quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Salmo de Abraão


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Se há um salmo na Bíblia que retrata bem uma época na vida de Abraão, é o Salmo 23. E esta época seria os dias seguintes à  separação entre ele e o sobrinho Lot. Um ficou com as terras mais férteis, as campinas mais verdejantes, e o outro com os morros do prejuízo.

Quem tem promessa de Deus nunca fica no prejuízo.

Os pastores dos dois parentes começaram a contender. O tio disse ao sobrinho: Ora,  não convém que haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. A primazia da escolha era do mais velho, mas Abraão franqueou a oportunidade a Lot. 

Lot não perdeu tempo. Levantou os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era bem regada e parecia com o Éden. Em consequência dessa escolha, o tio ficou com pastagens inferiores. E mesmo que a princípio não tenha dado importância, mais tarde, certamente depois de ouvir os comentários da esposa e dos empregados, uma sombra de desânimo passou diante de seus velhos olhos.

Deus estava atento e percebeu. Tanto percebeu que decidiu levantar o ânimo de Abraão, já velho e com mais de 80 anos. Assim falou o Senhor: Levanta agora os teus olhos e olho desde o lugar onde estás, para a banda do Norte, e do Sul, e do Oriente e do Ocidente.

O interessante é notar que as campinas do Jordão, agora momentaneamente utilizadas por Lot, também estavam incluídas nessa promessa. O prejuízo era  apenas aparente. Não muitos dias depois, a família do sobrinho foi sequestrada por um povo beduíno. A campina tinha começado a mostrar o custo bem maior que o benefício. O verde dos pastos escondiam a guerra e a destruição da família.

E Deus continuou falando: Porque toda terra que vês te hei de dar a ti e a tua descendência, para sempre. E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua semente será contada. E Deus disse mais: Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura, porque a ti a darei.

E Abraão levantou o olhar e olhou para os quatro cantos da terra. Depois percorreu a terra e foi armar suas tendas em Hebron. Mil anos se passaram. E foi para a mesma Hebron que Davi subiu com sua família para começar a ser Rei sobre Judá. Quem mandou Davi subir para Hebron foi Deus.

Quando Davi escreveu o Salmo 23, ele começou  dizendo: O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Não sei se Davi  estava em Hebron quando escreveu este verso, mas com certeza ele tinha tudo a ver com Abraão. Imagino que, ao tomar conhecimento da escolha do sobrinho, Abraão olhou pela primeira vez para as pastagens com os olhos pessimistas de seus empregados e enxergou apenas prejuízo.

Depois que Deus mandou que ele levantasse os olhos para enxergar toda a terra e lhe fez uma promessa que abrangia não só as campinas do Jordão como muito além, agora com os olhos da fé, Abraão poderia muito bem ter dito: O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará!

Por isso, muito cuidado na hora de escolher os olhos para ver.

 

 

Como o cristinanismo chegou ao Japão


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João Cruzué

O cristianismo chegou ao Japão em 1542 levado pelos ventos que  impulsionavam as caravelas portuguesas. Comerciantes e jesuítas portugueses aportaram na Ilha de Kyushu, levando duas coisas bem diferentes: armas de fogo e a religião cristã.

O Shogum, (sho = comandante, general, + gun= exército, tropas, militar) o senhor feudal japonês, deu as boas-vindas ao comércio exterior e aceitou os missionários católicos, fascinado apenas pelas armas. Diante das demonstração do fogo das armas municiadas à polvora, eles concluiram que o dai-shô (a katana e a wakizashi), o conjunto de espadas longa e curta dos samurais, precisava da companhia de uma arma de longo alcance.

Os jesuítas liderados por São Francisco Xavier chegaram a converter e batizar a muitos, incluindo tanto camponeses quanto pessoas da classe dominante, próximas do shogun. Xavier orientou seus companheiros para aprender o Kanji, e daí surgiu o "romanji" - um mistura de latin com a língua nativa para uso no catecismo e na celebração das missas. Duas missões foram construídas, sendo uma delas no ano de 1550 na capital imperial - Kyoto. Havia interesse indireto do shogunato em permitir a introdução de uma nova religião em seus domínios, pois planejavam com isso dobrar a força dos monges budistas e do shintô.

