domingo, 28 de agosto de 2016

A OSTENTAÇÃO



A OSTENTAÇÃO POR TRÁS DO CONSUMISMO


“É obsceno, mas é bom ter algo que poucos têm!”: A espiritualidade da cultura de consumo. (Jung Sung)

Consumismo é algo que causa controvérsias, porque ao mesmo tempo que as pessoas têm necessidades, muitas vezes adquire-se coisas por puro desejo e capricho. Para se obter certo status. A sociedade cria uma cultura que é importante, é bom ter algo que o outro não tem, ser o único a ter certo objeto. Este por sua vez, passa a ser desejado por outras pessoas que não podem ter.
Há uma relação de concorrência, e o bom não é ter algo que você precisa, ou por que é útil, mas sim algo que os outros desejam ter. Por ser desejado por outros esse objeto tem mais valor. Isso cria um sentimento de inveja no outro. O sentimento de rivalidade que estimula a fazer qualquer coisa para ter o que outro tem, para imitá-lo ou mesmo excedê-lo. Ser mais do que o outro ao adquirir algo, que será desejado por mais pessoas.
Os meios de comunicação como a televisão, outdoors, entre outros são muito relevantes para a expansão do consumismo exacerbado. Esta indústria da publicidade utiliza diversos métodos e estratégias para fazer com que o consumidor compre frequentemente; tem como objetivo criar num possível consumidor um descontentamento com aquilo que ele tem. Com isso, ele passará a consumir mais, porque não está satisfeito com o que tem, é pouco, ele precisa cada vez mais de algo melhor.
Um fato importante é que por trás do consumo e ostentação, está a busca de status social e econômico, além de poder preencher um vazio interior, uma busca constante de reconhecimento do outro e de si mesmo. A busca pela autoestima perdida.
Na sociedade atual para ser é preciso ter aquilo que é oferecido, desejado pelos meios de comunicação como algo bom e necessário a qualquer custo. Somos o que temos.
Necessidade versus desejos. O capitalismo confunde as pessoas, pois gira em torno de que não é suficiente satisfazer somente as necessidades vitais, é necessário satisfazer os desejos.
O que percebemos nisso tudo é que desequilíbrios como a exclusão social e ecológica são problemas muito pequenos diante da obsessão do consumo na sociedade contemporânea.
É preocupante concluir que os humanos estão cada vez mais envolvidos, com essa cultura do ter, para sobreviver. Criando até mesmo nas crianças esse absurdo, obsceno consumismo “sem causa.”
Vemos o tempo inteiro as pessoas desejarem o que o outro tem, e isso vem causando consequências graves para o convívio em sociedade. Existe uma relação muito grande entre o consumismo e a violência nas cidades, a ganância, o desejo de ganhar mais e mais. Não existe um contentamento, quanto mais se tem, mas se quer ter.
É necessário rever os valores, as prioridades da nossa sociedade. Levar em consideração que pessoas são mais importantes do que coisas, a nossa vida deve ser avaliada não pelo ter determinado objeto de desejo de outro, mas pelos relacionamentos que mantemos uns com os outros. A vida em sociedade não deve ser centrada na inveja, na concorrência, mas sim na relação, na comunhão entre os seres humanos.
Sentimentos como inveja, desejo de ser maior ou melhor do que o outro são contrários a Palavra de Deus, Jesus não faz acepção de pessoas, Ele não divide as pessoas por aquilo que elas têm, ao contrário Ele veio para unir. O consumismo divide as pessoas, é preconceituoso, não aceita a todos. Mas o princípio de Deus é a união, a igualdade. Aos olhos do Senhor todos são iguais e importantes. Nós, cristãos, precisamos abrir nossos olhos para a sutileza do sistema capitalista que o mundo vivencia e não cairmos nas ciladas do inimigo, que nos leva a pecar contra os princípios a Palavra de Deus, ao darmos o primeiro passo para o consumismo exacerbado. Lembre-se, tudo começa com pequenas concessões. Fique atento!

 :: NICIBEL SILVA

Nenhum comentário:

Postar um comentário