terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Aos que não conhecem a história de John Nash…

John Nash tinha 30 anos quando foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide. A ambição saudável de sua mente privilegiada lhe impôs a carga de uma terrível doença que o devastava.
Era uma mente brilhante e de destaque quando tudo aconteceu. No entanto, nada o impediu na hora de perseguir seus sonhos. Depois de anos de tratamentos sangrentos que tentavam ajudá-lo a superar sua doença mental, John Nash conseguiu manter-se sem sintomas.
Aprendeu a conviver com vozes e com suas alucinações. John ouvia vozes, via coisas… mas pôde lidar com elas.
 Compartilhar
Seu trabalho interno foi, como é óbvio, descomunal até o fim de sua dias. Logicamente viver sem ser capaz de discernir o que é real e o que não é foi muito complicado; no entanto, a mente brilhante de Nash conseguiu.
Nash ganhou o Nobel de Economia em 1994 por sua teoria dos jogos, ainda válida e útil no campo da estratégia. John combateu a esquizofrenia paranoide durante toda a sua vida. E, sim, conseguiu. Conseguiu levar uma vida completamente diferente da que sua doença lhes destinava.
Sua morte, como a sua vida, não foi a esperada. Em 23 de maio de 2015 Nash faleceu, junto à sua esposa, vítima de um acidente de trânsito.

uma mente brilhante

Exemplo de superação e de esperança

Devemos muito a ele, não só por sua contribuição à ciência, mas por nos contar sua história e voltar “ao mundo dos sãos” para nos ensinar que, trabalhando nosso interior, todas as mentes são brilhantes.
John agarrou-se à sua inteligência e conviveu com as vozes em sua cabeça, apesar de ser sufocado por elas. Sua luta não foi fácil. No entanto, conseguiu entender que o caminho da sua vida estava na aceitação, e nos mostrou isso.
Então lhe bateu a inspiração. Ele conseguiu criar um mundo estável num lugar em mudança. Apesar de suas limitações, Nash conseguiu uma posição como professor do MIT, enquanto, por sua vez, recuperava o brilho que seu problema mental havia tentado apagar.
John Forbes Nash aprendeu a viver com a esquizofrenia durante toda a sua vida aplicando uma regra de acordo com a qual “todo problema tem uma solução”. Algo que, embora não seja válido para todos os doentes mentais, pode se adequar a muitas vidas de alguma forma:
Viver sabendo que grande parte de nossa dor é inevitável deveria ser uma premissa que todos deveríamos seguir. Sem dúvida, John nos ofereceu a chave para desfrutar da vida: aceitar, fluir e agir.
uma mente brilhante

Nenhum comentário:

Postar um comentário