Por volta do fim do século XVI, uma idéia sombria pairava sobre o sucesso da primeira missão, no Oeste do Japão. O shogunato passou a suspeitar de que os comerciantes e jesuitas eram na verdade infiltrados de táticas de conquista das potências ocidentais. A isso também foi levado em conta a forma grosseira com que alguns comerciantes tratavam os nativos. Já não eram mais vistos com bons olhos.

Por isso, em 1587, o xogum Toyotomi Hideyoshi proclamou um edito expulsando os missionários cristãos da Ilha de Kyushu. Nenhum franciscano ou jesuíta poderia mais desembarcar ali, a partir de 1593. Mesmo assim os jesuítas continuaram ativos no país. Então Hideyoshi intensificou a perseguição. Em 1597 ele proclamou um novo edito de banimento e como aviso executou ao fio da espada 26 missionários franciscanos em Nagasaki.

Depois dele outro xogum, Tokugawa Ieyasu, e seus descendentes continuaram a perseguir os camponeses cristãos nativos através de vários editos. Em 1637 houve uma revolta conhecida como a rebelião de Shimabara, onde 30.000 camponeses cristãos enfrentaram o exército de 100.000 guerreiros samurais do Castelo de Edo, da família Tokugawa. A rebelião foi esmagada com um alto custo para o exército do Shogum. No ano seguinte - 1638 - o cristianismo estava oficialmente extinto no Japão.

Em 1853, o Japão saiu do isolamento e reabriu as portas para uma nova interação comercial com o Ocidente. Missionários de todas as religiões: católicos, protestantes e ortodoxos foram enviados para lá, apesar da proibição. Em 1871, depois da restauração Meiji, a liberdade religiosa foi introduzida definitivamente pela Constituição Meiji, dando as comunidades cristãs existentes os direitos de existência legal e da livre pregação do evangelho.

A restauração Meiji foi uma sucessão de fatos que levaram o Japão a deixar o obsoleto sistema feudal para se tornar uma potência mundial nas décadas a seguir. Um desses acontecimentos foi a quebra da tradição com a mudança empreendida pelo Imperador Meiji, de Kyoto, a capital imperial, para estabelecer sua residência oficial no Castelo de Edo - a sede do shogunato da poderosa família Tokugawa. O Castelo de Edo e seus arredores vieram a se transformar em Tokyo (Capital do Leste), a grande metrópole japonesa. Com a mudança do imperador e a reabertura dos portos para o comércio exterior a era dos samurais e do feudalismo no Japão chegou ao fim.

A liberdade religiosa não foi o bastante para fazer do cristianismo uma religião popular no Japão. Ele tem crescido a taxas minúsculas; os cristãos são apenas cerca de 1 a 1,5% de uma população de 127 milhões.

Os símbolos cristãos têm sido mal compreendidos no Japão porque a forma de transmitir a mensagem do evangelho talvez não esteja adequada à compreensão nativa. A cultura japonesa tem olhos diferentes para pesar o valor das coisas. Para um japonês é incomum e até mesmo considerado de péssimo gosto, por exemplo, a construção de um templo em uma rua ou avenida movimentada, afirmam alguns analistas cristãos.

Por outro lado há coisas que os atraem no cristianismo, como por exemplo, a celebração da Santa Ceia. eles entendem bem a mensagem de um memorial de Cristo cujo corpo é o pão que é partido por nós. Eles são simpáticos a oportunidade que existe no final da missa/culto, principalmente de celebração da eucaristia/ceia, para por em dia o relacionamento social, reportou um padre católico.

Fontes de pesquisa: textos em inglês na WEB de autorias não conhecidas.

Igreja e credibilidade social



Sal
João Cruzué
Prometi para alguns amigos que iria escrever hoje um texto sobre a credibilidade da Igreja Evangélica  perante a sociedade. Depois de acompanhar as mudanças que ocorreram na Suécia, mas recentemente no Canadá e o que está para acontecer por estes dias na Grã Bretanha, fiquei profundamente chocado com a rapidez das mudanças. 

