quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Psicologia do Prazer






Por: Enoch Livulo
Alguém escreveu: É um Prazer Estar Enganado na inexistência da verdade. 
Não somos poeira, somos magia!
O prazer em questão não é simplesmente o sexual. Precisa-se 
compreender que o prazer verdadeiro equivale as necessidades 
pessoais que conduzem realmente ao relaxamento de nosso íntimo
 mais puro.É lamentável a falta de habilidade intelectual e emocional 
da maioria das pessoas com relação ao termo prazer. São levados 
pela pobreza cognitiva, tendo como ideia primária do prazer, como
 algo parecido ao sexo. Estamos em pleno século XXI e continuamos 
a procura de culpados face as más interpretações ao sexo inerente, 
Sartre define o homem como um ser livre, ao passo que Marcel define
 o homem como um ser falível;Compreende-se que o homem 
passa-se da liberdade, e transforma-se em  ser puramente errante.
Mas que sejam quais forem as circunstâncias, as nossas culpas, 
os nossos fracassos, devemos encontrar os motivos, e a forma de
 resolução em nós mesmos.
 O prazer e a dor prolongam-se por toda nossa vida, e são de grande
 importância para a virtude e a vida feliz, uma vez que as pessoas 
decidem fazer o que lhes é agradável e evitam o que lhes é penoso
"Cada ato que praticamos nasce de um desejo; Assim quando paro
 para admirar uma paisagem, é a resposta a um desejo do belo que me 
dá prazer.
O termo prazer tem sido constantemente sinônimo de vontade, 
desejar, de alegria; satisfação; delícia; segundo a Enciclopédia 
Wikipédia livre 2005, define prazer como uma sensação ou emoção
 agradável, ligada à satisfação de uma tendência, de uma 
necessidade, do exercício harmonioso das atividades vitais.

Aristóteles definiu o prazer em uma das suas obras como "um certo 
movimento da alma e um regresso total e sensível ao estado natural"

Dostoievski
Segundo Dostoiévski, Os Irmãos Karamazov, Em todo homem,
 habita nele um demônio oculto, que vive com o indivíduo sob forma
 de prazeres, que as vezes são concretizadas, as vezes reprimidas, etc.

Segundo Livulo (2009) Todo e qualquer indivíduo foi privado de 
prazeres na infância, prazeres que variam segundo o meio,
personalidade, etc. Assim sendo, alguns foram privados de amor 
na infância, outros de liberdade, outros de bens que muito pretendiam
 ter, outros de amizades, outros de seus ideais, outros das 
brincadeiras, outros até foram privados de elementos que desconhecem,
 E esta privação de modo involuntário posteriormente manifesta-se 
de diferentes maneiras através de distúrbios, sobre forma de efeito 
sombra ao indivíduo; como uma espécie de nervosismo; (amuado) 
pratica excessiva ou contrária do que foi privado, frustração em formas
 variadas, (melancolia, submissão, compulsão), outros até utilizam 
o mecanismo de defesa como projeção, compensação.
Periandro afirma que a liberdade é fonte de todo prazer possível”. 
Mas Aristóteles na sua filosofia do prazer afirma que “todas as coisas 
belas/boas são agradáveis e as coisas agradáveis produzem prazer.
”Quanto mais prazer temos com uma atividade, mais aumenta a nossa
 vontade de continuar a atividade Ex., o desejo de ficar mais tempo 
com quem queremos, prolongar a felicidade, comer sem repletar-se 
com a boa comida, O desejo de prolongar o orgasmo por mais
 tempo (sexo tântrico),etc. Cada prazer aumenta a atividade que
 lhe está associado, E pode, inclusivamente, torná-la mais longa, e o
 desprazer diminuía prática da atividade que lhe está associada, 
tornando-a mais curta.Ex: o desejo de liberta-se da pessoa indesejada,
 o comer para repletar-se e acantonar o prato, o desejo de terminar 
com beijo desagradável e mal cheiroso, o desejo de sarar-se da
 enfermidade, etc. O pano do fundo do prazer é o relaxamento ou o estado
 “zero”, ao passo que o desprazer o seu pano do fundo é a busca ou a 
satisfação do prazer. (ver Além do princípio do prazer, de 
Sigmund Freud) a fome de um é a sacies de outro, e a sacies de
 outro e a fome de outro.

