terça-feira, 14 de agosto de 2012

AS AVES QUE AQUI GORJEIAM TAMBÉM GORJEIAM LÁ...CONCORDAM?




 























TENHO CERTEZA QUE JÁ VI ESTAS CENAS EM ALGUM LUGAR E VOCÊ?

O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO"








"Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia:

– Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail.... Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:

– Vamos marcar uma saída!... – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre!!!"

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

quartel tobias de aguiar ( R.O.T.A) SP



O mais tradicional 

Quartel Paulista

Recentemente o Tudo por São Paulo atingiu a marca de 60.000 page views.
Para comemorar o número e agradecer aos fiéis leitores do blog, publico hoje uma matéria especial sobre o quartel do 1o Batalhão de Polícia de Choque "Tobias de Aguiar" no bairro da Luz em São Paulo.

Sem sombra de dúvida, o quartel da Luz é um dos locais mais históricos da cidade. Dentro de suas muralhas ocorreram fatos que alteraram o curso da história do Brasil, sendo mais marcantes os ocorridos em 1924 e 1932.
Acompanhe a seguir algumas imagens do quartel, sede da ROTA - Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - um verdadeiro museu a céu aberto.

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A Lei No 86 de 9 de dezembro de 1873 declarou de utilidade pública a vasta gleba pertencente ao Recolhimento da Luz. Após dezenove longos anos de burocracias e indefinições, a Força Pública inaugurava o seu quartel na Avenida Tiradentes em 1892.
O projeto do arquiteto Ramos de Azevedo é típico das fortalezas da Legião Estrangeira na África com torreões laterais, ameias e guaritas - predominando sempre a linha reta. O material empregado em sua construção é originário de diferentes partes do mundo: Telhas francesas, tijolos italianos e portas em pinho de riga trazidos da Rússia.

Abaixo vemos a entrada principal do quartel em dois momentos: Em 1924 com trincheiras fechando a Avenida Tiradentes e atualmente sendo utilizado pelo 1o BPChq.

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A representação das armas e bandeiras do Batalhão em um magnífico trabalho artístico.

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Ao atravessar o portão principal o visitante se depara com o amplo páteo interno, aonde além das moderníssimas viaturas encontram-se uma série de monumentos referentes as passagens do Batalhão.

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Uma exclusividade do Tudo por São Paulo. Uma imagem em primeira mão das novas viaturas Hilux no páteo do Batalhão.

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No centro do páteo, ao lado dos brasões da Polícia Militar e do 1o Batalhão e abaixo do lema da ROTA, encontra-se o Monumento aos Heróis de Canudos - os doze Soldados Paulistas que tombaram em 1897 no combate que colocou fim ao reduto de Antônio Conselheiro. As ações do Batalhão foram mencionadas no livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, que a ele se referia como o “Batalhão Paulista”.

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Homenagem ao Capitão PM Alberto Mendes Junior, morto em maio 1970 por terroristas que se encontravam cercados no Vale da Ribeira. Por iniciativa própria o então Tenente Mendes Júnior se ofereceu como refém em troca de soldados feridos. Acabou executado a coronhadas de fuzil.

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Um dos momentos mais dramáticos da história de São Paulo está representado na belíssima escultura de Vicente Larocca, que recentemente foi acomodada dentro do Batalhão.

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Duas imagens que traduzem o correr dos anos dentro das muralhas do quartel. Em 1924 um veículo blindado usado pelos revoltosos e a nova viatura da ROTA estacionada no mesmo local, 87 anos depois.

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Homenagem aos Soldados do 1o Batalhão tombados no cumprimento do dever.

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Monumento aos soldados do 1o Batalhão mortos durante a Revolução de 1932. Além do 1o Batalhão ter tomado parte nos combates no setor de Cunha e no Túnel da Mantiqueira, o quartel da Luz também foi palco de um momento dramático quando no início da revolução o povo paulista pleiteando a adesão da Força Pública, se aglomerou nos portões do quartel clamando em nome da causa constitucionalista em um incidente repleto de tensão.

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Bustos do Brigadeiro Tobias de Aguiar, fundador da Polícia Militar e do Cel PM Salvador D´Aquino, comandante do 1o BPChq quando da criação da ROTA em 1970.