Três grandes nações. Três  grandes berços  de missionários  que impactaram o mundo nos séculos XIX e XX. As duass primeiras garroteadas por uma  lei da "homofobia" e o terceiro a poucos dias de cair perante a mesma legislação, restritiva à liberdade de pregação das verdades bíblicas completas. 

Como foi que as sociedades sueca, canadense e inglesa chegaram a este ponto, em que a liturgia dos templos e a pregação do Evangelho precisaramm ser "adaptadas" para celebrar bênçãos matrimoniais do casamento gay para fugir do rótulo da discriminação evitando citar trechos de alguns livros da Bíblia - por exemplo, a Epístola Universal de Paulo aos Romanos. 

O Canadá é evangélico. Cerca de 70% dos crentes são presbiterianos. Berço da Igreja do Povo, instituição fundada em Toronto pelo saudoso Pastor Oswald Jeffrey Smith em 1928. O escritor de vários livros de missões, sendo o "O Clamor do Mundo" um dos mais conhecidos. Líder da Aliança Cristã Missionária, uma das maiores agências de sustento de missionários do século passado. Nestes últimos dias, a Igreja do Canadá está as voltas com a Lei da "Homofobia" que passou tranquilamente pelo parlamento e se converteu em lei. A maior preocupação da Igreja do Canadá é com a perda da imunidade tributária, a partir de denúncias sobre pregações e supostas resistências em atender demandas gays, de casamento na Igreja, por exemplo. Alguns líderes de igrejas menores, já cogitam pagar o imposto de renda sobre os dízimos e ofertas,  para não comprometer a pregação do Evangelho integral.

 A Igreja da Suécia, berço dos missionários nórdicos que levaram o pentecoste para o Japão, Argentina e principalmente para o Brasil. Qual é sua situação? da última vez que acompanhei o debate, e isto já é coisa de uns três anos, a união das Igrejas Evangélicas de lá estavam mudando sua liturgia para não "afrontar" os direitos de homossexuais, ade uma lei da "homofobia" que passou tranquilamente pelo parlamento sueco. 

 Por fim, o Primeiro Ministro Gordon Brown estava superempenhado este ano em aprovar a lei que ampliava os direitos dos gays na Grã Bretanha. Recebendo inclusive a crítica de seus pares, que o consideravam muito envolvido com coisas pequenas em lugar de grandes projetos. 

Bem, amigos, a introdução do assunto está aberta na mesa e agora vem a pergunta principal: Por que a causa homossexual sobrepujou a importância da Igreja nestas três grandes nações que impactaram o mundo nos dois últimos séculos? A resposta mais curta: Porque as lideranças dessas Igrejas entristeceram o Espírito Santo. 

E como foi que isto aconteceu? Naturalmente, foi um processo de esfriamento muito devagar. Tão devagar e passou desapercebido. Os pastores pregavam, os crentes iam aos cultos, cantavam, contribuíam e depois, todos voltavam alegremente para suas casas com a consciência tranquila de que renderam um bom culto a Deus. Apenas, com o tempo, esqueceram-se de uma coisa: Que o culto não se restringe ao tempo passado no ambiente de um Templo. Ele oferecido a Deus 24 horas por dia. 

E assim, ao evitar qualquer envolvimento foram apagando a chama do Espírito de suas vidas. Uma Igreja insípida. Míope. Prioridades locais. E por locais, não estou me referindo ao lugarejo ou cidade, mas aos quatro cantos do templo mesmo. Ensaios, reuniões, acampamentos, seminários, pós-graduação, mestrados, doutorado em divindade... prática do evangelho, que é bom... nada! 

 Soube hoje, que um dos meus pastores mais admirado pela sua força em abrir campos, visitas, construir congregações, passou para o Senhor com hepatite "B". Há mais de 20 anos passou por uma operação e recebeu transfusão de sangue contaminado. Homem forte, saudável, de grande disposição. Nunca, jamais, imaginara que estivesse contaminado. Mas estava. Silenciosamente e imperceptivelmente o vírus avançava, sem que ele ou ninguém percebesse. Hepatite "B" não tem cura. Quando os sintomas apareceram e foi feito o diagnóstico, não havia mais nada a fazer. 