Precisa-se ter em conta ao se universalizar o conceito de prazer, 
e não sermos reducionistas e confundirmos prazer como um elemento
 em si sinônimo de bom, pois existem definições reducionistas de prazer 
como um sentimento desejável, ou pretendido e que a dor é um 
sentimento que muito bem podemos desejar, mas que não é 
universalmente bom (não confundir prazer com felicidade, e
 o desprazer a infelicidade) cada individuo pode sentir uma dor 
agradável ou doce, é o caso da despedida de Romeu e 
Julieta, até porque Segundo Marquês de Maricá Nenhum prazer é em
 si um mal, porém certas coisas capazes de engendrar prazeres
 trazem consigo maior número de males do que de prazeres. Estaríamos
 a limitar-nos os conceitos pois alguém diria que nenhum prazer é em 
si um bem ou um mal pois existem prazeres que fazem-nos muito bem 
e que o seu fim é um mal, E há desprazeres que fazem-nos mal e que 
o seu fim é um bem, Ex. O beijo desagradável e mal cheiroso da 
prostituta não excita-me e portanto não caio no seu jogo, e evito 
prostituir-me com ela e de modo automático não pego nenhum vírus,
 não tenho nenhum prazer em tomar medicamentos mas tenho prazer 
na saúde, etc.Não quero por aqui um termo médio face a este
 pensamento prazer e desprazer, bem ou mal, mas pretende-se
 porém e simplesmente afirmar que estas características 
aparecem como elementos condicionais, ou melhor podemos dizer 
que este prazer é um mal somente depois de presenciarmos o  
fim último do mesmo.

Antes de classificarmos os prazeres, importa aqui salientar que há
 prazeres dignos e prazeres vis. Na verdade, há coisas que dão 
prazer a certas pessoas, enquanto provocam dores noutras. Algumas 
pessoas consideram-nas agradáveis e estimáveis, enquanto outras
 pessoas as consideram lastimáveis, por isso é que não devemos 
universalizar o conceito de prazer como algo agradável, e desprazer 
como o desagradável, repara: que pode haver prazer sem felicidade 
mas não pode haver felicidade sem prazer, pois felicidade implica ter 
prazer e gozá-lo, ao passo que prazer é momento, e felicidade não 
deixa de ser um projeto no qual nunca o terminamos, mas que
 está em constante processo de aprimoramento.
 Tipos de Prazeres

 A classificação dos prazeres em que me refiro abarca estas três áreas 
de modo global e que põe sob domínios outros três prazeres: Racional, 
Irracional, e o Neutro.

PRAZERES DA ALMA:que abrange os prazeres superiores, os 
quais nunca pecam por excesso.
PRAZERES EXTERIORES: que englobam a riqueza e beleza
 (são forasteiro)
PRAZERES DO CORPO: neste encontramos os prazeres da mesa e 
do sexo.
De modo global em provérbio 21.17, Salomão fala de pelo menos 
estes três prazeres, que fazem com que os homens vivam 
necessidades dependentemente sob qual prazer estiver envolvido; 
assim os residentes dos prazeres da alma, passarão necessidades de 
praticarem atos virtuosos, pois é algo que lhes caracteriza, os 
residentes nos prazeres exteriores passarão necessidades a eles 
referentes (luxúria…). O sábio Qohelet (Salomão) em provérbios 
21.17, ao falar sobre o enriquecimento se referiu ao prazer do corpo.

É importante salientarmos que desde os tempos mais remotos o prazer 
como um elemento em si ou geral estava sempre interditado pela moral, 
ou culpa daquela época.
A Lenda do prazer(de E.L)
 Uma criança, jovem, formosa, dotada de valores morais impostos 
pelos pais e pela sociedade, desde sempre obediente e nunca 
rebelde. Então num certo dia em passeio com os pais uma força 
que ela desconhecia, de trás à empurrou, então ela com o seu impulso 
de forma não propositada esbarra fisicamente com os pais e estes, 
sem saber dos porquês, ralharam-se contra ela, e ela pressionada 
pelo estímulo forte que recebera, ou a que fora vítima, 
responde instintiva, e ofensivamente, e falta pela primeira vez com o
 respeito,aos pais e daí a grande desordem, pouco tempo depois
 ela sente a ânsia de os seus sentidos presenciarem a mesma dor, 
ou a mesma ilusão a que havia sido vítima; E como ela não 
tinha onde encontrar, condiciona tudo para satisfazer a sua 
curiosidade, pois pouca recordação do sucedido, ela tinha. Portanto
 ela encontra e mais tarde torna-se possuída pelo mesmo, e que a
 torna rebelde, mas cheia de força e ânimo para seguir em frente 
e enfrentar a vida.

ӿPortanto classificamos o prazer sob domínios: Racional, 
Irracional, e sob domínio Neutro, consideremos a definição 
de prazer como algo puramente voluntário (pelo menos para 
cada individuo). Assim sendo consideraremos prazeres racionais 
aqueles que precisam efetuar a hiper-cerebração, ou a grande 
atividade do cérebro, envolve a persuasão, condicionamento, lutam
 em prol do ego, afirmação do eu diferente da pessoa próxima, as
 surpresas. Etc. Se acreditas na existência de um Deus e nos 
conteúdos da bíblia sagrada leia (Salmos 9:2, Eclesiastes 2:1) 

Por outra são considerados prazeres irracionais como os primários,
 aqueles que procedem no corpo como um elemento em 
si prévio da compreensão exemplo o desejo de alimento (A sede,
 a fome,) os desejos ligados aos gostos e aos prazeres sexuais e
 em geral os desejos do tacto, olfacto, audição, e a vista, assim 
o bebé irracionalmente chora excessivamente um bem ausente, 
sem saber que este choro trará consigo consequências negativas.