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Detalhe da arquitetura de Ramos de Azevedo.

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Mais história: O belíssimo Salão de Honra que guarda relíquias como as bandeiras históricas do Batalhão e o detalhe da Galeria dos Comandantes do 1o Batalhão.

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A bandeira conduzida pelos campos de batalha na Campanha de Canudos em 1897.

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No quadro trazendo as medalhas da Guerra do Paraguai, a lembrança da participação do 1o Batalhão na epopéia da "Retirada da Laguna". Este quadro foi doado recentemente ao 1o Batalhão pelo meu amigo e colecionador Alfredo Duarte.

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Um local aonde literalmente se respira história. Nos antigos túneis que ligam o quartel aos demais quartéis da região, foi montada mais uma exibição de itens e fotos da trajetória do Batalhão. Destaque para a telha de fabricação francesa.

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Agradeço ao Comandante da ROTA, Ten Cel Paulo Adriano Lopes Telhada pela colaboração na montagem desta matéria. Como sempre, fui muito bem recebido pelos soldados da ROTA que além de extremamente profissionais, são conhecedores de sua história - que futuramente estará contada em detalhes em um novo livro assinado pelo Ten Cel Telhada.

BIBLIOGRAFIA: "Luz, Notícias e Reflexões". História dos Bairros de São Paulo. Clóvis de Athayde Jorge. DPH, 1988. As fotos que ilustram esta matéria são de autoria do proprietário deste blog. As duas fotos da Revolução de 1924 foram extraídas do exemplar de agosto daquele ano da "Revista da Semana"

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

COMO MANTER-SE JOVEM







1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.


2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)


3. Aprenda sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie as menores coisas

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele(a)!

6. Quando as lágrimas aparecerem, agüente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não consegue melhorá-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa

10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.



Não esqueça : Com cara amarrada não se arruma nada.




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Deficiências



deficiencia




Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.


Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.


Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.


Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.


Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.


Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.


Diabético é quem não consegue ser doce.


Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.


E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois Miseráveis são todos que não conseguem falar com DEUS.


A amizade é um amor que nunca morre.


(Mário Quintana)

O SILÊNCIO DOS ÍNDIOS



indio,1
Nós os índios conhecemos o silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade para nós ele é mais poderoso
do que as palavras.

Nossos ancestrais foram educados
nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram essa sabedoria.
“Observaescuta e logo atua” nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.

Observa os animais, para ver como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões, para ver como se comportam..
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro com o coração e a mente quietos
e então aprenderás.

Quando tiveres observado o suficiente então poderás atuar.
Com os brancos é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos
e todos falam cinco dez cem vezes.

E chamam isso de “resolver um problema”.
Talvez o silêncio seja duro demais a vocês
porque mostra um lado que não quereis ver.

Quando estão numa habitação e há silêncio ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então falam compulsivamente
mesmo antes de saber o que vão dizer.

Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.

Para nós isso é muito desrespeitoso
e muito estúpido inclusive.
Se começas a falar eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutar
se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou te interromper.

Quando terminares tomarei minha decisão
sobre o que disseste, mas não te direi se não
estou de acordo a menos que seja importante.
Do contrário simplesmente ficarei calado
e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.

Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas palavras
como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que
a terra está sempre nos falando e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.*

Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.
“Não sofremos de falta de comunicação
mas ao contrário sofremos com todas as forças
que nos obrigam a nos exprimir
quando não temos grande coisa a dizer”.



(Sabedoria indígena).


* A Terra está falando muito, mas poucos a ouvem ou entendem a sua mensagem (principalmente as atuais).

Oito versos que transformam a mente – Dalai Lama





dalai lama, a
1. Com a determinação de alcançar. O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes, mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos, vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

     Aqui, estamos pedindo: “Possa eu ser capaz de enxergar os seres como uma jóia preciosa, já que são o objeto por conta do qual poderei alcançar a onisciência; portanto, possa eu ser capaz de prezá-los e estimá-los.”


 
     2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender. A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas, e, com todo respeito, considerá-las supremas, do fundo do meu coração.