Assim também aconteceu com a Suécia e o Canadá. A Inglaterra também segue os mesmos passos. Os pastores pregavam, arrecadavam, mas deixaram foram deixando de se comprometer com a voz do Espírito Santo. A visão cotidiana das quatro paredes. Igreja alienada dos processos sociais. E um desfecho triste. Porque nunca foi incisiva em salgar a sociedade e falar quando devia, agora, tarde demais, tem desejo de recuperar o tempo perdido, mas o tempo se foi. 

Vejo com muita tristeza o que também acontece com a Igreja Evangélica no Brasil. A política encanta mais as lideranças que projetos de evangelização. Perante sociedade, a imagem que se sobrepõe é ruim. Pastores, Bispos e "Apóstolos" são vistos como homens avarentos. Que arrecadam, arrecadam, pedem e tornam a pedir - para quê? Para manter programas de TV no ar, construir templos, plantar sementes, mas que administram muito mal as finanças que recebem. 

Os recursos para a Obra do Senhor não são para comprar Redes de TV para semear lixo e esgoto de novelas e programas indecentes nas casas das pessoas. O dinheiro dos dízimos doados generosamente nas Igrejas, não são para comprar haras para criar cavalos QM, nem para adquirir fazendas de gado no Mato Grosso, nem para financiar campanhas políticas de "seu" ninguém. 

Se uma lei de homofobia passar no congresso brasileiro, é por responsabilidade das lideranças das Igrejas Evangélicas que diante dos brados gays ficam caladinhas, quietinhas, pensando que isso não tem nada a ver com seus "mundinhos" e projetos pessoais. Deus não perdoa alienação nem indiferença. A sociedade brasileira é crítica da exploração de pessoas humildes e fragilizadas por lobos disfarçados de pastores. De novela em novela, de fazenda em fazenda, de jatinho em jatinho, de carro blindado em carro blindado, a credibilidade da Igreja (que é atrelada ao comportamento de seus líderes) vai descendo a ladeira. 

A função da Igreja principal da Igreja é levar a voz de Deus ao povo. Sal e Luz. O amor e o consolo Deus que deve chegar aos cansados e sobrecarregados. Aos abatidos e quebrantados de Espírito. A Igreja deve ir até onde o Espírito mandar. Mas se a liderança passar por cima das ordens de Deus,  racionalizar, e der ouvidos a outras razões, pode entrar pelo mesmo caminho do rei Saul, e o destino vai ser o mesmo: Perda da presença do Espírito do Senhor e a perda da credibilidade para com a sociedade.

 Acontecendo isto, a Igreja Evangélica será como o sal inútil, atirado no chão para ser pisado por qualquer um. Infelizmente, isto só é descoberto quando é tarde demais. 

 O que aconteceu com as Igrejas da Suécia, Canadá e está para acontecer na Inglaterra, não foi obra do acaso. A Igreja destes lugares foi perdendo imperceptivelmente sua importância e credibilidade perante a sociedade. Em um processo lento e gradual, da mesma forma que está acontecendo agora no Brasil. 

Que Deus nos guarde.

As bênçãos de Deus na adversidade de Jó


Jó 
João Cruzué

O Livro de Jó é um das leituras mais fascinantes da Bíblia Sagrada. Ele introduz uma quebra de conceitos na lógica da prosperidade do pensamento legalista. Fez tudo direitinho? então  você prospera. Pisou na bola escondido? pois Deus está batendo a sua porta para cobrar. Sua família veio de grandes pecadores? então você nunca vai sair da miséria ou pobreza. Jó destoa. Desconcerta. Chama atenção para um ponto interessante: O justo, depois da prova, passa conhecer melhor a fragilidade da justiça humana enquanto alcança uma posição mais alta na comunhão com Deus.

Regra geral: Guarda com sinceridade os mandamentos e Deus vai prosperar você. A bênção calçada pelas obras, e as obras ditadas pela Lei. Legalidade  e prosperidade. Automático.

Regra distorcida: Sua prosperidade depende de quanto você abre seu bolso. "É dando que se recebe".  A regra de ouro dos corruptos atuais. Em um ambiente de pessoas fragilizadas por necessidades de graus diversos, profetas caídos correm atrás do prêmio de Balaão, explorando a fé e o bolso de quem precisa de uma solução de Deus.

