separações, as agressões terminam. Mas quase sempre voltam com um novo ca­samento, mostrando que esses cônjuges apresentam um padrão de agressão física ao lidar com certos problemas existentes, o qual pode ser interrompido temporariamente, quando não há um cônjuge apro­priado, ou seja, pronto a aceitar o desafio e a entrar numa briga sim­bólica de amigo-inimigo.

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