sábado, 27 de fevereiro de 2016

Refutando o "Vai ler a biblia!"



Eu confesso que adoro debater sobre religião com cristãos, porém, a discussão nem sempre termina de forma cordial. E mesmo nas vezes em que a conversa acaba civilizadamente, vez por outra ela é encerrada com um sonoro "Vai ler a Bíblia" vinda por parte dos cristãos. Essa expressão "Vai ler a Bíblia" funciona, na verdade, como um ad hominem eufemístico que ressalta a minha "burrice" com relação a assuntos bíblicos. Mandar-me ler a Bíblia soa, notavelmente, como um complexo do pombo enxadrista, uma vez que esse "argumento" dá ao interlocutor um subterfúgio para que ele saia ileso pela tangente no debate. O "Vai ler a Bíblia" é um mero sofisma que serve de pretexto para tentar dar sustentação a uma argumentação fraca ou inexistente. Mas eu vou além, pois quero usar esta postagem para refutar definitivamente essa 'tática' que só escancara a ignorância de quem a usa num debate.
É pra isso que serve a Bíblia?

Existem quatro motivos pelos quais ler a Bíblia não é algo necessário para debater sobre religião. Vou citar esses motivos a seguir:

Primeiro: A Bíblia é um livro de mitologia
No Novo Testamento, as palavras de Jesus foram distorcidas por causa dos erros de tradução e pelos remendos mal feitos no Concílio de Niceia. O cristianismo, para quem não sabe, foi montado através de um rocambolesco sincretismo religioso com cópias descaradas da mitologia persa e suméria. O próprio judaísmo foi uma cópia descarada do zoroastrismo. O Concílio de Niceia, como acabei de citar, serviu, basicamente, para usar a religião como meio político de manipulação das massas e, dessa forma, criou esse 'Frankenstein religioso' que é o atual cristianismo. Para quem duvida, este vídeo aqui PROVA que a Bíblia veio do politeísmo sumério. Preste atenção na Epopeia de Gilgamesh e no Enuma Elish e note as coincidências.

Segundo: Deus não se comunica através de livros
Não é necessário um livro para que Deus se comunique com as pessoas. Basta imaginar alguém que tenha nascido cego, surdo e mudo e assim viveu por décadas antes de morrer. Como uma pessoa nesse estado, que viveu anos e anos na escuridão e no silêncio absolutos, poderia ter a percepção da existência de Deus se ela nunca leu ou ouviu versículos bíblicos? Se há mesmo um deus que interfere na realidade objetiva, este deus fala de modo particular com cada um. Não é necessário um livro antigo escrito por humanos passíveis de erro para tal. É ridículo que num mundo com milhões de analfabetos, Deus se comunique justamente através de um livro velho escrito há cerca de dois mil anos.

Terceiro: Livros não provam nada
A Bíblia não prova coisa alguma, porque livros não provam nada. O que prova alguma coisa são as evidências e os fatos. Da mesma forma que o Alcorão ou o Bhagavad Gita não provam nada, a Bíblia também não prova coisa nenhuma. Eu vejo a Bíblia mais como um guia espiritual – e não como uma "verdade suprema". Além disso, a Bíblia foi escrita por homens, e não por Deus.

Quarto: Exegese e hermenêutica são falácias
Ler a Bíblia não torna ninguém mais sábio ou moralmente superior. Eu até tentei ler a Bíblia inteira quando era mais jovem, mas desisti logo no primeiro livro. Tem tantos absurdos no Gênesis, que é impossível levar aquela historinha infantil a sério. É preciso intepretar tudo que seja errado, violento ou antiquado e levar ao pé da letra somente as cosias boas. Ou seja: é necessária uma interpretação seletiva que não faz o menor sentido. Na verdade, todo o Velho Testamento é repleto de monstruosidades, como pude constatar posteriormente. Então, esse livro "Sagrado" de sagrado não tem nada.

Portanto, chega de usar esse argumento ridículo mandando os outros lerem a Bíblia.

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