Jó era um legalista, religioso, que a princípio pensava que um modo santo de viver sustentava a prosperidade de um homem. Ele ainda não sabia que a justiça humana era  ínfima diante da santidade de Deus. Quando entrou em crise e perdeu tudo, imaginou que  Deus  miséria. Seus conceitos de vida foram colocados em cheque, e ele nunca imaginou que o causador de tudo aquilo era o diabo. E Deus não julgou importante lhe revelar isto.

Os três amigos de Jó eram tão religiosos como ele. Julgavam que Jó tinha algum pecado escondido e que sua sorte revelava uma grande hipocrisia. Depois de ver a morte de todos os filhos, a perda de toda prosperidade e por fim a saúde da esposa foi pragmática: Amaldiçoa este teu deus e morre. Ela deve ter concluído que tanta má sorte em tão pouco tempo era pelo abandono divino.

Então, depois de Jó  ter chegado ao limite sem ter desistido, Deus olhou para Jó e se compadeceu. Mas, antes de devolver em dobro tudo que o diabo levou Deus também decidiu questioná-lo. E lhe mostrou que seu conhecimento da consciência de Deus era nada.

--Eis que sou vil; que te responderei eu? A minha mão ponho na minha boca, respondeu Jó.

E depois de ter tratado com Jó, Deus apareceu para Elifaz e o reprendeu. Mandou que ele avisasse os outros dois que levassem sete bezerros e sete carneiros para oferecer sacrifício na casa de Jó, e se humilhassem diante dele. Somente com a oração de Jó, Deus perdoaria a loucura das palavras dos três.

No final, Deus deu em dobro tudo que o diabo invejosamente tirou de Jó.  O dobro do rebanho, sete filhos e três lindas filhas. Jó agora não era o mesmo homem; já tinha renovado seu entendimento sobre quem era e quem era Deus. Ele tinha aprendido que Deus pode permitir a perda, como também se for da vontade dele, restituir tudo em dobro. Para que isto aconteça, você não deve desistir de orar nem de acreditar em Deus. Eu sei disso por experiência própria.

Continue firme! 

A  perda da prosperidade, a doença,  o desemprego, enfim os dias maus, o vale da sombra da morte pode vir tanto para o ímpio quanto para o crente. As obras de justiça escritas nos livros de Deus não servem moeda de troca para negociar com Deus. 

Andar direito com Deus é um dever de cada um. Dar tudo o que lhe resta para um pastor desonesto não é garantia aceita por Deus para lhe garantir prosperidade. Isto na maioria das vezes não funciona. E quando funciona é porque Deus é bondoso e teve compaixão de ver você caindo no conto do "vigário". 


Quero terminar dizendo que no capítulo 12 do Livro de Romanos está escrito: E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.


E quando Deus quer que deixemos de ser meninos no entendimento e nos tornemos cristãos maduros, ele nos trata como um Pai, que corrige os filhos para que cheguem à maioridade espiritual. Em tempos em que o "ter" é mais valorizado que o "ser", isto é bem difícil de entender.

Marcha da maconha na Avenida Paulista


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Snail

É livre a  expressão do pensamento e o direito de se reunir em ambiente público desde que avisado as autoridades. Concordo com isso, como também sei que estes direitos não são de fato tão absolutos, sob pena de invasão de direitos alheios que podem expressar interesses diversos. Entretanto, nossas excelências do Supremo Tribunal Federal não acham assim.

Na mesma toada da marcha da maconha, imagino que uma fila de marchas tão idiotas quanto estão a caminho. Como é direito meu discordar, pelo que eu saiba, a Constituição de 88 não deu liberdade ao STF para exercer o poder de legislar ou interpretar o espírito das leis distorcendo o verdadeiro espírito que as criou. Mas, isto vem acontecendo.

Por que as marchas pelas causas verdadeiramente necessárias não ajuntam 5.000, 10.000 ou 100 mil pessoas? Vamos a uma pequena lista.