     “Com todo respeito considerá-las supremas” significa não as ver como um objeto de pena, o qual olhamos de cima, mas, sim, as ver como um objeto elevado. Tomemos, por exemplo, os insetos: eles são inferiores a nós porque desconhecem as coisas certas a serem adotadas ou descartadas, ao passo que nós conhecemos essas coisas, já que percebemos a natureza destrutiva das emoções negativas. Embora seja essa a situação, podemos também enxergar os fatos de um outro ponto de vista. Apesar de termos consciência da natureza destrutiva das emoções negativas, deixamo-nos ficar sob a influência delas e, nesse sentido, somos inferiores aos insetos.


 
     3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente. E, sempre que surgir uma emoção negativa, pondo em risco a mim mesmo e aos outros, vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.


      Quando nos propomos uma prática desse tipo, a única coisa que constitui obstáculo são as negatividades presentes no nosso fluxo mental; já espíritos e outros que tais não representam obstáculo algum. Assim, não devemos ter uma atitude de preguiça e passividade diante do inimigo interno; antes, devemos ser alertas e ativos, contrapondo-nos às negatividades de imediato.


 
     4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa, e aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos. Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso, Muito difícil de achar.


      Essas linhas enfatizam a transformação dos nossos pensamentos em relação aos seres sencientes que carregam fortes negatividades. De modo geral, é mais difícil termos compaixão por pessoas afligidas pelo sofrimento e coisas assim, quando sua natureza e personalidade são muito perversas. Na verdade, essas pessoas deveriam ser vistas como objeto supremo da nossa compaixão. Nossa atitude, quando nos deparamos com gente assim, deveria ser a de quem encontrou um tesouro.


 
     5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa, ou a insultarem e caluniarem, vou aprender a aceitar a derrota, e a eles oferecer a vitória.


      Falando de modo geral, sempre que os outros, injustificadamente, fazem algo de errado em relação à nossa pessoa, é lícito retaliar, dentro de uma ótica mundana. Porém, o praticante das técnicas da transformação da mente devem sempre oferecer a vitória aos outros.


 
6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança, magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,vou aprender a ver essa outra pessoa como um excelente guia espiritual.


      Normalmente, esperamos que os seres sencientes a quem muito auxiliamos retribuam a nossa bondade; é essa a nossa expectativa. Ao contrário, porém, deveríamos pensar: “Se essa pessoa me fere em vez de retribuir a minha bondade, possa eu não retaliar mas, sim, refletir sobre a bondade dela e ser capaz de vê-la como um guia especial.”


 
     7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção. Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos. E a tomar sobre mim, em sigilo. Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.


      O verso diz: “Em suma, possa eu ser capaz de oferecer todas as qualidades boas que possuo a todos os seres sencientes,” — essa é a prática da generosidade — e ainda: “Possa eu ser capaz, em sigilo, de tomar sobre mim todos os males e sofrimentos deles, nesta vida e em vidas futuras.” Essas palavras estão ligadas ao processo da inspiração e expiração.      Até aqui, os versos trataram da prática no nível da bodhicitta convencional. As técnicas para cultivo da bodhicitta convencional não devem ser influenciadas por atitudes como: “Se eu fizer a prática do dar e receber, terei melhor saúde, e coisas assim”, pois elas denotam a influência de considerações mundanas. Nossa atitude não deve ser: “Se eu fizer uma prática assim, as pessoas vão me respeitar e me considerar um bom praticante.” Em suma, nossa prática destas técnicas não deve ser influenciada por nenhuma motivação mundana.


     8. Vou aprender a manter estas práticas. Isentas das máculas das oito preocupações mundanas. E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios. Serei libertado da escravidão do apego.


      Essas linhas falam da prática da bodhicitta última. Quando falamos dos antídotos contra as oito atitudes mundanas, existem muitos níveis. O verdadeiro antídoto capaz de suplantar a influência das atitudes mundanas é a compreensão de que os fenômenos são desprovidos de natureza intrínseca. Os fenômenos, todos eles, não possuem existência própria — eles são como ilusões. Embora apareçam aos nossos olhos como dotados de existência verdadeira, não possuem nenhuma realidade. “Ao compreender sua natureza relativa, possa eu ficar livre das cadeias do apego.”
    


  Deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva.
 
(Excerto de The Union Of Bliss And Emptiness.)
Fonte: www.dalailama.org.br