O homem é um ser que vagueia a procura essencialmente do positivo
, do bem, de si e para si, ou melhor, cada homem carrega dentro de si
 um instinto que é a preservação da espécie, o bem ou bom de si,
 e segundo a definição anteriormente exposta diríamos que o
 homem é um ser caracterizado, ou resumido pelos prazeres segundo
 Marquês de Maricá . Cada um tem o seu prazer que o arrasta. E 
para Freud, de forma instintiva na mente humana há desejos e 
prazeres que lhe são proibidos.

Os prazeres sendo bons dividem-se e ai cada um recebe as suas 
características os irracionais vão ser caracterizados da seguinte 
maneira: existem comidas boas demais que preferiríamos comer 
o dia todo sem que nos repletássemos, quanto ao desejo sexual 
temos o orgasmo que é tão bom que de forma automática
 pensamos em prolongar por mais tempo pois dura tão pouco, 
as vezes desejamos pegar cheirar, ou ver demais o mui
 agradável. Se recorrermos as outras análises de costumes 
encontraremos a norma de que tudo quanto for demais faz mal. 
Segundo o pensamento de Marques de Maricá não é vontade do 
indivíduo estar mal algo que de forma instintiva o arrasta para o 
perigo (Freud), Aquele perigo não faz parte do seu querer, faz
 parte do seu querer o desejo sexual, a vontade de alimentar-se, 
apalpar, ver, mas não o mal que isto provocará, daí o seu carácter 
irracional.

Jean Paul Sartre na sua filosofia propõe um elemento
 importantíssimo para explicar o ser das coisas “O em si e o 
para si.” E ao explicar os desejos racionais decidi partir do “para si” 
já que o em si reduz-se ao prazer irracional que de uma ou de 
outra forma aparece como um elemento prioritário. Na filosofia de
 Sartre precisa do “em si” (comida, prazer sexual…) para existir, o
 para si (bem estar, amor, etc.) não tem um essência única e 
definida, varia consoante as circunstancias estado psíquico do
 indivíduo para indivíduo, é substituível. Ela reside mas tempo na 
psique do indivíduo e aparece muitas vezes como surpresa ex: alguém 
que reside nos prazeres irracionais sem mais nem menos decide mudar 
as suas pulsões para o racionalismo do prazer, para as pessoas que
 estão em sua volta ser-lhes-á uma surpresa. O indivíduo convive 
enormemente com estas ideias o que lhe levará a arranjar 
mecanismos de se libertar destas teias, o indivíduo pensa: quem 
amar, a quem amar, como amar. Exerce uma grande atividade 
cerebral que não exerce para comer, para desejar a(o) parceira(o),
 daí o seu carácter racional.

Em suma o prazer irracional é levado pelo prazer que limita a
 racionalização, ao passo que o prazer racional procura ser neutro. 
Assim sendo o prazer irracional é a existência que procura 
governar e desmoronar “o ser, o eu (o prazer racional).

Ainda encontramos os prazeres sob domínio neutros aquele que 
o indivíduo encontra onde se supõe não existir, nem sempre são
 perceptíveis, assim penso em entrar em um bar supondo 
encontrar ali uma satisfação do meu eu mais puro é
 o caso do sado-masoquismo-sexual (obtenção do prazer sexual 
exclusivamente por dor, humilhação, subserviência, flagelação, 
estrangulamento ou insultos durante a atividade sexual), o caso 
do fetichismo (pratica sexual por objetos ou coisas, roupas, 
cadeiras etc.) é o caso da Urofilia (obtenção do prazer pelo contacto
 da urina do parceiro), alguns há que obtêm o prazer enquanto 
gritam, outros enquanto choram. Os prazeres neutros não são 
universalmente afirmados, variam de indivíduo para indivíduo. 
Sem querer particularizar o conteúdo,Os fortes são aqueles que
 acreditam na existência de um ente superior, e mais forte que ele, 
se acreditas então confira outro exemplo do prazer neutro. Apóstolo
 Paulo na sua carta aos II coríntios 12:10 encontra-mos nele um prazer
 neutro ao afirmar:”Por isso sinto prazer nas fraquezas,
nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições…em segundas
 tessalonicences 2:12, encontramos outra espécie de prazer neutro.
(Para que sejam julgados todos os que não creram a 
verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.)

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