1. Há centenas de muncípios do Nordeste que estão há mais de dois anos sem ter uma chuva forte. Centenas de milhares de pessoas estão passando privações enquanto o governo faz duas coisas: enquanto dá bolsa-família  aumenta o curral eleitoral.

2. Mais de 80 milhões de brasileiros ainda não concluiram o ensino médio. E o ensino básico é mesmo bem básico enquanto o salário do professor é abaixo do básico.

3. Mais de 50 bilhões de reais de recursos públicos vão ser jogados fora na construção de elefantes brancos para serem usados durante 30 dias na Copa de 2014.

4. Nos últimos 10 anos, o Governo já pagou mais de 2 trilhões de reais de juros da dívida pública.  Os impostos que saem do seu e do meu bolso são reservados para "superávit primário".

5. Para usar o  telefone você e eu pagamos 40% de impostos.  Para ligar uma lâmpada ou tomar um banho de chuveiro  são mais 30%. Até o mendigo é contribuinte do governo quando compra um pãozinho.

6. Pobres estudam em escolas públicas de primeiro e segundo graus e depois pagam faculdades particulares. Ricos já estudam em colégios particulares para passar no vestibular das melhores Universidades que são públicas.

7.  E para ficar por aqui, mais de 100 bilhões de reais vão para o ralo da corrupção, se considerarmos apenas a maldita taxa de "sucesso" nas contratações públicas.

Diante dessas "pequenas" coisas, um grupo de apologetas da maconha vão parar  a Avenida Paulista, para pletear a legalização do "fumo". Infelizmente, aí está a prova de que  maconha apequena a mente de certas pessoas, a começar por suas causas.

Do fracasso à vitória com Susan Boyle





Não importa quantas batalhas na vida você já perdeu, o importante é no final ganhar a guerra. Conta uma lenda que Einstein estava brincando sobre conceitos da Relatividade: "Fique uma hora com a pessoa amada e vai parecer que foi só um minuto. Coloque a mão sobre a chama por um minuto, e vai parecer que foi uma hora". Quando Deus tem planos para você, não importa o lugar na fila.

Susan M. Boyle ficou muito deprimida quando perdeu a final do concurso Britain's Got a Talent. Um concurso de calouros realizado pela Rede de Televisão britânica ITV. Ela passou quatro dias internada na psiquiatria, chateada pela divulgação de um número de telefone errado que a produção do programa divulgou. Por causa dessa trapalhada o primeiro lugar do concurso foi para o grupo de dança Diversity.

Alguma vez nestes últimos três anos você já ouviu falar do  grupo Diversity? Em termos de sucesso, do que lhe valeu aquele primeiro lugar? Foi um dos maiores exemplos de uma vitória relativa que eu já vi.
 


Já com a divulgação da música "I dreamed a Dream",  Susan Boyle ficou conhecida mundialmente da noite para o dia - apesar do segundo lugar. Ela se  mudou para os Estados Unidos, gravou pela Sony Music e vendeu 10 milhões de cópias do 1º álbum de novembro/09 a setembro/10. Em uma semana - de 23 a 30 de novembro de 2009 vendeu mais 8 milhões de cópias, recorde registrado no Guiness Book, desbancando  Withney Houston

Nelson Piquet, um brasileiro tricampeão mundial de F1, disse uma célebre Frase: Quem fica em segundo lugar é o primeiro na fila dos perdedores. Mas, quando Deus quer, o segundo se torna maior que o primeiro. Susan Margareth Boyle é o exemplo perfeito.

Steve Jobs era o gênio por trás da Apple.  A companhia que fundou e  criou o primeiro microcomputador pessoal. Sua liderança era inegável, mas sua arrogância, insuportável. Foi despedido pelos próprios sócios. Este prejuízo e abandono foram decisivos para que ele reencontrasse o caminho para cima. Foi reconduzido anos depois para a mesma Apple. Ali voltou a  trabalhar e criar. Seu gênio melhorou e suas escolhas foram certas e decisivas. No ano passado, antes de morrer, a Apple era a empresa mais valiosa do mundo, valendo cerca de 391 bilhões de dólares.

Se Deus estiver em sua causa, todo prejuízo é relativo e pode ser transformado em lucro, para mostrar que Deus é tudo e nada somos sem Ele.

A Kodak durante mais de cem anos foi uma das maiores multinacionais americana. Até semana passada, quando pediu autofalência. Foi líder de mercado por um século, mas sua liderança se esfarelou.

A Xerox tinha um departamento top de engenheiros. Eles patentearam quase todos os dispositivos de um microcomputador. Mas a visão da empresa era curta; seus executivos não criam que os computadores pessoais se tornassem um produto de massa,  por isso venderam todas as patentes para a IBM, para ficar somente no ramo de fotocópias.

Não se impressione,
como fez o Profeta Samuel na casa de Jessé. Ele se confundiu achando que a beleza era um sinal de aprovação de Deus. Assim também tem Deus nos falado ultimamente pela vida de Susan Boyle. Quando o Senhor responde uma oração, não há beleza, nem força, nem potestades, nem  inferno, nem coisa alguma deste mundo ou fora dele que possa impedi-LO de cumprir Sua vontade


Aceite Jesus. Ande na presença do Senhor e prepare-se para grandes surpresas.

Pérolas do Senhor


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Pérola de grande valor


Até pouco tempo, eu pensava que uma pérola era produzida por um grão de areia que invadia o interior de uma ostra, tal como uma pedra no sapato. Pode ser que algum caso isso aconteça, mas não é assim.  Desejei escrever esta mensagem, aproveitando a oportunidade de ouvir e  poder compartilhar. As  palavras de uma mensagem falam primeiro com seu autor. Como o azeite da viúva do capítulo do II Livro de Reis, elas tem o poder de encher as botijas das almas quando emborcadas na posição de dar.

"A pérola é  o resultado de uma reação natural do molusco contra invasores externos, como certos parasitas que procuram reproduzir-se em seu interior. Para isso, esses organismos perfuram a concha e se alojam no manto, uma fina camada de tecido que protege as vísceras da ostra. Ao defender-se do intruso, ela o ataca com uma substância segregada pelo manto, chamada nácar ou madrepérola, composta de 90% de um material calcário - a aragonita (CaCO3) -, 6% de material orgânico (conqueolina, o principal componente da parte externa da concha) e 4% de água. Depositada sobre o invasor em camadas concêntricas, essa substância cristaliza-se rapidamente, isolando o perigo e formando uma pequena bolota rígida. As pérolas perfeitamente esféricas só se formam quando o parasita é totalmente recoberto pelo manto, o que faz com que a secreção de nácar seja distribuída de maneira uniforme. "Mas o mais comum é a pérola ficar grudada na concha, como uma espécie de verruga." Mundoestranho.abril.com.br.

 Apenas uma em cada 10.000 conchas são infectadas por parasitas na natureza. Um fenômeno raro, pois a concha da ostra é uma defesa muito eficiente. E uma pérola esférica, perfeita, deve ser um evento ainda mais raro, considerando a probabilidade de apenas 100 ostras produtoras em um milhão de eventos.

As aflições e tribulações do crente são oportunidades para atuação da graça de Deus. "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" I Tessalonicenses 1.8. Certamente, Paulo não estava falando em um contexto de alegria, senão de lutas e perseguições. Creio que ninguém há que  ame viver sob tribulações, nem a própria ostra, pois isso nos tira da zona do conforto. No entanto, Deus tem planos diferentes. Se Ele quiser que nossa vida resplandeça como uma pérola de grande valor, permitirá que passemos por vales profundos.

Por mais inteligentes e intelectuais que formos, esta sabedoria é nada perante o conhecimento de Deus. E nunca é demais lembrar que por natureza somos inclinados à presunção e independência. Duas coisas que prejudicam um relacionamento mais íntimo com Deus.

Se você está debaixo de grande luta ou caminhando pelo vale da sombra da morte, não se esqueça de duas coisas: O Senhor não "te" abandonou. Da mesma forma que estava em silêncio, mas atento ao sofrimento de Jó e da viúva endividada, no tempo apropriado Ele  irá se manifestar e mudar a sua sorte.

E por fim, chegará o dia  que ele vai usar a sua vida, como uma pérola de grande brilho, para exemplo de vitória para consolar  ed animar outros que passam pelas mesmas tribulações.